10 de junho de 2026

Setor de serviços cresce 0,3% em outubro e mantém trajetória de alta

Desempenho sólido contrasta com ritmo fraco do PIB e reforça resiliência do setor.
Foto de Andrea Piacquadio via pexels.com

Setor de serviços cresceu 0,3% em outubro, marcando o 9º avanço mensal consecutivo, segundo IBGE. Transportes lideraram alta com 1,0%, impulsionados por transporte de passageiros e cargas. Em 12 meses, serviços avançaram 2,2%, acumulando alta de 3,7% no ano até outubro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O setor de serviços voltou a avançar em outubro e registrou alta de 0,3% frente a setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Este é o nono resultado positivo consecutivo, a sequência mais longa desde 2022, e confirma a posição dos serviços como um dos pilares de sustentação da economia brasileira em 2025.

Com o novo avanço, o volume total de serviços se mantém 20,1% acima do nível pré-pandemia (fev/2020), renovando o recorde da série histórica — movimento que contrasta com a performance moderada da indústria e com a oscilação do comércio, ambos mais sensíveis ao ciclo de juros.

Transportes puxam o crescimento

As cinco atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram expansão em outubro, mas o destaque veio do segmento de transportes, armazenagem e correio, que cresceu 1,0% e acumula três meses consecutivos de alta.

O transporte de passageiros avançou 2,3% no mês, enquanto o transporte de cargas subiu 0,9%, impulsionado pela retomada do fluxo aéreo e pela demanda logística ligada ao varejo e à indústria.

A expansão mostra que, mesmo com sinais de perda de fôlego da economia no segundo semestre, parte relevante das atividades ligadas à mobilidade e circulação de mercadorias permanece aquecida.

Crescimento sustentado no ano

Na comparação com outubro de 2024, o setor apresentou avanço de 2,2%, marcando a 19ª variação positiva consecutiva nessa base anual.

De janeiro a outubro, o acumulado registra alta de 3,7% — desempenho robusto em um ano em que o PIB nacional apontou desaceleração, com crescimento fraco de 0,1% no terceiro trimestre.

Serviços seguem como motor da economia

Os números reforçam a dependência crescente da economia brasileira em relação ao setor de serviços, que responde por mais de 70% do PIB e tem sustentado a atividade em meio à desaceleração geral observada desde o início do ano.

O comportamento do setor também evidencia a importância de segmentos como tecnologia da informação, serviços profissionais, administrativos e turismo, que mantêm tendência de recuperação e expansão.

Para analistas, o ritmo positivo do setor até outubro indica que o último trimestre tende a ser de moderação, mas não altera o fato de que os serviços permanecem como o eixo central da resiliência econômica em 2025.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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