22 de junho de 2026

Galípolo recita direitinho a “lição de casa”, por Luis Nassif

É se fixar em contenção dos salários, reforma da Previdência, redução dos gastos sociais, cortes na educação, na pesquisa.
Gabriel Galípolo por Marcelo Camargo - Agência Brasil

Pedro Malan e Antonio Palocci defendiam a “lição de casa” com cortes e reformas para crescimento, sem resultados efetivos.
Gabriel Galípolo, presidente do BC, repetiu mantras do mercado, atribuindo baixa produtividade a reajustes salariais.
Galípolo defende juros altos para conter inflação, sem propor controle do capital especulativo e volatilidade cambial.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um dos bordões prediletos do mercado financeiro é a “lição de casa”. Pedro Malan, Antonio Palocci repetiam a todo instante: para crescer o país tinha que fazer a “lição de casa”. Que consistia, geralmente, em contenção dos salários, reforma da Previdência, redução dos gastos sociais, cortes na educação, na pesquisa científico-tecnológica.

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Fazia-se o que o mercado queria. Não apareciam resultados. No final do ano, o diagnóstico invariável era que a lição de casa não havia sido suficiente.

São décadas nesse jogo retórico, endossado por apenas dois tipos de especialistas:

  • os papagaios, cabeças-de-planilha, incapaz de análise mínima sobre a realidade;
  • os cínicos.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em nenhum momento pode ser classificado no primeiro grupo.

Mas sabe repetir disciplinadamente todos os princípios da “lição de casa” em seus comunicados ao mercado. Ele sabe que a gente sabe que ele não acredita em um pingo no que diz. Mas o ritual exige que se repita o mantra.

Assim, na exposição que fez na CEO Conference, do Banco BTG, esgrimiu com a agilidade de um D’Artagnan, versão do The Three Stooges, os mantras do mercado.

O primeiro óbolo pago ao anfitrião foi a afirmação que o país enfrenta um problema estrutural, a baixa produtividade da economia. E diz que os reajustes salariais têm superado tanto a inflação quanto os ganhos de produtividade. Dito assim, parece que a baixa produtividade está ligada aos aumentos de salários. Ora, produtividade depende de incorporação e tecnologia, de investimentos em novos equipamentos.

Não precisa ser sábio para estabelecer correlações diretas entre a queda de produtividade e a falta de investimentos, provocada pela Selic a 15% – taxa sem nenhuma influência das reivindicações salariais.

As grandes indagações filosóficas de Galipolo:

“Por que mesmo com taxas de juros mais elevadas, a gente continua assistindo essa dificuldade para conseguir produzir a convergência da inflação para a meta e uma economia tão resiliente para uma taxa de juros tão elevada?” 

Ele reforça que “no final do dia a função do banqueiro central é combater a inflação independente da razão“. Como assim, independente da razão? Saber a razão é o ponto inicial de qualquer diagnóstico. Um médico não pode sair receitando doses cavalares de antibiótico a um paciente vítima de infecção bacteriana.

O grande fator de influência da inflação brasileira é o fluxo de capital especulativo, que entra e sai do país através das chamadas operações de “carry trade” – operações em que o investidor toma juro barato em países centrais, para aplicar em juros elevados em países emergentes, especialmente o Brasil.

Toda a lógica do BC tem sido a de manter o fluxo de entrada de capital especulativo – um capital deletério, que prejudica inclusive o capital externo produtivo.

No entanto, a saída proposta por Galípolo consiste em manter as taxas elevadas e acertar as condições macroeconômicas do país para que ele possa, levantando como um transatlântico, ir mudando o rumo.

Nenhuma sugestão sobre como diminuir a volatilidade dos mercados futuros, como reduzir a influência do “carry trade” no câmbio, como impedir o livre trânsito do capital gafanhoto.

Alguém poderia alegar, acertadamente, que combater essas restrições não é trabalho individual de um presidente do BC, mas um projeto de governo. É tarefa grandiosa, perigosa, mas essencial para o país retomar o caminho do desenvolvimento.

Mas quem irá botar o guizo no gato?

Nessa fase de profundas transições, a única chance do país não perder definitivamente o bonde da história será um presidente que ouse, que apresente um plano de metas eficiente, que levante a bandeira do desenvolvimento como aspiração nacional, livrando a economia definitivamente da praga do livre fluxo de capitais.

Não foi Lula 1, nem Lula 2, nem Lula 3. E existe apenas um político com dimensão para enfrentar esse desafio: Lula 4. Se não acordar a tempo, até é possível que livre o Brasil do desmonte a partir de 2026. Mas continuará empurrando o país com a barriga por mais 4 anos até a grande hecatombe de 2030.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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27 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de fevereiro de 2026 7:59 am

    O BC independente é paradoxalmente dependente da ganância por lucro dos especuladores que consesguem definir e impor sua própria agenda econômica utilizando os “canetas” da imprensa neoliberal. Essa putaria tem que chegar ao fim, porque o Estado não deve ser transformado num “produto” lucrativo nas mãos de um punhadinho de bilionários. A população brasileira tem interessses públicos de longo prazo que devem ser atendidos pelo Estado. Esses interesses nunca serão satisfeitos pelos especuladores, porque eles só fazem uma coisa: preservar e aumentar suas fortunas privadas.

    1. Milton

      13 de fevereiro de 2026 8:28 am

      Plena concordância. Tenho para mim o mantra de que o brasil colônia, em minúsculas, ainda persiste. Entra e sai governo, independente do nome/posição política do presidente, nada muda no país. Seguimos sendo a realização das palavras de Lampedusa: mudamos tudo para não mudar. A política brasileira é calcada em personagens bisonhos de pouca estatura. Lula faz um grande governo mas não mexe nas estruturas. Os sinhozinhos mandam e desmandam e os chefetes políticos só avançam até a linha demarcada. Getúlio Vargas e Lula são exemplares. Um lutou e venceu o “combinado” colonialista e pagou com a vida sua audácia mas deixou a Petrobras e a Siderurgia, ganhos que pouco a pouco estão sendo entregues aos interesses não nacionais. Lula avança até o limite permitido, Galípolo é exemplar. Um bom quadro devidamente “domesticado”. Todos, inclusive Lula, não enfrentam o problema de frente, vão ladeando sem combate efetivo. Brizola faz muita falta na sua coragem , lucidez e combatividade. A medida de Lula é bem menor. Sua grande virtude é reconhecer o caminho, que é por natureza política o centro, onde pode avançar mesmo que seja estreito e sem alternativas.

  2. Shirley Pinheiro

    12 de fevereiro de 2026 8:18 am

    Nassif,

    O Lula 4 tbm não fará!

  3. Jo lima

    12 de fevereiro de 2026 8:36 am

    Nassif pede pra Lula virar um JK 2 faz quatro anos. Mas é como pedir pra um goleiro ótimo virar um atacante ótimo. As eleiçoes de 26 terão um terceiro turno se Lula ganhar. E com a diferença de que os EUA de Trump vão entrar com tudo e dizer que não reconhece o resultado.

    1. Chico Pedro

      12 de fevereiro de 2026 2:26 pm

      Há mais de vinte anos conheço este blog, sumi nos últimos tempos e não fiquei com nenhuma saudade. O Nassif não pede que o Lula seja um JK 2, é um pouco pior que isso: ele tem plena convicção desde sempre que o Lula é um GRANDE POLÍTICO. O Lula, na melhor janela de oportunidade “da história desse país” afinou para as elites empresariais, TODAS ELAS. O cara não é um conciliador (ninguém conciliar quando não há confronto), ele simplesmente não sabe fazer de outro modo. É um deslumbrado, um covarde promíscuo, que enterra as chances do país, que enterrou sem dó nem piedade a esquerda brasileira.

      1. Roland Matt Rola

        13 de fevereiro de 2026 2:41 pm

        Assino embaixo.

        1. Rodrigo

          16 de fevereiro de 2026 4:14 pm

          O Chico Pedro tem razão. Sempre acho que o Lula não quer se queimar e porisso não enfrenta o fogo.

  4. Jicxjo

    12 de fevereiro de 2026 8:47 am

    Era óbvio que não aguentaria o rojão e iria se curvar às pressões da Faria Lima. A Presidência do BC precisa ser entregue a alguém cascudo, que não tenha medo da mídia plutocrata.

    1. Roland Matt Rola

      13 de fevereiro de 2026 2:38 pm

      Assino embaixo.

  5. Rui Ribeiro

    12 de fevereiro de 2026 9:11 am

    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada:

    Em setembro do ano passado eles diziam:

    “O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.

    Porventura, há algum cenário, mesmo marcado por reduzida incerteza, que dispense cautela na condução da política monetária? Imbecilidade.

    Enquanto aguardava um cenário de reduzida incerteza, no qual era desnecessária cautela na condução da política monetária, o Galípolo continuou enrolando:

    “Galípolo vê mercado de trabalho aquecido e diz que cenário demanda BC conservador
    O presidente do Banco Central destacou que a leitura da taxa de desemprego exige “humildade” diante de sinais mistos”.

    Quando o mercado de trabalho estava aquecido, o Galípolo aproveitava para justificar a manutenção de taxa de juros estratosférica. A economia começa a arrefecer, os porta-vozes do capital financeiro justificam elevada taxa de juro:

    “Desaceleração da economia: porque é positivo, segundo economistas

    Brasil do ‘pleno emprego’ vê economia desacelerar: por que isso é considerado positivo por alguns economistas
    Uma desaceleração da economia brasileira é esperada para que juros e expectativas de inflação possam cair — melhorando ambiente de negócios e bem-estar da população, segundo economistas”.

    No horizonte do Galípiolo não existem certezas, só incertezas. E ele continua Rolando Lero, prá não perder o costume:

    “A gente está em um ambiente em que a gente tem diversas fontes de incerteza. A gente tem incerteza que vem do cenário geopolítico internacional e de mudanças na política econômica da principal economia mundial. Há também a fonte de incerteza que é inerente e própria de um ano de eleição. Um ano de eleição sempre agrega mais incerteza. A gente ainda tem correlações entre as variáveis que não têm sido bem comportadas, o que dificulta extrair uma tendência mais evidente e mais clara. Corre risco de a gente dar algum tipo de sinalização que, dado nível de incerteza, pode ser frustrada, causando mais dano do que ajuda. Por isso, a gente usou a palavra serenidade, encarar dados com serenidade. Significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que um jet ski, não pode fazer grandes movimentos ou mudanças. Se move de maneira comedida e segura”. – Galípolo Lero Lero

    Antes era cautela, agora é serenidade. E a incerteza não cede. Se o mercado de trabalho aquece ou arrefece, faça sol ou faça chuva: juros altos, porque a inflação tá alta. Brasileiro merece não só inflação nas alturas mas a taxa de juros também.

    1. Milton

      13 de fevereiro de 2026 8:47 am

      Bem assim mesmo. O BC só muda se Jesus descer da cruz e entregar o futuro em papel timbrado e com firma reconhecida em cartório celestial. E assim mesmo irão alegar que uma vírgula no texto traz um espaço para a incerteza. Caso contrário será incerto. A atração da porta giratória tudo vence. Caradurismo em estado puro. Hoje o Brasil tem indicativos positivos, exceto a dívida do BC, criada pelo BC. Só mesmo os “papagaios de pirata”, ditos comentaristas, da rede global e estrangeira concordam pois lucram e vivem dos dinheiros do BC, que nessa hora não são escandalizados e sim escamoteados. Meias verdades são mentiras por inteiro.

  6. +almeida

    12 de fevereiro de 2026 9:12 am

    A criatura trai o criador para, de certa forma, amancebar-se com os ditames da Faria Lima.
    Mais um triste fim da eterna esperança, mais uma vitória dos de rmhores da gula e da madade.

    1. Naldo

      12 de fevereiro de 2026 12:24 pm

      Onde será vai trabalhar quando sair do BC??? Em alguma instituição de caridade como voluntário?? Acredito piamente que sim.

  7. Marceloponto.J

    12 de fevereiro de 2026 9:13 am

    Nassif ele.encheu linguiça para enganar 99 por cento dos nossos empresários q o mal são os CUSTOS e não a politica economica privada especulativa praticada no Brasil SUFOCANDO nosso País,eles não querem q o povão e empresários tenham esta CONSCIÊNCIA é o mal q não é mal kkkk,precisam direciomar a atenção das pessoas para qq outro motivo a estagnação do Brasil,pegar um para crucificar,ser o mal maior,enquanto.continuam atrasando o desenvolvimento e progresso,SE NÃO HOUVER PESSOAS COM CONDIÇÕES FINANCEIRAS DE CONSUMIR COMO INDÚSTRIAS,COMÉRCIOS E SERVIÇOS SE DESENVOLVERÃO?A escravidão em nosso Pais acabou justamente por isso e não por questões humanitárias,nosso salário é uma miséria comparado até mesmo A MAIORIA DOS PAISES AFRICANOS PASMEM ISTO MESMO Q LERAM mas este sujeito mal intencionado Galipolo joga o b.o nas costas dos outros aproveitamdo a IGNORÂNCIA de todos os maria vai com os outros ZUMBIS !!!OBS.; RETRÔ GGN:O MUNDO NÃO VAI MAIS SER O MESMO!!!
    RETRÔ GGN;O MINDO NÃO VAI MAIS SER O MESMI !!!
    RETRÔ GGN:O MUNDO NÃO VAI MAIS SER O MESMO !!!
    AÍ Q MEDO,AÍ Q MEDO,AÍ Q MEDO!!!
    QUE PANDEMIA CEREBRAL GENERALIZADA,AFF !!!

    1. Rui Barbosa

      13 de fevereiro de 2026 6:15 am

      Ainda que o problema fosse os CUSTOS, e não a política econômica privada especulativa praticada que sufoca a população, a taxa de juros elevada é um dos principais elementos que compõem os custos

  8. emerson57

    12 de fevereiro de 2026 10:02 am

    A receita do Galípolo está corretíssima.
    O nome do bolo que está no forno é:
    “Como perder a eleição de 2026”.
    Eleito o bolçonário da vez receberá o pacote do seu posto ipiranga de como mudar tudo para roubar o que resta na bolsa da viúva.
    No caminho ele vai enriquecer ainda mais os generais, os donos dos jornais, os banqueiros, os milionários (inclusive os estrangeiros).
    Isso terá efeitos colaterais: STF perderá força, Generais patriotas (os que restam) serão reformados, o PT será riscado, a esquerda será presa etc.
    A única coisa boa que restará para o povo é a volta da fila do osso!

  9. Cidadão sem cidadania

    12 de fevereiro de 2026 11:38 am

    Lula colocou galilipo, porque insiste em querer ser aceito pela classe dominante , vai para 12 anos de governo por ele e não mudou nada , a entrega do pré sal , minerais estratégicos continua e nada vai mudar , com o dinheiro digital, sistema cortex , câmera de reconhecimento facial e a i.a do exército em foz do Iguaçu, já controla tudo , e a coroação será a loucura de transformar guarda em polícia , hoje aqui na periferia é um inferno guarda imagina quando ser policial, aqui a ditadura já chegou , não se pode sentar em praça a noite e ter um barzinho aberto a noite , o plano é só a periferia ser apertada por polícia e guarda , a repressão hoje aqui já é a mesma da ditadura militar. Só a esquerda insiste que lula veio para mudar algo .

    1. Chico Pedro

      12 de fevereiro de 2026 2:32 pm

      Não existe uma esquerda, mas três conjuntos: lulismo, petismo e o que restou de uma “esquerda clássica”. Essa esquerda clássica adverte sobre a situação há décadas. Não adianta. Somos TOTALMENTE reféns de um modo de pensar tosco, deslumbrado e estúpido do “Grande Líder”. É o cara que se acha o máximo porque vence eleições (como se uma parcela AINDA CONSIDERÁVEL da população conseguisse votar num direitista nojento num segundo turno), um deslumbrado que faz pose de estadista e adora discursar na gringa.

      1. Cidadão sem cidadania

        12 de fevereiro de 2026 7:33 pm

        Lula é o Brizola dos anos 60 , explico quando, Almino Afonso estava articulando uma unificação com todas as forças e foi até Brizola para pedir apoio esse apoio foi negado e a ditadura veio , está aqui a entrevista de Almino Afonso dada ao Luis Nassif , tem no YouTube, procure Luis Nassif ggn e Almino Afonso, um sopro de lucidez essa entrevista, hoje lula faz a mesma coisa, e aqui na periferia a ditadura já está azeitada, mas fica tranquilo a ditadura vira para todos , o país está aos frangalhos , ou será um governo forte ou uma ditadura que colocara o país nos trilhos , lembrando o brasil nunca teve um governo forte .novo e hoje não temos comandante militares a altura de governar a nação, então imagine como será , 2018 a 2022 será um parquinho perto do que acontecerá se esses generais tomarem o poder.

  10. Naldo

    12 de fevereiro de 2026 12:19 pm

    Um tal de Fernando Ulrich discorda do senhor, enche a internet falando que Lula quebrou 9 Brasil e o tal “mercado” está salvando com as taxas altas …

  11. Glêisson

    12 de fevereiro de 2026 9:28 pm

    Eu não esperava menos por alguém indicado por Haddad.Por essa e outras nao acredito mais no Lula e o desalento com eleições vindouras e terrível.Nesse momento nao pretendo votar em ninguém.A ideia mais fraca que o brasileiro tinha de esquerda ,Lula fez questão de destruir e qualquer outro que surgir ,vao a associar aos governos do PT e simplesmente vão rejeitar .

  12. Victor Lima

    12 de fevereiro de 2026 9:32 pm

    Esse é o “Menino de Ouro” do Lula! Veio para realizar sua missão de não mudar nada, cumprir o prazo de seu mandato, entre goles de “single malts” e palestras para as plateias cativas e, ao fim e ao cabo como gostam de repetir, passar sua quarentena em cursos de fim de semana em Harvard, que enfeitarão seu currículo para a próxima etapa em alguma grande corporação financeira. Fico imaginando que notas as Universidades, que formam esse rebanho de “çábios economistas” que pululam nos telejornais brasileiros, tirariam nas avaliações feitas à pouco nos cursos de medicina. Se houver Lula 4, o Pernambucano ainda vai ter que penar dois anos com seu “menino de ouro, competentíssimo e de honestidade ímpar”. Ai,ai.Bem feito, para nós.

  13. Rodrigo Souza Gomes

    12 de fevereiro de 2026 10:56 pm

    É o erro de se colocar cara que trabalha no setor financeiro. O nome deveria ser alguém de carreira ou da Academia.

  14. ODORICO NILO

    13 de fevereiro de 2026 11:14 am

    O exemplo da CHINA

    - MODELO DE GOVERNÂNCIA CHINESA – que integra visão de longo prazo com atuação em curto prazo – se funda em: um AMPLO CONSENSO SOCIAL sobre os OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO, um APARATO ADMINISTRATIVO PROFISSIONAL E COMPETENTE, a EXECUÇÃO ADAPTÁVEL DE POLÍTICAS

    Ver: GLOBAL TIMEShttps:

    http://www.globaltimes.cn/page/202602/1355220.shtml

    1. Eduardo Ramos

      17 de fevereiro de 2026 5:41 am

      Concordo com o Nassif no raciocínio excludente sobre o Galípolo: burro ele não é, resta apenas a hipótese do cínico! 15% de juros é como estender todos os tapetes vermelhos para que o capital no Brasil seja apenas especulativo, enquanto nossa indústria e capacidade de investimento em Educação, ciência e tecnologia são soterradas pelo um trilhão de reais pagos de juros a alguns milhares de brasileiros. É cruel, covarde e de um cinismo pusilânime. Nem dá pra nominar esse tipo de gente sem cair na extrema vulgaridade ou correr o risco de um processo.

  15. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    14 de fevereiro de 2026 7:46 am

    É fácil entender e cumprir o “dever de casa”: O mercado manda e o BACEN que tem juizo, obedece. Simples assim, só não ver que não quer! O Galipolo tem um papel importante no BACEN, mas no que se refere a taxa de juros isso é lá com o clube da usura.

  16. Rodrigo

    16 de fevereiro de 2026 3:33 pm

    Segundo o próprio Lula, ele pouco ou nada pode fazer, pois o BC é independente..ele indica alguém que precisa ser aprovado pelo senado onde ele tem minoria, aliás o Lula de fato governa literalmente sozinho, minoria no legislativo, no senado e é de fato o único “pobre” ou que veio de baixo nos escalões do poder…imagino a dificuldade, rodeado de de uma elite, mesmo a do PT, vamos ver quem é o Haddad, a Hofmann, etc etc…quando se aventou o nome do Eduardo Moreira para uma diretoria do BC a gritaria foi geral, inclusive dentro da ala liberal do pt…kkkkk….o ponto é que sem pressão popular nada vai mudar, o Lula faz o que pode num país onde as pressões externas e internas contra reformas e soberania nacional são gigantes, lembrando que o homem tem 80 anos…muito bonita a homenagem de carnaval em nome dele, merecida!!..vamos parar de chorar o colocar a bunda na rua, talvez ai sim, vc tenha o direito de reclamar..!!!

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