Um episódio ocorrido durante o baile de formatura do curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e Medicina Nova Esperança (Facene), em Mossoró (RN), provocou forte repercussão e indignação após a presença de simbologia nazista no evento. Um adolescente de 13 anos participou da festa usando uma farda da Wehrmacht, o exército da Alemanha nazista, sem que houvesse intervenção imediata da organização, dos presentes ou da instituição de ensino.
O caso veio a público após a divulgação de imagens pelo Blog do Barreto, que mostraram o garoto posando para fotos e vídeos ao lado de familiares, entre eles, parentes formandos em Medicina, trajando o uniforme associado ao regime de Adolf Hitler. As imagens circularam nas redes sociais e geraram ampla reação negativa.
Segundo apuração do blog, o adolescente é irmão de duas alunas formandas e integra uma família de alto poder aquisitivo, com atuação nas áreas da medicina e do direito. A família, originalmente de Rondônia, reside atualmente no Ceará e possui negócios no litoral do estado. De acordo com as informações levantadas, o jovem teria entrado no evento com trajes comuns e se trocado no local para vestir a farda nazista e registrar as imagens.
O episódio ganhou contornos ainda mais graves após a revelação de postagens e interações em redes sociais que indicariam estímulos e tolerância, dentro do núcleo familiar, ao comportamento exibido pelo adolescente. Uma das tias, médica, chegou a elogiar em comentário no Instagram a cruz de ferro usada na farda, símbolo historicamente associado ao nazismo, e a se referir ao garoto como “mini gênio”. Também foram identificadas publicações antigas com referências a ideologias supremacistas, além de manifestações políticas extremistas.
Ainda conforme a apuração, um familiar presente no baile teria incentivado uma mulher a fazer a saudação nazista enquanto o adolescente realizava o gesto. Após a repercussão do caso, vários membros da família apagaram conteúdos ou fecharam seus perfis nas redes sociais.
Em nota, a Facene afirmou não ter relação com o ocorrido, mas não anunciou, até o momento, a abertura de procedimentos administrativos ou disciplinares envolvendo estudantes ou convidados. A postura gerou críticas de setores da sociedade civil, que apontam omissão institucional diante de um episódio considerado grave em um ambiente acadêmico voltado à formação de profissionais da saúde.
Especialistas e entidades lembram que a apologia ao nazismo é crime no Brasil, prevista na Lei nº 7.716/1989, e defendem a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes. Para críticos, o silêncio inicial e a ausência de medidas concretas contribuem para a banalização de símbolos e ideologias responsáveis por genocídios e crimes contra a humanidade.
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Carlos
12 de janeiro de 2026 8:31 pmAlguém precisa falar para estes escrotos que Hitler teria executado todos
Rui Ribeiro
13 de janeiro de 2026 8:33 amMengele usaria esses terceiros-mundistas empolgados com o primeiro-mundismo como cobaias nos seus experimentos.
Não são mini-gênios, mas mini-burros.
Mair
13 de janeiro de 2026 10:44 amFossem pretos e pobres, a imprensa teria noticiado com nomes e sobrenomes…
Grande chance de informarem: “beneficiários do bolsa família”
Rui Ribeiro
14 de janeiro de 2026 11:19 amNotícia de Jornal
(Chico Buarque)
Tentou contra a existência
Num humilde barracão.
Joana de tal, por causa de um tal João.
Depois de medicada,
Retirou-se pro seu lar.
Aí a notícia carece de exatidão,
O lar não mais existe
Ninguém volta ao que acabou
Joana é mais uma mulata triste que errou.
Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.