22 de junho de 2026

A importância da decisão da Corte Britânica sobre o caso de Mariana

Corte britânica envia um recado claro: grandes corporações não estão acima da lei e não podem escapar de suas responsabilidades
Desastre barragem do Fundão, Mariana - Foto de Antonio Cruz - Agência Brasil

Justiça britânica responsabiliza BHP por rompimento da barragem de Mariana, em 2015, evidenciando negligência no setor da mineração.

Decisão reafirma direito à justiça e reparação integral para vítimas de tragédias socioambientais, como em Mariana e Brumadinho.

Associação destaca importância da responsabilização de grandes corporações e reafirma compromisso com busca por justiça no Brasil e no exterior.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Vale em Brumadinho (MG) – AVABRUM – destaca a relevância da decisão proferida pela Justiça do Reino Unido, que reconheceu a responsabilidade da mineradora BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015.

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Esse julgamento representa um marco para as vítimas de Mariana e para todas as famílias atingidas por crimes socioambientais no Brasil — incluindo Brumadinho, onde 272 vidas foram perdidas. A decisão da Corte britânica envia um recado claro: grandes corporações não estão acima da lei e não podem escapar de suas responsabilidades diante da destruição de vidas humanas e territórios inteiros.

A sentença reafirma o direito à justiça e à reparação integral, inclusive por meio de instâncias internacionais quando necessário. Também evidencia um padrão de negligência no setor da mineração, repetido em Brumadinho, desta vez sob a responsabilidade direta da Vale. Tragédias como essas são evitáveis — e ocorrem quando escolhas priorizam o lucro em detrimento da vida.

Para quem perdeu familiares, casas, rios e modos de vida, cada avanço na responsabilização é uma forma de reconhecimento e respeito. O sofrimento dessas pessoas não será apagado.

A AVABRUM se solidariza, de maneira fraterna e profunda, com os familiares e atingidos de Mariana. As lutas dessas duas comunidades revelam a mesma realidade: um modelo de mineração que trata vidas e territórios como descartáveis.

Reafirmamos nosso compromisso de cobrar justiça efetiva no Brasil e no exterior. Defendemos processos que escutem as vítimas e que não se deixem enganar pela propaganda de reparação ou pelo marketing de empresas que se apresentam como socialmente responsáveis, mas acumulam um histórico de mortes e destruição.

A decisão britânica não devolve as 20 vidas perdidas em Mariana, mas reforça a esperança de que, em 2026, quando o Judiciário brasileiro iniciar as audiências do processo criminal de Brumadinho, prevaleçam a memória, a verdade e a lei — o que significa responsabilizar exemplarmente os envolvidos nos crimes.

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