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  1. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:20 am

    Protestos na Venezuela precisarão de autorização

    http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140213-protestos-pro-e-contra-maduro-deixam-ao-menos-tres-mortos

    Protestos pró e anti-Maduro deixam pelo menos três mortos na Venezuela

    Maria Emilia Alencar

    Manifestações contra e a favor do governo de Nicolás Maduro ocorridas nesta quarta-feira (12), em Caracas e outras cidades venezuelanas, deixaram pelo menos três mortos, 26 feridos e 30 pessoas detidas. Maduro qualificou os protestos convocados por estudantes e a oposição de “tentativa de golpe” de Estado.

    Segundo a correspondente em Caracas, Elianah Jorge, as passeatas convocadas pela oposição e pelo governo deixaram um rastro de destruição e morte na capital venezuelana. De acordo com o presidente Nicolás Maduro, este foi “um plano de golpe de Estado”. A imprensa local e internacional enfrentou dificuldades para fazer a cobertura das manifestações.

    Inicialmente, os protestos foram convocados por estudantes universitários e pela oposição. O objetivo era apoiar os estudantes do estado Táchira, nos Andes venezuelanos, que há uma semana se manifestam contra a prisão sumária de oito estudantes, que foram levados a um presídio em outro estado sem julgamento prévio. Estes estudantes haviam se revoltado com a tentativa de estupro sofrida por uma estudante dentro do campus da Universidade de Los Andes. Outro fator de insatisfação é a crise estrutural enfrentada pela Venezuela.

    O governo decidiu reagir à mobilização da oposição convocando os simpatizantes da gestão Maduro a também sair às ruas. Em Caracas, a manifestação pró-governo transcorreu sem incidentes, mas no momento da dispersão houve choque com militantes de oposição. Um militante pró-governo e um estudante morreram baleados. A terceira morte aconteceu no final da noite, em Chacao, na periferia de Caracas, onde governistas e opositores travaram uma verdadeira guerra campal.

    “Golpe de Estado”

    Maduro aproveitou uma rede de transmissão obrigatória de rádio e TV para “alertar ao mundo que estamos enfrentando um plano de golpe de Estado”. Ele anunciou que outros protestos só poderão ser realizados no país com a devida autorização do governo. No entanto, Maduro ordenou que os ministros escutem os estudantes nas universidades para conhecer as propostas deles para o Plano de Pacificação Nacional.

    Na noite anterior aos protestos, um programa de TV favorável ao governo exibiu uma suposta conversa telefônica grampeada entre Ivan Carratú Molina, ex-chefe da Casa Militar no governo do ex-presidente Carlos Andrés Pérez, e o ex-embaixador venezuelano no Brasil, Fernando Gerbasi, na qual os dois estariam conspirando contra o governo. No final da noite, a Procuradoria da Venezuela emitiu uma ordem de captura contra os dois.

    Polícia prende jornalistas

    A Conatel, que regula as emissões de rádio e TV no país, já havia alertado que a cobertura de atos violentos poderia violar o artigo 27 da Lei de Responsabilidade Social. Durante o protesto, o canal colombiano de TV a cabo NTN24, que fazia a cobertura ao vivo, foi retirado do ar definitivamente, deixando um vazio de informação em tempo real que foi substituído pelas redes sociais. Pelo Twitter usuários relataram que alguns jornalistas foram presos e/ou tiveram materiais confiscados durante os protestos.

    A imprensa escrita também passa por um momento delicado na Venezuela. A falta de papel jornal compromete a publicação dos diários locais. Esta semana, cerca de 300 jornalistas marcharam pelas ruas de Caracas para pedir ao governo a liberação de dólares para que as empresas possam liquidar dívidas e repor os estoques de papel. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou ontem seu relatório anual e apontou a Venezuela como um dos países “difíceis” para a prática jornalística.

    Clima de intimidação

    Na noite de ontem, o diretor do Programa Venezuelano Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), Inti Rodríguez, foi sequestrado e agredido por supostos funcionários do Sebin, a polícia política venezuelana. Os integrantes do Provea responsabilizaram Maduro pela integridade física de Rodríguez, que reapareceu horas depois.

    A Anistia Internacional havia pedido às autoridades venezuelanas que garantissem o direito a todos os venezuelanos de se manifestar nas ruas. A organização Human Rights Watch posicionou a Venezuela na categoria de países de “democracia fictícia”.

    Maduro declarou esta semana: “não importa que me chamem de ditador”.

     

    1. Pedro Penido dos Anjos

      14 de fevereiro de 2014 3:37 pm

      Na Inglaterra também

      Na Inglaterra também precisam.

  2. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:23 am

    Sem licença para odiar: o beijo gay e as religiões

    http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPrincipios-Fundamentais%2FSem-licenca-para-odiar-o-beijo-gay-e-as-religioes%2F40%2F30231

    A Constituição Federal não protege o preconceito de nenhuma religião. A liberdade de crença não constitui salvo conduto para o desrespeito à diferença

    Paulo Rená da Silva Santarém

    reprodução

     

    A cena do beijo envolvendo os personagens Nico e Félix, no último capítulo da novela Amor à Vida, exibida pela Rede Globo, gerou fortes reações em alguns segmentos sociais. Deputados federais representantes de grupos religiosos tacharam a cena como uma ameaça às crianças. Um deputado estadual a repudiou formalmente como tentativa de destruir as famílias tradicionais cristãs e disse que iria processar a emissora.

     

    Diante da crescente demanda por respeito aos homossexuais, como fica o entendimento religioso de que ser homossexual é pecado? Se gays e lésbicas não querem ser discriminados, podemos condenar as religiões para as quais essa forma de vida não se amolda aos mandamentos divinos? Os católicos ou evangélicos têm o direito de receber da Rede Globo uma indenização por dano moral causado pela exibição da cena em que dois homens se beijam? A telenovela é uma chancela do reconhecimento da igualdade, uma realidade que virou ficção, ou se trata apenas de mais um espaço de luta para transformar o Brasil em que vivemos?

     

    São questões complexas, e cada uma pode ser abordada por diversos pontos de vista: da investigação biológica da origem da sexualidade à discussão estética da obra audiovisual; da função social da arte à relação cultural única dos brasileiros com a teledramaturgia, etc. 

     

    Talvez seja impossível ser objetivo, neutro, isento ou categórico quanto a o que é certo ou errado em relação ao direito, onde todas as palavras expressam subjetividade, uma visão de mundo, uma escolha de lados. Mas é possível buscar uma interpretação adequada a partir dos termos da legislação vigente.

     

    Assim, uma análise da relação entre o beijo gay na TV e as religiões não pode ignorar os seguintes dispositivos da Constituição Federal de 1988: artigos 1º, III e parágrafo único; 3º, I e IV; 5º, V, VI, VIII, X, XLI, XXXV; e 21, XVI; bem como à Lei nº 7.717/1989, artigos 1º e 20. A partir de tais dispositivos, a reflexão jurídica sobre os limites das garantias da liberdade religiosa e da liberdade sexual se ancora no direito fundamental à igualdade, bem como no objetivo comum a todos os brasileiros de construir uma sociedade solidária.

     

    O compromisso estatal de promover a solidariedade toma corpo com o objetivo fundamental de promover o bem de todos, sem preconceitos de qualquer forma. Nessa linha, no exercício de sua função democrática, cabe ao Poder Legislativo produzir leis que punam qualquer discriminação contra direitos e liberdades fundamentais; ao Poder Judiciário, apreciar as ameaças ou lesão a direitos; e ao Poder Executivo, implementar políticas públicas de igualdade.

     

    Esses papéis não são meras promessas de um mundo futuro ideal. São deveres dos quais os entes públicos não podem se desviar. E se solidariedade é eliminar todos os preconceitos, para a questão do beijo gay e os limites da liberdade de crença, algumas respostas podem ser encontradas em termos de igualdade.

     

    Certamente que dar um beijo na boca da pessoa amada se enquadra como parte da liberdade sexual de homens e mulheres adultos. Especificamente para os gays, se são dados tantos beijos entre mocinhos e mocinhas, mocinhos e mocinhos merecem tratamento em pé de igualdade. Mesmo que eventual discriminação venha travestida de um viés religioso.

     

    Lembro que todos os credos têm suas diferenças internas. A hermenêutica jurídica como escola de pensamento tem raiz direta nos questionamentos filosóficos sobre como interpretar corretamente a Bíblia. Todavia, extrapola a discussão jurídica querer investigar a história ou as bases doutrinárias para o pecado, para a proibição da relação homoafetiva ou para o próprio tabu em relação ao sexo, condenado como prática prazerosa entre pessoas, e valorizado de forma exclusiva como meio para a procriação.
    Condutas como as dos deputados citados no início, portanto, são inconstitucionais, pois efetivamente induzem à discriminação e ao preconceito, jamais à promoção da solidariedade.

     

    Professar uma religião não confere “licença para odiar”. É garantido que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta. Em outras palavras, a pessoa que invoca sua crença como razão para descumprir uma obrigação prevista em lei pode, sim, ser privada de direitos. O respeito à sexualidade alheia é uma imposição constitucional, a qual deve ser observada inclusive para fins religiosos.

     

    Nem seria suficiente se o Estado coibisse somente as ações de violência física (coisa que já não faz). Também as violências verbais são inconstitucionais. Mesmo antes de uma prática de discriminação, o preconceito em si também é crime, previsto em lei. Homossexuais, mais que “tolerados”, “aceitos” e “admitidos”, devem ser respeitados de verdade em sua diferença, em sua característica de identidade como ser humano. Assim, fere a dignidade de alguém lhe dizer que sua identidade é uma passagem para o inferno, que o exercício de sua liberdade sexual é pecado.

     

    Proponho uma analogia. Se uma religião milenar classificasse “ser negro” como um pecado, você acha que esse aspecto teria amparo na nossa Constituição Federal e mereceria proteção jurídica como parte da liberdade religiosa? Ora, se religiões não podem ser racistas, tampouco podem ser homofóbicas. Não em um país regulado pelo respeito à liberdade, à igualdade e à solidariedade.

     

    Nenhuma fé afasta o dever de respeitar as demais pessoas, inclusive quanto às opiniões sobre a homossexualidade. A tradição religiosa que maljulgue a homossexualidade, nesse aspecto, não conta com a proteção jurídica da liberdade de crença. Afinal, se ter preconceito é crime, respeitar é um dever legal.

     

    (*) Paulo Rená da Silva Santarém é Mestre em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília, integra o grupo de pesquisa Cultura Digital e Democracia e dirige o Instituto Beta Para Internet e Democracia. É fundador do Partido Pirata do Brasil e foi gestor do projeto de elaboração do Marco Civil da Internet no Ministério da Justiça.
     

     

  3. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:25 am

    Em nota, PP do RS diz não concordar com declarações de deputado

    http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/02/em-nota-pp-do-rs-diz-nao-concordar-com-declaracoes-de-deputado.html

    Vídeo mostra Luiz Carlos Heinze atacando índios, quilombolas e gays.
    Deputado federal gaúcho diz que declarações foram ‘força de expressão’.

    O Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul divulgou nota na tarde desta quarta-feira (12) afirmando que “não compartilha” com declarações dadas pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) durante audiência pública no Norte do estado, em novembro passado. Em seu discurso, gravado em vídeo, ele afirma que quilombolas, índios, gays e lésbicas são “tudo o que não presta”.

    “Defendemos a pluralidade e a convivência pacífica entre as pessoas, sempre respeitando suas opiniões e diferenças. O PP não tem qualquer compromisso com o erro ou manifestação infeliz que por certo ocorre também com integrantes de outros partidos”, diz trecho do texto.

    Ao lado do colega Alceu Moreira (PMDB-RS), Heinze incentiva agricultores a defenderam suas terras de possíveis invasões, o que também foi rechaçado na nota do PP. “O partido não compartilha de forma nenhuma com qualquer manifestação preconceituosa ou que incite a violência contra qualquer grupo”, acrescenta a nota.

    As declarações
    O vídeo foi gravado durante discurso de Heinze e Moreira em novembro de 2013 no município de Vicente Dutra, na Região Norte do estado.”No mesmo governo, seu Gilberto Carvalho, também ministro da presidenta Dilma, estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta, e eles têm a direção e o comando do governo”, afirmou no vídeo. O deputado estava no estado para o encontro promovido pela Câmara dos Deputados para discutir a demarcação de terras indígenas.

    Ele também sugere a ação armada dos agricultores. “O que estão fazendo os produtores do Pará? No Pará, eles contrataram segurança privada. Ninguém invade no Pará, porque a Brigada Militar não lhes dá guarida lá e eles têm de fazer a defesa das suas propriedades”, disse o parlamentar. “Por isso, pessoal, só tem um jeito: se defendam. Façam a defesa como o Pará está fazendo. Façam a defesa como Mato Grosso do Sul está fazendo. Os índios invadiram uma propriedade. Foram corridos da propriedade. Isso aconteceu lá”, completou, e foi aplaudido pelo público.

    Procurado pelo G1, o deputado Heinze disse que não é contra os índios, mas contra algumas lideranças indígenas e as formas como os processos são realizados. Segundo ele, os próprios índios estão sendo roubados por caciques que arrendam terras para brancos, o que é proibido. Ele defende ainda que, historicamente, após a demarcação de terras, os indígenas passam a viver pior.

    saiba maisEm vídeo, deputado diz que índios, gays e quilombos ‘não prestam’Após conflitos agrários, prefeito de Vicente Dutra pede segurança no RSProprietários retomam balneário em novo confronto com índios no RSPolícia reforça segurança após confronto com índios no RSCom flechas e facas, índios depredam carro da PM e agridem homem no RSGoverno faz proposta para resolver demarcações de terras no RS

    Sobre o comentário em relação a gays e lésbicas, o deputado disse que foi “força de expressão” e que não tem nada contra homossexuais. A respeito de quilombos, Heinze afirma que a questão é uma “pressão” feita por Ministério da Justiça, Funai e igreja.

    Conflitos em Vicente Dutra
    Em novembro, o prefeito de Vicente Dutra decretou situação de emergência no município. O decreto alegou falta de segurança pública e valeu por 30 dias. Mobilizações ocorreram na cidade para pressionar a homologação de 715 hectares de terra onde vivem 75 famílias de pequenos agricultores. A área já foi demarcada pela Funai em 2012 como área indígena, mas os agricultores ainda não receberam as indenizações e permanecem nas propriedades.

    Com críticas ao sistema de segurança brasileira, outro parlamentar, Alceu Moreira defende que os agricultores devem usar os próprios recursos para defender as propriedades em caso de invasão. “Nós, os parlamentares, não vamos incitar a guerra, mas lhes digo: se fartem de guerreiros e não deixem um vigarista desses dar um passo na sua propriedade. Nenhum! Nenhum! Usem todo o tipo de rede. Todo mundo tem telefone. Liguem um para o outro imediatamente. Reúnam verdadeiras multidões e expulsem do jeito que for necessário”, falou Alceu Moreira.

    Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa de Moreira disse que a questão é complexa, envolvendo fraudes, e que as afirmações ficaram fora de contexto no vídeo, mas se encaixam com a posição do deputado.

    A Articulação dos Povos Indígenas (Apib) informou que cópias do vídeo estão sendo distribuídas para Ministério Público Federal (MPF), Presidência da República, Ministério da Justiça e parlamentares no Congresso. Segundo a organização, o objetivo é cobrar punição a Heinze e Moreira por desrespeitarem Constituição e o Estado Democrático de Direito.

    Leia a nota do PP do RS na íntegra:
    O Partido Progressista do Rio Grande do Sul vem a público manifestar a sua posição sobre o vídeo em que consta a manifestação do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), em audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, realizada em Vicente Dutra, em 29/11/2013, registrando de forma categórica que se trata de uma opinião do deputado no exercício do seu mandato.

    O partido não compartilha de forma nenhuma com qualquer manifestação preconceituosa ou que incite a violência contra qualquer grupo.

    Defendemos a pluralidade e a convivência pacífica entre as pessoas, sempre respeitando suas opiniões e diferenças.

    O PP não tem qualquer compromisso com o erro ou manifestação infeliz que por certo ocorre também com integrantes de outros partidos.

    As opiniões divergentes ocorrem, muitas vezes, entre membros da própria família, como acontecem, também, entre os membros dos partidos políticos.

    Por essa razão, o PP-RS manifesta, nesta nota, a sua posição e reafirma o seu compromisso na defesa de uma sociedade justa e plural, que começa pela liberdade de expressão, mesmo quando surgem opiniões com as quais discorda.

  4. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:29 am

    Facebook libera usuário para definir gênero além de masc./fem.

    http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2014/02/facebook-libera-usuario-para-definir-genero-alem-de-masculino-e-feminino.html

    Facebook libera usuário para definir gênero além de masculino e feminino

    Novidade passa a valer para usuários que usam o site em inglês.
    Opções de configuração de gênero somam mais de 50.

    Sede em Menlo Park, na Califórnia, do Facebook, que liberou mudança nas configurações para que usuários definam gênero além do masculino e feminino. (Foto: Reprodução/Facebook)Sede em Menlo Park, na Califórnia, do Facebook, que liberou mudança nas configurações para que usuários definam gênero além do masculino e feminino. (Foto: Reprodução/Facebook)

    Facebook permitirá que os usuários escolham, além dos gêneros masculino e feminino, definirem a si mesmos como andrógeno, transgênero e outras opções que somam mais de 50.

    A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (13) por meio da página Facebook Diversity, voltada a ações da empresa sobre diversidade racial, de gênero, e valerá por enquanto, segundo o site, somente para quem usa a versão do site em inglês e nos Estados Unidos.

    O site não informou quando a mudança de configuração será liberada para outras línguas.Testes do G1 mostram, porém, que não é preciso residir nos EUA. O requisito básico é usar a plataforam em inglês.

    Facebook libera mudança de configuração para que usuários definam gênero além do masculino e femino. (Foto: Reprodução/Facebook)Facebook libera mudança de configuração para que
    usuários definam gênero além do masculino e
    feminino. (Foto: Reprodução/Facebook)

    “Quando você acessa o Facebook para se conectar com pessoas, causas e organização com que se importa, nós queremos que você se sinta confortável sendo quem você realmente é”, escreveu a rede social.

    “Uma importante parte disso é a expressão do gênero, especialmente quando isso se estende além das definições de masculino e feminino. Por isso, hoje nós estamos orgulhosos de oferecer uma nova opção de customização de gênero para ajudar você a expressar melhorar sua própria identidade no Facebook”, completou.

    Quem escolhe pelo gênero personalizável também pode selecionar de que forma vai ser tratado em público: no masculino (ele, seu), no feminino (ela, sua) ou de forma neutra (ele, dele).

    Esse usuário poderá optar ainda a quem essa opção será exibida. “Nós reconhecemos que algumas pessoas enfrentam desafios ao compartilhar seu verdadeiro gênero com usuários e essa configuração permitirá a elas expressarem-se de uma forma única”, informou a rede social no comunicado.

    Entre os mais de 50 gêneros que poderão ser escolhidos estão andrógeno, “trans”, “cisgênero”, “bigênero” e “agênero”.

    O Facebook não é a primeira empresa de tecnologia a apoiar a causa LGBT. Quando as Olimpíadas de Inverno de Sochi começaram, o Google criou um “doodle” com as cores da bandeira LGBT para questionar as legislações restrititivas sobre o tema na Rússia, país que sedia a competição.

    Além disso, o Google também já participa de paradas Gay ao redor do mundo, como a de São Paulo e a de San Francisco.

  5. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:32 am

    Rússia restringe adoções para países que permitem casamento gay

    http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/russia-restringe-adocoes-para-paises-que-permitem-casamento-gay,f27c334b69724410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

    A nova legislação assinada pelo primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, afeta 15 países como Brasil, Holanda e Dinamarca

     

    A Rússia impôs restrições às adoções de crianças russas por cidadãos de países onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, segundo uma nota publicada nesta quinta-feira na página oficial do governo.

     

    A lei, assinada pelo primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, estabelece que “pessoas do mesmo sexo casadas conforme a legislação dos países que permitem esse tipo de união, assim como aqueles que forem solteiros” não poderão adotar crianças russas.

     

    A nova legislação russa afeta 15 países: Brasil, Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Argentina, Dinamarca, Uruguai, Nova Zelândia e França.

     

    saiba maisOs mandamentos de Putin para governar a RússiaEUA: governo reconhecerá casamento gay em Utah apesar de bloqueio do SupremoProtesto contra casamento gay na França atrai milharesPolítico culpa casamento gay por enchentes no Reino UnidoSupremo dos EUA suspende casamento gay em Utah

    A medida, de acordo com nota explicativa do governo, tem como objetivo implementar as modificações das normas de adoções referendadas na lei aprovada em junho do ano passado pelo Parlamento da Rússia e que incluiu este preceito no Código de Família.

     

    Para facilitar o trâmite de adoção, o governo eliminou o requisito que obrigava à apresentação de uma certidão técnico-sanitária da residência dos futuros pais adotivos.

     

    Além disso, foi reduzido de 15 para 10 dias o prazo para os órgãos de tutela de menores determinarem se os solicitantes estão aptos para adotar. De acordo com dados oficiais, em 1º de janeiro deste ano havia 106.646 órfãos ou crianças sem a tutela dos pais contra os 140.355 registrados em 2009, o que representa uma diminuição de 36%.

  6. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:35 am

    PSOL não controla as manifestações, diz presidente do partido

    http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPSOL-nao-controla-as-manifestacoes-diz-presidente-do-partido%2F4%2F30245

    Em entrevista à Carta Maior, o presidente da legenda, Luiz Araújo, fala sobre o que chama de ação orquestrada contra a candidatura de Marcelo Freixo no Rio

    Brasília – A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão durante a manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro, reabriu o debate sobre de quem é a responsabilidade pela violência das táticas black blocs nos protestos. No centro da polêmica, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) chegou a ser acusado, via imprensa, de financiar as táticas dos mascarados.

    Em entrevista à Carta Maior, o presidente nacional da legenda, Luiz Araújo, fala sobre o que classifica de ação orquestrada para enfraquecer a candidatura de Marcelo Freixo no Rio, nega qualquer vínculo entre PSOL e black blocs, critica tanto a violência policial  quanto a dos mascarados, admite que o partido não controla as manifestações, mas reivindica o direito de continuar apoiando as manifestações contra os gastos excessivos da Copa e por direitos.

    Carta Maior – Quais as relações do PSOL com os black blocs?

    Luiz Araújo – Nenhuma. Se você me perguntasse quais são as relações do PSOL com as manifestações que, desde junho, vem acontecendo, eu diria: todas. O PSOL apoia as manifestações, nós estimulamos que nossos militantes participem, em especial daquelas que têm como pauta reivindicar direitos sociais. Quanto aos black blocs, nós não temos nenhuma relação com eles. Quem for verificar a história da relação dos socialistas com os anarquistas verá que não existe relação mais tumultuada e distante do que essa. Nós nunca concordamos com os métodos de luta deles. Nós não temos relações orgânicas e nem de parceria com esses grupos.

    CM – Mas até ontem estava publicado no site do PSOL um artigo do Edilson Silva, membro da Executiva do partido, escrito em outubro do ano passado, defendendo a atuação dos Black Blocs. Agora, este artigo saiu do ar…

    LA – Existem vários dirigentes e militantes do PSOL que expressaram uma posição, digamos assim, pela não criminalização deles. Mas não são artigos de concordância com os métodos. São coisas diferentes. Nós não acreditamos que eles sejam vândalos, como a imprensa falou. Eles acreditam que, se detonarem os símbolos do capitalismo, do McDonalds até uma agência bancária, isso vai despertar as pessoas para a necessidade de se acabar com o capitalismo. Eles quebram as coisas achando que, com isso, vão despertar alguém. Nós somos socialistas, não defendemos o capitalismo, mas achamos que uma transformação depende de grandes mobilizações e de vontade da população de querer mudar. E trabalhamos para que nossas ideias conquistem a maioria da população.

    CM – Mas vocês não estão juntos em várias manifestações?

    LA – O PSOL não controla as manifestações, que são autoconvocadas pelos motivos diversos e por movimentos específicos. Ou contra o aumento da tarifa, ou porque morreu alguém na periferia. A gente fala genericamente manifestações, mas elas têm diversos tipos de pauta. E a ação dos black blocs acaba ocorrendo em parte das manifestações. E a tática da Polícia de achar que todo manifestante é violento, essa visão criminalizadora dos movimentos sociais que tem o aparato policial, acaba provocando conflitos de dispersão e confusões que estimulam bastante isso. Vamos pegar o caso das manifestações dos professores no Rio, por exemplo. Você tinha a manifestação, tinha a passeata e quando isso acabava, começavam os problemas com os black blocs. Mas nós não temos como impedi-los de estarem presentes e nem temos controle sobre o que eles fazem. Como eu disse, não temos nenhuma relação de parceria com eles. Mas também não somos favoráveis a criminalizá-los, porque isso levaria a se justificar posturas autoritárias da Polícia contra todos. Então, nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, neste caso.

    CM – Mas esta postura de não criminalizar as ações dos black blocs não encobre a violência que de fato é praticada por eles?

    LA – Não dá para trata-los como terroristas, como querem algumas pessoas. Agora mesmo, aqui no Congresso, nós estamos debatendo um projeto, chamado de Lei Antiterrorismo, que reedita o AI-5, na medida que criminaliza qualquer manifestação. Hoje, ocorreu uma manifestação dos sem-terrinha, que ocuparam o MEC [Ministério da Educação] para denunciar o fechamento de 37 mil escolas do campo. Pelo teor do projeto discutido aqui, eles constrangeram os funcionários e, por isso, poderiam ser enquadrados como terroristas. Então, o que ocorre é que se aproveita essa postura dos black blocs para colocar todo mundo no mesmo balaio e se livrar das manifestações. E quem está interessado nisso são os governos que temem as manifestações.

    CM – Então, qual seria, na concepção do PSOL, a estratégia correta para os governos lidarem com a violência nas manifestações?

    LA – A ação da Polícia não é só defensiva. É uma Polícia despreparada para lidar com manifestações no Brasil. Ela encara a manifestação como ato criminoso. Os problemas com os black blocs só criaram uma desculpa para uma violência policial que já ocorria antes. Nos primeiros conflitos entre Polícia e manifestantes pelo Passe Livre, em São Paulo, os black blocs nem estavam. Então, digamos assim, começaram a usar os black blocs como símbolo de todas as manifestações que têm conflito com a Polícia. E isso não é verdade. A Polícia age com violência como regra. E, ao agir com violência, angariou a simpatia de muitas pessoas que vão às manifestações para os black blocs, porque eles enfrentam a Polícia. A Polícia transformou os black blocs em ídolos de muitos outros jovem por conta da sua postura também. A Polícia não tem um Setor de Inteligência? Se ela afirma que havia várias pessoas com rojões, por exemplo, na manifestação em que ocorreu essa tragédia com o cinegrafista da Band, por que não visualizou isso e não desarmou as pessoas? A gente fica com a impressão que a Polícia, às vezes, propositalmente não age preventivamente porque ter a confusão é uma forma de afastar outras pessoas das manifestações.

    CM – Esta relação estabelecida entre os responsáveis pela morte do cinegrafista da Band e o deputado Marcelo Freixo, que é do PSOL, foi uma ação orquestrada pela mídia? 

    LA – Eu acho que foi uma tentativa de se aproveitar indevidamente de uma tragédia para atacar um adversário potencial no Rio de Janeiro, que é o PSOL e o Marcelo Freixo. Há alguma coisa mal contada em relação a esse advogado dos suspeitos de dispararem o rojão. Um advogado que já defendeu um desafeto do Marcelo Freixo, um banido que está na cadeia, colocado pela CPI das Milícias, e agora surge do nada para defender esses manifestantes, mas parece estar muito pouco preocupados em defender seus clientes. Os nossos advogados, como regra, atendem as pessoas presas em manifestações. Então, é natural que um advogado que assessore o Marcelo Freixo, exercendo sua carteira da OAB, defenda pessoas presas nas manifestações. O que é estranho é que um advogado que defendeu milicianos gaste seu próprio dinheiro para defender as duas pessoas que cometeram este crime. E, primeiro plantando uma notícia, que ele mesmo desmentiu, de que há vínculos de seus clientes com o PSOL. Depois, insistindo que tem gente financiando esses black blocs e que essas relações precisam ser investigadas.

    CM – Mas, na avaliação do PSOL, quem estaria por trás desse advogado? Quem estaria orquestrando isso?

    LA – Eu acho que tem vários suspeitos. O governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes… as pessoas que se sentem ameaçadas pelo crescimento do PSOL no Rio são os primeiros suspeitos de patrocinar esse tipo de coisas. Eu acho que o governo [federal], que não quer que tenham manifestações durante a Copa, também quer intimidar as pessoas para não fazerem manifestações. Porque quanto mais se associar as manifestações aos black blocs e à violência, mais ele poderá reprimir essas manifestações. De forma generalizada, o recado é: “Não saiam às ruas porque vai ter morte”, “ Os Black Blocs vão matar e vocês estarão envolvidos”, “Guardem seus filhos em casa”. É uma reedição do medo que justificará, por exemplo, uma legislação ainda mais severa do que o assassinato, a partir da Lei Antiterrorismo. Se o cara mata alguém, pega 12 anos. Se fez manifestação, pega 40 anos.

    Então, há uma orquestração para criminalizar os movimentos sociais e para culpabilizar o PSOL por atos com os quais não concordamos e não somos responsáveis, mas principalmente para enfraquecer as manifestações e o crescimento do partido, especialmente no Rio de Janeiro. O ataque ao Marcelo Freixo é uma tendência daqueles que mais perderam desde as manifestações de junho: o Cabral e o Eduardo Paes. O Cabral estava muito bem antes das manifestações, esperava eleger seu sucessor e agora nem sabe se saíra mais candidato. E quem capitaliza isso? Quem, aos olhos das pessoas insatisfeitas, não está misturado com a corrupção, com a bandidagem, com as milícias. E o Freixo representa essa esperança no Rio de Janeiro. Então, atacá-lo é o mesmo que dizer que todo mundo é igual, que todo mundo é violento, que todo mundo é terrorista.

    CM – O PSOL não errou ao não deixar essa posição em relação aos black blocs bem clara desde o início? A primeira nota do partido que trata do assunto foi publicada ontem… 

    LA – Não houve demora. Todas as nossas lideranças do Rio de Janeiro já vem dizendo que a gente se solidarizava e não concordava com esta violência. A nota que saiu foi para responder os ataques contra o Freixo. E, na verdade, ela não poderia sair antes dos ataques. A nota é sobre as mentiras colocadas na imprensa em relação ao Freixo. Ela é para responder aos ataques que nós sofremos.

    CM – Então, já existia um posicionamento público anterior em relação aos black blocs? 

    LA – Não um específico, porque nós já havíamos nos manifestado, através das nossas lideranças, em relação ao nosso posicionamento sobre as manifestações. Várias vezes o próprio Freixo falou, outros parlamentares também falaram que nós apoiamos as manifestações, mas não apoiamos atos típicos dos black blocs. Isso desde o início, no ano passado. Agora, respeitamos que outras pessoas pensem diferente, que critiquem a criminalização, porque há essa confusão de se colocar todo mundo no mesmo saco, com afirmações do tipo “as manifestações são feitas por vândalos”. E isso não é verdade. Nem todas as pessoas que participam querem quebrar.

    Desta vez, foi um artefato lançado por manifestantes que atingiu o jornalista. Mas lá no início, em São Paulo, um artefato disparado pela Polícia também atingiu um jornalista e o deixou cego. Portanto, a probabilidade de ocorrer uma morte ou de uma pessoa ficar com sequelas graves devido a sua participação em manifestações é a mesma seja devido ao despreparo da Polícia ou seja em função do despreparo de alguns manifestantes.

    E por que o PSOL teria que lançar uma nota sobre os black blocs? Qual a nossa responsabilidade de fazer um juízo sobre eles se nem temos relações com eles? A nossa principal preocupação, hoje, como partido político, é discutir porque as manifestações retornaram, ou seja, porque as pautas ainda não foram atendidas.
     
    A presença dos black blocs é um aspecto do problema. Tem que se tomar providências, claro, prender as pessoas dentro dos limites da lei. Mas tem que considera-las terroristas? Não. Eles devem ser julgados de acordo com o crime que cometeram. Por que mesmo que se colocasse os black clocs na clandestinidade, não iam acabar as manifestações e nem os conflitos com a Polícia. O comportamento da Polícia não começou com os black blocs. Essa é uma visão equivocada do que aconteceu. Temos uma polícia despreparada, que trata manifestante como se fosse bandido. E quem mais deve comemorar a existência dos black blocs é o governo, porque está doido para que não tenham manifestações na Copa.

    CM – E qual será o papel do PSOL na Copa? O partido vai participar, vai convocar manifestações?

    LA: Nós vamos apoiar todas as manifestações que questionem os gastos excessivos da Copa. Não podemos nos esquecer que a Lei Geral da copa flexibilizou as licitações, favorecendo as maracutaias que tanto indignam o povo brasileiro. Governo e oposição votaram favoráveis, mas nós não. Também vamos apoiar manifestações de demandas de questionamentos, sobre porque se gastou tanto dinheiro na copa, mas não se garantiu demandas de saúde, educação e transporte de qualidade. O partido vai apoiar, obviamente. Agora, isso não tem nada a ver com concordar ou apoiar atos típicos de black blocs.

    CM – O partido vai apoiar essas manifestações mesmo com o perigo de que sejam apropriadas pelos Black Blocs e resultem em violência? 

    LA: A saída, digamos assim, seria proibir manifestações durante a Copa para que a Fifa não tenha nenhum problema? Não concordamos com isso. O povo tem o direito de ir à rua, tem direito a se manifestar. E o Estado deve garantir a segurança dentro do estado democrático de direito, sem criminalizar os movimentos. Nós não apoiaremos esses atos típicos dos black blocs, essa gente não contribui com quem tá lutando por direitos, mas também não vamos deixar de nos manifestar. Uma parte de nós – porque no PSOL também tem muita gente jovem – faz parte de uma geração que foi às ruas lutar para que nós tivéssemos direito à manifestação. Assim como a própria presidenta da república e outros companheiros de outros partidos, nós lutamos contra a Lei de Segurança Nacional.
     
    Pessoas foram presas, foram torturadas e nós não nos intimidamos. Agora, nós vamos comemorar, vamos torcer pela seleção brasileira como fizemos até mesmo na ditadura, quando companheiros estavam presos. O que não podemos permitir é que este governo aja como o Médice, ao estilo “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Parece que o governo quer reeditar aquela máxima: ou se ama o Brasil, fica quieto em casa e aceita comemorar a Copa sem direitos, ou então vai embora para não se misturar! Nós não vamos nos misturar com os black blocs, mas vamos apoiar todas as manifestações com pautas justas, contra os gastos abusivos e favoráveis aos direitos que a população expressou. E vamos trabalhar para que as manifestações sejam pacíficas, dentro da ordem, sem violência policial e sem atos extremistas de black blocs.

     

  7. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:37 am

    Dez dicas para não ser visto como idiota na internet

    http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/02/12/dez-dicas-para-nao-ser-um-completo-idiota-na-internet/

    Leonardo Sakamoto

     

    Uma amiga ligou e confessou estar #xatiada com o clima cada vez mais violento das redes sociais e páginas da internet, com pessoas pedindo o sangue umas das outras. Como se a nossa sobrevivência dependesse de postagens e tuítes destruidores. Ela queria saber se o mundo enlouqueceu ou se estava sensível demais.

    Atravessamos a adolescência da internet, em que as pessoas estão com os hormônios à flor da pele, descobrindo para que servem certas partes do corpo, e fazendo besteira loucamente. Os formadores de opinião têm uma parcela grande de responsabilidade em incendiar o pessoal que não estava acostumado com o debate público. E feito uma criança que nunca viu um gatinho, maltrata o bichinho quando ganha um.

    Cultura política deveria ser algo melhor fomentado, desde cedo, não só via estrutura formal de educação, mas ao longo da vida através de espaços públicos e meios de comunicação, evitando simplificações políticas, onde há complexidade de matizes e zonas cinzentas. E mostrando que temos o direito de discordar das pessoas e continuar amigo delas, apesar do beicinho de desaprovação dos que estão à nossa volta.

    Para ajudar nisso, listei, com a ajuda de amigos, dez dicas para não ser um idiota na internet. Pois um pouco, é claro, todos somos. Bora lá:

    1) Não existe Verdade absoluta. O que temos são pontos de vista e é até aceitável que cada um veja o seu como a sua verdade suprema. Então, defenda o seu argumento mas sem nunca esquecer que ele é apenas isso: a interpretação do mundo que você resolveu chamar de sua. E que, do outro lado, tem uma pessoa – não um perfil, página ou conta de twitter.

    2) “Tá bom, mas não se irrite!”, como dizia o sábio Roberto Bolaños. Você não acha idiota alguém que entra no carro e passa a ver provocação em tudo no trânsito? Então, não faça o mesmo com o teclado. Respire, acalme-se, conte até dez. Coloque uma musiquinha do Kenny G.

    3) Antes de postar, pergunte-se: este comentário é realmente necessário? Não estou dizendo relevante porque provavelmente não é, tal qual este post. Mas necessário. Se está postando algo só para magoar alguém, putz, sinto informar que você tem problemas sérios… E recuse pauperizações. Porque o discurso indignado fundamentado na própria indignação não vale nada: o vazio conceitual de muita gente faz com que suas posições se confundam. Sejam de esquerda, sejam de direita. Se é pra falar mais, num mundo já tão saturado de palavras, que se fale bem.

    4) Petralhas. Tucanalhas. Amantes da Coreia do Norte e de Cuba. Burguesia fétida e morfética. Mensaleiro. Trensaleiro. Esquerdista caviar. Direitista pão com manteiga. Corinthiano. Sabia que atacar o argumentador ao invés do argumento em um debate entrega o quão vazio você é?

    5) Leve o Facebook e o Twitter menos a sério. Vou revelar uma coisa que, talvez, não acredite: o mundo vai continuar girando mesmo sem suas postagens nas redes sociais. Aterrorizante, não? Pois, na maioria das vezes, elas são conversas de boteco digitais. Um papo com breja não é tão importante quanto o nascimento da primeira filha, então, contenha-se.

    6) Primeiro, leia um texto inteiro (e não apenas o título) e tente entender o que a pessoa escreveu antes de comentar. Nem tudo é preto no branco, considere tons de cinza. Lembre-se que a língua portuguesa tem figuras de linguagem – ironia, principalmente. Não insira palavras e ideias que não estão na postagem alheia ou aplique intepretações malucas escondidas que só os paranóicos vêm. Vai por mim, nem tudo na internet foi publicado para te irritar.

    7) Você não está sozinho quando posta uma abobrinha. Milhares de pessoas podem estar lá vendo. Faça um teste: vá até a conexão das estações Consolação e Paulista do metrô e grite a plenos pulmões aquelas coisas fora da casinha que você costuma gritar na rede. Se ninguém estranhar, publique.

    8) Há pessoas preocupadas apenas em ganhar debates e ignoram as dores do outro. E ofendem, xingam, maltratam, espantam. E há aquelas que querem construir algo através deles. E ouvem, entendem, toleram, absorvem. Qual desses grupos você acha que vai deixar saudades se partir?

    9) Opiniões díspares não devem nos afastar e discordâncias não devem nos separar. Aliás, ninguém concordará com tudo o que está aqui, pois esta lista é arbitrária como toda lista, repleta de equívocos. Nada é tão certo. Nada é tão simples.

     

     

    10) Aprenda a rir de si mesmo. Todos temos estilos, contradições, somos caricatos. Leitores atentos percebem isso e vão cutucar você. Não se ofenda. Ria junto. Diz muito sobre a inteligência de uma pessoa a capacidade de autocrítica que ela tem. Enfim, #somostodosridiculos.

     

  8. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 2:40 am

    Campos e Marina acertam candidatura em SP

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1411352-campos-e-marina-acertam-candidatura-em-sp-e-descartam-apoio-a-alckmin.shtml

    Campos e Marina acertam candidatura em SP e descartam apoio a Alckmin

    RANIER BRAGON

    (Não há como incorporar o texto)

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,campos-impoe-a-marina-nome-do-psb-para-disputa-paulista,1129724,0.htm

    Campos impõe a Marina nome do PSB para disputa paulista

    Provável candidato do PSB diz a aliada que Márcio França será candidato; marineiros resistem ao nome

    BRASÍLIA – O governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, avisou a ex-ministra Marina Silva de que o candidato do partido ao governo de São Paulo será o deputado Márcio França, presidente do PSB paulista. Após se reunir com integrantes da cúpula do PSB em Brasília na terça-feira, Campos ligou para conversar com Marina, que teria ficado de avaliar a indicação. Ontem, ela passou o dia em reunião com aliados para discutir o assunto. 
    Pela manhã, ao participar de evento em Salto (SP), Marina confirmou ao Estado que a coligação PSB-Rede terá candidato próprio em São Paulo, mas disse que o nome ainda não estava definido. Questionada se havia consenso na indicação de França, Marina afirmou que o deputado era uma das opções, mas que há outras sendo estudadas. “É um nome que está colocado, sem sombra de dúvidas. Mas outros nomes já tinham se colocado”, disse a ex-ministra. Ontem, a Rede divulgou nota informando que a indicação ainda não foi definida.

    Veja também:
    link Padilha diz que PSDB está ‘incomodado’ com sua caravana
    link Réu do mensalão mineiro deixa equipe da campanha de Aécio

     

    O nome de França não é bem recebido pelos marineiros. Ele era o principal defensor do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e chegou a ser cotado para ser o vice do tucano. Mas seus planos foram frustrados com a entrada de Marina no PSB, em outubro do ano passado, após o registro da Rede Sustentabilidade ser negado pela Justiça Eleitoral.

    Quando Campos começou a dar sinais de que optaria pela candidatura própria no Estado, França passou a dizer que o nome natural era o dele. Como detém a máquina do partido no Estado, argumentava que sairia vencedor se houvesse uma prévia. Na terça-feira, Campos perguntou se a intenção dele se candidatar era verdadeira. Ele respondeu que não abriria mão da disputa e que, se quisessem lançar outro nome, seria preciso uma intervenção no diretório estadual.

    A candidata dos sonhos de Marina era a deputada federal Luiza Erundina (PSB). Ela, no entanto, recusou o convite e embolou as negociações. No fim de janeiro, o vereador Ricardo Young (PPS), aliado de Marina, lançou-se ao governo paulista numa tentativa de pressionar o PSB a desistir de indicar França. Outro nome sugerido pela Rede era o do deputado licenciado Walter Feldman (PSB).

    Resistência. Um aliado de Marina próximo à militância paulista da Rede diz que o grupo não aceitará França como candidato. Mesmo que Marina chancele a escolha de Campos, a Rede vai trabalhar por uma candidatura alternativa no Estado. A ideia é apoiar ou o candidato do PV, vereador Gilberto Natalini, ou do PSOL, filósofo Vladimir Safatle.

     

     

  9. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 3:08 am

    Eduardo Jorge é o pré-candidato do PV à Presidência da República

    http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/eduardo-jorge-e-o-pre-candidato-do-pv-a-presidencia-da-republica,203a663e9fc24410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

    O Partido Verde (PV) decidiu nesta quinta-feira que o ex-deputado federal e ex-secretário do Verde e de Saúde da cidade de São Paulo Eduardo Jorge é o pré-candidato do partido à Presidência da República. Jorge, que é médico sanitarista, recebeu o convite em dezembro de 2013.

     

    Segundo o PV, na época, ele “pediu um tempo para analisar a conjuntura e a importância para a sociedade da candidatura e também de um programa verde sobre os problemas que o povo enfrenta no atual momento, como, além da crise das instituições e do presidencialismo brasileiro, a saúde pública, a violência, o tráfico de drogas e a crise climática/aquecimento global”.

     

    O pré-candidato propôs que o partido elabore dez diretrizes para o País e as apresente aos dirigentes nacionais para que sejam referendadas em evento no mês de março, em São Paulo. Além disso, Eduardo Jorge sugeriu que as propostas sejam disponibilizas na internet e nas redes sociais para que recebam contribuições da sociedade.

     

    Segundo o PV, após a apresentação da pré-candidatura e das propostas, Eduardo Jorge cumprirá um programa de visita aos Estados para debater o programa de governo com a sociedade e com os filiados do Partido Verde.

  10. Nilva de Souza

    14 de fevereiro de 2014 3:31 am

    Depoimento de Orlando

    Depoimento de Orlando Zaccone, citado na lista da Sininho

    Orlando Zaccone D’Elia Filho

    LIBERDADE. Essa simples palavra parece sintetizar o sentimento em relação a minha participacão como palestrante e também doador para o evento “Mais amor menos capital”, que vem sendo noticiado como uma possível contribuição financeira feita por mim aos Black Blocs. Cabem algumas considerações:

    1) O evento ocorreu no dia 23/12/2013, na Cinelandia, véspera de Natal, tendo na programação a distribuição de centenas de refeições para moradores de rua, teatro de fantoches, shows musicais e debate. Um culto ecumênico reunindo um padre e uma pastora evangélica abriu o evento.
    2) Toda a programação transcorreu na mais perfeita ordem, não havendo registro de nenhuma lâmpada quebrada e nem de pessoas urinando na rua. Quem ocupa as ruas sabe da importância disso!
    3) Não foi por mim observado ninguém usando máscaras ou cobrindo os rostos. Afinal, os Black Blocs aparecem em manifestações e protestos o que não estava em pauta.
    4) Fiquei presente durante toda a programação e sou testemunha de que o exercício democrático é possível na forma do seu exercício direto, em praça publica, sem nenhuma instituição responsável.
    5) Nunca doaria dinheiro para grupos de Black Blocs por alguns motivos. Primeiro, porque eles não precisam. Estudem o fenômeno que ocorre em diferentes países e entenderão o que digo. Segundo, porque como policial e cidadão, conheço o acirramento que ocorre nas ruas no confronto entre esses manifestantes e a própria policia. Baixa política, alta polícia! Terceiro, porque não faz nenhum sentido, pelo menos para mim, que manifestantes de qualquer ordem recebam doações. Qual seria o meu interesse nisso? 
    6) Por fim, meu nome é Orlando Zaccone D’Elia Filho, sou brasileiro, RG 05971179-6, CPF 804828307-78, pai de três filhos, ou seja, cidadão brasileiro no exercício pleno dos meus direitos civis que me permitem dispor dos meus vencimentos como servidor publico para contribuir para uma festa de Natal voltada para a população de rua.
    Fico muito feliz em receber do Chefe de Policia Civil, Dr. Fernando Veloso, a noticia de que estas denúncias veiculadas pela mídia serão devidamente investigadas. Ao final, com certeza, estará tudo devidamente esclarecido e a LIBERDADE voltará a ser a regra e não a exceção. 
    O meus eternos agradecimentos a todos aqueles que de alguma forma ainda acreditam nesta simples palavra. 

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=545564448884275&set=a.208638819243508.47822.100002921749095&type=1

    1. Almeida

      14 de fevereiro de 2014 8:27 am

      Ótima nota, Nilva.

      Por ela ficamos sabendo da militância “paga” do delegado. Ele pagou do seu bolso para ir dar uma palestra para a juventude. Também ficamos sabendo das atividades “subversivas”, os atos “terroristas” da perigosa agente da conspiração internacional do Kominform, de codinome Sininho, que trama de forma solerte para usurpar nosso Pré-sal. A nossa valorosa imprensa descobre uma conspiração, organizada a luz do dia na Cinelândia, escamoteada de culto ecumênico e confraternização de Natal com moradores de rua, a cargo de dois perigosos fundamentalistas islâmicos que vieram para desestabilizar a república, um deles disfarçado de padre e outro travestido de pastora evangélica.

      Graças a nossa gloriosa imprensa, somos informados do valor de R$ 150, para arregimentar um militante por ato político. O que o delegado doou não junta um militante pago e meio; ao todo, de acordo com a prestação de contas da comissária Sininho, o dinheiro arrecadado foi suficiente para mobilizar uma legião de onze gatos pingados, sobrando R$ 40 para o pagamento das quentinhas aos moradores de rua.

      Aqui um link para conhecer, as subversivas ideias do delegado Orlando Zaccone: Vulnerabilidade, criminalidade e violência policial

      Abaixo uma foto de manifestação de militantes “pagos”, de acordo com os informes recentes da imprensa.

       

       

       

  11. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 4:54 am

    Combate à Aids e ao preconceito

    http://oglobo.globo.com/opiniao/combate-aids-ao-preconceito-11598838

    LUIZ LOURES

     

    Os direitos humanos parecem não ter sido incluídos nas resoluções de Ano Novo para 2014. Há uma tendência de aumento no número de legislações punitivas, bem como da violência e discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) em todo o mundo. Poderia ser o contrário.

    Eu atendi meus primeiros pacientes com Aids no início dos anos 80. Com frequência, não podia voltar para casa, mesmo após o fim do meu plantão, porque muitos no hospital tinham medo de tratar pacientes soropositivos. Felizmente, as mudanças políticas no Brasil, a consolidação da democracia, pavimentaram o caminho para que os direitos humanos estivessem no centro da resposta à doença no país. Obtivemos ricos dividendos.

    A resposta à Aids, em sua jornada de três décadas, encontra-se agora em uma encruzilhada. Uma via leva ao fim da epidemia. Mas é a via menos trilhada. Não foi esta que os parlamentares de Uganda tomaram quando socaram suas mesas em comemoração à aprovação da legislação antigay. Na Nigéria uma nova lei penaliza com prisão homens gays. A lei nigeriana proíbe até mesmo o direito de associação, ameaçando a existência de ONGs que trabalham com a população LGBT e o acesso à informação. Na Índia, foi negada pela Suprema Corte a derrubada de velhas leis coloniais que punem homens gays. Não apenas uma, mas duas vezes, apesar da grande grita popular contra a decisão.

    Os Jogos Olímpicos de Sochi ressaltam o fato de que debater a homossexualidade na Rússia é ilegal.

    O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em seu discurso ao Comitê Olímpico Internacional, afirmou: “Devemos levantar nossas vozes contra prisões e restrições discriminatórias contra lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais.” Em dezembro do ano passado, as Nações Unidas marcaram o dia dos Direitos Humanos com o tema “o esporte contra a homofobia”.

    A História nos mostra que ganhos políticos às custas de minorias são perigosos e têm consequências sociais a longo prazo. O extremismo em nome da religião incita a violência e a repressão. As pessoas se escondem, vivem nas sombras. Hoje, acreditamos que podemos acabar com a epidemia de Aids, mas não conseguiremos fazer isso se deixarmos lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros para trás. O número de novas infecções pelo HIV aumenta entre homens que fazem sexo com homens em todo o mundo. Taxas de infecção variam de 20% na África a mais de 50% em países latino-americanos. Ainda assim, os serviços de prevenção e tratamento não estão alcançando as populações LGBT. Indivíduos marginalizados, que temem a discriminação, o abuso, a perseguição e mesmo a prisão, são menos propensos a procurar serviços de testagem, tratamento e prevenção.

    Ao mesmo tempo vivemos um paradoxo. No início da epidemia, quando não havia esperança, foi a comunidade LGBT que se manteve unida e resoluta, mostrando o caminho para a moderna resposta global à Aids, salvando milhões de vidas e famílias.

    O que pode deter tal onda negativa? A resposta é aceitar todas as pessoas como iguais. Impedir a aprovação de leis que roubam das pessoas LGBT sua dignidade. Direitos humanos não são negociáveis por representantes eleitos ou por caprichos de alguns setores da sociedade, ainda que majoritários. Eles são inerentes a todos. A Suprema Corte da Costa Rica deixou clara sua posição ao bloquear a tentativa de aprovação de um referendo pelo direito dos gays. Necessitamos de mais exemplos positivos. O Brasil tem uma oportunidade única de apresentar sua diversidade e longa liderança em temas LGBT ao transformar o ano da Copa no ano contra a discriminação.

     

  12. Gunter Zibell - SP

    14 de fevereiro de 2014 5:26 am

    Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/maior-usina-solar-do-mundo-comeca-a-gerar-eletricidade

    Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia

    A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

    A Ivanpah Solar Electric Generating System: usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia

    Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.

    Leia Mais

    13/02/2014 | Governo admite risco baixíssimo no fornecimento13/02/2014 | Governo volta a descartar racionamento de energia em 2014 

    O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.

    Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.

    Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.

    Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

     

  13. Webster Franklin

    14 de fevereiro de 2014 5:36 am

    Sininho é a chave do quebra-cabeça dos Black Blocs

    Do Brasil 247

     

    Sininho é chave do quebra-cabeça dos Black Blocs

     

    :

     

    Bem articulada, fria e com uma disposição quase infinita para tocar o terror, a ativista radical Elisa Quadros, mais conhecida como Sininho, já se tornou conhecida em todo o país; adepta da estratégia Black Blocs, ela foi citada por Caio Silva (acusado de matar o cinegrafista Santiago Andrade) como quem “manipula a forma como a manifestação vai acontecer”; ou seja, se são tão violentos, os protestos cumprem o papel que Sininho espera deles; em sua página no Facebook, numa postagem de 19 de janeiro, ela assume que foi a responsável por colocar “a questão do dinheiro” na pauta da reunião e afirma que políticos deram dinheiro sim; contra críticas, ela  avisa que não vão conseguir tirá-la das ruas; “Não tô aqui para fazer bonito pra ninguém. Em relação aos políticos, que se fodam. Como vocês também, vou detonar as eleições esse ano”, afirma

     

    13 de Fevereiro de 2014 às 22:02

    247 – O apelido faz referência à singela fadinha que acompanha o garoto que não quer se tornar adulto, o Peter Pan. Mas as semelhanças param por aí. A Sininho da vida real, a mais famosa Black Bloc do Brasil, é uma ativista radical que tem praticado nos últimos meses, no Rio, terrorismo social, travestido de protesto e manifestação violentas “contra tudo que está aí”. Nem de longe, Elisa Quadros lembra a personagem infantil quase angelical do desenho da Walt Disney. Na verdade, ela é, segundo o depoimento do acusado de matar o cinegrafista Santiago Andrade, Caio Silva de Souza, quem “manipula a forma como a manifestação vai acontecer”. E é também quem gerencia o dinheiro que custeia o movimento e que paga os manifestantes.

    Em sua página no Facebook, numa postagem de 19 de janeiro, Sininho afirma que foi ela mesmo quem colocou “a questão do dinheiro”. Logo depois ela diz que “eles deram dinheiro sim e não foi nenhum segredo”. E quem são “eles”? A resposta vem dela no próprio texto: “políticos que doaram como civis”. Reportagem publicada mais cedo pelo 247 mostra quem são os políticos envolvidos (leia aqui) – todos de partido de extrema-esquerda. 

    Sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade, a Sininho gravou um vídeo tentando se justificar, sem demonstrar qualquer sentimento pelo ocorrido: “Também não vamos tirar a responsabilidade da Band, não só da Band, da Band, da Globo, da Record, dessas emissoras que mandam seus jornalistas pra uma manifestação, que sabe que vai ter bomba, que vai ter bomba da polícia. (…) E aí depois que acontece essa tragédia, a culpa é só dos manifestantes que estão na rua?”

    No Facebook, Sininho mostra disposição quase infinita para o que ela chama de “revolução” e avisa que não vão conseguir tirá-la das ruas. “Não tô aqui para fazer bonito pra ninguém. Em relação aos políticos, que se fodam. Como vocês também, vou detonar as eleições esse ano”, afirma.

    Dentro da estratégia Black Bloc de tumultuar e tornar insustentáveis todas as iniciativas do poder público, seja o reajuste das tarifas de ônibus, seja a realização da Copa do Mundo no país, a ativista Elisa Quadros cumpre bem o seu papel. É toda de boa capacidade de retórica e domina bem as premissas do grupo. Ou seja, é a peça principal para inflamar potenciais manifestantes e “tocar o terror” nos protestos que se tornaram tão comuns no país. 

    Nos próximos dias, Sininho deve entrar no foco da polícia. Segundo o delegado que investiga o caso, o aliciamento de manifestantes será próxima questão a ser tratada. Abaixo matéria da Agência Brasil sobre isto:

    Aliciamento de manifestantes tem que ser apurado em separado, diz delegado

    Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

    O delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito que apura a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, disse que o fato de Caio Silva de Souza ter dito em depoimento, que há aliciamento de manifestantes, não interfere no relatório que vai entregar amanhã (14) ao Ministério Público. O delegado reafirmou que a possibilidade de manifestantes receberem dinheiro para fazer atos violentos nos protestos faz parte de uma outra investigação que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil do Rio.

    “O fato dele eventualmente receber dinheiro para praticar atos ou não, não interfere em nada [no inquérito]. Esta investigação poderá ajudar em outras investigações. O que ele citou de partidos políticos, ou que alguém leva apetrechos explosivos para manifestações, que, eventualmente, ele possa até ter recebido algum tipo de remuneração para praticar atos de vandalismo, isso não interessa aqui para o inquérito. Repito, para o inquérito nada mudou. Tudo permanece como está, com ambos [Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, suspeitos de terem praticado o crime] indiciados por homicídio qualificado, por emprego de artefato explosivo e crime de explosão”, explicou.

    Para o delegado, o possível envolvimento dos manifestantes com partidos políticos, conforme tinha denunciado o advogado dos suspeitos, Jonas Tadeu Nunes, não interfere na questão da morte do cinegrafista. “O que não posso, como presidente deste inquérito, é deixar que essas questões interfiram na investigação. Esta investigação não pode ser contaminada por qualquer outra informação. Não posso trazer ingrediente político para cá. Não posso discutir se essas manifestações são patrocinadas, se alguém banca, se alguém tem interesse em quebrar. Eu preciso apenas entregar ao Ministério Público uma investigação de homicídio”, disse.

    O delegado explicou, no entanto, que o crime não está em aliciar ou pagar alguém para fazer manifestação, o que para ele pode ser discutido sobre o ponto de vista moral e eleitoral, caso parta mesmo de partidos políticos. O crime, para ele, é se isso acontecer no caso de os manifestantes serem pagos para praticar atos violentos. “O que é crime é pagar para incentivar a violência. Atos de hostilidade, de vandalismo. Isso que é crime, e pode configurar uma organização criminosa. Se tenho alguém que incentiva grupos a praticar um número indeterminado, de forma dividida, com divisão de tarefas ou algum comando, que não precisa ser sofisticado, existe a figura da organização criminosa”, analisou.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/130174/Sininho–é-chave-do-quebra-cabeça-dos-Black-Blocs.htm

     

  14. Gão

    14 de fevereiro de 2014 8:54 am

    Google e Facebook são investigados pela Receita Federal

    Google e Facebook são investigados pela Receita Federal

    Processo de faturamento de empresas estrangeiras de tecnologia será melhor analisado pelo Brasil visando proteger mercado nacional

    Google e Facebook são investigados pela Receita Federal (Fonte da imagem: Reprodução/Olhar Digital)

     

    A Receita Federal está investigando o Google e o Facebook em relação aos possíveis crimes de sonegação fiscal que as empresas podem ter cometido. A própria presidente Dilma ordenou à receita tal força tarefa, que visa esclarecer como é o processo de faturamento dessas empresas com o comércio eletrônico e como o imposto originado das receitas é recolhido.

    A medida é o primeiro passo de muitos para tentar alterar a tributação de empresas como Google, Facebook e Apple que, de acordo com o governo brasileiro, usam brechas legais para receber por seus serviços de publicidade e venda eletrônica no exterior, reduzindo consideravelmente o pagamento de tributos no Brasil. Um assessor presidencial afirmou que o governo entende que existem concorrências desleais entre empresas nacionais e estrangeiras, já que as brasileiras acabam pagando mais impostos.

    O governo também levantou suspeitas de que o valor dos tributos pagos pelas empresas estrangeiras não é compatível com o volume de faturamento estimado no país. O principal empecilho é que o mercado de tecnologia não está totalmente regulado tributariamente, e por isso as empresas podem não ter cometido qualquer tipo de irregularidade.

    A intenção do governo é inverter esse quadro desfavorável aos cofres públicos. Quando as empresas estrangeiras faturam com serviços como comércio eletrônico e anúncios, o pagamento é recebido por meio de suas subsidiárias instaladas em outros países. Com isso, o pagamento de IOF é originado (Imposto sobre Operações Financeiras), porém outros tipos de tributos escapam do pagamento.

    Países como França e Alemanha já tomaram o mesmo posicionamento, tentando forçar com que empresas de tecnologia registrem em seus territórios as operações realizadas por elas, aumentando o pagamento de tributos. Tanto o Google como o Facebook já confirmaram em outras oportunidades que pagam todos os impostos exigidos por lei no Brasil.

    http://www.tecmundo.com.br/brasil/50278-google-e-facebook-sao-investigados-pela-receita-federal.htm

  15. Gão

    14 de fevereiro de 2014 8:59 am

    Depois de estupros coletivos,

    Depois de estupros coletivos, aulas de artes marciais viram febre na Índia

    Não para de crescer o número de mulheres que têm aprendido técnicas de defesa pessoal para se proteger de estupradores

    Malaika Joshi, de 28 anos, começou a aprender técnicas de defesa pessoal depois da onda de estupros coletivos na Índia Foto: Reprodução Malaika Joshi, de 28 anos, começou a aprender técnicas de defesa pessoal depois da onda de estupros coletivos na Índia

    Foto: Reprodução

    Não para de crescer o número de mulheres que se inscrevem em aulas e workshops de defesa pessoal, na Índia. Segundo Shihan Sharif Bapu, um premiado treinador de artes marciais de Mumbai, houve um grande aumento de mulheres que se matricularam em aulas de defesa pessoal desde 2012. “Antes as mulheres aprendiam a lutar porque eram obrigadas, fazia parte do currículo escolar delas, agora elas estão participando das aulas por vontade própria”, contou Bapu.

     

    Malaika Joshi, de 28 anos, não costuma sair com os amigos aos sábados à noite. Ao invés disso, ela usa seu tempo para aprender técnicas de defesa pessoal. Os treinos de Krav Maga, uma arte marcial israelense, não são um hobby, mas sim uma necessidade. “Os índices de criminalidade estão subindo então eu decidi que precisava agir e fazer algo para me proteger e proteger meus entes queridos”, disse a instutora de dança de salão que costuma voltar sozinha  para casa a noite.

     

    As alunas de Shihan Sharif Bapu aprendem técnicas e habilidades específicas para que elas saibam se defender em lugares cheios, como os trens lotados de Mumbai.

     

    Manifestantes protestam em frente ao Palácio Presidencial contra a falta de ação do Governo indiano em relação aos crescentes casos de estupro no país, em dezembro de 2012 Foto: Getty Images Manifestantes protestam em frente ao Palácio Presidencial contra a falta de ação do Governo indiano em relação aos crescentes casos de estupro no país, em dezembro de 2012 Foto: Getty Images

    Bapu, que treinava o time nacional de karatê contou que o número de empresas que optaram por treinar suas funcionarias também cresceu: “Antes eles organizavam festas ou piqueniques para seus funcionários, agora eles usam o orçamento para organizar workshops que ensinam técnicas de defesa pessoal”. Houve também uma mudança na atitude dos pais, acrescenta Bapu. “Antes os pais matriculavam apenas os filhos homens para as aulas de judô e karatê, mas agora eles matriculam as meninas também”, disse ele.

     

    Em setembro do ano passado, o governo de Maharashtra anunciou que iria incluir aulas de defesa pessoal no currículo escolar de 2014 e 2015. 

     

    O número de crimes registrados contra as mulheres em Mumbai dobrou em 2013. Embora a quantidade de denúncias tenha crescido, o número de criminosos na prisão não cresceu na mesma proporção, como prova o caso de uma menina de 16 anos de Kolkata. Ela foi queimada e violentada pela segunda vez, depois de denunciar seus estupradores. A polícia não forneceu nenhum tipo de proteação especial à garota, que morreu uma semana depois do segundo ataque.

    http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/depois-de-estupros-coletivos-aulas-de-artes-marciais-viram-febre-na-india,dab2fbec00c24410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

  16. Gão

    14 de fevereiro de 2014 9:02 am

    The risk of reporting US drone strikes

    The risk of reporting US drone strikes

     

      

    Yemen researcher says he received a death threat after investigating deadly wedding-convoy attack.

    A photo of alleged victims killed in a December 12, 2013 drone strike in central Yemen [Reprieve]

    The disturbing phone call came after Baraa Shiban investigated a drone strike on a wedding party that killed 12 people in central Yemen in December. A clear message was delivered to the human rights researcher over the phone after a major news network reported the story based on his research.

    “The caller refused to identify himself and threatened my life if I continued my investigation of the strike,” Shiban told Al Jazeera, noting he conducted similar studies of US drone operations in the past, but had never before received death threats.

    Shiban works for the UK-based human rights group Reprieve and interviewed survivors two days after the attack. His investigation ascertained that 12 people were killed after four missiles were fired at the convoy. There were also 14 victims with severe wounds; some lost limbs, others their eyes.   

    Along with the eyewitness testimony, Shiban gained access to video and still images of the alleged victims of the drone strike. Photos of the aftermath of drone attacks – whether in the tribal regions of Pakistan, or in the deserts of Yemen – are rarely captured. Most occur in obscure regions with hostile terrain, making access difficult for journalists and activists.

    I was in the front car and I heard a huge explosion. I went out to see what happened and suddenly another two missiles hit the place. Everyone in the car behind us got killed.

    – Mohammed Abdullah al-Taisi, drone victim

     

    On December 12, 2013 , about 60 people were traveling in a convoy to attend the wedding near the city of Radda, in Yemen’s central province of al-Bayda. At about 4:30pm, the drivers halted the vehicles when they heard an aircraft approach.

    “I was in the front car and I heard a huge explosion,” recalled victim Mohammed Abdullah al-Taisi. “I went out to see what happened and suddenly another two missiles hit the place. Everyone in the car behind us got killed.”

    Equipped with the evidence Shiban went to the media, and a day later he received the call threatening his life. 

    “Just because the people were in a convoy of trucks, they were assumed to be militants and the decision was made to target them,” he said. “The people who died were shepherds and farmers. There was clearly a wedding party.”

    Fear and anger

    Drones piloted by the CIA and the Pentagon have operated in Yemen since 2002, killing hundreds of people – mostly members of al-Qaeda in the Arabian Peninsula, but also dozens of civilians.

    Peter Schaapveld is psychologist who traveled to Yemen to study the programme’s effects. He told British members of parliament in March 2013 that the constant presence of drones in the skies was causing a “psychological emergency” in the country.

    “What I saw in Yemen was deeply disturbing,” Schaapveld said . “Entire communities – including young children who are the next generation of Yemenis – are being traumatised and re-traumatised by drones. Not only is this having truly awful immediate effects, but the psychological damage done will outlast any counter programme and surely outweigh any possible benefits.”

    Reports of the missile strike, on a seemingly innocent wedding party, have infuriated nearly every sphere of Yemeni society, including many of the country’s top politicians.

    Family members of drone strike victim Aref al-Shafee [Abubakr al-Shamahi/Reprieve] 

    “The fact that the Yemeni parliament has just passed a resolution banning drones in Yemeni airspace, and that the National Dialogue has criminalised the use of drones for extrajudicial killing, demonstrates that a national consensus has been reached that these brutal and unlawful attacks are unacceptable,” Shiban said.

    Reprieve said the US government is now investigating the strike in Radda following Shiban’s work. The human rights group said the Defense Department was targeting Shawqi Ali Ahmed al-Badani , whom the White House accused of organising a bomb plot that led to 19 US embassies being closed last year.

    ‘US values and policy’

    Caitlan Hayden, a spokeswoman for the US National Security Council, noted that Yemen’s government had stated the targets of the operation were “dangerous” senior al-Qaeda figures. She said she couldn’t comment on this specific attack.

    “We take extraordinary care to make sure that our counterterrorism actions are in accordance with all applicable domestic and international law and that they are consistent with US values and policy … And when we believe that civilians may have been killed, we investigate thoroughly,” Hayden told Al Jazeera .

    But one survivor of the December drone attack, Salam al-Taisi, insisted no one from the wedding party was involved in terrorism. “None of the victims had anything to do with al-Qaeda or any other group. They were all from the area and all were poor villagers,” he said.

    The deaths in Baydah have more resonance considering President Barrack Obama’s announcement upholding the “highest standard” when conducting operations using unmanned aerial vehicles. 

    “Before any strike is taken, there must be near-certainty that no civilians will be killed or injured,” Obama said in a speech at the National Defense University on May 23, 2013.

    Yemen’s security forces have also scrutinised Shiban’s work on the US drone programme. But it’s not just the Yemeni police that have shown interest in him.

    Baraa Shiban from human rights group Reprieve [Al Jazeera]

    On September 23 last year, he arrived in the United Kingdom with the intention of speaking at a conference at Chatham House . But at Gatwick Airport he was stopped by police and questioned under Schedule 7 of the British government’s Terrorism Act 2000.

    “I was asked about my investigation of the covert US drone attacks in Yemen. When I asked why the question was relevant, I was threatened with further detention,” Shiban said.

    Drone-reporting dangers

    Apparent attempts to suppress any kind of criticism of US covert operations are not new.

    In Pakistan, an anti-drone campaigner set to testify before European parliaments has gone missing in the city of Rawalpindi. Kareem Khan , whose brother and teenage son were killed in a drone attack in December 2009, was picked up at his home by security forces in the early hours of February 5, his lawyer said. He hasn’t been heard from since.

    Shiban said he is also well aware that the path he’s on now could lead to the same fate of Yemen-based journalist Abdulelah Haider Shaye .

    Read more of our coverage of military and civilian drones

    On December 17, 2009, the Yemeni military announced it had successfully destroyed an al-Qaeda camp in al-Majala in Abyan province. But after travelling to the town, Shaye discovered it wasn’t at all an operation carried out by his government, but in fact a US cruise missile strike. And he discovered the people who died weren’t al-Qaeda fighters but innocent civilians. Among the 41 people killed, more than two-thirds were women and children.

    Shaye was arrested on August 6, 2010 by Yemeni security forces and charged that October with aiding al-Qaeda by recruiting new operatives for the group. By January 2011, he was convicted and sentenced to five years in prison.

    International human rights groups condemned his trial as a sham , which couldn’t provide any credible evidence of his alleged al-Qaeda associations. Shaye was being punished for exposing a US covert operation that resulted in a massacre.  

    After being incarcerated for nearly three years, Shaye was pardoned in July 2013 but one of the conditions of his release is he must not leave the Yemeni capital, Sanaa, for two years.

    Asked about Shaye’s case, and the threats he’s received to his own life, Shiban said he’s determined to carry on highlighting the impact of drone strikes.

    “This is an issue of vital importance to Yemen’s future, and I and other human rights activists will continue to defend the basic rights and democratic wishes of the Yemeni people,” he said.

    http://www.aljazeera.com/indepth/features/2014/02/risk-reporting-us-drone-strikes-2014212103345230764.html

     

  17. Gão

    14 de fevereiro de 2014 9:08 am

    João Paulo Cunha paga multa à Justiça com as sobras de Delúbio
     

    João Paulo Cunha paga multa à Justiça com as sobras de Delúbio Soares

    O deputado João Paulo Cunha (PT-SP)

    O deputado João Paulo Cunha (PT-SP)

    As ‘vaquinhas eletrônicas’ realizadas para arrecadar fundos destinados ao pagamento das multas impostas pelo STF aos condenados do PT na Ação Penal 470 deram certo mais uma vez. Surpreendido com a exigência do pagamento imediato da multa de R$ 372 mil imposta pela Suprema Corte, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha conseguiu todo o dinheiro necessário apenas com o excesso de arrecadação conseguida na campanha financeira a favor do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. Em carta aberta, o Coletivo de Apoio e Solidariedade a ele afirmou que “o julgamento teve um claro viés político anti-petista”.

    O site de arrecadação de fundos para o pagamento da multa imposta ao ex-presidente do partido José Dirceu conseguiu, em menos de 24 horas no ar, levantar quantia superior a R$ 60 mil, resultado da contribuição de mais de 300 pessoas. Ainda falta muito, porém, para atingir os R$ 971,1 mil necessários para a quitação da punição, mas os responsáveis pelo site consideraram o movimento das primeiras horas como superior às expectativas. Eles estão certos de que Dirceu também conseguirá atingir o seu objetivo.

    Leia, a seguir, a carta do coletivo pró-João Paulo Cunha:

    Preferimos a dignidade da luta

    Estávamos organizados para efetuar uma arrecadação coletiva, com o recebimento de contribuições financeiras, para ajudar a saldar a multa de quase R$ 372 mil imposta a João Paulo.Entretanto, isso não é mais necessário porque recebemos os recursos a partir de um repasse do excedente da arrecadação coletiva que foi realizada para pagar a multa imposta ao companheiro Delúbio. Este excedente que recebemos é suficiente para saldar a multa de João Paulo, além de todos os tributos adicionais.

    Queremos agradecer as mais de 3.500 pessoas que ficaram ao lado da verdade e da justiça e fizeram doações para ajudar a pagar a multa imposta aos companheiros Genoino e Delúbio. Foi a partir desta ampla mobilização coletiva que agora está sendo possível saldar também a multa imposta ao companheiro João Paulo.

    Gostaríamos de solicitar a todos que se mobilizaram para contribuir com o pagamento da multa imposta a João Paulo, que façam suas doações na arrecadação que está sendo realizada para saldar a multa imposta ao companheiro Zé Dirceu, acessando o site:

    http://www.apoioazedirceu.com

    Destacamos que todo o processo de arrecadação coletiva e pagamento das multas e outros tributos, que os companheiros petistas foram obrigados a pagar, esta sendo realizado com o acompanhamento do setorial jurídico do PT. O que garante toda a legalidade, o registro de todas as doações e a transparência nos procedimentos e recursos arrecadados.

    Contribuir para saldar as multas impostas a Genoino, Delúbio, João Paulo e Zé Dirceu é um ato de solidariedade e também um ato político de crítica e contestação ao julgamento da AP 470, que teve um claro viés político antipetista. É uma maneira de defender a democracia brasileira de um poder judiciário que está muito longe de cumprir, com competência e isenção, suas prerrogativas constitucionais.

    Em defesa da verdade e da justiça.

    Seguiremos unidos na luta por um país e um mundo melhor e mais justo.

    Viva o Brasil, Viva a democracia, Viva o PT.

    13 de fevereiro de 2014

    Coletivo de apoio e solidariedade a João Paulo Cunha

    Regime fechado

    Embora João Paulo Cunha tenha sido condenado a cumprir sua pena em regime semi-aberto, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal rejeitou seu pedido para deixar o Complexo Penitenciário da Papuda durante parte do dia e concluir o curso de direito. A decisão foi divulgada na noite passada, no andamento processual do site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

    Há uma semana, após ser preso e antes de renunciar ao cargo na Câmara, Cunha pediu autorização à Vara para continuar a exercer a função de deputado e também requereu aval de saída para estudar – ele frequentou a faculdade de direito na Universidade Paulista (Unip) até o quarto ano, em Brasília. No entanto, como o petista renunciou ao mandato na última sexta-feira, o Judiciário analisou apenas a autorização sobre o estudo.

    Em seu despacho, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, ressaltou que a autorização de saída para estudar está dentro das possibilidades previstas na Lei de Execução Penal somente para os condenados que têm autorização para saídas temporárias, como visitas à família. Ao contrário do trabalho externo, que pode ser requerido logo após a prisão, saídas externas só podem ser concedidas após o cumprimento de um sexto da pena.

    “O benefício do estudo externo encontra-se previsto na Lei de Execuções Penais, sendo imprescindível, contudo, para sua fruição, a concessão do benefício das saídas temporárias”, escreveu o magistrado na decisão.

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/joao-paulo-cunha-paga-multa-a-justica-com-as-sobras-de-delubio-soares/684764/

  18. Gão

    14 de fevereiro de 2014 9:09 am

    EUA caem para 46º lugar na liberdade de imprensa

    EUA caem para 46º lugar na liberdade de imprensa

    eua, administração obama, obama, espionagem, inteligência, repórteres sem fronteiras

    Foto: EPA

     

    “A Administração Obama é a mais agressiva e antijornalística administração dos EUA da história moderna”, declarou James Risen, jornalista do The New York Times,  ao apresentar em Washington o relatório da organização independente Repórteres sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa.

    Num ranking de 180 países, os EUA caíram para o 46º lugar, abaixo da Romênia e de El Salvador.

    Nenhuma administração dos democratas tinha ainda sido acusada de tão grandes atropelos à liberdade dos jornalistas como a Administração Obama. A organização Repórteres sem Fronteiras se dedica à defesa da liberdade de informação e do direito dos jornalistas de informarem sobre o trabalho das instituições governamentais. Ela elabora o seu índice desde 2002 e tem a sua sede em Paris.

    O relatório referente a 2013 sublinha que o recuo até aos tempos da perseguição aos jornalistas, por estes revelarem a verdade, está diretamente relacionado com a espionagem global dos Estados Unidos.

    Em primeiro lugar com as ameaças e perseguições contra os denunciantes e os jornalistas que tentam revelar a escala da vigilância mundial, escutas de conversas telefônicas e a violação da correspondência eletrônica pela NSA. Essa agência tem espiado e continua a espiar os norte-americanos, os líderes dos 35 maiores países do mundo, escutou conversas de diplomatas da ONU, reuniões de embaixadores nas embaixadas dos outros países em Washington e por todo o mundo e nas missões da ONU em Nova York. Anualmente são recolhidos dados de 5 bilhões de assinantes de telecomunicações móveis por todo o mundo.

    Ouvir dizer que a Administração Obama é agressiva da parte de um jornal que sempre foi favorável ao Partido Democrático, aos seus presidentes e congressistas, nem sequer é uma vergonha. É uma sentença. James Risen é um dos mais conhecidos representantes do jornalismo de investigação dos EUA. Neste momento está sendo analisado pelo Supremo Tribunal dos EUA o caso “Risen versus Governo dos Estados Unidos”. Ele tenciona confirmar o direito dos jornalistas de não revelarem as suas fontes de informação, quando estas possam ser sujeitas a perseguições políticas. Um dos últimos materiais de James Risen se baseou em dados de um denunciante da CIA dos Estados Unidos.

    “O ano de 2013 irá entrar na história como o pior ano para a liberdade de imprensa nos Estados Unidos”, considera Risen:

    “Porque digo isso? Porque a Administração empreende todos os esforços possíveis para calar os jornalistas e os denunciantes. Porque o governo e o aparelho dos serviços secretos exercem uma limitação sem precedentes da opinião pública no que toca às informações acerca da sua atividade.”

    Além disso, a partir de 10 de fevereiro surgiu na Internet um novo jornal digital denunciante. Ele se chama The Intercept (O Intercetor) e foi criado com base no projeto First Look Media fundado pelo criador do leilão online eBay Pierre Omidyar. O The Intercept é editado sob redação de Glenn Greenwald, o antigo repórter do The Guardian que foi o primeiro a publicar o “dossiê Snowden”. A First Look Media tenciona lançar mais sites temáticos de denúncia: sobre a corrupção nos altos círculos do poder, sobre a violação da legalidade e dos direitos dos cidadãos, sobre a ocultação de informações e outros. Edward Snowden, afirma Greenwald, “já não estará só e nós iniciaremos um novo capítulo contra os abusos dos serviços secretos”.

    A opinião pública deve saber o que faz o governo e os seus serviços secretos, diz o produtor da nova revista eletrônica, o também famoso repórter norte-americano Jeremy Scahil:

    “Nos últimos meses nós assistimos a uma séria escalada nas ameaças contra os jornalistas e os denunciantes por parte da Administração Obama e do Congresso. O diretor da Inteligência Nacional dos EUA James Clapper afirma quase abertamente que os jornalistas que divulgam os documentos de Snowden são cúmplices de um crime e traidores aos EUA. O vice-almirante Michael Rogers, o novo diretor da NSA, entrou simplesmente em fúria e começou a atacar os jornalistas e o próprio Edward Snowden. Neste momento ele faz acusações completamente infundadas que Snowden seria alegadamente um agente dos serviços secretos russos ou que colabora com os mesmos.”

    http://portuguese.ruvr.ru/2014_02_13/A-mais-agressiva-e-antijornalistica-Administracao-dos-EUA-da-historia-moderna-9512/

  19. Gão

    14 de fevereiro de 2014 9:13 am

    Email brasileiro contra espionagem será utilizado no Uruguai

    Email brasileiro criado contra espionagem será utilizado também no Uruguai

    Além disso, Argentina, Bolívia e Venezuela demonstraram interesse em substituir os emails atuais pela solução adotada pelo Brasil

    Email brasileiro criado contra espionagem será utilizado também no Uruguai (Fonte da imagem: Reprodução/Gdefon)

     

    O sistema de emails e comunicação brasileiro, desenvolvido pela Expresso V3, poderá ser implantado também na Argentina, no Uruguai, na Venezuela e na Bolívia. A solução nacional foi criada após as denúncias de espionagem dos Estados Unidos, em um pedido direto da presidente Dilma Rousseff.

    A partir de um acordo de cooperação firmado entre Brasil e Uruguai, o país vizinho também poderá adotar a tecnologia. Segundo Marcos Melo, gestor do sistema, não é apenas a preocupação com segurança que motiva a adoção da ferramenta. “Tanto o Uruguai quanto o Brasil têm necessidade de uma ferramenta de comunicação. A parceria não surgiu somente pela segurança, mas pela necessidade [do Uruguai] de deter uma ferramenta de comunicação segura”, destaca.

    O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) não revelou quanto o Uruguai pagará pela utilização do serviço. Após a instalação da Antel, a empresa estatal de telecomunicações do Uruguai, o governo decidirá se expandirá o uso do sistema para outras áreas. No caso da Argentina, da Bolívia e da Venezuela, as negociações ainda estão em andamento.

    http://www.tecmundo.com.br/governo/50326-email-brasileiro-criado-contra-espionagem-sera-utilizado-tambem-no-uruguai.htm

  20. André LB

    14 de fevereiro de 2014 11:19 am

    http://www.cartamaior.com.br/

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-nova-era-da-violencia/4/30257

     

    A nova era da violência

    Wanderley Guilherme dos Santos

    Professores universitários do Rio de Janeiro, de São Paulo e outras universidades falam do governo dos trabalhadores como se fosse o governo do ditador Médici, embora durante aquele período não abrissem o bico. Vetustos blogueiros, artistas sagrados como marqueteiros crônicos, jovens colunistas em busca da fama que o talento não assegura, políticos periféricos ao circuito essencial da democracia, teóricos sem obra conhecida e de gogó mafioso, estes são os mentores da violência pela violência, anárquica, mas não acéfala. Quem abençoa um suposto legítimo ódio visceral contra as instituições, expresso em lamentável, mas compreensível linguagem da violência, segundo estimam, busca seduzir literariamente os desavisados: a violência é a negação radical da linguagem. Mentores whiteblocks, igualmente infames.

    A era da violência produziu a proliferação dos algozes e a democratização das vítimas. Antes, a era das máquinas trouxe a direta confrontação entre o capital e o trabalho, as manifestações de protesto dirigiam-se claramente aos capitalistas em demanda por segurança no serviço, salário, férias, descanso remunerado, regulamentação do trabalho de mulheres e crianças. Reclamos precisos e realizáveis. Politicamente exigiam o fim do voto censitário, o direito de voto das mulheres, o direito de organização, expressão e manifestação. Exigiam, em suma, inclusão econômica, social e política.

    Os mentores dos algozes possuíam nome e residência conhecida. Os executores eram igualmente identificáveis: as forças da repressão, fonte da violência acobertada pela legislação que tornava ilegais as associações sindicais, as passeatas, os boicotes e as greves. As vítimas estavam à vista de todos: operários, operárias, desempregados, além de cidadãos, escritores e jornalistas solidários com a causa dos miseráveis.

    Não há por que falsificar a história e negar que, ao longo do tempo, sindicatos mais fortes e oligarquizados também exerceram repressão sobre organizações rivais, bem como convocatórias grevistas impostas pela coação de operários sobre seus iguais. A era das máquinas não distribuía a violência igualitariamente, mas algozes e vítimas possuíam identidade social clara.

    A atual era da violência, patrocinada por ideólogos, jornalistas, blogueiros, ativistas (nova profissão a necessitar de emprego permanente), professores, artistas, em acréscimo aos descontentes hepáticos, testemunha a agregação de múltiplos grupelhos, partidos sem futuro e fascistas genéticos aos tradicionais estimuladores da violência, os proprietários do capital. São algozes anônimos, encapuzados, escondidos nos codinomes das redes sociais, na covardia das palavras de ordem transmitidas a meia boca, no farisaísmo das negaças melífluas.
    Os whiteblocs disfarçam o salário e a segurança pessoal nas pregações ao amparo do direito de expressão e de organização. Intimidam com a difamação de que os críticos desejam a criminalização dos movimentos sociais. Para que não haja dúvida: sou a favor da criminalização e da repressão às manifestações criminosas, a saber, as que agridam pessoas, depredem propriedade, especialmente públicas, e convoquem a violência para a desmoralização das instituições democráticas representativas.

    As vítimas foram, por assim dizer, democratizadas. Lojas são saqueadas, vidros de bancos estilhaçados, passantes, operários, classes médias, e mesmo empregados e subempregados que a má sorte disponha no caminho da turba são ameaçados e agredidos. A benevolência do respeito à voz das ruas é conivência. Essas ruas não falam, explodem rojões. Não há diálogo possível de qualquer secretaria para os movimentos sociais com tais agrupamentos porque estes não o desejam. E, quando um quer, dois brigam.

    A era da violência é obscura. Não me convencem as teorias do trabalho precário porque não cobrem todo o fenômeno, também é pobre a hipótese de uma classe ascendente economicamente com aspirações em espiral (já sustentei esta hipótese), e, sobretudo, não dou um centavo pela teoria de que almejam inclusão social. Eles dizem e repetem à exaustão que não reclamam por inclusão alguma, denunciada por seus professores como rendição à cooptação corrupta.

    Os autores intelectuais dos assassinatos já acontecidos e por acontecer são os whiteblocs. Têm que ser combatidos com a mesma virulência com que combatem a democracia. Não podem levar no grito.

  21. Pedro Penido dos Anjos

    14 de fevereiro de 2014 3:38 pm

    Doações ‘sabotam’ cumprimento

    Doações ‘sabotam’ cumprimento de pena, diz Gilmar Mendes a Suplicy

     

    sex, 14/02/14por Gerson Camarotti |categoria Julgamento do mensalão

    Em carta enviada ao senador petista Eduardo Suplicy (SP), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz duras críticas às campanhas criadas na internet para arrecadar doações para o pagamento das multas de filiados do PT condenados no processo do mensalão. Segundo o magistrado, essas iniciativas “sabotam e ridicularizam” o cumprimento das penas.

    No texto, a que o Blog teve acesso com exclusividade, Gilmar Mendes afirma que a “falta de transparência” na arrecadação desses valores torna ainda mais “questionáveis” os sites lançados por simpatizantes de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino.

    No dia 4 de fevereiro, durante ato em defesa do ex-deputado João Paulo Cunha, Suplicy revelou a jornalistas ter feito doações a Genoino e Delúbio, mas não mencionou os valores. Na ocasião, o senador do PT disse que gostaria de ouvir explicações de Gilmar Mendes sobre os motivos de o magistrado ter levantado suspeitas sobre as doações. No mesmo dia, o magistrado havia cobrado que o Ministério Público investigasse a arrecadação promovida por aliados dos condenados do PT.

    Na mesma semana, Suplicy enviou uma carta a Gilmar Mendes na qual afirmou que as doações foram legais e que o ministro não poderia colocá-las sob suspeita.

    Na resposta enviada a Suplicy, o magistrado da Suprema Corte ressalta que não é contrário “à solidariedade a apenados”.  Mendes escreve ainda que tem certeza que Suplicy “liderará o ressarcimento ao erário público das vultosas cifras desviadas”. Ele, no entanto, reclama que os organizadores das campanhas dos petistas condenados na ação penal usaram sites hospedados no exterior para dificultar a fiscalização por parte das autoridades brasileiras.

    “A falta de transparência na arrecadação desses valores torna ainda mais questionável procedimento que, mediando o pagamento de multa punitiva fixada em sentença de processo criminal, em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena – que a Constituição estabelece como individual e intransferível – pelo próprio apenado, fazendo aumentar a sensação de impunidade que tanto prejudica a paz social no país”, escreveu Gilmar Mendes na carta.

    Procurada pelo Blog, a assessoria de Suplicy informou que o senador viajou para o Irã nesta sexta (14) e ainda não tem conhecimento do conteúdo da carta. Porém, funcionários de seu gabinete já encaminharam, por e-mail, o conteúdo da mensagem reproduzida no Blog. De acordo com assessores do parlamentar de São Paulo, o documento original ainda não chegou ao gabinete de Suplicy.

    Publicado às 11h03

    Leia a íntegra da carta enviada pelo ministro do STF ao senador Eduardo Suplicy:

    14 fevereiro, 2014 as 12:39

  22. Ninguém

    14 de fevereiro de 2014 5:38 pm

    Mais um exemplo de jornalismo porco…

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,consumidor-tera-de-pagar-para-ter-maior-seguranca-energetica-diz-lobao,177878,0.htm

    Aí, você lê a matéria, e não é nada disso…

    Consumidor terá de pagar para ter maior segurança energética, diz Lobão

    Após garantir que risco de desabastecimento era ‘zero’, ministro agora diz que há uma possibilidade mínima caso não chova

    14 de fevereiro de 2014 | 13h 17 Anne Warth – Agência Estado

    BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu nesta sexta-feira, 14, que há um risco mínimo de desabastecimento de energia no País, caso as condições climáticas sejam “absolutamente adversas”. Na semana passada, Lobão havia dito que esse risco era “zero”. Segundo ele, se o País quiser ter a sua disposição uma folga maior de energia, o consumidor terá que pagar por isso.

    De acordo com o ministro, o País tem hoje 126 mil MW de capacidade instalada. “Temos energia na quantidade necessária e devida”, afirmou. “Se quisermos ter uma sobra de energia para garantir uma segurança ainda maior que a que temos hoje, que é sólida, teremos que pagar por isso”, disse. “Quanto isso custará ao consumidor?”, questionou.

    Estamos com a normalidade do processo, disse ele, e não com a anormalidade. Mas Lobão reconheceu o risco. “É claro que há taxa mínima de risco, se as condições forem absolutamente adversas, se não vierem chuvas”, afirmou. “Nós não contamos com esse quadro. Ora, se eu não estou contando com um quadro absolutamente adverso, eu tenho que entender que o risco praticamente não existe.”

    Lobão destacou que o sistema elétrico brasileiro tem equilíbrio estrutural entre oferta e demanda, mas está sujeito a acidentes e incidentes que interrompem o fornecimento de energia. O ministro afirmou ainda que há diferença entre desabastecimento e apagões como o do último dia 4 de fevereiro.

    “Apagão é uma coisa, desabastecimento é outra. Desabastecimento é o que esperamos que jamais ocorra no País”, afirmou o ministro. “É claro que todo sistema está sujeito às dificuldades que existem.”

    O ministro disse ainda que o Brasil tem energia necessária para o consumo. “Temos planejamento energético, sim, e um planejamento bom, que se atualiza ano a ano”, disse. “Temos investimentos em grandes proporções.”

    Aportes do Tesouro. Segundo Lobão, o governo avalia todo o cenário do setor elétrico para tomar uma decisão a respeito de novos aportes do Tesouro aos fundos setoriais que bancam o programa de desconto na conta de luz. “Ainda hoje terei um encontro com o Tesouro Nacional para discutir o assunto. Não vamos deliberar nem hoje nem amanhã, mas vamos caminhando para encontrar a solução”, afirmou.

    “Estamos estudando o cenário inteiro e, depois de feito esse estudo, tomaremos uma decisão, sobretudo sob o ponto de vista do Tesouro. Mas não há nesse momento nenhuma fixação de norma e decisão. Pode ser que na próxima semana tenhamos uma decisão.”

    Lobão informou que se reunirá nesta sexta com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para discutir o assunto. Entre as questões em pauta, está o déficit de R$ 5,6 bilhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que banca programas como o Luz para Todos e a tarifa social da baixa renda. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calculou que o rombo terá que ser repassado às tarifas do consumidor, o que representaria um aumento de 4,6%.

    Outro problema a ser discutido é o gasto com a compra de energia no mercado de curto prazo e com o acionamento das usinas térmicas. No ano passado, para não repassar essa despesa para o consumidor, o Tesouro transferiu R$ 9,8 bilhões para as distribuidoras. Com a seca prolongada, a situação se repetiu neste ano. O governo já sinalizou que pode pagar a despesa novamente neste ano, mas ainda não anunciou nenhuma decisão.

  23. Téo Lucas

    14 de fevereiro de 2014 7:31 pm

    Onde vamos parar?

    Nos últimos dias tenho me perguntado onde vamos parar.

    A Imprensa Empresarial perdeu qualquer senso, se é que teve algum. Dá nojo ler a maioria dos grande veículos da imprensa tradicional, o grau de infantilidade, o rancor, transformaram esses veículos em panfletos.

    Digam-me qual a razão do Ruy Castro escrever esse texto “Batman em perigo”? E vejam a quantidade de besteiras que se passa no texto. Nossa imprensa não é séria.

    O País está refém da Grande Imprensa Empresarial. Ou regulamentamos à mídia ou fracassaremos enquanto nação.

     

    Batman em perigo

     

     14/02/2014  03p0Ouvir o texto Mais opções

    RIO DE JANEIRO – Você sempre o vê na TV: o homem que se fantasia de Batman e aparece em todos os protestos cariocas dando o seu apoio à causa daquele dia. As câmeras já se cansaram dele, mas é difícil não notá-lo entre os manifestantes, com seu uniforme de super-herói.

    Pois esta é uma característica simpática do nosso Homem-Morcego –é plácido, pacífico, platônico. Nunca foi visto jogando uma pedra, quebrando uma vitrine ou matando alguém. Por estar mascarado e de preto, poderia ser confundido com um “black bloc”, mas as orelhas em ponta, a capa esvoaçante e a cueca por cima das calças, típicas do personagem, o ilibam. É uma fantasia tão apropriada para uma passeata quanto para sair num bloco de Carnaval.

    Confesso que, no começo, eu discordava de sua opção pelo Batman. Preferia que se fantasiasse de Jerônimo, o Herói do Sertão –imortal criação do Moyses Weltman na Rádio Nacional dos anos 50–, ou de Saci Pererê, muito mais nossos. Mas pensei melhor e concluí: se o Ibope ouvir hoje milhões de jovens brasileiros de qualquer grotão, condição social ou idade, o grau de reconhecimento de Batman sobre Jerônimo ou o Saci Pererê será de dez a zero. É esse o grau da nossa desnacionalização.

    E, depois de saber que, em sua identidade secreta, o querido Batman é de profissão protético, minha simpatia por ele aumentou. Protético é o profissional da odontologia que confecciona incisivos, molares e caninos perfeitos. É um trabalho de grande precisão, delicadeza e, por que não, beleza. Conheço um protético, o Marquinhos, que é quase um Lalique da especialidade –e se orgulha disso.

    Desde então, passei a me preocupar com o Batman carioca. Temo que, um dia, ao brincar de sair às ruas para protestar, ele não consiga escapulir de um corre-corre e leve a pior por causa de um covarde armado com um rojão. 

    Ruy Castro

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2014/02/1412001-batman-em-perigo.shtml

  24. Nilva de Souza

    14 de fevereiro de 2014 8:27 pm

    Decepcionante a participação

    Decepcionante a participação do Safatle. 

    “Entre Aspas” discute a atuação dos black blocs na morte do cinegrafista Santiago Andrade

    Black blocs: jovens são pagos para protestar ou os manifestantes têm ideologia e organização? O Entre Aspas discute a atuação dos envolvidos na morte do cinegrafista Santiago Andrade.

    http://globotv.globo.com/globo-news/entre-aspas/t/todos-os-videos/v/entre-aspas-discute-a-atuacao-dos-black-blocs-na-morte-do-cinegrafista-santiago-andrade/3147060/

  25. Ed Döer

    14 de fevereiro de 2014 8:45 pm

    Quem é Sininho

    Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2014/02/quem-e-sininho-a-ativista-que-virou-personagem-nos-protestos-dos-black-bloc-do-rio-4419794.html

    Quem é Sininho, a ativista que virou personagem nos protestos dos black bloc do Rio

    Cineasta intensificou militância após se aproximar de grupos anarquistas em 2012

      Quem é Sininho, a ativista que virou personagem nos protestos dos black bloc do Rio Fernando Frazão/ABRA jovem porto-alegrense deixou o Estado com a mãe, aos 11 anos Foto: Fernando Frazão / ABRCarlos Etchichury | Enviado Especial, Rio de Janeiro

    [email protected]

    Personagem nos protestos violentos ocorridos no Rio de Janeiro (um deles, resultou na morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade, atingido por um rojão lançado por um black bloc), a ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, 28 anos, é de uma família de militantes.

    A jovem porto-alegrense, que deixou o Estado com a mãe, aos 11 anos, tem uma história de classe média: frequentou boas escolas, fez política estudantil e mora em Copacabana, um dos metros quadrados mais caros do país.

    Sininho é filha de Antônio Sanzi, dirigente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, no início dos anos 80, e da psicóloga e professora Rosoleta Moreira Pinto Stadtlander. Na adolescência, ela morou com a mãe e com o padrasto, geólogo da Petrobras, em Macaé, um dos maiores PIB per capita do Rio em função da exploração de petróleo.

    E foi em Macaé, como aluna do tradicional Instituto Nossa Senhora da Glória (INSG)/Castelo, onde cursou o Ensino Fundamental, que Sininho militou pela primeira vez. Como não havia grêmio estudantil na instituição salesiana, coube a ela, nos anos 90, organizar alunos para atuar em manifestações com outras entidades estudantis.

    — Vim de uma família de petistas — costuma falar ao justificar o engajamento.

    Aos 16 anos, quando passou um ano com o pai, em Porto Alegre, Sininho tornou-se presidente do grêmio estudantil do colégio Dom Bosco. A dedicação à causa teve um custo: foi reprovada no primeiro ano do Ensino Médio.

    — Sempre estive ao lado dos movimentos sociais e dos professores. Mas como sou muito intensa, acabei descuidando com os estudos — confidencia a amigos.

    De volta a Macaé, cursou supletivo para concluir o Ensino Médio. Em 2006, ingressou no Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá. Afastou-se do centro acadêmicos, e mergulhou nos estudos no apartamento locado pela família em Rio Comprido – mesmo bairro da Estácio.

    — Na faculdade, ela era uma menina espevitada, posicionada politicamente, muito doce e querida. Era superintensa com as experiências práticas do curso. Não lembro da Elisa como militante de alguma organização — recorda a amiga Raquel Corrêa, 27 anos, que chegou a viajar com Sininho para Macaé e Buzios.

    Após a formatura, Sininho trabalhou com pelo menos quatro produtoras de filmes e de comerciais. E passou a viver um dilema:

    — Eu não me sentia feliz fazendo propaganda para o capitalismo.

    Sócio de uma produtora ouvido por Zero Hora lembra que, após dois meses de trabalho auxiliando na locação de cena para comerciais, ela pediu demissão, há dois anos:

    — Ela estava visivelmente incomodada. Não tinha o perfil que buscávamos.

    Em 2012, a família adquire um apartamento em Copacabana, e Sininho se muda para a Zona Sul. É o período que coincide com a transformação do comportamento dela.

    Aproxima-se de ativistas da Frente Independente Popular e da Organização Anarquista Terra e Liberdade (grupos de orientação anarquistas, ultrarradicais, que defendem o emprego de métodos violentos de luta). Torna-se voz ativa em assembleias populares, realizadas em quatro bairros do Rio. Com a explosão dos protestos, em junho, assume a liderança não oficial em manifestações. De rosto limpo, mas sempre próxima de radicais mascarados, vocifera contra a imprensa e os policiais.

    — Ela se destacava porque era articulada, mas só ganhou importância no Ocupa Câmara — diz uma advogada ativista dos direitos humanos ouvida por Zero Hora.

    O Ocupa Câmara foi uma invasão à Câmara de Vereadores do Rio, em agosto. Durante o período, iniciado na CPI dos Ônibus, Sininho postou vídeos em redes sociais denunciando ameaças que ela e o namorado vinham sofrendo.

    — Ela tem uma condição social boa, que a permite ficar sem emprego fixo. Com tempo livre, acabou aparecendo mais — complementa a mesma advogada.

    O apelido Sininho surgiu durante a ocupação. Como todos os invasores tinham apelidos, coube a Elisa, cabelos curtos, aparência frágil, a alcunha de Sininho (ou Tinker Bell) – nome da travessa, irritadiça e solidária fadinha amiga de Peter Pan, na Terra do Nunca. Elisa gostou.

    — É bonito o carinho que tiveram comigo — diz aos amigos.

    Mas repete:

    — Só não vivo na Terra do Nunca.

    A ativista diz lutar por um “país livre”, garante que não é anarquista (mas prega o apartidarismo) e assegura que vai a protestos “de cara limpa” (verdade), e de “forma pacífica”. Embora não agrida ninguém, está sempre com mascarados que praticam táticas black bloc.

    Se o reconhecimento entre os militantes estava garantido, faltava visibilidade. E ela veio com uma confusão entre PMs e mascarados, apoiados por Sininho, após uma passeata pacífica de professores no Centro do Rio, em outubro. Ao todo, 64 adultos – Sininho entre eles – foram presos e 20 adolescentes apreendidos.

    Nos quatro dias que esteve em um presídio, no complexo prisional de Bangu, a jovem, primeiro, dividiu uma cela com oito criminosas. Num segundo momento, permaneceu com outras duas militantes, que ela define como “presas políticas”. Apesar dos direitos democráticos assegurados, do funcionamento pleno da Justiça, da liberdade de expressão garantida e de quase 30 anos de manutenção da democracia no Brasil, a ativista chama os detidos, envolvidos em atos de vandalismo, de presos políticos. São 81 no Rio desde julho.

    Ao sair da prisão, viajou para Porto Alegre e participou de assembleia do Bloco de Luta pelo Transporte Público.

    — A luta de Porto Alegre nos inspira. É uma cidade muito politizada. Até escolas particulares têm grêmio estudantil — costuma repetir.

    A partir daqueles episódios, passou a brilhar em assembleias populares (eventos públicos que reúnem ativistas).

    — Quando você vê as classes se mobilizarem, já é uma vitória. Não vamos fazer uma revolução em seis meses, mas colocamos uma plantinha e, aos poucos, com luta…

    Mas revolução para implantar o que no Brasil? Socialismo? Anarquismo? Sininho tem dificuldades em expressar o que defende. Não há em todo o planeta um só país que sirva de inspiração para ela.

    — É complicado de falar nisso. Não sei definir bem. Só escrevendo.

    Entre advogados voluntários, integrantes do movimento Habeas Corpus, a credibilidade de Sininho foi arranhada recentemente. Em janeiro, os profissionais, que se dispõem a defender manifestantes detidos pela polícia em protestos, foram mobilizados pela ativista detida por chamar um policial de “macaco”. O PM havia prendido um jovem, supostamente manifestante, que estava fumando maconha.

    Agora, a mais nova enrascada na qual Sininho está metida é a suspeita de que esteja arrecadando dinheiro para financiar protestos violentos. Uma tabela, distribuída por Sininho pelo Facebook, foi divulgada pela revista Veja com o nome de doadores (entre eles, dois vereadores do PSOL, um magistrado e um delegado da Polícia Civil) e o respectivo valor pago por eles. Pelo Facebook, Sininho, que atualmente trabalha com o jornal alternativo Nova Democracia, confirmou as contribuições, mas diz que o dinheiro não foi usado nos protestos. Os recursos teriam sido empregados num evento social.

    Para a psicóloga Rosoleta, mãe de Sininho, a filha está fazendo “história” e abusos são cometidos “pela polícia”.

    — Sempre teve na história brasileira, de todo o mundo, estudantes lutando por melhores condições de saúde, de educação. Sempre teve. Eu sei que a minha filha participa, como tantos outros jovens, de movimentos legítimos pela educação, pela saúde. Só posso dizer que, às vezes, a polícia vem para cima e muitas pessoas de bem, como professores, médicos e os próprios jornalistas, apanharam da polícia. A polícia parece despreparada para este tipo de movimentos. Ela não pertence a partidos políticos. Ela não quer. Como um grupo de jovens de classe média que não estão querendo mais os partidos políticos como se apresentam. Ela é uma pessoa de paz. Está sentindo imensamente esta morte do cinegrafista (Santiago Andrade). Eu sou solidária e estou triste com tudo o que aconteceu.
     

     

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