4 de junho de 2026

Inflação fecha janeiro em 0,33%, pressionada por combustíveis

Alta nos preços da gasolina e do transporte urbano compensou queda da energia elétrica, segundo IBGE; alimentos caem para 0,23%
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

IPCA registrou alta de 0,33% em janeiro de 2026, acumulando 4,44% em 12 meses, segundo o IBGE.
Transportes subiu 0,60% em janeiro, com alta de 2,14% nos combustíveis, destaque para a gasolina (2,06%).
Habitação caiu 0,11% por queda na energia elétrica; Comunicação subiu 0,82% com alta em aparelhos telefônicos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o primeiro mês de 2026 em alta de 0,33%, mantendo a variação apurada em dezembro de 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o acumulado em 12 meses ficou em 4,44%. Em janeiro de 2025, o IPCA foi de 0,16%.

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O grupo Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 p.p.) por conta da alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.).

A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). Ainda em Transportes, o ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, enquanto os principais impactos negativos (-0,06 p.p e -0,07 p.p.) vieram dos subitens transporte por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (-8,90%), após altas de, respectivamente, 13,79% e 12,61% em dezembro.

Por outro lado, o grupo Habitação caiu 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial – o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,11 p.p.) por conta da mudança de bandeira tarifária, uma vez que a bandeira vigente em janeiro foi a verde, que não gerou custo adicional. Além de Habitação, o outro grupo que apresentou queda nos preços foi vestuário (-0,25%).

Em janeiro, a maior variação entre os grupos do IPCA veio na Comunicação (0,82%), por conta da alta dos itens aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%) sobressaíram os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%).

No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que subiu 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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