Eletronet: Da autofalência à venda
por Maurício Araújo
Como já dito anteriormente, Nelson Santos “recebe em doação” da AES a empresa Eletronet, em autofalência, por um Real, e a coloca, em um primeiro momento, em nome de um amigo israelense. Neste instante, deixa a empresa em “banho Maria”, porque até meados de 2006 ainda se ocupava da Eletropaulo, depois entrou em uma operação com Joseph Brandt, que ao sair da AES americana, fundou seu próprio grupo de energia, e no Brasil começou com o projeto de uma PCH (Pequena Central Hidroelétrica). Então, começou a ser engolido pelas constantes chamadas de capital dos americanos, e depois de um determinado momento não teve alternativa a não ser vender sua participação para o grupo de Brandt.
Passada essa fase, resolveu então começar a trabalhar a Eletronet com mais afinco. A primeira providência seria tirá-la da falência (ao menos ela tinha continuidade de negócios). O síndico da massa falida, por a empresa ser sediada no Rio de Janeiro, era Isaac Zveiter, senhor muito afável, de ótimo trato, mas síndico de massa falida, ou seja, o óbvio interesse de qualquer pessoa nesta posição é que a falência não termine, e com esse sobrenome no judiciário do Rio de Janeiro, certamente não seria a falência levantada facilmente.
Para o alento de NSF, no início dos anos 2010, Zveiter faleceu em uma mesa de operação.
Já nessa época, havia saído uma matéria na revista Veja (edição do dia 03 de março de 2010, de número 2154) onde para atingir o ex-Ministro José Dirceu, a revista fez uma reportagem sobre Nelson e a Eletronet, o descrevendo como um mini Vorcaro da época: perdulário (relógios caros e charutos cubanos mais caros ainda, carrões, como uma Maserati, comprada de um amigo dono de uma empresa de segurança…), boquirroto, que se gabava de suas conexões políticas. NSF até hoje acha que quem plantou a matéria foi um banqueiro de investimentos, o banco chama algo do tipo “Sócios Brasileiros” e o camarada morava, pelo menos a época, na Rua Prudente Correia, geminada com a Rua Grécia. NSF só não tem ideia do porquê o “falsiano” fez isso… Mas quando a revista saiu ele ficou apavorado…
Mas voltando a Eletronet, NSF já gastava o que não tinha para investir no levantamento da falência. Quando conseguiu, já tinha até hipotecado seu escritório para os sócios da banca de advocacia Sousa, Cescon, etc. , entre outros empréstimos que fez na praça. Os espertos pegaram garantias documentais, como promissórias, os mais amigos mais próximos, mais trouxas, não.
Os Sousa, Cescon etc. executaram a dívida e tomaram o escritório de NSF, mas o deixaram ficar lá. Nelson “mordeu” quem pôde sempre vendendo que pagaria com a venda da empresa, agora não mais falida.
Até que em 2025, ele conseguiu vender a empresa. Depois de gastar o sinal recebido indo para Paris com sua nova esposa, uma cabeleireira, ao receber o restante não tardou em recuperar a posse de seu escritório. Pagou seu sócio carioca, que para gerenciar a parte societária da Eletronet depois que o controle da Empresa saiu do amigo israelense e foi distribuído em várias holdings espalhadas pelo mundo, em especial nas Ilhas Virgens Britânicas, passou a ter cotas da operação, muito merecidas porque este senhor quase perdeu seu casamento ao emprestar dinheiro da família da esposa para NSF, que como um personagem do desenho animado do Popeye, sempre prometia pagar na terça, mas nunca pagava…
Ele tinha conta no Credit Suisse, controlada no Brasil por um doleiro amigo pessoal, de nome Paulo Arruda. Chegou um certo ponto que NSF pedia ao doleiro operador para ligar para outros clientes que eram amigos indicados por ele para abrir conta no mesmo banco e dizer o seguinte: fulano, o Nelson precisa de tantos mil dólares para hoje, disse para te ligar que você empresta, só preciso do seu o.k., quer dizer o camarada já não tinha coragem de pedir ele mesmo o dinheiro…
Divisões de outros negócios, então, nem se fala, chegou a roubar do sócio quinze mil dólares, que por uma questão logística, entraram na firma dele, a Adne Administração de Negócios, meramente para pagar as bebidas do casamento da filha, conta que o noivo tinha se disposto a pagar, mas NSF, sempre precisando mostrar força, preferiu roubar e engambelar o sócio enquanto pôde por semanas, através de desculpas de sua “cão de guarda”, já falecida, até que o ingênuo sócio entendeu que não era mais factível tal atraso, entrou em contato com a fonte pagadora no exterior que prontamente enviou o documento com o número e a data do Swift, então, game over, a “faz tudo” confessou o roubo de Nelson. O sócio, um dos depenados com a ajuda do amigo doleiro Paulo Arruda (esteve preso pela Lava Jato Rio), finalmente entendeu quem ele era, agora, já sem muito dinheiro…
Eletronet vendida, quem se garantiu, recebeu, para quem confiou meramente na palavra dele, o prejuízo é liquido e certo…
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