Autoridades da China recomendaram aos bancos locais que reduzam sua exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos (os chamados treasuries) em suas carteiras.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, reguladores chineses pediram que as instituições financeiras limitem novas compras de títulos emitidos pelo governo norte-americano, e que os bancos com exposição elevada reduzam suas posições de forma gradual.
A medida não se aplica às reservas oficiais do Estado chinês, mas às carteiras dos bancos comerciais – no que é visto como um ajuste de risco no sistema financeiro chinês, com foco na diversificação e que não se mostrem sinais sobre perda de confiança na capacidade dos EUA de honrar suas dívidas.
A orientação foi transmitida verbalmente para alguns dos maiores bancos chineses ao longo das últimas semanas, em meio ao aumento das preocupações quanto aos riscos associados à concentração em ativos norte-americanos. As autoridades não estabeleceram metas específicas de redução nem prazos definidos.
Autoridades norte-americanas minimizam o risco de fuga da dívida: dados oficiais indicam que, por conta da forte demanda em leilões, as posições estrangeiras em Treasuries atingiram um recorde de US$ 9,4 trilhões em novembro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a afirmar que o mercado de títulos públicos teve em 2025 seu melhor desempenho desde 2020.
A redução da exposição chinesa à dívida norte-americana é uma tendência de longo prazo: depois de ser o maior credor externo dos EUA, o país vem diminuindo seu estoque e as reservas atuais estão em seu menor nível desde 2008, atrás de Japão e Reino Unido.
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