10 de junho de 2026

UE adia votação do acordo com o Mercosul para janeiro

Itália se alinha à França por mais tempo para consultas internas; aliados do acordo temem que novo adiamento torne negociação inviável
Arte: Reprodução Governo Federal

União Europeia adiou para janeiro votação do acordo de livre comércio com Mercosul, após pedido da França e apoio da Itália.
Ursula von der Leyen cancelou viagem ao Brasil; Meloni pediu mais tempo para negociar com agricultores italianos.
Lula e Meloni discutiram prazo de até um mês para solução, mas adiamento aumenta riscos de não aprovação do tratado.

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A União Europeia adiou para janeiro a votação do acordo de livre comércio com o Mercosul, confirmou uma autoridade europeia, após a Itália apoiar o pedido da França por mais tempo para negociações internas. A decisão frustrou a expectativa da Comissão Europeia, que esperava concluir o tratado ainda em dezembro.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, previa viajar ao Brasil para selar o acordo com os líderes do Mercosul, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano, no entanto, foi interrompido após a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sinalizar a necessidade de prazo adicional para dialogar com agricultores italianos, que resistem ao pacto.

Em conversa telefônica com Meloni, Lula afirmou compreender as “restrições políticas” enfrentadas pela premiê, mas relatou que ela se comprometeu a buscar uma solução em um prazo de dez dias a um mês. A ausência de uma data formal, porém, elevou a apreensão entre os países favoráveis ao acordo.

Segundo diplomatas europeus, o diálogo entre Lula e Meloni foi visto como um ponto de inflexão nas negociações, melhorando o clima político em relação ao Mercosul. Ainda assim, o adiamento reacendeu temores de que a postergação possa comprometer definitivamente o tratado, especialmente diante de alertas feitos por Alemanha e Espanha, principais defensores do acordo.

Embora sinais recentes indiquem avanço na direção certa, interlocutores da UE avaliam que o acordo segue longe de garantido, e que novos adiamentos podem tornar politicamente inviável sua aprovação dentro do bloco europeu.

(com Euronews e G1)

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