10 de junho de 2026

Justiça da Itália pede informações para possível extradição de Zambelli

Unidade prisional, estrutura dos presídios femininos brasileiros e intimidação contra detentas são alguns dos questionamentos do tribunal italiano

Justiça italiana questiona STF sobre sistema prisional para analisar pedido de extradição de Carla Zambelli.Julgamento da extradição está suspenso até 18/12, aguardando respostas do ministro Alexandre de Moraes.Zambelli foi presa em Roma após fugir do Brasil; é acusada de ataque ao CNJ e responde a processo na Câmara.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Justiça da Itália enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma série de perguntas sobre as condições do sistema prisional brasileiro. As informações vão subsidiar a análise do pedido de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

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O tribunal italiano suspendeu temporariamente o julgamento da extradição, solicitado pelo governo brasileiro, à espera das respostas do STF. A deliberação deve ser retomada no próximo dia 18.

Entre os pontos levantados, as autoridades italianas querem saber para qual unidade prisional Zambelli seria encaminhada caso a extradição seja autorizada. Também questionam a estrutura e as condições dos presídios femininos, a ocorrência de episódios de violência ou intimidação contra detentas e a capacidade da polícia penal de garantir a ordem interna.

Moraes tem até 14 de dezembro para enviar os esclarecimentos, conforme comunicação oficial feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Fuga e pedido de extradição

Carla Zambelli foi presa em Roma, em julho deste ano, durante tentativa de fugir do cumprimento de um mandado de prisão expedido por Moraes. Com dupla cidadania, ela havia deixado o Brasil em busca de asilo político após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pelo ataque ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

As investigações apontaram Zambelli como autora intelectual da invasão, que resultou na emissão fraudulenta de um mandado de prisão contra o próprio ministro. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, também condenado, que afirmou ter agido a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição, protocolado em 11 de junho pelo STF e posteriormente enviado ao governo italiano pelo Itamaraty.

Na Câmara dos Deputados, Zambelli ainda responde a um processo que pode levar à cassação de seu mandato.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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