A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, concedeu uma entrevista à revista Vanity Fair onde fez diversas declarações sobre o presidente Donald Trump, revelando assim aspectos do estilo de liderança, da dinâmica interna do governo e de decisões controversas do segundo mandato.
Wiles afirmou que Trump tem uma “personalidade de alcoólatra” — não no sentido literal, mas como metáfora para um comportamento marcado por impulsividade, convicção absoluta e resistência a limites.
Segundo ela, o presidente age como alguém que acredita que “não há nada que não possa fazer”, o que influencia diretamente a tomada de decisões no governo.
Além de seu comentário sobre a personalidade do presidente, a chefe de gabinete fez críticas a aliados próximos de Trump, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, a quem descreveu como um “teórico da conspiração de longa data”, e o bilionário Elon Musk, que seria um usuário de ketamina.
A chefe de gabinete também reconheceu divergências internas, especialmente em relação a medidas adotadas logo no início do mandato, como o desmonte de estruturas da ajuda externa dos Estados Unidos e discussões sobre perdão a envolvidos nos atos de 6 de janeiro de 2021. Wiles disse ter ficado “horrorizada” com a forma como algumas dessas decisões foram conduzidas.
No campo da política externa, a entrevista trouxe um relato ainda mais delicado. Durante um encontro na Casa Branca, em novembro, Wiles descreveu ao entrevistador a estratégia de Trump em relação à Venezuela, afirmando que o presidente estaria conduzindo uma ofensiva direta contra o governo de Nicolás Maduro, a quem Trump vê como líder de um poderoso cartel de drogas. Segundo Wiles, Trump teria dito que pretende “continuar explodindo barcos até que Maduro peça arrego”.
A declaração contrasta com a posição oficial da administração, que afirma que operações contra embarcações venezuelanas têm como objetivo exclusivo o combate ao tráfico de drogas — e não uma estratégia de mudança de regime – e reforça a percepção de uma política externa marcada por ações agressivas e por decisões concentradas no círculo mais próximo do presidente.
Considerada uma das estrategistas mais próximas de Trump e responsável por sua campanha vitoriosa em 2024, Wiles ocupa um cargo tradicionalmente marcado por discrição. Por isso, o tom aberto da entrevista chamou atenção e gerou repercussão imediata no ambiente político norte-americano.
Aliados do presidente minimizaram o impacto das declarações, enquanto analistas apontam que as falas expõem tensões internas da administração e ajudam a compreender o funcionamento do poder na Casa Branca neste novo mandato.
(com informações da Vanity Fair e da CNN)
Rui Ribeiro
17 de dezembro de 2025 6:32 amPor mais que o PIG finja cegueira, a tentativa dos EUA de se apropriar do petróleo da Venezuela não permite mais esse fingimento de cegueira:
“Petróleo é prioridade em investida de Trump contra a Venezuela, diz jornal
De acordo com o ‘The New York Times’, Casa Branca tem conduzido negociações secretas com Maduro sobre o tema. Trump anunciou bloqueio a petroleiros sob sanções.”
Agora, que o mercado de trabalho está começando a arrefecer, vamos ver qual será o malabarismo do Galípolo para manter a taxa de juros elevadíssimos. Antes, a desculpa para encher a pança dos especuladores era a exuberância do mercado de trabalho. O que eles inventario agora? A inflação agora tá recuando. A saída do Galipolo vai as incertezas do cenário internacional, que ainda nao dispensam a cautela na condução da política monetária.
Rui Ribeiro
17 de dezembro de 2025 8:02 amRússia diz que ‘tensões na Venezuela podem ter consequências imprevisíveis para o Ocidente’
Há uma semana, Vladimir Putin falou por telefone com Nicolás Maduro e reafirmou o apoio de seu governo frente às ameaças dos EUA, que também pressionam Moscou por um acordo de paz com a Ucrânia.
Putin, você ja enviou Oreshniks para a Venezuela destruir o porta – aviões dos EUA?
Antes um fim com terror do que um terror sem fim.