10 de junho de 2026

Trump asfixia Cuba e impõe colapso humanitário para punir regime

Estratégia de Washington usa desabastecimento de combustível como arma política, punindo a população com blecautes e paralisia econômica
Foto de Gage Skidmore - Flickr

▸ Administração Trump impôs bloqueio energético a Cuba, cortando petróleo venezuelano e ameaçando fornecedores como México.

▸ Cuba enfrenta colapso de serviços, transporte e turismo, com racionamentos e suspensão de aulas para lidar com crise.

▸ México recua diante de ameaças tarifárias; Rússia e China apoiam Cuba, mas cerco energético persiste, agravando a miséria.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A administração de Donald Trump elevou a pressão sobre Cuba a um patamar de asfixia econômica que flerta com o desastre humanitário. Sob o argumento de que a ilha representa uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional, a Casa Branca impôs um bloqueio energético que cortou o fornecimento de petróleo venezuelano e acuou fornecedores alternativos, como o México, por meio de ameaças tarifárias. O resultado é um país no escuro, com serviços básicos colapsados e uma população penalizada por uma ofensiva que prioriza o cálculo eleitoral na Flórida em detrimento da estabilidade regional.

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O preço da paralisia

A tática de “asfixia”, termo endossado pelo Kremlin ao criticar a postura americana, já produz efeitos devastadores no cotidiano cubano. Sem combustível, o transporte público desapareceu das ruas, forçando cidadãos a pernoitarem em estabelecimentos por falta de meios de locomoção. O anúncio de que a ilha não possui mais querosene de aviação para abastecer voos internacionais isola Cuba geograficamente, ferindo de morte o turismo, principal motor de uma economia já fragilizada.

O governo de Miguel Díaz-Canel tenta administrar o caos com racionamentos severos. Hotéis foram fechados, escalas de trabalho reduzidas e as aulas presenciais suspensas.

Ideologia sobre diplomacia

Analistas apontam que a agressividade de Trump carece de fundamentos econômicos pragmáticos, configurando-se como uma “bandeira ideológica” para satisfazer o eleitorado conservador de origem cubana nos EUA.

Diferente da Venezuela, cujas reservas de petróleo despertam interesses corporativos, Cuba oferece pouco retorno material que justifique uma intervenção de tamanha envergadura.

Nesse cenário, figuras como o Secretário de Estado, Marco Rubio, instrumentalizam a crise para consolidar uma agenda de “pressão máxima” que ignora apelos por canais humanitários.

A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, limita-se a afirmar que o regime cubano “está nas últimas“, tratando o colapso social como um efeito colateral aceitável de sua política externa.

Isolamento e resistência

Mesmo aliados tradicionais, como o México de Claudia Sheinbaum, viram-se obrigados a recuar diante das ameaças de tarifas de Trump, suspendendo vendas de combustível para proteger a própria economia. Embora tenha enviado ajuda humanitária e classificado as medidas americanas como “injustas“, a margem de manobra mexicana é estreita diante da dependência comercial com os EUA.

A Rússia e a China manifestaram solidariedade a Havana, mas o apoio logístico desses países ainda não foi suficiente para romper o cerco energético. Enquanto Trump insiste que Cuba deve aceitar um acordo, cujos termos ele sequer detalha, o Ministério das Relações Exteriores cubano reafirma que não negociará sob coerção, deixando o impasse em um estágio de tensão máxima que, no curto prazo, promete apenas o agravamento da miséria na ilha.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de fevereiro de 2026 2:07 pm

    A China poderia dar uma mãozinha para Cuba. Logo, logo, os EUA cairão ainda mais e Cuba retribuirá. Vamos, China, ajuda, por favor!

  2. Rui Ribeiro

    13 de fevereiro de 2026 2:34 pm

    ‘China fornecerá a Cuba apoio e assistência da melhor forma possível’, diz porta-voz sobre bloqueio energético dos EUA à ilha

    https://www.brasildefato.com.br/2026/02/11/china-fornecera-a-cuba-apoio-e-assistencia-da-melhor-forma-possivel-diz-porta-voz-sobre-bloqueio-energetico-dos-eua-a-ilha/

    Enquanto os EUA exportam a morte, Cuba exporta saúde e China ajuda Cuba. É a solidariedade reinando apesar de muitos serem contra

    Eu vejo a vida melhor no futuro e vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear! Thanx, Chineses!

  3. +almeida

    14 de fevereiro de 2026 9:21 pm

    Entendo que, ao se agarrar em artifícios ultrapassados e de certa forma desrespeitosos, Donald Trump pode estar pressionando para provocar o aumento das retaliações desumanas contra Cuba e, possivelmente, também contra tudo que lhe possa render publicidade.
    Sob um leve transtornado desespero, ele na segue como se carregasse o maçarico que incendeia o mundo.

  4. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    19 de fevereiro de 2026 8:29 am

    Infelizmente para muitos paises do mundo, a besta yankee ainda praticar muita tirania antes do seu fim trágico.

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