10 de junho de 2026

O que o calor extremo provoca no corpo humano e quais cuidados são essenciais durante as ondas de calor

Desidratação sobrecarrega o coração e eleva risco de infarto. Especialistas do Einstein orientam hidratação contra estresse térmico
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Brasil enfrenta onda de calor desde a semana antes do Natal, com riscos à saúde em várias regiões.
Calor extremo afeta crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas, alerta Hospital Albert Einstein.
Recomendações incluem hidratação constante, evitar sol entre 11h e 17h e ambientes ventilados ou climatizados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Várias regiões do Brasil atravessam desde a semana anterior ao Natal uma onda de calor que elevou substancialmente as temperaturas. Em meio a este cenário, a ciência alerta para os efeitos que o calor extrema provoca no corpo humano e aponta para os cuidados que são essenciais para evitar riscos à saúde.

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Segundo informações do blog da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, mantenedora do Hospital Albert Einstein, a exposição prolongada a altas temperaturas, especialmente em condições de tempo seco, representa risco para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, sobretudo com condições cardíacas.

De acordo com o blog, o corpo humano mantém a temperatura interna em torno de 36 °C e, diante do estresse térmico, ativa mecanismos fisiológicos para tentar se resfriar, sendo o suor o principal deles. O problema surge quando a perda excessiva de líquidos não é compensada por hidratação adequada.

O cardiologista Marcelo Franken, do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou que a desidratação reduz o volume de sangue, pode alterar a pressão arterial e tornar o sangue mais espesso, aumentando o risco de coágulos, além de impor uma sobrecarga ao coração, que passa a bater mais rápido para dissipar o calor. O blog ressalta que pessoas com hipertensão, doença coronariana ou insuficiência cardíaca estão mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso. Nessas condições, as altas temperaturas podem favorecer arritmias e até desencadear infartos, já que o esforço cardíaco aumenta para manter o equilíbrio térmico.

A recomendação médica, segundo Franken, é priorizar a hidratação, evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes e buscar ambientes ventilados ou climatizados.

Outro risco destacado é a insolação, que pode ocorrer quando o corpo não consegue mais regular sua temperatura, especialmente sob sol intenso. O quadro é marcado por pele quente e avermelhada, dor de cabeça, confusão mental, náuseas e desmaios, sendo considerado uma emergência médica. Além disso, o calor associado ao ar seco favorece o ressecamento das mucosas, com sintomas respiratórios como sangramento nasal, tosse e crises asmáticas, o que leva especialistas do Einstein a recomendarem atenção à umidade do ar e o uso de soro fisiológico para prevenir complicações.

O blog do Einstein também chama atenção para estudos que relacionam temperaturas extremas ao aumento da mortalidade na América Latina, sobretudo por doenças cardiovasculares e respiratórias, afetando principalmente idosos e crianças. Diante da recorrência de ondas de calor, os médicos reforçam que medidas simples, como manter boa hidratação, alimentação leve, proteção contra o sol e evitar esforços físicos nos períodos mais quentes do dia, são fundamentais para reduzir os impactos do calor extremo sobre a saúde.

Confira dicas e cuidados para enfrentar as ondas de calor:

  • Incentive a ingestão frequente de água ao longo do dia, mesmo quando não houver sensação de sede.
  • Evite bebidas alcoólicas, muito açucaradas ou com cafeína, que podem aumentar a desidratação.
  • Ofereça refeições leves e fracionadas, com frutas, legumes e alimentos de fácil mastigação e digestão.
  • Mantenha o idoso em ambientes frescos, bem ventilados ou com ar-condicionado; use ventiladores com cuidado para não direcionar o vento diretamente por longos períodos.
  • Evite sair de casa ou se expor ao sol entre 11h e 17h.
  • Prefira roupas leves, claras e confortáveis, feitas de tecidos que facilitem a transpiração.
  • Estimule banhos mornos ou mais frescos para ajudar a controlar a temperatura corporal.
  • Redobre a atenção ao uso de medicamentos, pois alguns podem aumentar a sensibilidade ao calor ou favorecer a desidratação; siga sempre a orientação médica.
  • Observe sinais de alerta como tontura, fraqueza, confusão mental, sonolência excessiva, dor de cabeça, náuseas ou pele quente e seca.
  • Use soro fisiológico para hidratar olhos e narinas, prevenindo ressecamento e desconforto respiratório.
  • Garanta acompanhamento mais próximo de idosos que vivem sozinhos, fazendo contatos frequentes durante períodos de calor intenso.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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