5 de junho de 2026

Startup do Tocantins desenvolve armadilha de controle biológico do mosquito da dengue

Iniciativa teve apoio do programa Centelha, do MCTI, na transformação da ideia em um produto viável.
Divulgação/MCTI

Startup WASI Biotech do Tocantins criou armadilha biodegradável com fungo para controlar mosquito Aedes aegypti.
Tecnologia aprovada pelo Centelha está em testes para controle biológico do mosquito sem uso de inseticidas químicos.
Produto visa parcerias governamentais e pode incorporar sensores para monitorar condições de proliferação do vetor.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

da Agência GOV

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Uma startup do Tocantins (TO) desenvolveu uma armadilha para combater o mosquito Aedes aegypti , transmissor da dengue, zika e chicungunha. A WASI Biotech, fundada em 2023, desenvolveu uma solução impressa em 3D com material biodegradável que atrai o mosquito e o infecta usando o fungo Metarhizium anisoplia . O agente é inofensivo a humanos e animais domésticos. Os insetos contaminados têm a vida reduzida e menor capacidade de transmitir doenças.

A iniciativa foi aprovada na segunda edição do Centelha, no Tocantins, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado. Hoje, a tecnologia está em fase de testes para maturação tecnológica antes de ser aplicada em larga escala. Walmirton D’Alessandro, um dos fundadores da startup, tem doutorado em Medicina Tropical e pós-doutorado em Assistência e Avaliação em Saúde. Ele conta que a empresa surgiu no ambiente universitário como desdobramento da pesquisa científica.

“A solução já passou por fases iniciais de validação conceitual e testes laboratoriais, demonstrando a eficácia dos agentes biológicos no controle do vetor. Além disso, estão em andamento estudos experimentais e testes de campo controlados, com acompanhamento científico, visando avaliar o desempenho do dispositivo em ambientes reais”, detalha.

Walmirton afirma que o diferencial do produto está no controle biológico do inseto sem o uso de inseticidas químicos diretos. A impressão 3D também permite replicar a armadilha em diferentes locais a um baixo custo. Além disso, o produto pode incorporar sensores para medir temperatura, umidade, pressão e monitorar as condições de proliferação do mosquito, o que produz dados para ajudar em estratégias de vigilância em saúde.

O foco da empresa é atuar no segmento Business to Government (B2G), voltado para parcerias com governos e secretarias de saúde. O apoio do Centelha veio na fase inicial, com a transformação da ideia em um produto viável. “A contribuição do Centelha foi essencial, tanto no aporte financeiro quanto na mentoria e no fortalecimento do modelo de negócio”, descreve o pesquisador.

Para outros empreendedores que querem tirar as ideias do papel, Walmirton recomenda estudo, persistência e busca de ferramentas de apoio. “Aprender faz parte do processo, e quando as decisões são orientadas por dados, pesquisa e planejamento, os riscos são significativamente reduzidos. Empreender com propósito, responsabilidade social e base científica é um caminho sólido para gerar impacto real e sustentável”, pontua.

Centelha

O Centelha é uma parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Confederação Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação Certi.

O programa segue sua terceira edição até 2027 com editais a serem lançados em 11 estados. Nas duas etapas anteriores, o programa já recebeu mais de 26 mil ideias e apoiou 1.600 empresas. Todas as chamadas e informações sobre o Centelha podem ser consultadas no site https://programacentelha.com.br

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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