Enviado por Téo Lucas

Do Lance
Juninho Pernambucano do Vasco e do Brasil
por Mauro Beting
Juninho Pernambucano do Sport. Juninho Carioca do Vasco. Juninho francês do Lyon. Juninho catariano do Al-Gharafa. Juninho americano do New York Red Buls. Juninho brasileiro da seleção.
O filho do Antonio Augusto Reis do Recife. Reis de berço e também da arquibancada que o chama de rei. Júnior desde 1975. Senhor armador desde 1993, quando estreou pelo Sport. Quase um vovô quando agora pendura as chuteiras na colina histórica de São Januário. Vasco que viu de Recife e do Sport chegarem ídolos e artilheiros mundiais como Ademir de Menezes e Vavá. Vasco que agora vê despedir outro craque que botou tantas faixas pelo peito heptacampeão francês pelo Lyon. Vencedor por todos os clubes onde organizou o jogo, ajudou a defesa, e armou o ataque.
Mas nenhuma faixa no peito vencedor ficou tão impregnada na alma quanto a do Vasco.
Clube onde foi campeão do Rio, do Rio-São Paulo, do Brasil, da Mercosul, da Libertadores. Foi vice mundial pelo Vasco. Naquele jogo em que ele poderia ter chutado contra o corintiano Dida em vez de ter passado a bola para um companheiro. Mas assim é Juninho. Homem de passe. De servir. Garçon. Maitre. Mestre na bola parada.
Ele poderia não ter feito gestos provocadores contra a torcida do Sport jogando pelo Vasco, em fim de carreira. Mas ele também é coração que se perde. Ou que chora, como no hino brasileiro em Frankfurt, na Copa de 2006. Antes de Zidane nos zidanar de novo, Juninho chorou na última partida do Brasil no Mundial da Alemanha. No último jogo dele pela Seleção.
Juninho chorou por ser grande. Por amar o que faz. E por quem fez. O que não tem preço. Ou teve apenas um salário mínimo para pagá-lo quando voltou ao Vasco, em 2011. Quando reestreou já fazendo gol de falta. Aquela corrida reta para a bola. Aquela bola de direita que subia e caía fácil na rede. Muitos batedores de falta fizeram história pelas curvas que faziam na bola. Juninho era uma reta só. Subia, descia, gol. Você sabia onde a bola iria. O goleiro também sabia. Mas aquela folha seca moderna não era falha de goleiro. Era gol de Juninho. A mesma batida. A mesma falta. O mesmo gol.
O mesmo Juninho desde 1993. O pequeno grande armador que deixa São Januário ainda mais órfão nesses dias. Ele não conseguiu salvar o Vasco do rebaixamento em 2013. Mas esse é um que não se rebaixa. Esse é um que vira um placar como a final da Mercosul de 2000, contra o Palmeiras. Esse é um que vira a história de um clube como o Lyon. Esse é um que agora é uma belíssima página de história para virar no livro dos grandes. Lembranças e títulos para contar aos filhos e netos. Os novos juniores.
Que sejam tão bons quanto o Juninho. Pernambucano desde a chegada ao Vasco. Vascaíno para sempre.
Guilherme Nobre
4 de fevereiro de 2014 11:22 amNão precisou se vender para
Não precisou se vender para ir para aquele timeco chamado seleção brasileira. Isso, na minha avaliação, já o fez grande. Fora o futebol, claro!, ele é um craque.
Paulo Figueira
4 de fevereiro de 2014 11:58 amHerói do título da
Herói do título da Libertadores em 98, duas vezes campeão brasileiro pelo Vasco.
Na Europa transformou o Lyon um time médio francês em multicampeão, nunca teve na seleção as oportunidades que o seu futebol mereceram.
Athos
4 de fevereiro de 2014 12:02 pmEu gosto do Juninho apesar da
Eu gosto do Juninho apesar da grande deformação moral do seu caráter.
O Flamengo foi o time escolhido por Deus para ser o mais popular em seu Universo. Portanto o Flamengo é o time de Deus.
Quem não é Flamengo é contra Jesus, contra a família brasileira e contra Deus em sí.
Resumidamente, é um argentino travestido de brasileiro.
Juninho, foi um grande jogador e o mais importante, é inteligente.
Mas da pra ver pela cara dele que é adorador do diabo.
Atila
4 de fevereiro de 2014 4:23 pmAthos (Dos apóstolos?)
É, né ? Então tá…
Athos
4 de fevereiro de 2014 5:20 pmO próprio!
O próprio!
DeBarros
4 de fevereiro de 2014 6:21 pmEngracado! Como eh a vida
Engracado! Como eh a vida ne?
Aqui em casa, o Flamengo eh conhecido como FlaPito. O time mais querido dos arbitros de futebol.
Esse time teve grandes jogadores como Zico, Adilio, Lico, etc……mas nenhum se comparou a sua estrela maior que foi Jose Roberto Wright. Esse sim um grande gerador de titulos para a “nacao rubronegra”. Deveriam fazer uma estadua em homenagem a ele e colocar na entrada da Gavea.
Abracos Cruzmaltinos !
robson_lopes
4 de fevereiro de 2014 12:48 pmFoi muito injustiçado na
Foi muito injustiçado na seleção e nas não convocações. Um grande jogador!
Paulo Spannenberg
4 de fevereiro de 2014 1:00 pmMais um dos grandes jogadores
Mais um dos grandes jogadores que não forma bem aproveitados na seleção.
Nem vou citar porque a lista é grande. Mas quero cometar sobre outro detalhe. O tal de Bray deveria ter visto outros cobradores de falta. Pra ficar só nos brasileiros:
Dicá
Aliton Lira
Roberto Dinamite
Zico
Valdomiro
Rivelino
Éder
e na minha opinião o mais assombroso de todos:
NELINHO!
os efeitos que dava na bola eram impressionantes!
Athos
4 de fevereiro de 2014 5:19 pmSua lista é muito boa.
Mas
Sua lista é muito boa.
Mas mesmo sem jogar, Reinaldo deve constar de qualquer lista.
Único com bola sufuciente para ser melhor que Zico e Garrincha.
O problema foi que após a copa de 94, criou-se a mística no Brasil que time, para ser competitivo, precisa de 2 brucutus.
Onde apenas um dos 2 precisa saber jogar.
A concorrência era grande tb. MAs, ele… assim como o Alex, que não está na sua lista, mereciam uma passagem melhor na seleção. O Alex nem pra Copa foi.
Hoje mudou. a boa é colocar um cara como o Juninho para fazer estas funções. Olhando o time do Barcelona deu para perceber que é apenas uma questão de treino e aplicação, coisas que sobravam ao Juninho.
Luiz Fernando de Souza
5 de fevereiro de 2014 11:43 amRealmente o Juninho foi um
Realmente o Juninho foi um grande jogador nos clubes em que jogou, mas teve sim oportunidade na seleção, só que não correspondeu.
aldoH
4 de fevereiro de 2014 2:40 pmJuninho
Eu morava na França na época em que o Juninho fez do Olympique de Lyon, que era então um time médio, o campeão da Liga 1 de 2001 a 2008, consecutivamente. Infelizmente, nesses anos todos o time não montou estrutura para disputar com chance de vitória a Liga dos Campeões. Mas nessa época infernal do Olympique de Lyon, Juninho sempre se comportou como se estivesse ainda em São Januário, atendendo aos fãs com uma paciência e uma humildade que até hoje é muito rara na França.
Na Copa de 2006 ele foi convocado. Quem acompanhava os treinos sabe que ele literalmente comia a bola, mas o Parreira tinha UM time na cabeça, não ia mudar (é sempre assim, durante a Copa os reservas comem a bola para ter uma chance no time titular, os titulares vão a 50% do motor nos treinos pra não sofrer uma lesão e ficar de fora). Parreira finalmente decidiu mudar o time (adiantar Ronaldinho Gaúcho e lançar Juninho no meio) para o jogo contra a França. Deu no que deu. Após a entrevista coletiva daquele jogo, procurei o Juninho na saída do estádio, na chamada zona mixta, e dei para ele de presente o catálogo que havia sido distribuido à imprensa. Na apresentação de cada jogador, lá estava: “Juninho, o melhor jugador do mundo entre aqueles que não são titulares na seleção do seu país”.
Mas no ano 2000 eu lembro de um jogo do Vasco contra Necaxa, do México, no Maracaná pelo Mundial de Clubes (o Vasco ganhou 2-1 com gols do Odvan e Romário). Na coletiva, o treinador do Necaxa falou: “olha, perder sempre é muito ruim, mas ver jogar um sujeito como esse número 8, isso é um privilégio ¿Como é o nome dele?”.
ricardo gonçalves
4 de fevereiro de 2014 6:48 pmÓtima história esta do
Ótima história esta do técnico do Necaxa!!!!
Juninho Eterno!!!!
wesley
5 de fevereiro de 2014 10:52 amso sobrou o messi
o ultimo dos moicanos agora é o messi que so pensa em futebol(eram 3. messi,zidane,juninho )
L. André
5 de fevereiro de 2014 4:35 pmDe “segunda”
Juninho se aposentou numa “SEGUNDA”-feira…;
Quando o vasco esta em “SEGUNDO” lugar no campeonato estadual…;
E na “SEGUNDA” divisão…
E HONROU A TRADIÇÃO DO VASCO DA GAMA DE SER UM TIME DE “SEGUNDA” MESMO…