10 de junho de 2026

SPE vê Brasil com sexto maior crescimento do G20

Relatório da Secretaria de Política Econômica destaca surpresa positiva em agropecuária e indústria, apesar da desaceleração do consumo interno.
Foto de Daniel Dan via pexels.com

Economia brasileira cresceu 0,1% no trimestre e acumula carry-over de 2,2% para o PIB anual de 2025.Exportações subiram 7,2%, impulsionando o crescimento de 2,7% em 12 meses, sexto melhor desempenho no G20.Consumo desacelera por juros altos; agropecuária e indústria crescem, serviços ficam estáveis, limitando a retomada.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Embora a economia brasileira tenha crescido 0,1% no trimestre, o indicador consolida um carry-over de 2,2% para o PIB anual — ou seja, mesmo que a economia estagne no último trimestre, esse será o mínimo de expansão garantido para 2025, segundo avaliação da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em relatório, a secretaria afirma que o Brasil cresceu 2,7% ao longo de quatro trimestres, o que coloca o país na sexta melhor colocação dentre os países do G20.

A SPE ressalta que as exportações tiveram desempenho surpreendente, registrando crescimento de 7,2% no trimestre — contribuindo decisivamente para o resultado global.

Destaques

Por um lado, a alta no trimestre foi puxada por agropecuária (+0,4%) e indústria (+0,8%), enquanto os serviços praticamente ficaram estáveis (+0,1%).

Contudo, o relatório aponta que o consumo das famílias desacelerou, consequência da alta da taxa básica de juros (Selic), que pressiona crédito, consumo de bens duráveis e não duráveis e o mercado interno de forma geral.

A SPE também revisou projeções para 2025: espera agora um PIB levemente acima da estimativa anterior — graças à melhora setorial em agropecuária e indústria. A previsão para o PIB da agropecuária e da indústria deve ser elevada, enquanto a de serviços deve recuar, diante do ritmo mais fraco do consumo interno.

Entre resiliência externa e fragilidade interna

Na avaliação da SPE, o resultado confirma que o Brasil continua a contar com um “viés de alta” para o PIB de 2025, amparado pela força das exportações e por setores menos sensíveis à política monetária (como agro e indústria).

Mas o mesmo documento alerta: a desaceleração no consumo doméstico — reflexo dos juros elevados — e a estagnação dos serviços colocam um limite à retomada plena. A economia, portanto, permanece fragilizada para um dinamismo de base mais amplo.

Se depender apenas da demanda interna, o ritmo será lento. Se exportações e produção de setores mais resilientes continuarem fortes, 2025 poderá fechar com crescimento modesto, mas estável — mas com desigualdades de ritmo entre setores.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados