O jornalista Luis Nassif, em análise veiculada na TV GGN [assista abaixo], traça um perfil crítico da atuação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, descrevendo sua gestão como “desmando em acima de desmando” e levantando uma série de polêmicas que, segundo ele, exigem atuação imediata do Ministério Público. Nassif fez um artigo aprofundado sobre suas questões, que você pode ler aqui.
Na coluna em vídeo divulgada nesta sexta (21) no canal TV GGN no Youtube, Ibaneis Rocha é caracterizado por Nassif como alguém que construiu um forte círculo de relações em Brasília, inicialmente atuando como advogado de sindicatos importantes de funcionários públicos e participando ativamente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Brasília. Nassif comenta que Ibaneis deve ser uma pessoa “muito agradável no trato pessoal”, o que o ajudou a cativar muitos amigos. Prova disso foi que, quando Ibaneis foi afastado por Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe de 8 de Janeiro de 2023, advogados renomados e experientes formação saíram em defesa do governador.
Gestão marcada por polêmicas e corrupção na pandemia
Apesar de ter sido eleito e reeleito governador, a história de Ibaneis à frente do governo do DF é pautada por graves desmandos. Durante o período da pandemia, ele flexibilizou o sistema de saúde, o que resultou em inquéritos por todos os lados. Nassif lembra investigações sobre compras superfaturadas de máscaras e outros itens.
Ibaneis montou um modelo que envolvia a criação de um instituto para realizar compras sem licitação. Segundo a análise, houve indiciamento em diversos casos, mas nada aconteceu com o governador, mesmo após uma editora de livros ter vendido máscaras com 400% de superfaturamento.
Outro ponto cruel da gestão, segundo Nassif, foi a expulsão de famílias de áreas de litígio em plena pandemia. Um episódio específico ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde famílias foram desalojadas e uma escola para inclusão digital de crianças foi destruída. Mesmo com apelos da Defensoria Pública e do Ministério Público ao Tribunal de Brasília, que impediu a ação, Ibaneis continuou o processo.
O 8 de Janeiro e a teoria do Domínio de Fato
Nassif aplica a teoria do “domínio de fato” – utilizada para chefes de organizações criminosas que não deixam a digital no crime – para avaliar o papel de Ibaneis nos atos de 8 de janeiro. Para o jornalista, Ibaneis se enquadra nas cinco questões que levam em conta se uma pessoa deve ser processada criminalmente.
O governador, de acordo com a análise, tinha pleno conhecimento dos perigos que Brasília enfrentava, tendo em vista os eventos de depredação, o acúmulo de ônibus e a tentativa de invasão da Polícia Federal ocorridos em dezembro, após a vitória eleitoral de Lula contra Jair Bolsonaro. Ibaneis recebeu avisos da ABIN sobre as movimentações nas redes sociais.
Nassif também aponta que Ibaneis indicou, na véspera do 8 de janeiro, um Secretário de Justiça “totalmente suspeito” que se evadiu para fora do país, o bolsonarista Anderson Torres. Além disso, a Polícia Militar de Brasília estava “totalmente cooptada pelo golpe”. O jornalista sustenta que havia todos os indícios de criminalidade em sua presença.
Para rebater a alegação de que não foram encontradas ordens diretas em seu telefone apreendido, Nassif usa uma analogia, comparando a situação ao síndico que abre a porta do prédio para a sua turma entrar e depois vai descansar em um bar. Ele lembra que Ibaneis já havia apoiado manifestações bolsonaristas anteriormente, classificando-as como democráticas.
Envolvimento com o Banco Master
Por fim, Nassif destaca o envolvimento de Ibaneis no caso do Banco Master, mencionando que ele fez aprovar uma lei na Assembleia para facilitar a compra do plano do banco. O jornalista afirma que Ibaneis manteve o apoio mesmo após o Banco Central ter impedido a primeira tentativa, quando o “golpe” já estava nítido.
O jornalista conclui que Ibaneis Rocha é “o governador com as mãos mais sujas da República”, superando até mesmo Tarcísio de Freitas. Ele argumenta que as relações sociais e políticas de Ibaneis não devem mais sustentá-lo. Nassif faz um apelo direto para que o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) atuem, afirmando que “Ibaneis é o cara da vez” e não é mais possível protelar, por mais simpático que ele seja ou por mais relações que possua.
Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para transcrever o conteúdo de vídeos do canal TV GGN, no Youtube. Os textos são gerados exclusivamente com base na programação, que contém entrevistas realizadas pelo jornalista Luís Nassif e sua equipe, além de análises e debates promovidos por outros coapresentadores e comentaristas do canal. As ferramentas não adicionam material externo ao conteúdo. Todo e qualquer material produzido com auxílio de I.A. é revisado e editado por um jornalista antes de sua publicação, para garantir a lisura das informações e coerência editorial.
AMBAR
21 de novembro de 2025 1:18 pmSou fã da análise fisionômica. A tal da ” fisiognomonia”, um ramo considerado charlatão sobre a análise das expressões humanas, não raro nos presenteia com as constatações verdadeiras sobre a natureza das coisas. Se o amarelo e preto vão indicar seres venenosos, se o vermelho nos aconselha prudência, se o áspero antecede desconforto, por qual motivo um sujeito com cara de boneco assassino não teria um caráter mendaz.
Meticuloso na arte de prevaricar de forma lenta, gradual e irrestrita, é tão envolvente que seus métodos só vão mostrar as consequências – sem rastro- depois dos atos perfeitos. Quero crer que muitas de suas vítimas não trataram com ele pessoalmente de forma constante. Seria impossível ignorar o perigo. Olhar pra ele causa desconforto.