4 de junho de 2026

O casal de lésbicas na nova novela da Globo

Sugerido por Gunter Zibell – SP

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Notícias da TV

 
por DANIEL CASTRO
 
Aos 80 anos, Manoel Carlos estreia amanhã aquela que deverá ser sua última novela: Em Família. Fiel ao estilo que o consagrou, volta com uma Helena como protagonista, desta vez interpretada por Julia Lemmertz, e com com histórias que retratam o cotidiano de famílias e pessoas que amam e odeiam, ambientadas no Leblon (Rio de Janeiro), com sol e bossa nova.
 
Vai dar certo, depois que o público experimentou a narrativa de seriado de Avenida Brasil (2012)? O próprio autor tem suas dúvidas, mas prefere arriscar. “Tenho que ser fiel a essa marca, seguindo o meu caminho, sem procurar macaquear ninguém. Se todas as pessoas que sempre gostaram do que eu faço, mudaram de opinião, estou ferrado”, diz.
 
O autor, no entanto, se cercou de uma história que promete dar o que falar, mais do que a dos protagonistas. Irá retratar, como nunca antes na TV brasileira, um casal de mulheres, formado por Giovanna Antonelli e Tainá Müller. Promete dar à dupla o tratamento de um casal comum.

 
Manoel Carlos é um dos nomes mais importantes da história da televisão brasileira: antes de escrever novelas, fez parte da lendária Equipe A, que levou a Record a ser uma Globo paulista nos anos 1960. A seguir, entrevista que ele concedeu ao Notícias da TV.
 
Notícias da TV – O sucesso de Avenida Brasil mostrou que o público mais jovem está pedindo novelas mais ágeis. Em Família, salvo engano, será uma novela tradicional, com uma narrativa mais lenta. O senhor não teme problemas com parte do público, com esse telespectador que se acostumou a ver séries americanas com o avanço da TV paga e da internet?
 
Manoel Carlos – Como todos os meus companheiros, eu tenho uma marca que imprimo em todos os meus trabalhos e que pode ser chamada de estilo. Isso significa que o público, de um modo geral, sabe o que vai ver e ouvir quando se anuncia uma nova novela de cada um de nós. Tenho que ser fiel a essa marca, seguindo o meu caminho, sem procurar macaquear ninguém. Se todas as pessoas que sempre gostaram do que eu faço, mudaram de opinião, estou ferrado. Mas acredito que hão de sobrar algumas para mim. Não estou estagnado, inerte, mas apenas sendo leal comigo mesmo. Faço o que sei fazer, sem cair na tentação fácil de produzir uma imitação que soaria falsa, além de não garantir a audiência. Prefiro cair de pé, caso minha novela não emplaque.
 
Notícias da TV – No texto de apresentação de Em Família pela Globo, Helena é descrita como uma mulher que “ama, odeia, erra, mente, engana”. E que  “perdoa e se vinga” . Sua última Helena será mais humana e contemporânea? O que mudou na Helena?
 
Manoel Carlos – Tenho certeza que essas características são totalmente humanas e contemporâneas. Na minha opinião, não há o que mudar na Helena. O que muda é a sua maneira de externar essas características, uma vez que o personagem está diante de uma nova história. Uma história que não se assemelha às anteriores. 
 
Notícias da TV – Qual será a abordagem do relacionamento entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller)? Será como visto em “Mulheres Apaixonadas”, em que as personagens sofriam preconceito, ou será algo mais explícito, em que elas trocam carinhos em público e são aceitas?
 
Manoel Carlos – Com Clara e Marina estou contando uma história de amor igualzinho contaria se fosse um casal composto por um homem e uma mulher. Isso é fundamental que seja entendido. Quanto a dar demonstrações públicas de afeto, os personagens passam longe da exibição gratuita. Amam-se e não precisam se exibir e nem esperar aceitação ampla e irrestrita. Sempre existirá quem tente reprimir e discriminar. Até hoje grande parte do público olha atravessado quando vê uma branca de mão dada com um negro. Vejo isso claramente em todo o Brasil, mesmo nos grandes centros, como em SP e Rio.
 
Notícias da TV – O senhor manterá a abordagem de assuntos do noticiário em Em Família, como fez em Mulheres Apaixonadas, por exemplo?
 
Manoel Carlos – De maneira geral, como em outras novelas, não. É o ano da Copa do Mundo e de eleições gerais. Esses serão os assuntos dominantes durante todo o tempo em que a minha novela estiver no ar. Se eu for acompanhar o noticiário só falarei de futebol e de política. Estou fora. Sendo que em política, com sérias restrições, já que existe uma lei eleitoral que entrará em vigor bem antes das eleições. Nisso Em Família não será igual às novelas anteriores.
 
Notícias da TV – Em Família será mesmo sua última novela? O que pretende escrever depois?
 
Manoel Carlos –  Pretendo que seja. Quero me reservar, enquanto estiver escrevendo para a televisão, para obras mais curtas, como minisséries e seriados. Tenho algumas ideias sobre esses possíveis trabalhos, alguns já externados à TV Globo.
 

FOTO JOÃO COTTA/TV GLOBO

Giovanna Antonelli e Tainá Müller posam para foto; elas interpretarão um casal de lésbicas em Em Família

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

40 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Gilberto .

    3 de fevereiro de 2014 11:57 am

    De novo o tédio

    Mais uma Helena do Leblon.

    Tá meio F5 esta discussão de novelas. Tem mais coisas acontecendo nas ruas. Tem gente mais interessante que Manoel Carlos para ouvirmos.

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 5:58 pm

      Deve ter mesmo…

      Mas discussões sobre LGBTs são muito invisibilizadas ainda. O que eu encontro, que é pouco, aparece no F5 (como a crítica ao artigo de Rodrigo Constantino) ou na programação da Globo. Temos que nos virar com o que aparece, né?

      Infelizmente a blogosfera receia muito falar sobre LGBTs, homofobia, secularismo, etc. Deixa de exercer seu papel indutor de avanço civilizatório.

      Por que praticamente ninguém da ‘blogosfera’ criticou o artigo do J R Guzzo, na Veja, no final de 2012? Por que não há artigos na ‘blogosfera’ pedindo a criminalização da homofobia? Por que não há eleogios ao CNJ e sua decisão de normatizar o Casamento Igualitário? Por que não há críticas ao governo ter barrado em relatoria a revisão do Cpódigo Penal, antes de que pudesse ser votado?

      É um tanto graças à (oposição super light da) Globo falar de algumas coisas que a blogosfera reage e começa a soltar artigos assim:

      http://revistaforum.com.br/blog/2014/01/o-governo-dilma-rifou-as-questoes-lgbt/

      http://www.viomundo.com.br/denuncias/lindberg-farias-ajuda-a-enterrar-projeto-que-criminalizava-homofobia.html

      É mais visível em questões LGBT, mas também é mais fácil achar programas pedindo a descriminalização da maconha ou do aborto na programação da Globo que na blogosfera.

      Enfim, coisas que aconteciam nas ruas mas eram omitidas, aos poucos estão sendo reconhecidas pelo governismo antes muito acrítico e de indignação muito politicamente seletiva.

      Dias melhores virão!!!

      1. Gilberto .

        3 de fevereiro de 2014 8:46 pm

        Apenas provocação!!!

        Gunter,

        Podemos viabiliza-la com discussões mais interessantes. A produção acadêmica (que não é necessariamente uma produção chata) na área é muito grande. A FEUSP, que acompanho mais de perto, já possui muito material sobre o assunto. Vários são estudos de caso, de leitura fácil e com dados mais interessantes par a discussão. Veja um exemplo.

        Há também um bom número de coletivos ou grupos de pesquisa autonomos com bom nível de produção sobre o tema.  

        Podemos também discutir os clássicos sobre o assunto, que deveriam ser permanentemente revisitados. Ciladas da Diferença, de Antônio Flávio Pierucci, é um exemplo que já citei aqui (não canso de reler). Ou, não é necessário que sejam teses, podem ser artigos. Centenas, em uma simples consulta ao Google.

        Enfim, quis dizer que não é só discutindo beijos ou não beijos nas novelas que avançaremos. Fica parecendo papo de comadre ou de compadre (sem ofensa), um pouco piorado. Nestes papos, ao menos, até surgem assuntos reais. 

        A questão crítica precisa ser analisada. Ela está aí, a disposição, já faz um bom tempo (o texto de Pierucci é de 1990) . Não se fará esta análise APENAS com palavras de ordem ou manifestações de simpatia. É necessário avançar nesta discussão, chegar às reais motivações dos fatos. A Globo, no meu entender, não faz isto.

        Foi este o sentido da provocação.

         

         

         

        1. Gunter Zibell - SP

          3 de fevereiro de 2014 10:26 pm

          Eu sei que foi rsrs

          Eu gostei muito de “Ciladas da Diferença”. Mostra bem como é o processo que leva a classe C a ser conservadora em economia (não em valores.)

          Mas então, o que eu quis dizer é o complemento: não é fugindo de discutir LGBTs que avançaremos.

          Olha aonde chegamos: como o ‘assunto real da quase oficialização da homofobia pelo Estado’ não é abordado (*), ficamos com o beijo gay da Globo como a ponta do iceberg a ser discutida.

          Mesmo esse pouco é rechaçado imediatamente pelo líder do PMDB na Câmara… Qual o sinal que se passou? 3 das 4 únicas pessoas que se manifestaram contra o beijo gay são deputados da base do governo. E nenhum deputado do PT falou o contrário.

          Comunicação é isso. 

          E não é papo de comadre quando o maior veículo de mídia e todos os LGBTs estão de um lado e o governo está de outro (ou finge estar.) Principalmente faltando 8 meses pras eleições.

          E, Gilberto, assuntos reais são aqueles que preocupam as pessoas ou são discutidos pelas pessoas. Não são, necessariamente, aqueles assuntos que nós gostariamos que fossem discutidos.

          (*) lembra do post ‘Acorda, Alice’? Pois então, esse assunto, que é uma ‘real motivação de fato’, é totalmente escamoteado.

          1. Gilberto .

            3 de fevereiro de 2014 11:11 pm

            Assuntos reais

            Longe de mim querer interditar discussões. Meu único desejo, é que os assuntos reais avancem…

            Para avançar, não vejo razão para não enriquecer o assunto, trazendo novas colocações e enriquecendo abordagens estritas (beijo ou não beijo). Ou o pensamento, que muitos condenam por não sair do gueto, permanecerá no limbo da academia.

            Você chegou a dar uma olhada na tese Sociabilidades de jovens homossexuais nas ruas de São Paulo que citei como exemplo? Acho impossível que este estudo interesse apenas a academia. Ele fala de um mundo extremamente próximo a todos nós. 

             

          2. Gunter Zibell - SP

            3 de fevereiro de 2014 11:49 pm

            Não lembro dessa referência

            quando você citou?

            Mas então. Temos um assunto real, acho.

            levando em conta que a discussão já saiu do gueto. gueto é onde LGBTs não querem estar.

            A academia, parte da mídia e entre 60 e 70% da população apoia uma maior proatividade no combate à homofobia.

            O governo não.

            Como avançar nisso? Apoiando a oposição que se dispuser a ser proativa?

             

          3. Gilberto .

            4 de fevereiro de 2014 12:13 am

            Respeito seu ponto de vista

            Apoiar a oposição que se dispuser a ser proativa é uma hipótese válida.

            Continuará, ainda assim, sendo uma aposta e não uma garantia. O PT, que hoje ocupa o executivo, mudou a posição quando assumiu, para compor a maioria. Poderia ter conseguido a maioria sem transigir? Acredito que sim, não sei dizer o números exato de deputados e senadores que perderia.

            Já fiz algumas contas para ver quais as possibilidades de formação de maioria nas duas casas. Penso que parte da bancada evangélica estará nesta composição. Então, é pagar para ver: Existe parte dela que se manteria no bloco e apoiaria pautas contra a homofobia?

            Não acredito que isto se resolva na eleição. é uma luta de longo prazo, como foi a do desquite e depois a do divórcio. Não penso, apesar disto, que esteja tão distante a solução. Só insisto que não está na questão da posição dos maiores partidos e sim no acerto na composição da maioria.

             

  2. Dulce (Madame X)

    3 de fevereiro de 2014 12:01 pm

    Oi Gunter,
    Giovanna e

    Oi Gunter,

    Giovanna e Tainá… duas mulheres lindíssimas.

    Casal comum? Sim…ambientado no Leblon (região de abastados, e “esclarecidos”, presumivelmente)

    Porque não ambientá-las onde realmente rola o preconceito, e aí sim discutí-lo…debatê-lo, expô-lo?? Porque não colocá-las onde o simples fato de SEREM MULHERES…já é uma barra? Na luta diária e cercada de “eXXXXclarecidos”???? Afinal…”ninguém é, vive em, uma ilha”

    Duas mulheres lindas…fantasia “conhecida” de quase todos os “machos” sobre a terra…e como serão “tolerantes” …;)

    Porque será que estou sentindo um forte cheiro de HIPOCRISIA INSTITUCIONAL (plimplim)…NO AR?? Porque será que estou achando que ESTÃO DE OLHO NA GRANA DOS CONSUMIDORES GLS????

    P.S. só assistí a novela do meio para o fim… e adorei o casal protagonista (Félix e Carneirinho), e o conflito Félix X pai. Lindos finais. 

    O resto, foi um encher linguiça só.

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 5:32 pm

      Oi Dulce!

      Mas isso do Leblon é ‘estilo Manoel Carlos’, não?

      Paradoxalmente, um daqueles redutos de Bossa Nova e Jazz que tanto agradam aos comentaristas progressistas que fazem a ‘Cultura Ostentação’ e ficam criticando sertanejo universitário, funk, etc… rsrsrs

      Outros autores ou mesmo outros canais podem produzir outros contextos. Isso é aberto a todos.

      Isso de grana de consumidores LGBT, o falado ‘pink money’ é mito, que foi disseminado até por alguns  LGBT num momento em que valia a pena: fazer anunciantes apostarem em revistas LGBT e proprietários de hotéis e restaurantes a tratarem melhor o público.

      Mas, na real, e de acordo com várias pesquisas dos EUA, Canadá e Reino Unido, LGBTs sempre ganham, na média, menos que héteros. De 10 a 20% de acordo com a pesquisa.

      E as questões de valores não são abordadas na mídia apenas para agradar minorias, mas, na verdade, para agradar todos aqueles que acreditarem em uma causa.

      A Globo não está buscando agradar LGBTs. Está buscando agradar as pessoas que acham que a homofobia pode e deve ser combatida, que é um percentual muito maior de pessoas (em pesquisa Ibope de janeiro/2014, 60% das pessoas foram favoráveis ao PLC 122 e à criminalização de discurso homofóbico mesmo que em ambiente religioso.)

      Só pra finalizar, é o mesmo com a Ecologia. Árvores não consomem, nem se elegem. Mas, se a classe média urbana (que em SP e RJ capitais elege a quase totalidade dos representantes do PV) comprar o discurso do ambientalismo, a Globo (e outras mídias) também irão fazê-lo.

      De fato, o último mês da novela foi melhor que o resto, e o público percebe, tanto que a audiência melhorou consistentemente nessa fase. Quem decide é o público, não os partidos ou a mídia, ainda que estes tentem influenciar.

      A vida é mais simples do que as vezes achamos, né?

      Bjs.

      1. Dulce (Madame X)

        4 de fevereiro de 2014 1:38 pm

        Oi Gunter, não sabia que o

        Oi Gunter, não sabia que o pink money era uma farsa…

        Sou favorável ao PLC 122, mas sou DESfavorável às jogadas de mercado ( de qualquer tipo) da Globo (inclusive a inserção de propagandas, quebrando o ritmo da teledramaturgia…deixei de assistir a muito tempo, quando UM SABÃO EM PÓ ENTROU EM UMA CENA…E DESVIOU-A POR HUM MINUTO. Isso é sujeira. 😉

        Você está certo: “a vida é mais simples do que parece” :))

        Bjs.

      2. Washington-rj

        27 de fevereiro de 2014 1:21 am

        Esse não é o Leblon real,

          O   Leblon hoje em dia é reduto de filhinhos de papai adeptos a todo tipo de comportamento deletério.Progressismo?Aqui, no Rio de Janeiro,muitos que se metem a intelectual e gente bem nascida são os mesmos que cantam e dançam os últimos sucessos da música popular nas baladinhas.São praticantes, às vezes até sem o saberem, de um movimento das elites que se apropriam das “artes”,  manifestações e estéticas populares,ou seja,gostam de se fingir de voz amiga dos pobres….O número de pseudoesquerdistas é enorme…Semelhança enorme há com os globais que vão ao Maracanã encenando serem torcedores de times populares.É a mesma receita que a mídia, instrumento das elites,usa pra impor suas diretrizes ao povo.Fingindo aceitá-lo,só porque o acolhe em em suas manifestações grotescas.Ser medíocre,seja aqui na Zona Sul,na Zona Norte ou na Baixada Fluminense é um padrão e um fator de integração social.

  3. Miguel A. E. Corgosinho

    3 de fevereiro de 2014 12:05 pm

    O demônio também tem seus discípulos

    Cada um prega para quem quer arrebanhar.

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 5:59 pm

      Quem é o…

      …demônio nessa estória?

    2. lenita

      3 de fevereiro de 2014 6:20 pm

      A Globo é tão “antenada” em

      A Globo é tão “antenada” em grupos/assuntos que lhes poderão render audiência, que soube estarem se preparando p/ começar a mostrar mais os evangélicos. Porém acredito que todas emissoras fazem o mesmo, afinal elas vivem disso, né? Não assisto novelas, pois enjoei. A última que vi foi uma do SBT na época do Golpe de 1964, que começou bem e acabou uma porcaria. As da Globo considero pasteurizadas e repetitivas, como o cinema americano – época dos Cowboys – época dos musicais –  espionagens , filmes de guerra, etc. que levam à exaustão

  4. Marco Santo

    3 de fevereiro de 2014 12:46 pm

    Resolveram o problema do

    Resolveram o problema do IBOPE deles……….tem gente que acredita nessa vanguarda…..

  5. Orlando

    3 de fevereiro de 2014 1:19 pm

    Essa campanha institucional,

    Essa campanha institucional, da Globo, em favor da causa LGBTs tem um motivo: aumentar o público para seus produtos. É notório que o pessoal LGBTs é consumidor contumaz e, sobretudo, tem bom poder aquisitivo. Não, a Globo não tem industrias, no entanto, o marketing inserido em seus progarams é forte e, não raro, faz até parte da trama. Por outro lado, o tiro pode sair pela culatra, passado a novidade de casais gays e beijos afins, pode haver um cansaço do público hetero com essa enfaze na performatividade sexual. 

    O subtexto da novela “Amor à vida” foi bastante enfatico em apresentar os personagens gays da novela como éticos, morais e proativos. O Félix não conta ele virou santo… Por outro lado, as mulheres eram as vilãs e cinco delas morreram de forma violenta: suicídio, queimada viva, eletrocutada, atropelada e apunhalada. Ademais, a grande vilã no final ficou sendo outra mulher, a PIlar. E o macho da novela pagou todos os pecados por encarnar o arquétipo do homem dominador e autoritário, contudo, o Cesar estava longe de ser mau carater – era apenas o “comedor” das mulheres que cruzavam seu caminho. Talvez o autor seja misógino e não goste de pessoas que gostem tanto assim de mulheres…

    Enquanto, os pessoal LGBTS tomava de assalto a novela “Amor à vida”, os movimentos negros do Brasil tiveram de fazer protesto para ter uma personagem negra/o: ganharam dois serviçais negros do hospital e uma personagem negra de médica que apareceu no máximo dez capitulos. Negros, no Brasil, não são grandes consumidores…

     

    1. Dulcinéa_sc

      3 de fevereiro de 2014 9:52 pm

      Cansaço com os gays

       Uai, mas eu nunca ouvi falar de cansaço com os casais héteros!  Porque diabos haveria cansaço com os casais gays?!

      Olha um preconceitozinho se mostrando, sorrateiro.

  6. lenita

    3 de fevereiro de 2014 1:31 pm

    Sei não !

    Desculpe-me Gunter, mas acho que o assunto anda  um tanto saturado. Pelo que ouço não há nenhuma novela, atualmente, em que não rola um casal Gay. Parece que até nos BBBs da vida. Será que esse excesso não pode provocar revoltas, como já anda acontecendo na Europa ? Não seria melhor a “poeira” baixar um pouco após a última novela. Ou vão permitir que a Globo esprema todo o “suco” p/ depois jogar fora o que sobrar? Esta é a minha percepção, o que não impede que esteja errada.

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 5:19 pm

      Não tem mesmo novela,

      série ou programa de auditório da Globo que não aborde questões LGBT. Aliás, isso já ocorre com algumas novelas e programas da Record.

      De 2012 para cá é mais fácil lembrar quais não apresentaram personagens LGBT: ‘Lado a Lado’, ‘Guerra dos Sexos’, ‘Flor do Caribe’ & ‘Amor Eterno Amor’.

      É bom que provoque revolta entre homofóbicos assim eles são criticados e questionados antes. Foi o mesmo com o fim do apartheid nos EUA, é o que vemos com shoppings reprimindo rolezinhos, não?

      Faz parte.

      Deixar baixar poeira seria ceder e dar razão a preconceituosos.

      A Globo pode ser criticada por outras coisas, mas não pela abordagem que dá a LGBTs. Ela só está acompanhando a sociedade nisso, como os “Democratas” nos EUA, etc.

      Se houve reações ao casamento LGBT na França, quem perdeu politicamente foi quem apoiou essas manifestações. No Reino Unido, por exemplo, foi o contrário, não houve nenhum protesto expressivo e Cameron saiu-se bem (alguém me contou mas não consegui checar que os Conservadores têm mais deputados LGBT que Trabalhistas e Liberais juntos.)

      É bom que critiquemos a blogosfera por se omitir em relação a Putin e até mesmo LGBTs no Brasil. Isso a forçará a voltar a ser racional.

      LGBTs, portanto, não têm receio nenhum de serem mostrados positivamente pela mídia, ao contrário.

      Quem anda marcando passo no Brasil é quem não apoia politicamente esse movimento pela inclusão.

      Eu tenho recebido posts, no facebook, tentando diminuir o valor do empenho da Globo em tratar de questões LGBT. Aparecem com elaborados discursos sobre conscientização, sobre desideologização e outros blablás de ‘esquerda’.

      Apesar da roupagem dissimulada desses posts ficou-me claro que, por trás disso, há apenas um receio: o de que a popularidade da Globo aumente e que, com isso, termine por transferir credibilidade aos candidatos de oposição que ela vier a apoiar. Os quais já fazem mais falas inclusivas, ainda que muito tímidas, que Dilma (famosa por ‘não fazer propaganda de opção sexual’ (sic) e mandar cancelar programas antihomofobia já pagos e elogiados por entidades LGBT.)

      A Nova Oposição ainda não explorou o assunto politicamente. Mas poderá fazê-lo e ser apoiada pela mídia nisso (aliás, a Globo ter posto duas falas pró-descriminalização do aborto em novelas, e feito Globo Repórter e Profissão Repórter sobre maconha, tudo isso ano passado, não é algo que políticos devessem ignorar.)

       

       

       

       

      1. Orlando

        3 de fevereiro de 2014 6:02 pm

        Gunter
        Apatheid foi na África

        Gunter

        Apatheid foi na África do Sul. E quanto ao racismo, nos EUa, está longe de acabar. Não se acaba com algo por decreto. Hoje, nos EUa, os negros são mais aceitos mas isso está longe do fim do racismo.

  7. Juliano Santos

    3 de fevereiro de 2014 1:56 pm

    Esse casal agradará a gregos

    Esse casal agradará a gregos e troianos, ou sej, a LGBTs e homofóbicos. Esses últimos não falarão bem, nem mal, devem se omitir. Vão deixar as carolas reclamando sozinhas.

    Pelo que sei terão cenas tórridas, o que colocará os machões grudados na tela. Não verei a novela, mas devo “conferir” as cenas no Youtube.

    Elas são muito sexys! A carne é fraca, Gunter, desculpa o fetichismo machista

     

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 4:57 pm

      Jajajaja

      Acho super normal.

      Eu curto bastante, por exemplo, as novelas de ‘descamisados’, como as de Carlos Lombardi.

  8. alexis

    3 de fevereiro de 2014 1:56 pm

    Nada demais

    Duas moças bonitas como aquelas podem fazer o papel que quiserem, com roupas de mergulho ou jogando futebol. Não acho que o papel de lésbica levante tanta comoção e, muito menos, que esse fato seja o mais importante dentro daquela novela. Ou seja, nada parecido com a importância do beijo Gay da novela que acabamos de assistir. Não lembro bem, mas acho que a novela Torre de Babel, de muitos anos atrás, já trazia algo deste tipo.

    1. J Fernando

      3 de fevereiro de 2014 8:08 pm

      Não tenho certeza

      Não tenho certeza, mas acho que na novela Torre de Babel as protagonistas lésbicas foram mortas com poucos capítulos. O pessoal do contra era mais influente naquela época. rsrs

  9. Gilson AS

    3 de fevereiro de 2014 2:39 pm

    E daí, muda o que na

    E daí, muda o que na sociedade ?

    Nada.

    Quem é contra continuará sendo contra, quem é à favor da mesma forma.

    Se a Globo pensa que vai ganhar mais simpatia de quem é do contra, engana-se.

    Esse tipo de atitude só potencializa  quem é do contra. A revolta aumenta, e a audiência tende a cair.

    Tiro de metralhadora no pé.

  10. morallis

    3 de fevereiro de 2014 3:36 pm

    Poderia ser um casal gay,

    Poderia ser um casal gay, sendo um negro e um branco,

    retratando o dia a dia deles como moradores da periferia,

    indo a feira ao mercado, ao churrascão de domingo com

    pagode e “funk”.Não sei se novelas desmistificam ou

    combatem preconceitos efetivamente mas como a maioria

    ( população e guetos)  atualmente é de bons consumidores

    fica tudo um tanto hipócrita tudo um pouco justo,à conferir.

     

     

    Obs. Ocasal por mim imaginado é formado por  filhos de imigrantes nordestinos.

     

    1. Gunter Zibell - SP

      3 de fevereiro de 2014 4:51 pm

      Poderia.

      Mas em todas as emissoras, certo?

      A Record, a Band e o SBT também produzem novelas e poderiam fazer algo parecido com ‘Lado a Lado’, ‘Salve Jorge” ou ‘Avenida Brasil’, todas com núcleos de morro ou periferia.

      1. morallis

        3 de fevereiro de 2014 5:21 pm

        Poderiam fazer algo melhor ,

        Poderiam fazer algo melhor , jamais parecido, fugir de jargões forjados que

        nada tem a ver com a realidade.Gay padrão globo,negro padrão globo,pobre 

        padrão globo só traz identificaçaõ para incautos, a realidade é dura e crua ,

        mas é infinitamente melhor .Sem apologías ou máscaras ao sofrer ou a intolerância,

        há alegria nas pessoas ,no adverso e isso nenhuma novela tem sido  capaz de 

         reproduzir de forma convincente .

         

    2. Paty

      16 de fevereiro de 2014 7:40 pm

      REBAIXAMENTO CULTURAL TEM NOME: NOVELAS DA GLOBO

      GRAÇAS A DEUS EU POSSO GOSTAR OU NÃO GOSTAR, A CONSTITUIÇAO ME PERMITE. POSSO ESCOLHER TUDO PRINCIPALMENTE ME MANIFESTAR. EU REPUDIO A CONDULTA DA REDE GLOBO TRAZENDO O HOMOSSEXUALISMO DA MANEIRA COMO FAZEM. OS IGNORANTES ARGUMENTAM (MUDE DE CANAL) COMO SE ISSO FOSSE A SOLUÇAO…ESQUECEM DE NOSSAS CRIANÇAS.POR ESSE LIXO DE CULTURA NOVELEIRA GLOBAL  QUE ” NOSSAS CRIANÇAS SÃO VIOLENTADAS TODOS OS DIAS”.

  11. Athos

    3 de fevereiro de 2014 5:20 pm

    Ainda bem que podemos contar

    Ainda bem que podemos contar com empresas sérias que trazem assuntos relevantes para serem debatidos pela sociedade.

     

    hehehe

  12. tiao

    3 de fevereiro de 2014 7:07 pm

    A unica novela que assisti e

    A unica novela que assisti e não perdi um capítulo foi Roque Santeiro,escrita pelo grande Dias Gomes.Assistir  novelas de hoje é uma grande perda de tempo.Pois elas só servem pra propagandear roupas,bijouterias e quetais.

  13. Maria Regina

    3 de fevereiro de 2014 9:46 pm

    Esses nomes que vocês têm já

    Esses nomes que vocês têm já mostra o quanto são diferentes. Tenho certeza que já já teremos alguém defendendo pedofilia, zoofilia e por aí vai, pois segundo os defensores do homossexualismo toda forma de amor é lindoooooooooooo. Os passos estão sendo dado em direção ao abismo moral. É ladeira abaixo.

    1. morallis

      4 de fevereiro de 2014 7:20 pm

      Quanto irracionalsimo  .

      Quanto irracionalsimo  .

    2. ana dracco

      5 de fevereiro de 2014 12:49 am

      resposta ao homofóbico/a:

      Você nem sabe do que está falando,toda forma de amor é bonita mas ,é toda forma possível e sem prejudicar ninguém,zoofilia ou pedofilia é prejudicial,e outra,aprenda a escrever antes de comentar,demorei pra entender seus erros de português,e quem se incomoda tanto com a sexualidade alheia é porque a própria não está tão segura assim.

      1. Janaína Souza

        12 de abril de 2014 6:27 pm

        Repudio qualquer tipo de preconceito, seja ele qual for.

        Faço minhas suas palavras amiga, esse moço que acaba de partilhar conosco sua opinião, está mais por fora que bunda de ídio, preconceito pra mim, é opinião sem conhecimento. Gostar ou não da opção que outras pessoas fazem, é um direito seu, desde que mantenha o respeito a estas pessoas, eu posso não gostar de diversas coisas, mas não impedirei que os demais gostem e vice versa, poderíamos a qui falar não só do preconceito contra os gays, mas em ralação aos negros, pobres, mendigos, sobre religiões também, são infinitos os motivos que todo ser ignorante inventa para atacar aquilo que os incomoda. Pois bem, homens odeia ver duas mulheres se relacionando intimamente, porque será? Isto fere sua machesa, seu orgulho de ser homem, o gostosão! Mas vejam que, certos homens sentem raiva sim, porque muitas mulheres estão optando por namorar mulher, o que é inadmissível aos olhos masculino, não vou generalizar, mas a maioria sim, sentem-se diminuidos, envegornhados por perder espaço nesse mundo que muitos imaginam serem os tais, meus amores eu lhes digo que a mulher precisa de mais espaço, mais carinho, mais companheirismo, e muitas não encontram isso em seus companheiros, uma mulher compreende a outra, e vos preciso dizer que não vai parar por aqui, mesmo que esta opressão desordenada continue, o amor é lindo sim, em todas as cores e nunces, tudo bem que muitos vejam como o “pecado da humanidade” mas é preciso manter o respeito ao ser humano, sejam eles o que forem, gostar ou não, vai da ignorancia de cada um, mas eu digo e afirmo que ser gay não é e nunca será uma vergonha, a sociedade condena, mas quem precisa da aprovação desses tolos? Sejam o que quiserem ser, só Deus pode julgar. O resto é especulação de quem não tem coragem para assumir o que é. Esses eu chamo de enrustidos. 

         

        Janaína Souza

        Jornalista e advogada.

         

  14. Priscila Santos

    15 de fevereiro de 2014 8:48 pm

    Ficção x Realidade

    Boa tarde!

    Li alguns comentários e claro, alguns concordei e outros não. Mas agora vou dar a minha opinião:

    Primeiramente, o homossexualismo sempre existiu, bem como a pedofolia, o estupro, etc, mas com a era da tecnologia, em segundos sabemos o que está acontecendo no nosso país e no mundo.

    Hoje, muitos homossexuais estão “saindo do armário”, coisa que não se fazia anos atrás, devido a represálias, mortes, prisões, etc.

    Ninguém é obrigado a gostar e aceitar o homossexiualismo, mas existe uma palavra chamada respeito, que todos nós seres humanos temos que ter e praticar.

    É de fundamental importância ser mostrado nas novelas um casal gay ou de lésbicas para mostrar a sociedade que são pessoas comuns, trabalhadoras, que também acreditam em Deus e que merecem ser amadas e felizes.

    Essa história de que prefiro que meu filho seja um drogado do que gay está ultrapassada e eu até tenho muita pena de uma mãe ou de um pai que pensa assim. Ser drogado é ser doente, é destruir famílias, é matar pessoas inocentes por causa do vício e do tráfego de drogas e suicidar-se aos poucos.

    Que mal tem a pessoa amar a outra só porque é do mesmo sexo? Eu ainda não compreendi porque tanto ódio e desamor com homossexuais. Podem até não gerar filhos entre si, mas fazem uma ação de amor que ainda hoje, poucos fazem: eles adotam crianças carentes, que foram largadas pelos seus pais heteros… Isso mesmo heterossexuais e em que eles são melhores que os homos? Em que? Se podem fazer tanto mal à uma criança a ponto de largá-la na rua.

    Sei que é uma questão delicada, ainda no século XXI, mas está na hora de “abrirmos a nossa mente” e sabermos conviver, tolerar e amar ao próximo.

    Deus, sim Ele nosso Pai celestial é AMOR e também não condena um homossexual e porque condenaria?

    É importante retratar na novela sim, temos que respeitar, respeitar pois são seres humanos como nós. As nossas crianças de hoje não podem e não devem crescer com o preconceito e a intolerância na mente e no coração, não, de forma alguma. Todos nós nascemos puros, inocentes e alguém, ou nossos pais, nossos tios, ou um amigo coloca preconceito em nossa mente e vamos crescendo com um ódio que nem nós, no fundo de nossa alma, não sabemos, mas por influências negativas, vamos alimentando.

    Sou contra a qualquer tipo de preconceito e tivemos um caso mais recente nessa semana com o jogador do cruzeiro, mas no caso dele foi preconceito racial. E como ele deve ter se sentido? Como? Vamos tratar aos outros como queremos ser tratados e é com respeito que chegaremos lá.

    Paz para todos!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  15. Sergio Sival

    9 de março de 2014 6:26 pm

    Cenas nas Novelas % Lésbicas e Gays – Muito Errado !

    Eu não assisto muita novela, mas cada vez mais fico enojado, chateado, aborrecido, angustiado com essas cenas, eu não sei onde a Rede Globo quer chegar, as coisas já passaram do limite, não existe família entre dois Homens ou duas Mulheres, é algo completamente fora do certo, honesto, correto … Tenho uma sugestão, retire do ar (horário de TV nobre) estes programas que não servem para nada e ponham no lugar o Globo Rural, Globo Ciências, Pequenas Empresas e Grandes Negócios … ou seja algo produtivo, o País não vai crescer com cultura inútil (lixo humano), mas sim com conhecimento técnico, novas industrias, desenvolvimento, produção …. tenham vergonha 

    1. Bruno marcel garcia

      12 de maio de 2018 10:15 pm

      Doenca

      acho que quando estamos tão incomados assim precisamos de ajuda, um boa terapia resolve esse seu dilema ma resolvido…

  16. 13 de abril de 2014 6:20 pm

    vida real

    eu acho isso normal pois acontece coisa pior na vida real como em minha familia mesmo, minha mãe se separou do meu pai pra namorar com a mulher da minha tia… olha só meu sofrimento e dos meus irmão q temos q lidar com esse tipo de coisa… abisurdo isso.

     

  17. geraldo polidoro

    14 de abril de 2014 11:21 pm

    novela das 9
    É UM lixo essa novela como posso colocar aminha!
    familia para ver éssa novela .novela ñ!! lixo!!porque
    o autor ñ coloca sò a familia dele ver o lixo!!ñ sabe escrever novelas!

Recomendados para você

Recomendados