17 de junho de 2026

Como utilizar o método Malu Gaspar para interpretar Malu Gaspar, por Luís Nassif

O jogo vai ficando claro. A ofensiva midiática visa enfraquecer as investidas da PF contra a Faria Lima. O alvo, agora, é a diretoria de fiscalização do BC

Está na hora dos veículos de imprensa se debruçarem sobre um código de ética mínimo. Tem-se um modelo de jornalismo que está sendo destruído pelas redes sociais, pelas informações desestruturadas, pelas fake news, pela irresponsabilidade no uso do off e dos assassinatos de reputação.

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Mas insiste-se em combater esse desgaste recorrendo ao mesmo estilo irresponsável das redes sociais, sem nenhum compromisso com dados, com fontes, com fatos, apenas atrás de likes. E a falta de compromissos com a lógica e com os fatos é meio caminho andado para o exercício do lobby.

É o que faz Malu Gaspar, com o seu Watergate que acabou no Irajá, agora sacrificando a reputação de um funcionário de carreira do Banco Central com base em deduções superficiais, que comprometem até a medula a reputação do jornalismo.

Aqui, sua última versão. Não mais a de que a convocação do Diretor de Fiscalização do Banco Central para uma acareação com um diretor do BRB, visava intimidá-lo. Na última versão, o diretor de fiscalização passa a ser cúmplice do Banco Master em uma jogada articulada pelos advogados do Master.

Malu Gaspar
Depois de conseguir o envio da investigação sobre o Master para o Supremo Tribunal Federal e a decretação de sigilo absoluto no caso, a próxima etapa da estratégia de defesa do banco já está em andamento. O objetivo é minar a credibilidade do Banco Central e desmontar o trabalho que levou à liquidação do Master para revertê-la e, no limite, quem sabe até receber algum tipo de ressarcimento.Não há uma fonte, uma explicação jurídica embasando a afirmação. É mero desconfiômetro ligado.
O plano já foi desenhado pelos advogados do Master nas manifestações feitas tanto ao próprio Supremo como ao Tribunal de Contas da União, no processo em que o ministro Jhonatan de Jesus pediu esclarecimentos ao BC sobre a “decisão extrema” de liquidar o banco de Vorcaro.Mistura um Ministro do TCU, indicado pelo PL (partido por trás do Banco Master) com o BC. Não há nenhuma comprovação, nenhuma dica, nenhum indício de que há o tal plano desenhado pelos advogados do Master.
Para que o estratagema dê certo, porém, é preciso criar fatos para justificar uma decisão de Toffoli contra os diretores e técnicos do BC. O histórico do ministro autoriza supor que ele tem chance de prosperarDesde que embarcou no jatinho de um amigo empresário junto com o advogado de um dos investigados no caso para ir a Lima assistir a final da Libertadores, Toffoli vem seguindo à risca o script da defesa.O jatinho não era do advogado. Ambos eram caronas de terceiros. E acertos obscuros são realizados em locais sigilosos, não em viagens para assistir jogo do Palmeiras.É uma ilação ridícula.
Primeira informação útil: a liquidação foi decidida com a aprovação unânime da diretoria colegiada do BC, incluindo o voto sim do presidente, Gabriel Galipolo, que em princípio não precisava se manifestar, já que os outros oito diretores eram a favor. A responsabilidade, portanto, é de toda a cúpula da autarquia.E ainda: de todos, quem mais resistiu à ideia da liquidação foi o próprio Ailton Aquino, da fiscalização. Internamente no BC e no sistema financeiro, Aquino era visto como um aliado do Master.O diretor que, segundo Gaspar, é visto como aliado do Master, votou pela liquidação do banco.Ela acusa um funcionário de carreira, de ficha limpa, de “aliado do Master”, baseado em fontes em off (se é que existem).
Registros do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), sustentado por recursos dos próprios bancos, mostram que houve 38 comunicados oficiais sobre os riscos de liquidez, furos no balanço do Master e outras questões que deveriam levar a uma ação mais contundente do órgão regulatório.Quase todos os alertas eram dirigidos à área de Aquino, e muitos foram feitos em reuniões presenciais. Duas pessoas que participaram desses encontros me relataram que a atitude do diretor era sempre a de minimizar os problemas – que foram só se agravando ao longo do tempo.Confira a malícia.Todos os alertas eram produzidos pela área de Aquino, que era diretor de fiscalização.Mas, segundo Gaspar, “quase todos os alertas eram dirigidos à área de Aquino”, como se fossem alertas externos, não considerados pela diretoria de fiscalização.
Foi no processo de análise dessa operação que outra diretoria, a de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, encontrou as fraudes nos contratos de crédito consignado que avalizaram o repasse de R$ 12, 2 bilhões do BRB para o Master pela venda da carteira, antes mesmo da fusão dos dois bancos.A partir daí deu-se um racha interno, com a área de Renato Gomes propondo intervir no Master e a de Aquino tentando encontrar uma solução que permitisse ao banco seguir operando. Portanto, o integrante do BC que mais conhece as fraudes e seu mecanismo não é Aquino, e sim Gomes, que até já terminou o mandato.Conclusão forçada. Em processos dessa natureza, o objetivo maior é impedir impactos sobre o sistema financeiro como um todo. A saída mais lógica é propor medidas que permitam a venda do banco com problemas para outro, que absorva os passivos. A intervenção sempre é o último passo.Quando constatado o repasse de RF$ 12,2 bilhões do BRB para o Master, viu-se que o único caminho seria a liquidação.O fato de haver um diretor a favor da intervenção não o torna mais conhecedor do caso que o outro.
Os depoimentos ainda não foram marcados, mas há uma tensão entre os técnicos do BC sobre a possibilidade de serem chamados a depor, por temerem sofrer algum tipo de intimidação.Poderia escrever: há um alívio entre os técnicos do BC sobre a possibilidade de serem esclarecidas as prováveis interferências em seu trabalho. Teria o mesmo valor que a afirmação ao lado.
Enquanto esse embate interno se dava, em julho de 2025, ocorreu uma reunião em que o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a Galipolo pelo Master. Moraes, cuja mulher tem um contrato de prestação de serviços jurídicos de R$ 130 milhões com o banco, disse gostar de Vorcaro e recorreu a um argumento muito usado à época – o de que o banqueiro vinha sendo perseguido pelos grandes que não queriam concorrência. Ao ser informado por Galípolo de que o BC havia descoberto as fraudes, Moraes recuou e disse que tudo precisava ser investigado.Finalmente, admitiu o que outros jornalistas já haviam revelado.
Dois dias antes de a liquidação ser decretada e Vorcaro ser preso, o dono do Master pediu para antecipar uma reunião com Aquino para dizer que tinha encontrado compradores para seu banco, um consórcio entre a financeira Fictor e um fundo árabe que ele nunca soube qual era.Depois da prisão na área de embarque do aeroporto de Guarulhos, o registro da reunião foi usado pela defesa de Vorcaro para argumentar que ele tinha avisado ao BC que viajaria para Dubai e que portanto não poderia estar fugindo. O ofício com o registro, assinado por Aquino, foi fundamental para que Vorcaro fosse tirado da cadeia e enviado à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.Ai Vorcaro vai até o Aquino e diz que encontrou um comprador para seu banco. Toda reunião tem um registro. Teria registro se a reunião fosse com qualquer outro diretor do BC.Gaspar utiliza o ofício para insinuar cumplicidade de Aquino.
Se queria mesmo entender como foi feito o trabalho dos técnicos da autarquia, Toffoli deveria ter convocado ao menos os dois diretores – e não apenas o mais próximo de Vorcaro. Diante desse quadro, os representantes legais do BC acusaram o risco de “armadilhas processuais” e pediram o cancelamento da acareação.Mentira! Ela coloca o questionamento dos representantes legais do BC – sobre a possibilidade do diretor ser colocado no mesmo nível dos acusados – para insinuar que o questionamento foi sobre a suposta imparcialidade do diretor.

Vamos aplicar o método Malu Gaspar para interpretar o jornalismo de Malu Gaspar.

  • A tese que se espalhou pelas redes é que a ofensiva contra Alexandre de Moraes é comandada por coronéis da Faria Lima, justamente para reduzir a ofensiva da PF sobre os crimes cometidos por instituições de lá. 
  • Pela legislação (Lei 4.595, Lei 13.506/2017 e normas do CMN), o BC tem o dever legal de comunicar o Ministério Público quando surgem indícios de crime, compartilhar informações com PF e MPF mediante requisição ou cooperação formal.
  • Portanto, foi o trabalho da Diretoria de Fiscalização que permitiu a Operação Colossus – a primeira ofensiva séria da Polícia Federal sobre a máquina de lavar dinheiro da Faria Lima.
  • Estender os ataques à Difis (Diretoria de Fiscalização do BC) se encaixa bem nessa estratégia.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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23 Comentários
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  1. jossimar

    29 de dezembro de 2025 1:53 pm

    Essa pseudo jornalista vai continuar solta? Se ficar, será porque os ministros do STF estão com medo da globo?

    1. JULIO CESAR DOS SANTOS

      30 de dezembro de 2025 8:52 pm

      Vocês estão apagando os comentários que criticam a reportagem ou é impressão minha? Já fiz três comentários respeitosos mas contrários à posição da GGN e apontei meus argumentos. Gostaria de saber porque não aparecem mais.

      A propósito, acho muito exagerado essa defesa irrestrita ao STF, indo contra o que o próprio Kakay pareceiro de vocês (e do próprio STF) apontou, que o caso de “mulheres de ministros” fazendo lobby no supremo já é um problema antigo.

      Gostaria de perguntar se vocês acham normal um escritório de advocacia de uma advogada mediocre (que não possui grandes casos) e que tem apenas 4 funcionários (todos parentes do Alexandre) receber 130 milhões de reais. É crime? Não. Mas é estranho e MERECE SIM ser investigado. O fato de o Sr Alexandre de Moraes ter salvado a democracia não o torna imune de críticas ou de investigações.

  2. Jicxjo

    29 de dezembro de 2025 3:15 pm

    Nassif, várias reportagens do ICL meses atrás denunciavam esse diretor de fiscalização do BC, como alinhado com Vorcaro e com o Centrão. Segundo os relatos, ele era favorável à aquisição pelo BRB, que supostamente só foi vetada em razão da atuação de outro diretor, Renato Gomes, cujo fim de mandato, também segundo o ICL, era aguardado ansiosamente por Vorcaro, que previa tempos mais calmos no BC. Ademais, quando houve o veto à aquisição, o Centrão tentou aprovar uma lei para afastar diretores do BC, que não foi adiante.

    Dentro desse quadro é que leio a convocação do tal Ailton por Toffoli: para desmascarar Vorcaro e o presidente do BRB, com o diretor salvando a própria pele (lavagem de biografia), ou, se insistir na defesa dos fiscalizados (rabo preso por algum motivo), também virar investigado, quiçá preso.

    E por que a insistência com que a mídia estava atacando a acareação, com o discurso de intimidação do BC? Três hipóteses:

    1- Atacar o STF como um todo, com qualquer tese, colocando a corte como órgão no bolso do Master, para continuar a pressão sobre Moraes, conforme desejo inconfesso da Faria Lima para fortalecer a extrema-direita:

    2- Criar ruído na liquidação do Master, e por tabela no pagamento aos investidores, para assim retardar os aportes dos bancões que serão necessários para recompor o patrimônio do fundo garantidor;

    3- Cooptar o tal diretor de fiscalização que, se as reportagens do ICL estiverem corretas, mostrou ser sensível aos interesses dos fiscalizados, e que poderá facilmente servir a um novo senhor (rei morto, rei posto). Logo, ele não pode ficar vulnerável a essa acareação, em que pode ser arrastado em definitivo para o escândalo pelos outros dois. Deixaria de ser útil e chantageável (“te salvamos no STF, agora vc trabalha para a gente”).

    1. Luis Nassif

      29 de dezembro de 2025 5:11 pm

      Há rumores de degravações do celular do diretor do Master que poderiam comprometer o auditor. Então, a tese de que a convocação do auditor foi por cumplicidade com o Master não se sustenta.

      1. Jicxjo

        29 de dezembro de 2025 6:25 pm

        Não sei se entendi direito sua resposta; estaria sendo preparada alguma forma de chantagem sobre ele na acareação? Mas, se esse auditor/diretor de fiscalização do BC agiu então corretamente (ao contrário do que havia reportado o ICL), tentando preservar a instituição financeira de forma legítima antes da descoberta da fraude dos 12 bi com o BRB, o que isso mudaria na cúpula do BC como um todo?

        Sugiro um bate-papo aqui no GGN com o Luís Costa Pinto e a Deborah Magagna, que foram os jornalistas do ICL que mais estavam a par do caso Master até a liquidação. Talvez algumas peças se encaixem melhor. Abs

        1. Jose

          30 de dezembro de 2025 8:58 pm

          Malu, a Rainha da Falsa Acusacao, virou moda, na Lava Jato ate um reitor se suicidou ao ser falsamente acusado, ai um ato que deveria ser crime hefiondo mas que a falsa acusacao foi banalizada, vira rainha quem acusa falsamente

  3. aaronzinho schwartizinho

    29 de dezembro de 2025 3:58 pm

    TUDO ESTÁ FICANDO INCONTROLÁVEL AFF,QUEM MANDOU DESESTRUTURAR O ESTADO E DEIXAREM CONTROLAREM O DINHEIRO DO BRASIL,PRECISA TER UM NÍVEL BOM DE INSTITUCIOMALIDADE SE NÃO VIRA ZONA,AFF !!!

  4. Ernestogmv

    29 de dezembro de 2025 4:23 pm

    Ainda não entendi porque o TCU resolveu pedir explicações ao BC. O chamado Tribunal de Contas da União é apenas um serviço de contabilidade do Senado, que fiscaliza a contabilidade do governo. De Tribunal só tem o nome, ali não tem nenhum juiz.
    E se o BC não quiser responder? O TCU vai fazer o quê?

  5. José de Almeida Bispo

    29 de dezembro de 2025 4:42 pm

    Uma pausazinha pra “ensinar pai-nosso a vigario”(é compreensível os cuidados com o serpentário). Mas… siga o dinheiro, Nassif.
    A repetição do condenável antijornalismo segue a lógica da bufunfa. Às favas com a ética e a vergonha na cara. Tábua de afogados. Conceito? Nada! Lucro imediato é tudo. E, repito: às favas com a velha e decantada ética jornalista. Pis-to-la-gem.

  6. Christian Fernandes

    30 de dezembro de 2025 1:41 am

    Malu Gasparzinho, a da fonte camarada.

  7. RENATO ANTONIO LEONE

    30 de dezembro de 2025 8:44 am

    Propositadamente, tanto Gaspar como Gaspari (Élio) afirmam que o Master tinha um contrato de $ 130 milhões com a esposa de Moraes – o que é mentira: o contrato é com a empresa. É clara a intenção desses pseudojornalistas de mancharem reputações

    1. JULIO CESAR DOS SANTOS

      30 de dezembro de 2025 6:16 pm

      E como você explica esse contrato considerando que o escritório da Sra Vivi de Moraes é minúsculo e inexpressivo no meio do direito? O que embasa esse valor se não a influência do Sr Alexandre de Moraes? Isso precisa ser explicado, os indícios são bastante claros e a suspeita é justa. Até o Sr. Kakay já falou em vídeo com o próprio Nassif que os escritórios de advocacia “das mulheres dos ministros” são um problema. Mas vocês preferem “fingir que não viram” ou mudar de assunto atacando a jornalista.

      GGN e Nassif estão perdendo a minha admiração com essa cobertura. O Jornal do Brasil têm se portado muito melhor indagando o caso com ceticismo e curiosidade, e não com ideologia cega.

      1. Luis Nassif

        30 de dezembro de 2025 8:50 pm

        Tem dois ângulos a se analisar O primeiro, os abusos dos ministros do stf . O segundo, o fato de que depende deles a continuidade do combate a lavagem de dinheiro na Faria lima e as emendas secretas. Por isso não se deve analisar os ataques apenas de um ângulo

        1. JULIO CESAR DOS SANTOS

          30 de dezembro de 2025 9:06 pm

          Ampliar os ângulos é sempre a forma mais sofisticada de se analisar, a tese de vocês de que há um conluio da grande mídia com o mercado financeiro me soa como uma cortina de fumaça.

          Parece ser aquela estratégia de ditar as regras do debate, mudar de assunto; quando por si só o fato de a Vivi de Moraes, uma advogada medíocre estar ganhando 129 milhões do Banco Master, (E NINGUEM NEGOU O CONTRATO) enquanto a mulher do Toffoli ser sócia do Walfrido Warde, também advogado do Banco Master (que tem todo o meu respeito como advogado e intelectual – gosto muito dele e ele está no seu papel de advogado, o estranho aqui é o envolvimento da mulher de Toffoli), e a mulher de Kassio Nunes Marques também ser advogada do Grupo Master, são todos fatos muito estranhos (informações do querido Luis Costa Pinto) ainda mais defronte à estranha condução do caso pelo Ministro Toffoli.

  8. RENATO ANTONIO LEONE

    30 de dezembro de 2025 8:46 am

    Propositadamente, tanto Gaspar como Gaspari (Élio) afirmam que o Master tinha um contrato de $ 130 milhões com a esposa de Moraes – o que é mentira: o contrato é com a empresa. É clara a intenção desses pseudojornalistas de mancharem reputações.

  9. Marcelo.Jotaaa

    30 de dezembro de 2025 11:17 am

    O sistema de justiça está chegando perto daqueles q corromperam_na e q corrompem a informação,isto se chama medo e a melhor defesa deles é o ataque e intimidação AFF,sem mais muito obg ggeneee !!!

    1. JULIO CESAR DOS SANTOS

      30 de dezembro de 2025 6:13 pm

      E como você explica esse contrato considerando que o escritório da Sra Vivi de Moraes é minúsculo e inexpressivo no meio do direito? O que embasa esse valor se não a influência do Sr Alexandre de Moraes? Isso precisa ser explicado, os indícios são bastante claros e a suspeita é justa. Até o Sr. Kakay já falou em vídeo com o próprio Nassif que os escritórios de advocacia “das mulheres dos ministros” são um problema. Mas vocês preferem “fingir que não viram” ou mudar de assunto atacando a jornalista.

      GGN e Nassif estão perdendo a minha admiração com essa cobertura. O Jornal do Brasil têm se portado muito melhor indagando o caso com ceticismo e curiosidade, e não com ideologia cega.

  10. Paulo Dantas

    30 de dezembro de 2025 2:18 pm

    O sr Vorcaro tinha restrição de sair do Brasil ? Senão não seria fuga.

    Outra matéria aqui falou em “fugir sem autorização da Justiça” …

    O Globo segue com história da reunião com ata como se fosse algo ilegal.

  11. Flavio

    31 de dezembro de 2025 5:54 am

    Nassif, que considero o melhor jornalista investigativo do país, diz tudo quando informa neste artigo:
    “Pela legislação (Lei 4.595, Lei 13.506/2017 e normas do CMN), o BC tem o dever legal de comunicar o Ministério Público quando surgem indícios de crime, compartilhar informações com PF e MPF mediante requisição ou cooperação formal.
    Portanto, foi o trabalho da Diretoria de Fiscalização que permitiu a Operação Colossus – a primeira ofensiva séria da Polícia Federal sobre a máquina de lavar dinheiro da Faria Lima.
    Estender os ataques à Difis (Diretoria de Fiscalização do BC) se encaixa bem nessa estratégia”.
    Portanto, é de conhecimento público o nome da jornalista que está por trás dessa “estratégia” na defesa dos interesses da Faria Lima. O resto é tentativa de confundir ou até anular as investigações que levaram à suspeição de lavagem de dinheiro do banco Master.

  12. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    31 de dezembro de 2025 7:30 am

    Será que as fontes da gasparzinho vieram do esgoto global ou da Faria Lama?i

  13. Lênin and The Ulianovs

    31 de dezembro de 2025 8:19 am

    Jornalismo é a terceira profissão mais antiga do mundo, mas tem a natureza da primeira.

    É um modelo de negócio, onde a “ética” reivindicada em código mínimo pelo autor já se impõe como sofisma.

    Código mínimo?

    Como assim.

    As redes sociais não são irresponsáveis, são modelos diferentes, onde a suposta verdade factual (também uma ficção jornalística) não importa.

    A disputa é por esse monopólio de engajamento, pela mentira, nunca pelo esclarecimento.

    Exceções? Há, claro, mas confirmam a regra. Só isso.

    A moça tem seus motivos, a empresa idem, os clientes idem.

    Não é uma questão ética ou moral é disputa pela hegemonia da narrativa e da narrativa do que será hegemônico.

    O editor insiste em divisar o mundo entre bandidos e mocinhos.

    STF?

    É e será o que sempre foi: o verniz jurídico do domínio dos ricos sobre os pobres.
    Sempre.

    Ainda que, ocasionalmente, um ou outro juiz faça parecer que sua toga é capa de super herói.

    Criar caos para vender a paz…jogo antigo da quarta profissão mais antiga.
    O operador de direito.

  14. Carlos Sergio

    31 de dezembro de 2025 11:38 am

    Tudo um jogo de retóricas. Como existe muita gente boa ,de ambos os lados,mestres na articulação e para complicar bilhões envolvidos e o jogo de poderes. O máximo que posso fazer é ler atentamente tudo que me chega de escritos de gente do mesmo calibre. Até agora a narrativa de Nassif não me convence ,muita gente boa da esquerda que respeito não bate com a retórica acima.

  15. Oscar Müller

    1 de janeiro de 2026 4:19 pm

    Uma hipótese:
    Se eu arrumo uma daquelas carteirinhas vagabundas de jornalista (hoje em dia é coisa fácil de obter) e faço um daqueles videos por IA, com um apresentador de tvjornal, com o texto:
    Fontes seguras e confiáveis do círculo íntimo da Malu Gaspar revelou em off que ela sempre soube que a afirmação sobre o banco master era mentirosa, e só deu a notícia falsa, pq foi chantageada pela facção a que pertence, com a ameaça de exporem casos de pedofilia envolvendo ela, e um ex-amante que habitualmente frequentava com ela casas de swing, onde havia farto consumo de cocaína e outras drogas, etc, etc…
    Seria dela a obrigação de provar que não?

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