Sugerido por Sérgio T.
Da BBC Brasil
Procurado pela Justiça, líder opositor venezuelano desafia Maduro e Capriles
por Claudia Jardim
Popular, carismático, imprevisível, arrogante e sedento de poder. Essas são algumas das características que analistas e líderes políticos costumam usar para definir Leopoldo López, o mais novo inimigo público do governo venezuelano de Nicolás Maduro.
Referência da ala radical da oposição venezuelana, López está sendo procurado pela Justiça venezuelana. A polícia chegou a fazer buscas em sua casa neste domingo, mas ele não estava lá.
O opositor não é visto em público desde quarta-feira, quando milhares de estudantes sairam às ruas, liderados por ele, para exigir uma mudança de governo.
No entanto, ele divulgou um vídeo neste domingo, dizendo ser inocente e desafiando as autoridades a prendê-lo durante uma marcha que ele convocou para a terça-feira.
“Não tenho nada que temer, não cometi nenhum delito, sou um venezuelano comprometido com nosso país, como nosso povo. Se há alguma decisão legal de me prender, estarei pronto para assumir essa perseguição e essa decisão infame por parte do estado”, disse.
Ele é acusado de ser o autor intelectual da onda de protestos violentos que tomou a capital do país nos últimos dias. As marchas se tornaram mais violentas na quarta-feira, quando três homens foram mortos durante um protesto contra o governo. Maduro acusa López de incitar a violência, enquanto a oposição afirma que os homens foram assassinados por milícias pró-governo.
“López ordenou que todos esses jovens violentos, treinados por ele, destruíssem metade de Caracas e então resolveu se esconder”, disse o presidente. “Se entregue, seu covarde!”
‘Golpe’
López se converteu na mais nova dor de cabeça do ex-candidato presidencial e governador Henrique Capriles – líder do setor moderado da coalizão opositora – desde que decidiu colocar em prática o plano chamado “A saída”. Apoiado pelo movimento estudantil, o plano consiste em intensificar a onda de protestos no país até levar o presidente à renúncia.
“Ainda acreditam que devemos esperar até 2019 (fim do mandato de Maduro) para sair deste regime?”, questionou López, em seu perfil no Twitter, ao convocar os protestos.
Essa declaração foi interpretada pelo governo como um chamado a um golpe de Estado.
A escalada de violência que tem marcado o tom dos protestos nos últimos dias preocupa aos “moderados” da oposição. Um dos membros da Mesa de Unidade Democrática (MUD) afirmou à BBC Brasil que o setor moderado da oposição tentou dissuadir López de sua “aventura” com os estudantes.
Ambições pessoais: conservador, vinculado aos partidos de direita da região, López é visto como um “maverick” – jargão político para definir quem desobedece as linhas do partido – na avaliação do analista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela. “López tem um estilo muito personalista, pouco institucional. Ele está sempre em permanente busca de protagonismo”, afirmou Romero.
A seu ver, a polêmica decisão de levar a população às ruas para promover uma mudança de governo é uma manobra que tem como objetivo “ambições pessoais”, mas que pode levar à crise toda a coalizão opositora. “Leopoldo é um dirigente que neste momento está promovendo danos importantes à oposição democrática”, afirmou.
Sua habilidade em promover rupturas entre aliados políticos também foi destacada com preocupação por um conselheiro político da embaixada dos Estados Unidos em Caracas. Em documento desclassificado de 2009 vazado pelo Wikileaks, Robin D. Meyer, qualificou a López como uma “figura divisora da oposição, arrogante, vingativo e sedento de poder”, diz o documento que tinha como enunciado “O problema Leopoldo”.
A historiadora Margarita López Maya caracteriza a López como um político “audaz, ambicioso e carismático”. Em sua opinião, ele é capaz de capitalizar os anseios da juventude que não vê saídas, se não o protesto, como mecanismo de pressão para debilitar o chavismo.
“Levá-lo prisão seria convertê-lo em um mártir e ele seria catapultalo a uma candidatura presidencial”, avaliou a historiadora.
Entre os jovens que estão protestando nas ruas, López é visto como um ícone da rebelião anti-chavista e um potencial presidenciável. “Se ele for preso, o movimento estudantil irá às ruas defender sua liberdade. Compartilhamos com ele a visão de que é preciso mudar esse governo. Vamos continuar nas ruas até a renúncia do presidente”, afirmou à BBC Brasil o dirigente estudantil Daniel Alvarez.
Carreira
Ex-prefeito do munícipio de Chacao (2000-2008), López, de 43 anos, vem de uma das familias da elite venezuelana, ligada ao setor industrial e petroleiro.
Como prefeito, participou ativamente dos protestos que culminaram no golpe de Estado que derrocou brevemente o governo Chávez. Desde então, não pode se desvincular do rotulo de “golpista”, atribuido pelo governo e seus seguidores.
Em 2008, uma acusação de mau uso de recursos públicos, como prefeito de Chacao, fez com que o político fosse inabilitado politicamente pela justiça da Venezuela. Essa decisão do tribunal, impediu que lider opositor se projetasse como potencial candidato presidencial.
Formado em Harvard, sua carreira politica começou no partido Primeira Justiça, o mesmo de Capriles. Um racha interno o levou a abandonar o grupo. Ele então se filiou ao partido conservador Um Novo Tempo, onde permaneceu pouco tempo, até fundar seu atual partido Voluntad Popular.
Mar da Silva
18 de fevereiro de 2014 2:34 pmVenezuela, Ucrânia. Síria e
Venezuela, Ucrânia. Síria e os protestps financiados pelos EUA.
Motta Araujo
18 de fevereiro de 2014 3:23 pmOs do Brasil tambem são, a
Os do Brasil tambem são, a Sininho que o diga.
Miguel Zibboni
18 de fevereiro de 2014 3:56 pmNão deixe que o Diabo o faça recair no erro
Todos os dias pela manhã leia 10 páginas do Popol Vuh – a Bíblia do Maia. E siga feliz sem o amargor do passado.
Álvaro Noites
18 de fevereiro de 2014 3:03 pmUm Lacerdinha de quinta …
Um Lacerdinha de quinta …
Motta Araujo
18 de fevereiro de 2014 4:38 pmBom mesmo é o Maduro,
Bom mesmo é o Maduro, superior ao De Gaulle, altissimo nivel intelectual.
Miguel Zibboni
18 de fevereiro de 2014 5:23 pmO sr. pegou mesmo o ônibus certo…
E não se importe com os descrentes que consideram que o senhor esteja sendo irônico, já que o antigo Motta Araújo não poderia elogiar o anti- americano De Gaulle – que por essa razão , durante a segunda guerra não gozava da confiança de Roosevelt (seu favorito para comandar as forças militares da Resistência era o General Giraud).
Arriba, Comandante Araujo!
Motta Araujo
18 de fevereiro de 2014 7:20 pmMeu caro, o General De Gaulle
Meu caro, o General De Gaulle é um dos meus ídolos historicos, tenho cinco edições diferentes de MEMORIAS DE GUERRA, um dos grandes personagens do Seculo XX, outro ídolo é Stalin, que sabia manejar a politica como ninguem, tenho 36 biografias dele, entre as 300 já publicadas. O fato de Roosevelt não gostar de De Gaulle é um elogio, Roosevelt fez imensas besteiras na Segunda Guerra, inclusive perder Roma depois da queda do fascismo em 1943, dando tempo aos alemães para ocuparem a Italia, bancar Giraud foi outra besteira, o homem não tinha 3 soldados apoiando ele, sou um critico contumaz da politica externa americana há 50 anos, o volume de bobagens que ja fizeram é que faz ser incrivel a esquerda lhes atribuir tantos feitos que nunca fizeram, como comandar o movimento de 64, nunca teriam competencia para isso mesmo se quisessem.
Ao contrario de simploides, posso pensar em varias direções ao mesmo tempo, o homem brilhante me fascina, os burros eu desprezo, seja nos dois casos qualque que for a ideologia, há comunistas brilhantes e há esquerdoides burrissimos que só leram um livro na vida (geralmente AS VEIAS ABERTAS DA AMERICA LATINA), Peron era brilhante e Madame Kircher uma completa maluca, Chavez era brilhante, o conheci pessoalmente, já seu sucessor não passaria em concurso de gari no Rio de Janeiro.
junior50
18 de fevereiro de 2014 9:39 pmArrasou,
Apesar de não raro discordarmos, seu preambulo sobre as burrices, ou crenças de FDR, resume o que acho, inclusive sobre Stalin.
Tambem tive o prazer de conhecer pessoalmente, em viagem ao Recife, creio que em 2007/2008, o Cel.Paraquedista Hugo Chavez, pois estavamos hospedados no mesmo hotel ( Dorisol – Jaboatão), e conversei com ele, não o consideraria brilhante, mas integente, perspicaz, de grande visão politica – muitos pensam que ele era um néscio, sem educação formal ou histórica, mas não era mesmo, Cel. Chavez, comentando sobre seu avô (um lider popular venezuelano), e sobre os livros que ele leu, ele tinha uma “base”, que Maduro nunca terá ( quem tem base é a mulher dele, que “é o cão chupando manga, de brava”, só não está no lugar dele, porque é mulher, e Diosdado Cabello, não vai com a cara dela.).
Motta Araujo
19 de fevereiro de 2014 3:11 amChavez inclusive falava um
Chavez inclusive falava um inglês bem razoavel, fora do palanque tinha uma narrativa sensata e equilibrada, fez algo que pouca gente sabe, convidou a Chevron para ser a principal operadora dos novos campos de petroleo do Orinoco, algo que nem Carlos Andres Perez teria coragem de fazer. Os negociadores em nome da Venezuela para acertar a nacionalização
de uma grande empresa americana eram advogados americanos escolhidos por Chavez para representar a PDVSA na mesa de negociação. A PDVSA foi a compradora das primeiras grandes estatizações.
Não se pode esquecer que o maior ativo venezuelano no exterior é uma empresa americana, a CITGO, maior rede de postos de combustivel do Sul dos EUA.
Miguel Zibboni
19 de fevereiro de 2014 1:35 amSeu preconceito contra Maduro o impede…
…de pensar sem peias, em várias direções.
Antes o senhor tinha prevenção contra motoristas de ônibus – origem de Maduro, para os que desconhecem. Agora, qual um Casoy, despreza os garis.
Me precipitei, o senhor ainda tem uma longa estrada a percorrer. Comece a trabalhar a ironia.
Os simplóides detestam a ironia porque ela tem a capacidade de quebrar o raciocínio linear.
”Chavez era brilhante, o conheci pessoalmente…”. Então morreu desolado por não sabê-lo, já que o senhor privou até os leitores do Nassif dessa informação fundamental.
Conhecimento e inteligência são duas linhas de ônibus bem distintas.
Motta Araujo
19 de fevereiro de 2014 3:03 amAdmiro imensamente os
Admiro imensamente os motoristas de onibus e garis mas acho que não são treinados para governar um pais complexo, é uma opinião, os gregos da Antiguidade Classica já pensavam assim, em função do que criaram o conceito de uma classe preparada para as tarefas de governo.
Motta Araujo
18 de fevereiro de 2014 3:24 pmProcurado pela Justiça da
Procurado pela Justiça da Venezuela, coisa boa não é, é a justiça mais imparcial do planeta.
Miguel Zibboni
18 de fevereiro de 2014 3:50 pmO redivivo Sr. Motta é a prova
de que o Bolivarianismo venceu.
Aí está o Homem Novo! Parabéns!
FVX
18 de fevereiro de 2014 4:01 pm+1
+1 Sociopata que constroi sua carreira politica em cima de gente que vive uma vez só!
Heart
18 de fevereiro de 2014 5:05 pm“Como prefeito, participou
“Como prefeito, participou ativamente dos protestos que culminaram no golpe de Estado que derrocou brevemente o governo Chávez. Desde então, não pode se desvincular do rotulo de “golpista”, atribuido pelo governo e seus seguidores.”
Quem não sabe perder, usa o tapetão…
Gão
18 de fevereiro de 2014 8:24 pmleopoldo cooordenador do “Anonymous”
https://twitter.com/Doce_Vicio/status/435850789806804993/photo/1
Zanchetta
19 de fevereiro de 2014 1:20 am“Popular, carismático,
“Popular, carismático, imprevisível, arrogante e sedento de poder. “
Ué, ele é igualzinho o Chavez???!!!