Um dos grandes desafios das políticas públicas é o de definir formas mais flexíveis de integrar programas e projetos, especialmente aqueles que envolvem muitos setores e ministérios.
Em vários momentos da história recente, houve a montagem de modelos, ao largo da máquina pública. Foi o caso do Plano Salte – uma tentativa de identificar todos os investimentos prioritários de infraestrutura -, o Plano de Metas de JK. No governo Geisel, os Planos Nacionais de Desenvolvimento visavam definir essas articulações.
Nos anos 80 houve o início do desmonte da máquina pública.
No governo Collor, a criação de Câmaras Setoriais – como a da indústria automobilística – significou um avanço para a discussão sistêmica do setor. Mas não se tornou política permanente.
No governo FHC, tentaram-se algumas formas de articulação, através de câmaras temáticas juntando os ministérios em torno de temas comuns.
Nos últimos anos, através do Plano Brasil Maior tentou-se uma nova maneira de articular setor privado e público através de uma nova estrutura.
Há três níveis de articulação:
1. Nível de Aconselhamento Superior
2. Nível de Articulação e Formulação
3. Nível de Gerenciamento e Deliberação.
Nível de Aconselhamento Superior
É encabeçada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), constituído por 13 Ministros de Estado, pelo representante do BNDES e de 14 representantes da sociedade civil. A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) fornece o apoio técnico. É ali que se definem as linhas estratégicas, a serem obedecidas em todos os planos.
Nível de Articulação e Formulação
É onde se dá a chamada concertação entre setor público e privado. É constituído por Comitês Executivos Setoriais e Conselhos de Competitividade.
Cabe aos Conselhos de Competitividade elaborar a agenda estratégica setorial amarrada com os objetivos do Plano Brasil Maior. E aos Comitês Executivos desenvolver as propostas e planos de ação.
Essas propostas recebem uma primeira avaliação dos Conselhos de Competitividade, para avaliar sua consistência e aderência com os princípios gerais do Plano Brasil Maior.
Aprovadas, são encaminhadas ao Grupo Executivo do Plano.
Nível de gerenciamento e deliberação
É constituído pelo Comitê Gestor e pelo Grupo Executivo – ambos sob coordenação do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
O Comitê Gestor é constituído pela Casa Civil da Presidência da República; Ministério da Fazenda (MF); Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP); e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
É seu papel aprovar os programas e definir metas e indicadores. Além disso, “avaliar o desempenho do Plano e determinar ajustes pertinentes ao Grupo Executivo; dispor sobre a estrutura e o funcionamento dos Conselhos de Competitividade Setoriais e dos Comitês Executivos”.
Aprovados, são encaminhados ao Grupo Executivo, incumbido de articular e consolidar os programas, monitorar e resolver os problemas. Constituem o Grupo sete representantes institucionais: MDIC (que o coordenará), Casa Civil, MP, MF, MCTI, ABDI, BNDES e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Antônio Bierrenbart
6 de fevereiro de 2014 8:29 amPlano Brasil Maior
Plano Brasil Maior
Lançado em agosto de 2011, o Plano Brasil Maior (PBM), política industrial, tecnológica e de comércio exterior do governo federal, é composto por um conjunto de diretrizes que norteiam a implementação da estratégia de fomento ao desenvolvimento tecnológico e à inovação na economia brasileira. Acelerar ganhos de produtividade, promover o adensamento produtivo e tecnológico das cadeias de valor, ampliar mercados, criar empregos de melhor qualidade e garantir um crescimento inclusivo e sustentável são alguns dos objetivos que integram um projeto de desenvolvimento nacional baseado na mobilização social, na equidade e na criação de um ambiente empresarial propício aos investimentos e à inovação. No âmbito desse projeto, diversas medidas de natureza sistêmica voltadas para o desenvolvimento da indústria e dos serviços de apoio à produção foram estruturadas.
Tais medidas podem ser agrupadas em três grandes blocos, que organizam os esforços de acordo com os propósitos mais relevantes de cada ação: (i) redução dos custos do trabalho e do capital; (ii) promoção e defesa comercial; e (iii) apoio à inovação e defesa do mercado interno. Além disso, medidas de apoio à competitividade e ao desenvolvimento produtivo articuladas ao Plano Brasil Maior compõem um bloco adicional, que destaca estratégias de redução do custo de energia elétrica, investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento, concessões em logística de transportes e esforços de qualificação de trabalhadores, que fortalecem o ambiente sistêmico da indústria e contribuem para o bom andamento das ações do PBM.
O presente documento, seguindo essa divisão em blocos, apresenta de maneira sintética as medidas sistêmicas e a sua situação atualizada. Permite, dessa maneira, um acompanhamento sistemático das ações transversais de apoio à atividade produtiva incorporadas ao Plano Brasil Maior, conferindo maior transparência aos esforços e aos resultados alcançados e ampliando as possibilidades de interferência e participação social. Em paralelo a este relatório, disponibiliza-se também documento que agrupa as medidas setoriais de estímulo ao desenvolvimento das cadeias produtivas. Esses dois relatórios complementares permitem o acompanhamento do conjunto completo de medidas integrantes do Plano Brasil Maior.
Medidas de redução dos custos de trabalho e capital
Com vistas a equacionar elementos de restrição ao desenvolvimento econômico e ampliar as condições de competitividade da indústria brasileira, é fundamental avançar na redução dos custos do trabalho e do capital. Desde o lançamento do Plano Brasil Maior, diversas medidas têm ajudado a reduzir os custos trabalhistas, a exemplo da nova sistemática que desonera a folha de pagamentos e do aumento dos beneficiários do Microempreendedor Individual (MEI). Também se tem conseguido avançar na redução do custo do capital, materializado, entre outros elementos, nos patamares de juros e tributos. Na sequência, sintetizam-se as medidas adotadas e a sua correspondente situação. Ressalta-se que, no âmbito deste bloco, todas as medidas encontram-se operacionais, ainda que sujeitas a ampliações e/ou aperfeiçoamentos futuros.
Desoneração da folha de pagamento: eliminação da contribuição patronal do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) com compensação parcial de nova alíquota sobre faturamento bruto, excluída receita bruta de exportações.
(…)
Leia mais em: Monitoramento, gestão e avaliação do PBM
Balanço executivo 2 anos do Plano Brasil Maior
1. Introdução
Lançado em 02 de agosto de 2011, o Plano Brasil Maior (PBM), política de desenvolvimento industrial e tecnológico do governo federal, reúne um conjunto integrado de medidas de apoio à competitividade do setor produtivo brasileiro. Transcorridos dois anos de sua implementação, cumpre apresentar para a sociedade um balanço de seus avanços e resultados.
Com esse intuito, o presente relatório apresenta, de maneira sintética, as principais ações do PBM e os resultados alcançados ao longo biênio. O conjunto de medidas pode ser organizado em três grandes blocos, que enfatizam os seguintes propósitos: (i) redução dos custos dos fatores de produção (trabalho e capital) e indução do desenvolvimento tecnológico; (ii) defesa do mercado interno e apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas; e (iii) promoção das exportações e defesa comercial.
Visando tornar este documento um informe executivo e de fácil leitura, optou-se por selecionar algumas das iniciativas adotadas, explicando os seus objetivos e as implicações de sua implementação. Informações detalhadas sobre todas as medidas gestadas ao longo dos últimos dois anos estão acessíveis nos relatórios bimensais disponibilizados no site do Brasil Maior (http://www.brasilmaior.gov.br).
2. Plano Brasil Maior: ação transformadora e anticíclica num importante momento de transição
O PBM empreende uma ação transformadora sobre o padrão de investimento e competitividade da indústria e dos serviços produtivos, estimulando a criação de novas competências e a consolidação de um ambiente propício aos negócios, de modo a promover um aumento sustentado da produtividade da indústria brasileira. Desempenha também importante papel no enfrentamento da crise internacional, exercendo uma função anticíclica essencial para a manutenção de postos de trabalho e para a criação de condições sistêmicas de competitividade associadas ao custo da produção industrial. Adicionalmente, pela sua abrangência setorial, pela escala geográfica de influência e pelo volume de recursos alocados, tem contribuído para um projeto de desenvolvimento nacional que incorpora objetivos de inclusão produtiva, qualificação profissional, sustentabilidade ambiental e fortalecimento regional.
O PBM opera em estreita articulação com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI). Além disso, coordena suas ações com diversos programas estruturantes do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento, o Programa de Investimento em Logística, Minha Casa Minha Vida, Brasil Sem Miséria, a Estratégia Nacional de Defesa e programas setoriais de saúde, educação, meio ambiente e desenvolvimento regional e agrário. Suas ações estão também alinhadas com as diretrizes de política macroeconômica de estabilidade monetária, responsabilidade fiscal e câmbio competitivo.
As iniciativas de curto prazo destinadas a reduzir entraves conjunturais ao desenvolvimento produtivo estão integradas a medidas estruturantes de maior prazo de maturação, capazes de elevar de maneira sustentável os patamares de competitividade da indústria brasileira.
Embora a recente desvalorização do real tenha propiciado uma situação mais confortável para o setor produtivo no país, as incertezas internacionais e a acirrada competição externa nos mercados domésticos de manufaturados ainda são questões a serem enfrentadas. São muitos os desafios associados às externalidades negativas da economia brasileira, especialmente relacionados à infraestrutura de capital físico e humano e aos custos sistêmicos de tributação e regulação cumulativos sobre as cadeias produtivas, além de significativas defasagens tecnológicas em diversos setores industriais. Sem superá-los, a indústria brasileira não conseguirá se aproximar das melhores práticas produtivas e tecnológicas mundiais.
Além de contribuir de maneira decisiva para minorar os impactos negativos da crise internacional que vem se alongando, a política industrial do governo federal procura exercer uma função transformadora sobre a estrutura produtiva brasileira, com efeitos de longo prazo fundamentais para a competitividade do país. O atual momento econômico bem evidencia essa dupla função. De um lado, a queda de preços das commodities e o reordenamento dos termos de troca decorrentes da desvalorização cambial incitam a adoção de medidas de curto prazo destinadas a minorar os efeitos deletérios imediatos sobre a economia brasileira. De outro, as possibilidades que se abrem para a indústria apontam para novas oportunidades de investimentos produtivos, que induzem a inovação tecnológica e, consequentemente, são capazes de mudar o patamar de produtividade em setores estratégicos. O Plano Brasil Maior é um balizador crucial de ações e expectativas nessa importante fase de transição para um padrão de crescimento liderado pelos investimentos.
3. Redução dos Custos dos Fatores de Produção e Indução do Desenvolvimento Tecnológico
Nos dois primeiros anos, um dos eixos fundamentais do PBM foi a redução de custos dos fatores de produção, buscando a desobstrução de gargalos associados aos custos do trabalho e do capital por meio da redução dos encargos previdenciários incidentes sobre a folha de pagamentos devidos pelas empresas, da desoneração de impostos federais sobre bens de investimento, da redução dos juros dos investimentos e da oferta de financiamento em volume e condições que favorecem a expansão de capacidade produtiva e propiciem um salto dos dispêndios em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e processos produtivos.
3.1 Redução dos Custos do Trabalho:
Desoneração da Folha de Pagamento
Visando reduzir os custos de mão de obra, preservando salários e direitos dos trabalhadores,
a Lei 12.546/11 instituiu a sistemática de eliminação da contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamentos para 15 setores econômicos, com compensação parcial de nova alíquota sobre o faturamento bruto da empresa, excluídas a receita bruta de exportações.
O número de setores beneficiados com essa nova sistemática foi sucessivamente ampliado pelas Leis 12.715/12, 12.794/13 e 12.844/13, alcançando o patamar de 42 setores
Esses 42 setores representam 22% do total das exportações brasileiras, 59% das exportações de manufaturados e 19% da receita bruta total da economia. Além disso, empregam 32% dos trabalhadores celetistas e representam 24% da massa salarial. Estima-se que a redução de tributos proveniente desse esforço, em 2014, será da ordem de R$ 24,7 bilhões.
3.2 Redução dos Custos do Capital e Indução do Desenvolvimento Tecnológico: desoneração dos investimentos, crédito farto e barato para capital fixo, novo padrão de financiamento à inovação
Desoneração dos Investimentos
A redução de tributos incidentes sobre investimentos produtivos é um desafio que permeia o Plano Brasil Maior. Por meio da completa desoneração dos tributos federais (IPI e PIS/Cofins) sobre os bens de investimento, conseguiu-se reduzir a tributação efetiva de bens de capital para 4,3% do custo do investimento, referente apenas ao “custo de carregamento” da alíquota de ICMS.
Modelos estatísticos estimam os impactos da desoneração desses tributos federais sobre importantes variáveis macroeconômicas, permitindo que se vislumbrem os efeitos agregados e setoriais das medidas. Calcula-se que os níveis agregados de atividade, emprego, investimento e exportação da economia brasileira tenham sido ampliados, em 2013, em 0,25%, 0,35%, 1,46% e 0,14%, respectivamente. Considerando-se informações desagregadas, destaca-se o setor de máquinas e equipamentos, cujo impacto nos níveis de atividade e emprego alcançam 1,25% e 1,68%, enquanto a redução estimada de custos é da ordem -0,45%. Para o setor de fabricação de caminhões e ônibus, que também apresentou um resultado expressivo, esses percentuais atingiram, respectivamente, 1,19%, 1,25% e -0,46%.
Crédito farto e barato: Novo PSI 2011-2013
No período compreendido entre janeiro de 2011 e junho de 2013, o BNDES desembolsou R$ 313,5 bilhões para os setores de agropecuária, indústria, comércio e serviços, que correspondem a 81,6% das liberações do banco. Nos últimos 12 meses (julho de 2012 a junho
de 2013), o crescimento desses desembolsos, associados aos blocos de sistemas produtivos
do Plano Brasil Maior, alcançou 33%.
Os destaques ficam por conta dos Sistemas da Mecânica, Eletroeletrônica e Saúde (Bloco 1 do PBM)1 que responderam por 53% dos desembolsos ao longo de todo o período considerado e, mais recentemente, pelo crescimento das liberações para o Agronegócio (cerca de 62% nos últimos 12 meses), reforçado pelas prioridades de política produtiva materializadas no Plano Inova Empresa, nos programas setoriais do BNDES e no novo Plano Safra.
(…)
Programas Setoriais de Financiamento do BNDES
O BNDES buscou, ao longo do segundo ano de implementação do PBM, aprofundar a sua ação setorial, avançando no lançamento de um importante conjunto de iniciativas com esse escopo. Essas iniciativas somam-se à ampliação dos esforços que marcaram a participação do BNDES no primeiro ano do PBM, pautadas: (i) pela redução do custo de financiamento, por intermédio de programas como o PSI, o Revitaliza e o Progeren; (ii) pelo fomento ao aumento da produtividade, por meio do PSI projetos transformadores e do programa de qualificação profissional; e (iii) pelo apoio à sustentabilidade ambiental, por meio de redução de emissões de gases do efeito estufa com o Programa Fundo Clima.
Dentre as iniciativas de cunho setorial apoiadas pelo BNDES no segundo ano do PBM, destaca-se o fortalecimento dos chamados programas setoriais de financiamento. Ao longo dos meses de junho e julho de 2013, esses programas, que buscam responder às especificidades de setores intensivos em conhecimento, flexibilizando garantias e outras condições de acesso, foram revistos e ampliados. Assim, tiveram seus quadros lógicos para monitoramento e avaliação reespecificados, com vistas a reforçar os fatores de sucesso identificados pelos diagnósticos realizados. Com base nessas informações, diversos programas foram simplificados, tiveram seus orçamentos ampliados e suas regras de acesso facilitadas, visando potencializar os benefícios auferidos.
(…)
Novo Padrão de Financiamento à Inovação: Plano Inova Empresa
Lançado em 14 de março de 2013, o Plano Inova Empresa articula o PBM com a Estratégia
Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, constituindo um compromisso público de alocação de recursos em setores estratégicos, com elevados efeitos aceleradores de difusão tecnológica.
O Inova Empresa representa uma mudança no paradigma de política pública de incentivo à inovação tecnológica no Brasil. Isso porque possui, simultaneamente, cinco atributos fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias: (i) foco nos setores e empresas
aceleradoras e em tecnologias críticas; (ii) sinergia com programas de inovação baseados em projetos integrados envolvendo empresas e instituições de pesquisa; (iii) acessibilidade por meio da “porta única” de entrada, integrando em um só edital vários Os R$ 28,5 bilhões reservados para o biênio 2013/2014 foram majoritariamente alocados nas sete áreas definidas como estratégicas (Energias, Cadeia do Petróleo e Gás, Complexo da Saúde, Complexo da Defesa e Aeroespacial, Tecnologias da Informação e Comunicação, Complexo Agroindustrial e Sustentabilidade Socioambiental), que receberam R$ 23,5 bilhões. A quantia restante foi destinada ao apoio às Micro e Pequenas Empresas (MPEs), à infraestrutura de inovação e aos projetos de inovação e engenharia de outros setores econômicos. Reunindo crédito, recursos de subvenção para empresas, financiamentos não-reembolsáveis para ICTs, recursos em renda variável e subscrição de ações, direta ou por meio de fundos, o Inova Empresa é uma ação potente e pioneira em favor da inovação na indústria brasileira, que prevê, adicionalmente, R$ 4,4 bilhões provenientes de instituições parceiras.
(…)
4. Defesa do Mercado Interno e Apoio ao Desenvolvimento das Cadeias Produtivas
Nesta seção, destacam-se as principais medidas voltadas para ampliar a defesa do mercado interno e o desenvolvimento das cadeias produtivas. A defesa do mercado interno baseia-se, entre outras ações, no mecanismo de compras públicas com margens de preferência; a política de desenvolvimento das cadeias, por sua vez, utiliza fortemente os regimes tributários especiais setoriais.
Como regra geral, as medidas estão direcionadas para cadeias produtivas mais longas, com maior capacidade de encadeamento e irradiação para o conjunto da indústria. Os regimes tributários especiais são apoiados pelos de programas financiamento do BNDES e FINEP descritos anteriormente, especialmente o PSI, os Programas Setoriais de Financiamento, os Projetos Transformadores e o Inova Empresa
(…)
Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid)
O Retid foi criado pela Lei 12.598/2012, que institui regras especiais para a compra e a contratação de produtos e sistemas de defesa para o país. Em 28 de março de 2013, o governo federal editou o Decreto 7.970, que já regulamenta alguns dispositivos dessa Lei, avançando em importantes propósitos da Agenda Estratégica de Defesa, Aeronáutico e Espacial inserida no Plano Brasil Maior. De imediato, a regulamentação traz a possibilidade de credenciar Empresas Estratégicas de Defesa (EED), homologar Produtos Estratégicos de Defesa (PED) e mapear as cadeias produtivas do setor. A norma também permite estimular as Compensações Tecnológicas, Industriais e Comerciais e fomentar o conteúdo nacional da Base Industrial de Defesa (BID), bem como incrementar a pauta de exportações de produtos de defesa. O mesmo decreto contempla ainda a criação da Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID), assessoria de alto nível que possibilitará a participação, junto com o Ministério da Defesa (MD), de outros órgãos e entidades (públicas e privadas) no credenciamento das empresas estratégicas de defesa e na homologação dos produtos estratégicos.
Conforme previsto na Lei 12.598/2012, para garantir a efetividade do Retid, é necessária ainda a extensão dos incentivos para venda da indústria ao usuário final Forças Armadas, incluindo o último elo da cadeia produtiva. Após negociações entre o Ministério da Defesa e a Receita Federal, incorporou-se essa extensão à Medida Provisória 582, convertida na Lei 12.794, de 02 de abril de 2013. O Decreto que a regulamenta encontra-se atualmente em analise na Casa Civil.
Esse conjunto de medidas preenche lacunas importantes na legislação, aprimorando o marco legal para obtenção de produtos de defesa e contribuindo, consequentemente, para a reorganização da base industrial de defesa brasileira. Promove diversos avanços para a indústria, entre os quais se destacam:
––Organizar e tipificar o mercado de defesa ao estabelecer os termos técnicos Produto de Defesa (Prode), PED, EED e Sistema de Defesa (SD);
––Iniciar processo de criação de base de dados das empresas envolvidas na BID;
––Possibilitar editais exclusivos para compra de Prode e SD de produção nacional;
––Viabilizar editais direcionados exclusivamente para as EED quando da licitação para compra de PED;
––Criar regras de continuidade produtiva e estabilidade orçamentária, diminuindo as instabilidades que prejudicam o setor;
––Estabelecer que os editais deverão esclarecer planos de compensação tecnológica / industrial / comercial que gerem ganhos para a BID quando das importações;
––Beneficiar parte da BID ao desonerar aquisições internas e importações das EED e de seus fornecedores (Retid);
––Desonerar também as exportações das EED, aumentando a competitividade internacional;
––Permitir o estabelecimento de uma parcela mínima de agregação nacional aos produtos importados pelo MD.
Regimes Setoriais da Química
Em todo o mundo, a indústria química é reconhecida pela sua importância estratégica. De fato, é com base nos avanços da química que se desenvolvem diversas cadeias produtivas e são viabilizadas soluções e investimentos em muitos setores. No Brasil, devido à variedade de produtos, volumes e valores de produção, além dos interrelacionamentos estabelecidos com distintos segmentos da economia, o setor químico possui uma elevada participação no PIB industrial e contribui significativamente para a geração de emprego e renda.
Desonerações tributárias, investimentos, inovação, formação de recursos humanos, infraestrutura e regulação são temas chave do Plano Brasil Maior para a cadeia produtiva da química. Delinearam-se, então, quatro iniciativas estratégicas destinadas a enfrentar os desafios presentes e futuros do setor: (i) desoneração de matérias-primas; (ii) política de uso do gás natural; (iii) regime especial de incentivo ao investimento; e (iii) regime especial de incentivo a inovação.
I) Desoneração de Matérias-Primas
Em maio de 2013, o governo federal anunciou a MP 613, que institui a desoneração de PIS/Cofins da 1ª e 2ª geração petroquímica e prevê a ampliação dos créditos de PIS/ Cofins gerados pelas compras de matérias-primas petroquímicas e produtos da primeira geração. Vale ressaltar que se trata de um dos pleitos mais importantes defendidos pela indústria química. Na prática, ao adquirir insumos para a fabricação de produtos químicos, as empresas recolherão 1% de PIS/Cofins e terão crédito tributário de 9,25%. O Conselho de Competitividade de Química estima que a medida terá como resultado o aumento da capacidade utilizada e redução de US$ 5 bilhões anuais no déficit da balança comercial.
II) Gás Natural
No âmbito da indústria química, além do seu uso energético, o gás natural também é utilizado como matéria prima na fabricação de produtos químicos básicos e fertilizantes, entre outros. Como se trata de insumo que não dispõe de substituto imediato, o Conselho de Competitividade da Indústria Química iniciou discussões para formular uma proposta de política de uso para o gás natural, com previsão de conclusão em outubro de 2013. O governo vem trabalhando na identificação de alternativas e soluções para o resgate de viabilidade econômica desse importante segmento e para o estabelecimento de uma política de utilização de gás natural no país, de modo a viabilizar uma matéria prima em condições mais competitivas para o setor.
III) Regime Especial de Incentivo ao Investimento na Indústria Química – Repequim
O Repequim prevê a suspensão de IPI e de PIS/Pasep-Cofins sobre bens e serviços utilizados em projetos de investimento. A proposta está em análise pelo governo e espera-se, com a sua implementação, promover a elevação dos investimentos ea ordem de US$ 30 bilhões, no curto prazo, e de US$ 167 bilhões em 10 anos.
IV) Regime Especial de Incentivo à Inovação – REIQ-Inovação
O REIQ-Inovação propõe-se a incentivar a produção e a pesquisa com recursos renováveis, desonerando-as do PIS e Cofins nas vendas dos produtos químicos fabricados a partir de matérias primas renováveis, com contrapartidas de investimentos em P&D.
Regimes de Incentivo ao Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
As atividades de TIC contam com benefícios estruturados por vários regimes especiais. O Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional (REICOMP), por um lado, provê habilitação de pessoa jurídica fabricante de equipamentos para o Programa Um Computador por Aluno (PROUCA), que suspende a cobrança de IPI, PIS/Pasep-Cofins, Imposto de Importação e CIDE dos fabricantes de computadores portáteis, tanto na aquisição de matérias-primas e produtos intermediários quanto na comercialização. Com isso, estimula-se a aquisição e utilização de soluções de informática como instrumento de aprendizagem, promovendo a inclusão digital nas escolas públicas e nas entidades sem fins lucrativos de atendimento a pessoas com deficiência.
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS) e o Regime Especial do Programa Nacional de Banda Larga (REPNBL), por outro lado, têm como propósitos, respectivamente, apoiar fabricantes de semicondutores e s e acelerar a implantação de redes de telecomunicações, fortalecendo a indústria e as tecnologias nacionais. Na sequência, apresentam-se alguns resultados e desdobramentos dessas medidas.
I) Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS)
Originalmente instituído pela Lei nº 11.484/2007, o PADIS prevê a suspensão da incidência do IPI e da contribuição para o PIS/Cofins sobre aquisições no mercado interno e importações de insumos e bens para a fabricação de dispositivos eletrônicos semicondutores e mostradores de informação (s). No âmbito do Plano Brasil Maior, o PADIS foi estendido por meio da Lei 12.715, de 17 de dezembro de 2012, que prevê a inclusão dos fornecedores de insumos estratégicos para a produção de semicondutores e s (placas de computadores, telas de LCD e LED, etc.) nos benefícios concedidos pelo PADIS.
Atualmente, registra-se um total de sete empresas habilitadas ao PADIS, sendo três de design houses, uma de foundry (processamento físico-químico), uma de design house e foundry e duas de back end (encapsulamento e teste de semicondutores). Há também mais uma empresa com projeto já aprovado, que ainda se encontra em fase pré-operacional.
O PADIS tem sido utilizado como um dos mecanismos de atração internacional de investimentos em microeletrônica no Brasil.
Instituído pela Lei 12.715/2012 e regulamentado pelo decreto 7.921/2013, o REPNBL prevê que as companhias que tiverem projetos para construção de redes aprovados pelo Ministério das Comunicações e forem, em seguida, habilitadas pela Receita Federal, sejam beneficiadas pela desoneração de impostos federais sobre máquinas, equipamentos, material de construção e mão de obra utilizados na implementação dos projetos. O objetivo desse esforço é modernizar as redes de telecomunicações do país, diminuir as desigualdades de acesso em diferentes regiões e massificar o serviço.
Até junho de 2013, foram recebidos mais de 700 projetos a serem beneficiados por esse regime especial de tributação. No entanto, como prazo de apresentação de projetos foi prorrogado pela Lei 12.837/2013 para 30 de junho de 2014, ainda são esperados novos pleitos. O governo federal estima que vão ser antecipados entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões em investimentos em infraestrutura de banda larga que originariamente seriam realizados pelas empresas até 2016.
5. Promoção das Exportações e Defesa Comercial
As medidas de comércio exterior instituídas no âmbito do PBM incluem a concessão de isenções tributárias e crédito para estimular as exportações brasileiras, além de ações de defesa voltadas contra práticas desleais e ilegais de importações, de modo a coibir irregularidades que prejudicam os resultados comerciais do país. Entre as iniciativas de destaque, incluem-se o Reintegra, o regime de Ex-tarifários, os esforços antidumping e o aperfeiçoamento da estrutura tarifária, com a criação de mecanismo no Mercosul que permite o aumento do Imposto de Importação.
(…)
Leia mais em: Monitoramento, gestão e avaliação do PBM : Balanço Executivo do Plano Brasil Maior 2 anos (2011 a 2013)
Andre SP
6 de fevereiro de 2014 3:54 pmMuito Bom!
Informação é tudo!
josé adailton
6 de fevereiro de 2014 11:59 amBRASIL MAIOR
Globo futura R$ 11,5 bilhões, dez vezes mais que Record e SBT
“…Com o resultado, a Globo deve ter faturado sozinha mais da metade de todas as emissoras de TV do país…”
http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/globo-futura-r-11-5-bilhoes-dez-vezes-mais-que-record-e-sbt-2179
Históricamente todo império tem a sua ascensão e queda, por isso é compreensível que muitos concluam ser este o destino das Organizações Globo. No entanto. apesar dos pesares pelo surgimento das novas mídias, a Vênus Platinada tem-se se mostrado um exemplo de Brasil Maior como empresa. E, não vale argumentar sobre as supostas ações “beneméritas” do Estado ou supostos artíficios contábeis a causa do seu retumbante sucesso.
Alexandre Weber - Santos -SP
6 de fevereiro de 2014 12:49 pmPulo do gato
Falta o pulo do gato.
Dilma, acorda!
Alexandre Weber - Santos -SP
6 de fevereiro de 2014 1:07 pmNorte, rumo e estrela
Por absoluta incompetência em formular uma política com norte, rumo e estrela, que opere com arte e técnica no governo do Brasil e no desenvolvimento da nação, os partidos políticos abdicaram de disputar o governo para governar e se conformaram em dividir o butim.
Sem mais e sem menos.
Os caciques dos partidos agem como verdadeiros chefes de facções criminosas, distribuindo entre seus cupinchas o poder angariado em maracutais contra o povo e a Nação.
Uma reforma política que reestabeleça a democracia se faz urgente e virá por bem ou por mal.
Alexandre Weber - Santos -SP
6 de fevereiro de 2014 2:09 pmEstudo interessante
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/2179/1/2006_Roberto%20Sampaio%20Pedreira.pdf
Marx
6 de fevereiro de 2014 12:59 pmgostaria que o senhor falasse
gostaria que o senhor falasse a respeito do apagão, dias antes de ocrrer esse último o governo afirmou que isso nao a possibildiade de ocorrer. Como se explica 12 anos de governo do PT e com o histórico no governo do PSDB e ainda até hoje vivemos esse realidade de apagões?
Diogo Costa
6 de fevereiro de 2014 2:17 pm.
O quê uma queda de energia tem a ver com um racionamento de energia elétrica, oriundo da incompetência tucana de FHC, no famoso caso do Apagão? É cada um que aparece…
Cícero Vieira Torres
6 de fevereiro de 2014 2:39 pmapagões
Amigo existe uma grande diferença entre interupção no fornecimento de energia e apagão com racionamento como enfentamos em outros tempos.
Jurgen2010
6 de fevereiro de 2014 6:43 pmNão alimente Trolls
Não alimente Trolls.
msilve
6 de fevereiro de 2014 7:02 pmCara, me falaram que a
Cara, me falaram que a Globonews e os jornais da Globo, não param de falar disso aí. Se voce acha relevante, vai lá e assiste, porque não vou tentar te convencer do contrario. Não vale a pena….
Marcos Zanetti
6 de fevereiro de 2014 1:04 pmNassif dá uma força, por favor
Prezado Nassif,
Me permita usar seu espaço para divulgar essa petição.
Os muitos corinthianos de bem que acessam esse blog podem ajudar o clube nessa hora difícil.
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=respeitemcorinthians
jc.pompeu
6 de fevereiro de 2014 2:53 pmo câncer administrativo do país
o câncer administrativo do país fadado ao fracasso retumbante de gestão pública é o centralismo absolutista de todos os negócios de estados e municipios da federação controlados concentrados planejados alocados arrecadados pensados liberados decididos CENTRALIZADOS em Brasília, a qual, s.i.m.b.o.l.i.c.a.m.e.n.t.e, tem que ser implodida de porteira fechada tal a bíblica sodoma gomorra com línguas e bombas e raios de fogo mais pedras gigantes incandescentes, para então a refundação do estado federativo brasileiro, com autonomia, responsabilidade, participação direta dos locais nos negócios públicos e a DESCENTRALIZAÇÃO da administração, da participação legislativa, da transparência na controladoria orçamentária e contábil das coisas públicas de bem estar social e gestão governamental.
fora dessa prática de vida e ordem administrativa social local:
sem chance!
Andre SP
6 de fevereiro de 2014 3:52 pmMuito bom!
Informação e transparencia é tudo!
Filipe Rodrigues
6 de fevereiro de 2014 4:09 pmHá algo positivo de política
Há algo positivo de política industrial sendo feito nos ministérios da Saúde e Defesa, tem que se espalhar pelo restante do governo.
As experiências anteriores mostram que é comum o governo priorizar setores, problema é que o Mantega escolheu os “Campeões Nacionais” errados
JoaoMineirim
6 de fevereiro de 2014 5:21 pmFalta um Ministro do
Falta um Ministro do Planejamento no governo Dilma. Temos uma Ministra invisível ocupando a pasta. Ninguém conhece os méritos dela, a não ser que era esposa do Celso Daniel. Tenho alguns amigos servidores públicos que trabalham no MPOG e são eleitores e defensores do PT, mas são críticos ferrenhos da Ministra. Dizem que o Ministério está muito aquém de sua importância. Dizem que o que é dito lá dentro, entre os servidores, é que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, só fazem o orçamento porque tem a SOF que tem competência para tal. Planejamento e Gestão não existem.
Alexandre Weber - Santos -SP
6 de fevereiro de 2014 8:06 pmCeticismo
Duvido o dó, que nomeando um ministro novo no planejamento vá fazer alguma diferença.
O problema é mais embaixo.
Se fosse eu, para ontem, reformaria a estrutura dos ministérios, criava 14 pastas e 72 secretarias ligadas a elas, chamava os donos dos partidos e fazia uma reunião para explicar como funciona a nova estrutura e montava a nova bancada de governabilidade do zero.
Trocar o nome do ministro do planejamento, nesta altura do campeonato é um precisosismo desnecessário, na minha humilde opinião.
JoaoMineirim
7 de fevereiro de 2014 11:16 amA estrutura e o número de
A estrutura e o número de Ministérios não é determinado pela lógica racional, mas pelo resultado das negociações em troca de apoio, é a lógica da coalizão.
Citei a Ministra do Planejamento porque o que se houve com frequência na “esplanada dos Ministérios” é que aquele cargo está sendo ocupado pelo critério de gênero, falta mérito. A falta de planejamento é visível e isso impacta diretamente no principal programa de governo o PAC que parece estar empacado.
“Nós resolvemos de maneira bastante clara de que era mais importante começar a fazer obras e entregar obras importantes que o país precisava mesmo com eventuais projetos… Mesmo com projetos… Sem ter os projetos executivos prontos. Porque o mais caro pro Brasil é não ter a obra. Esse é o custo Brasil mais alto”, disse a ministra.
http://www.youtube.com/watch?v=APhTd3zlkVs
João Leo
6 de fevereiro de 2014 7:23 pmTerritórios da Cidadania
Creio que cabe nesse rol de experincias o Programa Territórios da Cidadania, liderado pelo Ministério do Desenvolvimeto Agrário
drigoeira
6 de fevereiro de 2014 10:18 pmÉ muita coisa para fazer…
Só que não existem servidores públicos na quantidade para implementar todos os programas.
Servidores municipais? Esquece.
Servidores estaduais estão a mingua, abandonados.
Servidores Federais são minoria.
Pedro Penido dos Anjos
7 de fevereiro de 2014 7:29 amPM vai mapear estações para
PM vai mapear estações para evitar tumulto dentro do metrô
Plano de contingência será elaborado pela Polícia Militar em parceria com a Secretaria de Transportes Metropolitanos
06 de fevereiro de 2014 | 21h 31 Luciano Bottini Filho – O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – O comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Meira, afirmou nesta quinta-feira, 6, que a instituição fará um mapeamento das estações de Metrô para que seu efetivo possa atuar dentro delas com segurança, em caso de tumulto. O plano de contingência para tumultos dentro do Metrô começará a ser elaborado a partir de segunda-feira, 10, com a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado. “Hoje, os nossos policiais não sabem andar com segurança nas linhas. Eles precisam conhecer a estação para proteger.”
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Segundo Meira, o número de PMs será definido de acordo com a quantidade de passageiros e o horário do tumulto. O plano de ação que será colocado em prática deve variar conforme o tipo de ocorrência e poderá contar apenas com a presença de policiais ou com a intervenção do Grupo de Força Tática e até mesmo do Batalhão de Choque.
O comandante-geral disse que será elaborado um plano geral para toda a Polícia Militar, mas que cada batalhão terá um roteiro de ação próprio relativo à sua área de atribuição. “O Metrô sempre conseguiu controlar (as ocorrências) de forma autônoma. Mas agora as pessoas estão mais intranquilas e se manifestam de forma diferente”, afirmou, em referencia à onda de protestos que se acirrou após junho de 2013.