29 de junho de 2026

Nassif sobre caso Americanas: PF expõe fraude orquestrada pela 3G Capital para blindar bilionários

Análise aponta que manobra com crédito sacado inflou rombo da varejista e poupou acionistas majoritários por anos

O jornalista Luís Nassif afirmou, em editorial recente, que a operação da Polícia Federal (PF) contra os antigos controladores das Lojas Americanas representa o momento em que as investigações finalmente atingiram os “grandes” nomes por trás do escândalo. De acordo com Nassif, o colapso da varejista não foi um erro súbito, mas uma manobra nítida e prolongada que já se arrastava por anos, tendo sido identificada por analistas de mercado ainda em 2019.

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Segundo o jornalista, a engrenagem da fraude baseava-se no uso massivo do “crédito sacado”, mecanismo pelo qual a empresa tomava empréstimos bancários para pagar fornecedores, criando uma dívida com as instituições financeiras que era omitida ou manipulada nos balanços para manter um equilíbrio aparente. Nassif destacou que essa conta foi inflada progressivamente até que a situação se tornasse insustentável.

No entendimento do jornalista, os acionistas do grupo 3G Capital — Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles — prepararam uma estratégia de saída antes do estouro da crise. Ele relatou que a fusão entre as lojas físicas e a plataforma digital foi utilizada para manipular valores, permitindo que o grupo reduzisse sua participação acionária e deixasse a posição oficial de controlador, passando Sicupira à condição de “acionista referencial”.

Nassif também levantou questionamentos sobre a atuação de Sérgio Rial, ex-presidente do Santander, que foi contratado meses antes de assumir o cargo e descobriu o rombo bilionário apenas uma semana após a posse. Para o jornalista, Rial teria articulado a estratégia de recuperação judicial, que incluiu uma tentativa inicial de pressionar bancos credores por descontos elevados, o que gerou forte reação de instituições como o BTG e o Bradesco.

O editorial também apontou o que chamou de “jogada simples” para proteger os donos: o pagamento de salários milionários a executivos para que estes assumissem a responsabilidade técnica pela quebra. Nassif revelou que a operação da Polícia Federal teria sido impulsionada pela delação de um ex-diretor financeiro, que detalhou como todo o esquema funcionava.

Por fim, o jornalista criticou a postura da grande imprensa, alegando que os controladores foram poupados de críticas severas por serem donos da Ambev, uma das maiores anunciantes do país. Nassif concluiu que a PF está agindo corretamente ao mirar figuras como Beto Sicupira, Sérgio Rial e o filho de Jorge Paulo Lemann, esperando que a investigação siga rigorosamente contra os principais articuladores do negócio.

Assista ao comentário do Nassif abaixo:

Nota da redação: O Jornal GGN informa que utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para auxiliar na transformação do conteúdo original produzido para o canal TV GGN no YouTube em formato de texto para este site. Ressaltamos que todos os artigos gerados por esse processo passam por uma edição e revisão final realizada por editores e jornalistas da nossa equipe, garantindo a precisão técnica e a integridade das informações.

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