10 de junho de 2026

La Niña pode afetar agricultura e energia no Brasil em 2026

Resfriamento global será limitado, e extremos são possíveis; WMO pede que serviços meteorológicos reforcem alertas em regiões vulneráveis
Foto de Li-An Lim na Unsplash

1. Possibilidade de “La Niña fraca” entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, com chances de 55%. Regiões terão temperaturas acima da média.

2. Sinais indicam condições limítrofes de La Niña desde novembro de 2025. Espera-se reversão gradual para condições “neutras” de janeiro a abril de 2026.

3. Previsões apontam clima atípico em setores sensíveis. WMO destaca impactos potenciais na agricultura, energia, saúde e transporte.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O mundo convive com a possibilidade de uma “La Niña fraca” ao longo dos próximos meses: segundo a WMO (Organização Meteorológica Mundial), há 55% de chance de que o fenômeno se concretize entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

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O chamado “pacote climático” indica que, mesmo com uma La Niña em curso — marcada por temperaturas superficiais do oceano mais frias no Pacífico equatorial central e oriental e alterações na circulação atmosférica — muitas regiões terão temperaturas acima da média histórica.

De acordo com os centros globais de previsão sazonal, os sinais oceânicos e atmosféricos já apontavam, desde meados de novembro de 2025, para condições limítrofes de La Niña.

A expectativa da WMO é que, já de janeiro a abril de 2026, ocorra uma gradual reversão: a probabilidade de retorno a condições “neutras” (nem El Niño nem La Niña) varia entre 65% e 75%. As chances de que o fenômeno deslanche de forma mais intensa e prolongada são consideradas baixas, e a formação de El Niño está descartada para o período imediato.

Caso se confirmem, as previsões para a temporada indicam clima atípico para diversos setores sensíveis — entre eles agricultura, energia, saúde e transporte.

Para governos e populações, a mensagem da WMO é clara: embora o arrefecimento no Pacífico possa trazer mudanças climáticas — como chuvas fora de época, secas localizadas ou sensibilidades no regime térmico — o resfriamento global será limitado, e extremos ainda são possíveis.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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