22 de junho de 2026

China recomenda que bancos reduzam exposição à dívida dos EUA

Reguladores orientaram bancos a limitar compras de títulos do Tesouro norte-americano, citando riscos de mercado e volatilidade global
Foto de Alexander Grey na Unsplash

Autoridades chinesas orientam bancos a reduzir exposição a títulos do Tesouro dos EUA, focando na diversificação de riscos.
A medida vale para bancos comerciais, não para reservas oficiais, e não define metas ou prazos para a redução.
EUA minimizam riscos; demanda por Treasuries atingiu US$ 9,4 tri, enquanto China reduz posição desde 2008.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Autoridades da China recomendaram aos bancos locais que reduzam sua exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos (os chamados treasuries) em suas carteiras.

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Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, reguladores chineses pediram que as instituições financeiras limitem novas compras de títulos emitidos pelo governo norte-americano, e que os bancos com exposição elevada reduzam suas posições de forma gradual.

A medida não se aplica às reservas oficiais do Estado chinês, mas às carteiras dos bancos comerciais – no que é visto como um ajuste de risco no sistema financeiro chinês, com foco na diversificação e que não se mostrem sinais sobre perda de confiança na capacidade dos EUA de honrar suas dívidas.

A orientação foi transmitida verbalmente para alguns dos maiores bancos chineses ao longo das últimas semanas, em meio ao aumento das preocupações quanto aos riscos associados à concentração em ativos norte-americanos. As autoridades não estabeleceram metas específicas de redução nem prazos definidos.

Autoridades norte-americanas minimizam o risco de fuga da dívida: dados oficiais indicam que, por conta da forte demanda em leilões, as posições estrangeiras em Treasuries atingiram um recorde de US$ 9,4 trilhões em novembro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a afirmar que o mercado de títulos públicos teve em 2025 seu melhor desempenho desde 2020.

A redução da exposição chinesa à dívida norte-americana é uma tendência de longo prazo: depois de ser o maior credor externo dos EUA, o país vem diminuindo seu estoque e as reservas atuais estão em seu menor nível desde 2008, atrás de Japão e Reino Unido.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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