5 de junho de 2026

Dentro das quatro linhas da prisão, por Ricardo Mezavila

Há três anos, o grupo liderado pelo atual presidiário, tentou a última cartada para consumar um golpe de estado.
Foto de Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

Jair Bolsonaro cumpre pena após tentativa frustrada de golpe de estado há três anos no Brasil.
Donald Trump, aliado de Bolsonaro, planeja interferir nas eleições brasileiras e mediar sua libertação.
Lula vetou projeto que reduziria penas de golpistas, reafirmando combate à impunidade e defesa da democracia.

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Dentro das quatro linhas da prisão

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por Ricardo Mezavila

Se o presidiário Jair Bolsonaro cumprisse aquilo que pregava, como ‘agir dentro das quatro linhas da Constituição’, não estaria cumprindo pena em ano eleitoral. Não teria problemas com o barulho que faz um ar-condicionado, não teria tentado violar uma tornozeleira eletrônica e não teria caído da cama e batido a cabeça em um móvel. 

Há três anos, o grupo liderado pelo atual presidiário, tentou a última cartada para consumar um golpe de estado. Houve outras tentativas, todas frustradas. Havia um plano para prender e assassinar autoridades, e assim, o derrotado nas urnas, iniciaria uma longa dinastia fascista. 

De onde estava, nos EUA, o ‘herói’ retornaria logo após o triunfo, sendo coroado pela massa. Seria assim, se a tentativa de 8 de janeiro terminasse em êxito. 

Três anos depois, seu defensor, Donald Trump, ocupa novamente a cadeira presidencial dos EUA rasgando todos os tipos de acordos internacionais para entrar na Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro. O que trouxe esperança para o núcleo do ex-presidente. 

Não acreditem quando ouvirem que Trump abandonou Bolsonaro, ele apenas não está sendo útil no momento. Porém, o mandatário americano tentará interferir nas eleições deste ano contra a reeleição de Lula, e para isso, intermediará a libertação de Bolsonaro, seu fiel capacho de confiança. 

E justo ontem, exatamente três anos após a frustrada invasão aos Três Poderes, o presidente Lula vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria – uma manobra do Congresso que, na prática, significava anistia disfarçada e redução drástica de penas para os condenados pelo golpe, incluindo o presidiário Jair Bolsonaro.  

Essa decisão, tomada durante a cerimônia em defesa da democracia no Palácio do Planalto, reforça que não há impunidade para quem atentou contra o Estado Democrático de Direito. Sem anistia aos golpistas! A vitória da democracia se consolida nas ruas e nas instituições, mas a vigilância precisa ser permanente. 

Ricardo Mezavila , cientista político.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. Carlos

    9 de janeiro de 2026 9:45 am

    Sobre o veto os apoiadores dos golpistas, que habitam Câmara e Senado, já acenam na Câmara com a derrubada imediata do veto, chegando a sugerir interromper o recesso, coisa que não fariam se for para o bem do Brasil, e no Senado, um senador bolsonarista, já tinha projeto pronto ampliando a já fraudulenta dosimetria para uma prostituta anistia Ampla Geral e Irrestrita que, segundo o próprio, seria a panaceia de todos os males ignorando que paz de um país só se conquista com a solidez do artefato conhecido como Constituição, mas a nossa vem sendo estuprada com emendas casuísticas que visam blindar marginais que atentam contra ela.
    Sem palavras para definir esta turma.
    Já o presidiário e seu entorno tentam de tudo para pavimentar uma rota de fuga, que vai de soluço a diarreia e a nova agora: assistência religiosa. Que poderia ser resolvida jogando o malafaia na mesma cela (li este comentário, rs)
    Para todos estes novos catilinas cabe o destacar o trecho abaixo retirado do imortal discurso do consul Cicero:
    “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? (…) Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem?”

    1. WRamos

      9 de janeiro de 2026 2:30 pm

      Temos que dizer em alto e bom som a estes safados, como Paulinho e Amin, que não queremos paz porra nenhuma com eles e seus animais selvagens de estimação. Paz só teremos quando sumirem.

  2. WRamos

    9 de janeiro de 2026 2:27 pm

    Anistia só pode ser pensada depois de muito tempo do fato, se for o caso. E só deve ser usada quando condenados mostram sinceramente arrependimento de seus atos. Esta cambada de selvagens está sendo condenada e, mesmo assim, desdenha do sistema que os repreende. Continuam acreditando e argumentando que não é crime o que fizeram. Quem sabe o demente agora detido comece a ler para reduzir sua pena. Se por acaso lhe cair na mão um livrinho da Constituição, talvez descubra que embora pequeno o livro tem muito mais do que quatro linhas.

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