Por Motta Araujo
BANCOS HISTÓRICOS – HONG KONG AND SHANGAI BANKING CORPORATION – Fundado em Hong Kong e em Shangai em 1865, foi banco emissor da moeda de Hong Kong (é até hoje), de Shangai e da Tailândia, criado por escoceses e mantem até hoje a cultura escocesa, prudente e aventureira ao mesmo tempo.
O HSBC originou-se da Primeira Guerra do Ópio e visava financiar o crescente comércio entre a China e o Império Britânico, teve uma longa e complicada história na Ásia até a Segunda Guerra e consequente ocupação japonesa de sua base de operações. Sua sede em Hong Kong passou a ser o Quartel General das forças de ocupação nipônicas, os seus dois principais executivos foram feitos prisoneiros dos japoneses e morreram no campo de concentração.
O HSBC transferiu sua sede para Londres e expandiu-se na Europa, EUA e América Latina, no Oriente Médio pela compra do lendário British Bank of the Middle East, hoje é o maior banco do mundo em ativos, cerca de US$2,6 trilhões.
Os escoceses são muito diferentes dos ingleses, são famosos pela sovinice e amor ao dinheiro mas ao mesmo tempo costumam correr altos riscos, um espírito meio jogador e libertário, se dão bem em qualquer lugar e não seguem muitas convenções como os ingleses.
O HSBC tem 315.000 funcionários e 125 milhões de clientes, 7.200 agências, no Brasil está entre os dez maiores bancos, teve um CEO mundial até ha pouco tempo que falava português fluente, opera com executivos de qualquer nacionalidade, o CEO do Canadá é carioca e a diretora principal para toda a América Latina era até há pouco tempo uma engenheira agronôma formada em Piracicaba.
Um banco histórico e global ao mesmo tempo, atravessou a história da China desde a Imperatriz Viúva até os dias de hoje.
Leandro_O
31 de janeiro de 2014 1:22 pmComo bancos como o HSBC
Como bancos como o HSBC ajudam a minar receitas tributárias do país:
“As anotações mostram como os banqueiros encorajaram seus clientes a usar companias anônimas no Panamá e em outros paraísos fiscais, fizeram visitas a casas dos clientes na Bélgica, realizaram encontros secretos em hotéis em Bruxelas e Antuérpia e usaram linguagem em códigos quando falavam ao telefone. ‘O cliente não pode receber ligação’, explica uma nota. ‘Ele telefona para nós, então usa nome de um jogador de futebol e pergunta o preço do caviar, se referindo ao total de seus ativos'”
HSBC EXPOSED IN MASSIVE DATA LEAK IN BELGIUM
http://www.icij.org/blog/2013/10/hsbc-exposed-massive-data-leak-belgium
By Lars Bové October 28, 2013, 2:15 pm
On Saturday, I revealed in the newspaper De Tijd that HSBC, one of the biggest banks in the world, helped thousands of rich Belgians elude hundreds of millions of euros in taxes. The story was based on the records of 3,137 secret bank accounts belonging to 2,450 Belgian clients of HSBC Private Bank in Switzerland. The data also includes internal notes of Swiss bankers’ communications with these clients, exposing how the bankers helped clients set up offshore companies and maintain a veil of secrecy over their finances. My investigation started with a simple question: How can I expose the dubious practices of Swiss bankers? I could talk to witnesses, but that would only expose the tip if the iceberg. But how could I trace the numerous offshore companies that their rich clients use to avoid taxes and remain anonymous? It’s impossible without the help of an insider. Even if I searched all the available databases of companies in Panama, the British Virgin Islands, and other tax havens, I would never be able to unmask who hides behind the bogus directors. But when I heard three years ago that Hervé Falciani, a former employee of HSBC Private Bank in Switzerland, had copied numerous data of the bank, I knew I had to get my hands on the Belgian data. But how? Well, I can’t reveal how I finally obtained the data, only a few weeks ago. But let’s say it was a long road to get there. From the start I wrote about every new step in the fiscal and criminal investigations in Belgium resulting from the HSBC leak. The Belgian authorities had obtained Falciani’s data from the French, who had initially recieved it. In 2011, I gathered the names of 170 Antwerp diamond dealers that were HSBC clients in Geneva. The assembled list of names was an eye opener. Almost every important diamond dealer, the heads of specialized exchanges called diamond bourses, and officials in other key institutions in Antwerp, the diamond capital of the world, were suspected of tax fraud. I continued my investigation and spoke with lawyers, bankers, magistrates, police investigators, fiscal investigators, politicians, exposed HSBC clients, and others. This hard work paid off when a few weeks ago I received the entire list of 2,450 HSBC clients in Geneva, and their 3,137 bank files. I saw the names of nobility, a minister of state, CEOs of big Belgian companies, big lawyers, board members of Belgian banks, and a famous Belgian entertainer. I was able to go beyond simply naming names, though, thanks to the rich trove of internal file notes. The communications between the bankers and their Belgian clients exposed the tactics they used to keep the clients’ secrets, helping them hide money and transactions from tax authorities. “Client is terrified that she will be exposed to the Belgian fiscal authorities,” one note says. The notes show how the bankers encouraged their clients to use anonymous companies in Panama and other tax havens, made discrete visits to clients’ homes in Belgium, held secret meetings in hotels in Brussels and Antwerp and used code language when talking on the phone. “Client can’t be called,” one note explains. “He calls us, then uses name of a football player and asks us the price of the caviar, meaning the total amount of his assets.” It took three years of investigation, while continuing to work on other stories for our newspaper, De Tijd, to finally got me to this point. But it doesn’t stop here. I will continue to investigate.
junior50
31 de janeiro de 2014 9:56 pmPrivate Banking
NUNCA um operador ou gerente de contas de um “private bank”, conversa com seus clientes em carteira, através de telefones fixos ou celulares, e-mail, ou qualquer metodo passivel de interceptação, somente curtas frases ou palavras previamente codificadas são utilizadas nesntes meios, visando futuro contato pessoal, na esmagadora maioria das vezes, este cliente nunca vai ao Banco – atende-se em hotéis, restaurantes fechados, academias, rent offices etc..
Estas ações não são porque existe medo do “governo” ( MJ/DPF, SRF,MPs, COAF, e outros orgãos de controle), para estes existem brechas legais ( planejamento financeiro,cambial e tributário – parte do contrato cliente – private bank), o maior problema é a concorrencia dos outros private-bankings, que as vezes até seguem, interceptam comunicações, querendo “pescar” ( roubar ) o cliente e transferi-lo para outro banco.
Jorge Nogueira Rebolla
31 de janeiro de 2014 1:29 pmFinanciava o tráfico internacional de drogas…
…a serviço da facínora Vitoriazinha Dona-do-Mar, vulgo Rainha.
Leandro_O
31 de janeiro de 2014 1:30 pmO Snowden do HSBC
Responsável por vazamento em banco suíço diz: “é fácil esconder dinheiro”
http://apolitikos.wordpress.com/author/apolitikos/page/2/
No final de 2008, Hervé Falciani cometeu o que se acredita ter sido o mais espetacular roubo de dados bancários da história. O engenheiro de sistemas e ex-funcionário administrativo do HSBC em Genebra se mudou da Suíça para a França e levou com ele os dados de cerca de 130 mil clientes do banco anglo-asiático.
Em seguida, a ministra da Fazenda da França à época, Christine Lagarde, atual chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), entregou os dados fornecidos por Falciani a outros países. Com a ajuda dessas informações, as autoridades foram capazes de descobrir centenas de casos de evasão fiscal, incluindo aqueles que envolviam membros da família Botín, de banqueiros espanhóis. Na Grécia, os dados, que frequentemente são chamados de a “Lista de Lagarde”, ficaram esquecidos e só retornaram às manchetes durante a crise da dívida do país.
Falciani, 41, também tem colaborado com as autoridades norte-americanas. Devido à força das informações fornecidas por ele, o HBSC foi obrigado a pagar uma multa no valor de US$ 1,9 bilhão aos Estados Unidos após uma comissão do Senado norte-americano descobrir que falhas nos controles de lavagem de dinheiro do HSBC tinham permitido que terroristas e cartéis de drogas tivessem acesso ao sistema financeiro dos EUA.
No ano passado, autoridades espanholas prenderam Falciani em Barcelona. Depois que um tribunal espanhol rejeitou um pedido de extradição para o franco-italiano apresentado pela Suíça, ele retornou há algumas semanas à França, onde juízes de instrução abriram uma nova investigação contra o HSBC.
A Spiegel se encontrou com Falciani perto da Place d’Italie para realizar uma entrevista. Ele estava usando barba e veio acompanhado de três guarda-costas de óculos escuros. Falciani diz que um mandado de prisão internacional expedido pela Suíça ainda pesa sobre ele.
Spiegel: Falciani, você está fugindo há anos, após ter sido acusado de violar as leis de sigilo bancário da Suíça e ter causado sérios problema para os sonegadores e os bancos. Você sente algum tipo de afinidade com o ex-funcionário da NSA (National Security Agency, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos), Edward Snowden?
Falciani: Sim, na verdade eu até tentei entrar em contato com ele. É importante que existam pessoas como Edward Snowden, que falam a verdade e apontam os problemas sistêmicos. Nós poderíamos perguntar se realmente precisamos dos serviços de inteligência, mas eu acredito que a resposta a essa pergunta seja sim. O que nós certamente não precisamos são governos nos dizendo o que é bom para nós.
Spiegel: As acusações que você apresentou são dirigidas contra o sistema bancário. Por que, então, você trabalhava nessa área?
Falciani: Eu cresci em Mônaco e, naquele ambiente, entrar para o setor financeiro era a escolha mais óbvia. Quando eu era jovem, acreditava que os bancos existiam para proteger os ativos de pessoas que tinham preocupações justificadas, como seu passado sob os regimes comunistas. No HSBC eu aprendi rapidamente que os bancos existem para fazer algo completamente diferente.
Spiegel: E o que seria isso?
Falciani: Bancos como o HSBC criaram um sistema para ficar ricos à custa da sociedade, ao ajudar na operacionalização de práticas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
Spiegel: No ano passado, você se deixou ser preso na Espanha por acreditar que ficaria mais seguro na prisão. Agora você está de volta à França há algumas semanas. Você se sente seguro aqui?
Falciani: O novo governo francês decidiu trabalhar seriamente comigo para lutar contra a corrupção e a evasão fiscal. Isso coloca a minha vida em risco e significa que eu preciso da proteção que o governo está me proporcionando agora.
Spiegel: O governo anterior da França não trabalhou com você?
Falciani: Não a sério. O governo anterior só estava interessado nos nomes dos clientes bancários individuais. O presidente Nicolas Sarkozy não queria combater a corrupção. Ele queria proteger os bancos.
Spiegel: Ainda assim, as autoridades da Espanha e da França condenaram vários sonegadores proeminentes com base nos dados que você entregou a elas.
Falciani: Isso é verdade, mas até agora nem 1% das informações que eu forneci foi analisado, pois as autoridades só estão interessadas nos nomes dos clientes. Mas essas informações também podem ser usadas para expor o sistema que os bancos criaram para tornar a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro possíveis. Para mim, a coisa toda sempre esteve relacionada com chamar a atenção para o comportamento dos bancos, após eu não ter conseguido mudar esse sistema a partir de dentro.
Spiegel: O HSBC nega que alguma vez você tenha apontado esses problemas enquanto trabalhava lá.
Falciani: Eu fiz, mas não adiantou nada. A maioria dos bancos suíços conta com um programa de denúncias, mas eles utilizam esses programas para punir aqueles que se valem deles.
Spiegel: Você também ofereceu suas informações para as autoridades alemãs?
Falciani: Três anos atrás, eu ofereci minha ajuda e fiz contato direto por meio de meu advogado.
Spiegel: E?
Falciani: Nada aconteceu.
Spiegel: Por quê?
Falciani: Eu me faço a mesma pergunta. Estamos falando de um total de 127 mil clientes e mais de 300 mil contas.
Spiegel: Quantos deles são da Alemanha?
Falciani: Eu não sei exatamente. Pode ser difícil conectar as contas aos correntistas, uma vez que os clientes mais inteligentes escondem suas identidades. Mas há, pelo menos, mil clientes alemães. Os dados são provenientes de agências do HSBC em Zurique, Genebra e Lugano. As agências de Zurique, em especial, atendiam os clientes alemães.
Spiegel: Por que as autoridades alemãs estariam mais abertas para trabalhar com você agora do que há três anos?
Falciani: Eu espero que elas estejam, pois a Alemanha desempenha um papel muito importante no combate à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal. Atualmente eu estou envolvido em uma série de investigações e também poderia ser útil para os investigadores alemães.
Spiegel: Atualmente, muitos bancos suíços dizem que se envolvem apenas em práticas legais e que repelem qualquer cliente que não revele se pagou ou não os impostos devidos. Você acha que essa mudança é verossímil?
Falciani: Não, eu não acho. Apenas o fato de eles terem que enfrentar a concorrência internacional garante que os bancos continuarão oferecendo a seus clientes ricos maneiras de contornar as autoridades fiscais.
Spiegel: A Comissão Europeia quer criar um sistema automático e abrangente para a troca de informações em toda a Europa. Quão eficazes seriam essas normas para colocar um ponto final nas práticas obscuras levadas a cabo por bancos e sonegadores de impostos?
Falciani: Os bancos têm um forte instinto de autopreservação e são rápidos para se adaptar às novas regras. É fácil esconder dinheiro. O HSBC tem uma divisão de estratégia que cuida dessas coisas. Por exemplo: um banco pode atrair empresas intermediárias, às vezes em vários níveis, e fazer com que os negócios não sejam realizados por meio de contas do próprio banco. Eles oferecem aos clientes produtos não-bancários, como apólices de seguros de vida que existem com o único propósito de permitir a sonegação de impostos, ou ouro, que os bancos armazenam em seus cofres a partir do pagamento de uma taxa.
Spiegel: Que papel as agências dos bancos suíços ou os grandes credores internacionais, como HSBC, desempenham nos países de origem dos sonegadores de impostos?
Falciani: É justamente para explorar essas questões sistêmicas que as autoridades da França querem a minha ajuda. É impossível acreditar que as agências bancárias do exterior não estão envolvidas nesse sistema de sonegação fiscal. Essas agências convidam seus clientes para eventos esportivos e culturais, onde eles se encontram com intermediários que explicam como fazer o dinheiro chegar à Suíça sem ter que transportá-lo fisicamente através da fronteira.
Spiegel: Como podemos controlar esse problema?
Falciani: Isso só será possível se os governos e as autoridades de todo o mundo trabalharem em conjunto, já que os bancos também fazem uso de redes internacionais. Nós não estamos mobilizando os recursos que temos. A importância das publicações do Offshore Leaks reside no aumento da pressão para que se trabalhe em conjunto em nível internacional.
Spiegel: Os Estados Unidos adotaram medidas mais duras contra os bancos suíços. A União Europeia deve seguir esse exemplo?
Falciani: À primeira vista, isso parece ser verdade –os EUA, por exemplo, impuseram uma pesada multa contra o HSBC por lavagem de dinheiro. Mas eu fiquei surpreso ao saber que as autoridades norte-americanas decidiram que o HSBC era “grande demais para ir para a cadeia” –em outras palavras, as autoridades se esquivaram de impor sentenças de prisão para os gerentes do banco, embora seja difícil imaginar que os gerentes de nível superior não soubessem nada a respeito do envolvimento sistêmico do banco na lavagem de dinheiro.
Spiegel: Como assim?
Falciani: Apenas o software MIS Global Technologies, que possibilita a utilização de uma forma de contabilidade que emprega registros duplicados para ocultar rendimentos ilegais, custa vários milhões de dólares. Investimentos como esse são aprovados pela maioria dos gerentes seniores de um banco.
Spiegel: Você poderia descrever de maneira simplificada como funciona a lavagem de dinheiro por meio da contabilidade duplicada?
Falciani: Digamos que um chefão do tráfico mexicano possui uma conta bancária no México, recheada com milhões provenientes do tráfico de drogas. Ele também mantém uma conta zerada na Suíça. Usando esse software, o banco consegue ver o saldo da conta do traficante no México e conceder a ele um empréstimo em sua conta na Suíça no mesmo valor. Dessa forma, o dinheiro é lavado e o traficante pode até amortizar os juros desse débito de seu imposto de renda. Nós precisamos expor e combater esses sistemas. Eu gostaria de envolver mais governos nesse processo.
Spiegel: Você sempre afirmou que não aceitou nenhuma quantia em dinheiro das autoridades em troca de seus dados e seus serviços. O que você faz para viver?
Falciani: Durante todo esse período eu continuei trabalhando com pesquisa de software. Sou grato ao meu empregador por ter tornado isso possível, apesar das circunstâncias difíceis. Minha mulher perdeu o emprego quando veio à tona que eu estava trabalhando com as autoridades francesas, o que significa que agora eu preciso do dinheiro mais do que nunca.
Motta Araujo
31 de janeiro de 2014 2:24 pmEsse HSBC da Suiça era o
Esse HSBC da Suiça era o antigo Republic National Bank of New York, do falecido Edmond Safra, um dos maiores bancos
da Suiça quando foi comprado pelo HSBC.
. Na Suiça o dinheiro que foi sonegado em outro Pais é limpo, não há crime fiscal na Suiça e o problema passa a ser do cliente e do fisco de seu Pais. Esse mesmo processo de vazamento de informações ocorreu com o UBS em escala muito maior do que o do HSBC.
André LB
31 de janeiro de 2014 5:03 pmO que cria uma situação
O que cria uma situação deveras interessante.
Se um indivíduo – brasileiro, digamos – traficar drogas para a Suiça a partir do Brasil, as autoridades de lá o prenderão na hora se ele cruzar a fronteira daquele país.
No entanto, se o dinheiro dele PROVENIENTE desse mesmo comércio ficar por lá dando sopa, não há “crime nenhum”. Xará, você há de concordar comigo que há uma… “discrepância moral” aí.
A.Araujo
31 de janeiro de 2014 5:51 pmNada a ver. Trafico de drogas
Nada a ver. Trafico de drogas é crime na Suiça, sonegação de impostos não, portanto o traficante de drogas será preso
e processado se depositar dinheiro proveniente de trafico.
André LB
31 de janeiro de 2014 8:35 pmNão é o que diz o
Não é o que diz o entrevistado da matéria acima, responsável por vazamento de informações bancárias.
“Spiegel: Você poderia descrever de maneira simplificada como funciona a lavagem de dinheiro por meio da contabilidade duplicada?
Falciani: Digamos que um chefão do tráfico mexicano possui uma conta bancária no México, recheada com milhões provenientes do tráfico de drogas. Ele também mantém uma conta zerada na Suíça. Usando esse software, o banco consegue ver o saldo da conta do traficante no México e conceder a ele um empréstimo em sua conta na Suíça no mesmo valor. Dessa forma, o dinheiro é lavado e o traficante pode até amortizar os juros desse débito de seu imposto de renda. Nós precisamos expor e combater esses sistemas. Eu gostaria de envolver mais governos nesse processo.”
junior50
31 de janeiro de 2014 9:08 pmMal explicado
Não é bem assim que funciona, está vago, e não apenas a Suiça fazia ( desde 2002/2003, parou, ou escondeu melhor ), outros paraisos ainda fazem, em linhas gerais um dos tipos de operação é este:
1. Abrir uma empresa de intermediação financeira em um paraiso fiscal ( placa na porta + advogado)
2. Esta empresa abre uma conta corrente/investimento em um banco de outro paraiso fiscal
1 + 2 = Empresa “lata de ouro ou lixo ( LOL) está formada.
3. O “lavador” abre uma conta no mesmo banco, do mesmo tipo.
4. Os créditos que ele possui em seu país, parte deles ele remete para esta conta ( legal ou iilegalmente – bicicleta).
5. O que sobrar, em seu exemplo no México, pode ser acessado por qualquer banco no mundo, nem precisa de algum software especifico, apenas autorização, as vezes nem isto, transformado em um “papel” pode garantizar ou alavancar o empréstimo da LOL (item 6)
6. O lavador contrata um financiamento ou abre uma linha de crédito com a LOL, que irá depositar este crédito em seu banco, que irá transferi- lo para a conta pré-existente do lavador, portanto o contrato de empréstimo não é com o Banco (agente financeiro apenas), é firmado com a LOL.
7. Este crédito é internalizado legalmente, empréstimo externo a pessoa juridica, que irá paga-lo ao decorrer do contrato, dependendo do sistema tributário vigente, os juros pagos poderão ser abatidos do IR, parcial ou totalmente.
8. Em resumo vc. está emprestando para vc. mesmo, em casos extremos vc. pode através da LOL, pedir falencia/liquidação de vc. mesmo, neste caso vc. perde o “papel-garantia” para LOL ( vira lixo, e na mão da LOL vira ouro) e pode chegar para seus credores locais e dizer, “fali, não tenho como pagar ninguem”, ou fazer o inverso, falir a LOL e receber lavado o inicial + garantia.
Fernando Bento
31 de janeiro de 2014 1:43 pmUm pouco mais
Um pouco mais aqui:
http://www.diplomatique.org.br/edicoes_especiais_artigo.php?id=74
Motta Araujo
31 de janeiro de 2014 2:12 pmEm todo banco do planeta
Em todo banco do planeta circula dinheiro de contrabandistas, traficantes, rufiões, corruptos, ladrões, vigaristas e golpistas..
Ou será que todo dinheiro que circula pelo Banco do Brasil é limpinho? Nas maiores fraudes e roubalheiras contra o dinheiro publico no Pais o guichê pagador é o do Banco do Brasil e nem porisso o Banco é culpado.
wendel
31 de janeiro de 2014 2:13 pmEsta tudo dominado!!!
Talvez alguns se lembrem da historica foto, de um aperto de mãos, entre o Presidene da Bolsa de Valores de NY, e o braço direito das Farcs! Tenho procurado a tal foto na Rede, mas parece que foi detonada/deletada!!!
Assim, não é só os bancos, que são lavanderia. São, vendas de jogadores; corridas de carros; hipódromos; etc, etc, e etc.
E o mais hilário, é que todos sabem disto, mas……, alguns até levam pare desta movimentação!!!
Inclusive os governos!!!!!!
Edson Sabon
31 de janeiro de 2014 9:04 pmficou famoso como “Grasso
ficou famoso como “Grasso Abraso”. Taí uma fonte para vc: http://www.larouchepub.com/eiw/public/2008/2008_10-19/2008_10-19/2008-11/pdf/46_3511.pdf
Durvaldisko
31 de janeiro de 2014 3:05 pmMotta Araujo tem revelações
Motta Araujo tem revelações fresquinhas sobre a participação do Banco do Brasil em fraudes,lavagem e outras delinquências financeiras iniciadas nos governo do saudoso FHC e mantidas até hoje no da presidenta.
Fala Motta !
Antonio Lemos
31 de janeiro de 2014 5:47 pmAA – Mais do mesmo
Merchandising no blog?!?!?!
Motta Araujo
1 de fevereiro de 2014 12:08 amJá postei a historia de
Já postei a historia de dezenas de empresas e bancos , não há nenhum merchandising e nem essas instituições precisam disso.
Higorgor
31 de janeiro de 2014 6:36 pmHSBC
Faltou falar neste artigo sobre a entrada do HSBC no Brasil no final do século XX e sua aquisição do BAMERINDUS, fato ainda muito sombrio e nebuloso, em algumas entrevistas o ex-dono do BAMERINDUS, Andrade Vieira, revela toda a mágoa e todo o esquema que a então equipe econômica do governo FHC e o Banco Central fizeram e que levou a venda do BAMERINDUS.
Seria bom que fosse relembrada esta história e o que de verdade existe na aquisição do BAMERINDUS.
O fato é que depois de 15 anos, esta história ainda está muito mal explicada.
junior50
31 de janeiro de 2014 9:35 pmP & O
Caro Motta,
Uma vez que vc. já fez uma série sobre empresas de navegação, vc. poderia agora, continuando este post que versa sobre o HSBC, casa-lo com um post de sua, diriamos, genese: a P& O ( Peninsular and Oriental Steam Navigation).
Para maiores informações: //mondediplo.com/2010/02/04/hsbc
E caro Motta, hj. vc. está calmo, pois como somos um pouco mais “antigos” e vimos mais deste mundo volatil, vc. poderia ( só para encher o saco das esquerdas fossilizadas, e deixar a direita mumia perplexa), comentar das operações do HSBC ( HK Branch) com os comunistas chineses do final da decada de 50 até 73, Camarada Mao, o Grande Timoneiro, nunca foi um bobo financeiro, sempre soube que a China precisava de uma saida para o mundo do capital, e o HSBC-HK, era uma das portas. ( o Nacional Lisboa – Macau e seus cassinos, uma janelinha).
Tanto que na “pré-abertura” chinesa em 1973, após a revolução cultural, o HSBC acreditava que poderia “pular Koowlon”, e quem pulou, saltou foi de Nova York para Pequim, Nixon – Kissinger acompanhados de Rockfeller, conseguiram colocar o Chase Manhatan Bank, como o primeiro parceiro internacional capitalista do Banco Nacional da China ( 10/08/1973).
Alan de Oliveira
6 de agosto de 2014 7:06 amMuito sombrios os assuntos!
Acredito que até a atualidade ainda ocorre riscos e muitos delitos dos quais não cheiram bem em qualquer que seja a esfera da sociedade que se diz “organizada”. Tudo exposto é bem explicativo e denota um mechan bem ridículo e ensina métodos/meios/formas de sonegação: parabéns para os piratas de plantão…