O governo do Rio de Janeiro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para encaminhar à Polícia Federal (PF) as imagens e as câmeras corporais utilizadas durante a Operação Contenção, considerada a ação policial mais letal já registrada no país.
No pedido enviado à Corte na última sexta-feira (6), a Procuradoria-Geral do Estado solicita mais 20 dias úteis para reunir todo o material e viabilizar a perícia determinada pelo STF. Segundo o governo fluminense, o volume de dados audiovisuais coletados durante a operação é elevado e envolve registros produzidos por diferentes órgãos estaduais.
De acordo com a petição, a ampliação do prazo é necessária para garantir a consolidação, organização e verificação da integridade das informações antes do envio à Polícia Federal. “A determinação de envio de todas as câmeras e/ou imagens capturadas durante a Operação Contenção envolve elevado volume de dados audiovisuais, provenientes de diferentes órgãos estaduais, o que demanda procedimentos técnicos de consolidação, organização e verificação da integridade das informações”, argumenta o governo.
No último dia 5, o ministro Alexandre de Moraes havia fixado o prazo de 15 dias para que o estado entregasse à PF as câmeras corporais e os registros audiovisuais da operação. Após a análise do material, a Polícia Federal deverá apresentar laudos técnicos ao Supremo.
A Operação Contenção foi deflagrada em outubro do ano passado pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro com o objetivo de combater a facção criminosa Comando Vermelho. A ação resultou na morte de 122 pessoas, incluindo cinco policiais, e gerou forte repercussão nacional e internacional.
A decisão de Moraes foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. No processo, o STF já determinou uma série de medidas voltadas à redução da letalidade policial em operações realizadas em comunidades do estado do Rio de Janeiro.
*Com informações da Agência Brasil.
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Rui Ribeiro
10 de fevereiro de 2026 8:47 amÉ o tempo suficiente para editar os vídeos e maquiar a operação. Só que não adianta perfumar fezes.
Milton
10 de fevereiro de 2026 9:42 amÉ o conhecido jogo do empurra. Sempre há falta de tempo para cumprir quando o bicho pega. Até acontecer um “acidente” e inviabilizar a apresentação do ordenado. Como o “jeitinho” é brasileiro tudo corre dentro do previsível. Em 24 horas todas as câmeras poderiam estar recolhidas, colocadas sob supervisão e em uma semana copiadas e disponibilizadas. Mas . . .