13 de junho de 2026

Economia desacelera, mas mantém trajetória positiva com alta de 0,1% no PIB, diz IBGE

Atividade registra 17º trimestre de expansão, com destaques para indústria, investimentos e exportações
Foto: Arquivo ABr

▸ PIB do Brasil cresce 0,1% no terceiro trimestre de 2025, abaixo das expectativas. Indústria e Agropecuária têm desempenho positivo, enquanto Serviços ficam estáveis.

▸ Consumo das Famílias desacelera devido à taxa Selic alta. Consumo do Governo, Investimentos e Exportações apresentam crescimento, contrapondo o cenário.

▸ Taxa de investimento do país se mantém em 17,3% no terceiro trimestre de 2025, com leve redução em relação ao mesmo período de 2024.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, registrou uma variação de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com os três meses anteriores. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indica uma desaceleração da economia, que havia avançado 0,3% no segundo trimestre.

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O resultado ficou aquém da expectativa do mercado, que projetava um crescimento de 0,2%. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,2 trilhões no período. Apesar do freio, este foi o 17º trimestre consecutivo de expansão da economia. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (terceiro trimestre de 2024), o PIB registrou uma alta mais robusta, de 1,8%.

Indústria e Agropecuária sustentam resultado

Pela ótica da produção, apenas a Indústria e a Agropecuária tiveram crescimentos moderados, enquanto o setor de Serviços, o de maior peso na economia, ficou praticamente estável.

  • A Indústria avançou 0,8%, impulsionada por setores como Indústrias Extrativas (1,7%) e Construção (1,3%). As Indústrias de Transformação cresceram 0,3%.
  • A Agropecuária registrou alta de 0,4%.
  • Os Serviços variaram apenas 0,1%, considerados como estabilidade pelo IBGE. No detalhe do setor, o maior destaque positivo foi o de Transporte, armazenagem e correio, com alta de 2,7%, seguido por Informação e comunicação (1,5%).

Consumo das Famílias sente o peso da taxa Selic

Um dos principais motores da demanda interna, o Consumo das Famílias, perdeu fôlego e registrou uma variação de apenas 0,1%. A desaceleração ocorre em um cenário de taxa Selic estacionada em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, o que encarece o crédito e aumenta o custo das dívidas, desestimulando o consumo.

Apesar disso, o mercado de trabalho aquecido tem agido como um amortecedor do impacto dos juros.

Em contraste com o consumo das famílias, outras variáveis de despesa mostraram fôlego:

  • O Consumo do Governo se recuperou e cresceu 1,3%.
  • Os Investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 0,9%, revertendo a retração do trimestre anterior.
  • No comércio exterior, as Exportações ganharam força, com crescimento de 3,3%.

Taxa de investimento se mantém em 17,3%

A taxa de investimento do país, medida pela relação entre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e o PIB, ficou em 17,3% no terceiro trimestre de 2025. O índice representa uma leve redução em comparação com o mesmo período de 2024, quando atingiu 17,4%.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    4 de dezembro de 2025 1:29 pm

    O Galípolo vai usar essa desaceleração para justificar a taxa de juro na estratosfera.

  2. Rui Ribeiro

    5 de dezembro de 2025 9:20 am

    Eu nunca pensei que leria a seguinte notícia nos meios de comunicação do Clã Midiático Marinho:

    Juros altos desaceleram consumo das famílias e impactam resultado do PIB
    Segundo o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB teve alta 0,1% no terceiro trimestre de 2025, contra uma expansão maior (de 0,3%) nos três meses anteriores.

    https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/juro-alto-desacelera-consumo-das-familias-e-impacta-resultado-do-pib-diz-fazenda.ghtml

    Na notícia acima, consta que:

    “A desaceleração do consumo está associada ao desaquecimento dos mercados de trabalho e crédito no terceiro trimestre, em resposta aos impactos defasados da política monetária restritiva [juros altos, fixados pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias]”, informou o Ministério da Fazenda.”

    Eu não sei se acredito no Ministério da Fazenda, que afirma que a desaceleração do consumo decorre do desaquecimento do mercado de trabalho e crédito, ou no Galípolo, que, antes afirmava que tinha que manter a taxa de juros na estratosfera enquanto o cenário internacional não tornasse a cautela imprescindível, como se existisse cenário que tornasse a cautela dispensável, afirmou a poucos dias que o aquecimento do mercado de trabalho exige humildade diante da taxa de juros.

    “Galípolo vê mercado de trabalho aquecido e diz que cenário demanda BC conservador
    O presidente do Banco Central destacou que a leitura da taxa de desemprego exige “humildade” diante de sinais mistos
    A afirmação imediatamente acima, contrasta com a afirmação do Galípolo”

    https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/01/galipolo-ve-mercado-de-trabalho-aquecido-e-diz-que-cenario-demanda-bc-conservador.ghtml

    Pois bem. Depois de ler a notícia do G1 acerca da prejudicialidade da taxa de juros no arrefecimento da economia, achando que eles finalmente iam fazer coro exigindo a redução da taxa de juros para não prejudicar a população, eles puseram logo uma matéria para justificar o desaquecimento e, dessa forma, justificar a taxa de juros estratosférica:

    “Desaceleração da economia: porque é positivo, segundo economistas

    Brasil do ‘pleno emprego’ vê economia desacelerar: por que isso é considerado positivo por alguns economistas
    Uma desaceleração da economia brasileira é esperada para que juros e expectativas de inflação possam cair — melhorando ambiente de negócios e bem-estar da população, segundo economistas”.

    https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/brasil-do-pleno-emprego-ve-economia-desacelerar-por-que-isso-e-considerado-positivo-por-alguns-economistas.ghtml

    A Globo contrariando os interesses e privilégios do mercado financeiro? Tava bom demais prá ser verdade. Acordei. Foi só um sonho.

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