O cineasta Eduardo Coutinho, de 81 anos, foi morto neste domingo, em sua casa, no bairro da Lagoa, Zona Sul do Rio. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
O filho, que teria assassinado o pai a facadas, e a mulher de Coutinho estão internados no Hospital Miguel Couto. Mais informações em instantes.
Coutinho era considerado um dos maiores documentaristas do Brasil. Entre seus filmes de maior sucesso estão “Cabra Marcado para Morrer”, “Edifício Master”, “Jogo de Cena” e “Babilônia 2000”. Em 2007, o cineasta foi premiado com o Kikito de Cristal.
Em junho passado, foi convidado, junto com José Padilha, a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação do Oscar.
Gilberto .
2 de fevereiro de 2014 7:06 pmEnorme perda. Grande figura humana!
Do Ig
O cineasta Eduardo Coutinho, 80 anos, foi encontrado morto neste domingo (2) em seu apartamento no bairro da Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro. Ele teria sido morto a facadas, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
O principal suspeito é o filho do cineasta, que é esquizofrênico e também teria tentado esfaquear a mulher de Coutinho e, depois, tentado o suicídio. Ambos estão internados no hospital Miguel Couto. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos dois.
Mais – Eduardo Coutinho: “As pessoas acham que imagem é mercadoria”
Personagens anônimos
Um dos mais importantes cineastas do Brasil, Coutinho era famoso principalmente pelo trabalho como documentarista. É diretor de filmes como “Cabra Marcado Para Morrer”, “Edifício Master”, “Jogo de Cena” e “As Canções”.
Em 2013, quando completou 80 anos, Coutinho foi tema de uma série de homenagens, entre elas uma mesa na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), uma retrospectiva na Mostra de Cinema de São Paulo e o lançamento de um livro, organizado por Milton Ohata, com textos dele e sobre ele.
Em uma carreira de mais de quatro décadas, Coutinho ouviu e deu voz a uma série de personagens anônimos e muito diferentes dele, sempre com notável respeito. Durante as filmagens, ele não desviava os olhos de seus personagens e os escutava atentamente.
“A conversa é uma troca que tem que ser feita face a face. Hoje em dia ninguém escuta ninguém, e já é assim há uns 20 anos”, afirmou, durante debate na Mostra de São Paulo, em novembro. “Eu realmente escuto as pessoas, e talvez seja por isso que elas falam comigo. Minha vida depende disso. Eu preciso das pessoas – por profissão até.”
Neste mesmo debate, em outubro de 2013, uma jovem que estava na plateia fez a Coutinho a pergunta que ele costumava fazer a seus entrevistados: “Você é feliz?”
Depois de qualificar a questão como “infelicíssima”, ele respondeu: “Não sou feliz nem infeliz. Você pode dizer que está feliz, que está comendo um bolo e está gostando do bolo. Cinco minutos depois cai da escada”, afirmou. “Eu posso dizer como está o mundo, não como é o mundo.”
Ela então alterou a pergunta: Você está feliz? Coutinho então respondeu: “É bom, é bom. Sei lá.”
lenita
2 de fevereiro de 2014 7:35 pmPelo próprio filho…. nenhum
Pelo próprio filho…. nenhum dos 2 merecia isto.
leonidas
2 de fevereiro de 2014 7:48 pmtem qeu ver se o maluko nao
tem qeu ver se o maluko nao era noia e estava alterado ou sei lá é pertubado mentalmente né?
pais mortos por filhos ou vice e versa é algo tao atroz que fica dificil definir em palavras …
Reinaldo Melo
2 de fevereiro de 2014 11:20 pmAté num tópico como este o
Até num tópico como este o sr. vem destilar as suas idiossincrasias…
Maria Luisa
2 de fevereiro de 2014 7:48 pmA bruxa esta solta.
A bruxa esta solta.
José Carlos Lima
2 de fevereiro de 2014 8:51 pmCabra marcado para morrer
[video:http://www.youtube.com/watch?v=VJ0rKjLlR0c%5D
Filme documentário, Cabra Marcado para Morrer foi dirigido por Eduardo Coutinho inicialmente em fevereiro1964, sendo obrigado a interromper as filmagens devido ao golpe militar de 31 de março, quando as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia. Dezessete anos depois em 1984 retoma o projeto, seu lançamento foi no ano seguinte em 1985.
Conta história das Ligas Camponesas de Galiléia e de Sapé além da vida de João Pedro Teixeira que era um líder camponês da Paraíba assassinado a mando de latifundiários de Pernambuco em 1962.
Através de depoimento da viúva Elizabeth Teixeira, de seus filhos e de camponeses que presenciaram a história, coletou informações para o documentário. O tema principal do filme passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, por meio de lembranças e imagens do passado, evocam o drama de uma família de camponeses durante os longos anos do regime militar.
Jair Fonseca
2 de fevereiro de 2014 9:38 pmUm dos mais importantes
Um dos mais importantes filmes brasileiros.
evandro condé de lima
2 de fevereiro de 2014 9:00 pmNão me esqueço do depoimento
Não me esqueço do depoimento do Ferrreira Goulart sobre o filho esquizofrênico e da necessidade de mantê-lo internado; tanto por questão de segurança como de sobrevivência funanceira, nadando conta uma corrente que defendia a unha e dentes que deveriam ser tratados em casa.
Dulce (Madame X)
3 de fevereiro de 2014 12:14 pmConcordo…os que não AGEM
Concordo…os que não AGEM como Goulart, geram as próprias tragédias. Mas sempre haverá alguém para dar “pitaco abalizado”, desde que NÃO PAGEM COM A VIDA, O RISCO DO PITACO.
Jair Fonseca
2 de fevereiro de 2014 9:11 pmUm dos maiores documentaristas do mundo.
Grande cineasta e gente boa, com quem já tive ótimos papos. Chocante, lastimável e trágica morte.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=JEde0T13kF8%5D
Marco St.
2 de fevereiro de 2014 9:28 pmDomingo trágico para o
Domingo trágico para o cinema. Lamentável. Não há o que dizer.
Alessandre de Argolo
2 de fevereiro de 2014 9:45 pmLamentável. Cacá Diegues
Lamentável. Cacá Diegues declarou que era o melhor documentarista brasileiro.
Almeida
2 de fevereiro de 2014 9:46 pmEdifício Master.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=BgmfO4CasYw%5D
Ex-combatente
2 de fevereiro de 2014 9:59 pmDifícil acreditar
Não era apenas um cineasta. Simplesmente foi uma escola para toda uma geração de documentaristas. Levou às telas de cinema a realidade dos dramas, pobreza, desigualdades e injustiças sociais do Brasil sem glamourizá-los ou deles tirar proveito. Que seus alunos continuem sua obra. Ainda há muitas elizabeths por este país procurando quem lhes dê voz.
Jair Fonseca
2 de fevereiro de 2014 10:45 pmCoutinho reinventou o recurso cansado da entrevista.
Não falava muito, mas deixava as pessoas fabularem. Com ele, elas ficavam à vontade, na situação nervosa e tantas vezes constrangedora que é a de uma gravação ou filmagem. Quase sempre com câmera fixa, seu cinema de escuta é rigoroso e ao mesmo tempo emocionante, embora nunca lance mão de recursos fáceis de sentimentalização.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=CsoHSrxtjvo%5D
Josias Pires
2 de fevereiro de 2014 11:31 pmA barra pesou. Morte estúpida
A barra pesou. Morte estúpida colhe na sua própria casa o titular absoluto do primeiro time do documentário no Brasil. O Grande Mestre. O Cabra Marcado Para Morrer é divisor de águas na história do gênero no Brasil, o filme sobre o filme que foi jogado na lata de lixo da história; e que ao ser revisitado / refeito lança ponte que ajuda a redescobrir o Brasil abortado pelo golpe de 64. Coutinho e o cinema verdade, a verdade do cinema.
Nilva de Souza
2 de fevereiro de 2014 11:50 pmPereio entrevista Eduardo Coutinho
[video:http://www.youtube.com/watch?v=AKWejvKNhB4%5D
[video:http://www.youtube.com/watch?v=uokJM4AQ_uY%5D
autonomo
3 de fevereiro de 2014 11:18 amEdificio Master não é apenas
Edificio Master não é apenas um documentario genial.
É um dos filmes mais belos e importantes da historia do cinema.
A morte do Eduardo Coutinho é um golpe terrivel na cultura brasileira.
Perdemos um dos nossos maiores pensadores.
ulderico
4 de fevereiro de 2014 2:43 amTrata-se de uma notícia
Trata-se de uma notícia trágica. Mas é necessário rebater a idéia de que a internação manicomial é a solução para a esquizofrenia.
Na verdade o número de pais ou familiares assassinados por esquizofrênicos é ínfimo em relação àqueles assassinados por filhos “normais”.