24 de junho de 2026

Argentina se prepara para voltar ao mercado internacional de dívida

Após pânico em setembro, governo de Javier Milei vê rendimentos caírem e considera emitir dívida para reforçar reservas
Javier Milei, presidente da Argentina. Foto: Flickr Gage Skidmore

1. Argentina planeja retorno aos mercados de dívida, com propostas de até US$ 7 bi. Ministro estuda operações para evitar impacto nas reservas.

2. Governo cogita venda com recompra, operação compromissada de US$ 5 bi e swap de dívida por educação. Mudança econômica significativa.

3. Retorno ao mercado visa aliviar vencimentos em moeda forte. Emissão pode recompor reservas e gerenciar passivos, apesar de ceticismo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Argentina começou a estruturar sua volta aos mercados internacionais de dívida após mais de quatro anos de exclusão, em uma reviravolta expressiva no ambiente econômico do país nos últimos dois meses.

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O ministro da Economia, Luis Caputo, chegou a declarar recentemente que o governo recebeu propostas de bancos entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões e estuda quanto levantar sem comprometer a estabilidade das reservas.

Entre as operações cogitadas, estão uma venda com compromisso de recompra para incentivar adesão a trocas de dívida; uma operação compromissada de até US$ 5 bilhões usando títulos de importadores como garantia; e um swap de dívida por educação, inspirado no modelo ambiental aplicado pelo Equador.

Pode-se dizer que é uma mudança expressiva quando se compara com o cenário visto em setembro, quando a cotação do peso argentino despencava, os rendimentos dos títulos em dólar ultrapassavam 17% e investidores duvidavam da sobrevivência do programa de austeridade fiscal do presidente Javier Milei – que acabou por receber apoio emergencial do governo dos Estados Unidos.

Segundo reportagem da Bloomberg, o governo de Javier Milei vê a volta ao mercado internacional como um movimento fundamental para aliviar o perfil de vencimentos em moeda forte – o Tesouro da Argentina precisa pagar cerca de US$ 4,5 bi em janeiro, e outros US$ 4,5 bi vencem em julho.

Fontes ouvidas pela publicação destacam que essa emissão ajudaria na recomposição das reservas do país, além de permitir a execução da estratégia federal para a gestão de passivos – embora analistas mostrem algum ceticismo com a operação.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José Carlos

    4 de dezembro de 2025 1:58 pm

    O golpe tá aí, cai quem quer.

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