5 de junho de 2026

Adolescente faz apologia ao nazismo em festa de formatura em RN e nas redes sociais

Menino de 13 anos é irmão de duas alunas formandas e integra uma família de alto poder aquisitivo, com atuação nas áreas da medicina e do direito; "pequeno gênio", diz tia
Crédito: Reprodução

Adolescente de 13 anos usou farda nazista em baile de formatura da Facene em Mossoró (RN), sem intervenção da organização.
Imagens do jovem com uniforme da Wehrmacht viralizaram, gerando críticas e revelando apoio familiar a símbolos nazistas.
Facene nega vínculo com ato e não anunciou medidas; especialistas alertam para crime e pedem apuração rigorosa dos fatos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um episódio ocorrido durante o baile de formatura do curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e Medicina Nova Esperança (Facene), em Mossoró (RN), provocou forte repercussão e indignação após a presença de simbologia nazista no evento. Um adolescente de 13 anos participou da festa usando uma farda da Wehrmacht, o exército da Alemanha nazista, sem que houvesse intervenção imediata da organização, dos presentes ou da instituição de ensino.

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O caso veio a público após a divulgação de imagens pelo Blog do Barreto, que mostraram o garoto posando para fotos e vídeos ao lado de familiares, entre eles, parentes formandos em Medicina, trajando o uniforme associado ao regime de Adolf Hitler. As imagens circularam nas redes sociais e geraram ampla reação negativa.

Segundo apuração do blog, o adolescente é irmão de duas alunas formandas e integra uma família de alto poder aquisitivo, com atuação nas áreas da medicina e do direito. A família, originalmente de Rondônia, reside atualmente no Ceará e possui negócios no litoral do estado. De acordo com as informações levantadas, o jovem teria entrado no evento com trajes comuns e se trocado no local para vestir a farda nazista e registrar as imagens.

O episódio ganhou contornos ainda mais graves após a revelação de postagens e interações em redes sociais que indicariam estímulos e tolerância, dentro do núcleo familiar, ao comportamento exibido pelo adolescente. Uma das tias, médica, chegou a elogiar em comentário no Instagram a cruz de ferro usada na farda, símbolo historicamente associado ao nazismo, e a se referir ao garoto como “mini gênio”. Também foram identificadas publicações antigas com referências a ideologias supremacistas, além de manifestações políticas extremistas.

Ainda conforme a apuração, um familiar presente no baile teria incentivado uma mulher a fazer a saudação nazista enquanto o adolescente realizava o gesto. Após a repercussão do caso, vários membros da família apagaram conteúdos ou fecharam seus perfis nas redes sociais.

Em nota, a Facene afirmou não ter relação com o ocorrido, mas não anunciou, até o momento, a abertura de procedimentos administrativos ou disciplinares envolvendo estudantes ou convidados. A postura gerou críticas de setores da sociedade civil, que apontam omissão institucional diante de um episódio considerado grave em um ambiente acadêmico voltado à formação de profissionais da saúde.

Especialistas e entidades lembram que a apologia ao nazismo é crime no Brasil, prevista na Lei nº 7.716/1989, e defendem a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes. Para críticos, o silêncio inicial e a ausência de medidas concretas contribuem para a banalização de símbolos e ideologias responsáveis por genocídios e crimes contra a humanidade.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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4 Comentários
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  1. Carlos

    12 de janeiro de 2026 8:31 pm

    Alguém precisa falar para estes escrotos que Hitler teria executado todos

  2. Rui Ribeiro

    13 de janeiro de 2026 8:33 am

    Mengele usaria esses terceiros-mundistas empolgados com o primeiro-mundismo como cobaias nos seus experimentos.
    Não são mini-gênios, mas mini-burros.

  3. Mair

    13 de janeiro de 2026 10:44 am

    Fossem pretos e pobres, a imprensa teria noticiado com nomes e sobrenomes…
    Grande chance de informarem: “beneficiários do bolsa família”

    1. Rui Ribeiro

      14 de janeiro de 2026 11:19 am

      Notícia de Jornal
      (Chico Buarque)

      Tentou contra a existência
      Num humilde barracão.
      Joana de tal, por causa de um tal João.

      Depois de medicada,
      Retirou-se pro seu lar.
      Aí a notícia carece de exatidão,
      O lar não mais existe
      Ninguém volta ao que acabou

      Joana é mais uma mulata triste que errou.
      Errou na dose
      Errou no amor
      Joana errou de João
      Ninguém notou
      Ninguém morou na dor que era o seu mal
      A dor da gente não sai no jornal.

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