7 de junho de 2026

BC liquida Banco Pleno e amplia cerco a ex-sócio do Banco Master

Deterioração financeira e descumprimento de normas motivam medida; Fundo Garantidor de Crédito deve cobrir R$ 4,9 bilhões
Divulgação BCB

▸ Banco Central decretou liquidação extrajudicial do Banco Pleno e Pleno DTVM por crise de liquidez e descumprimento de normas.

▸ Banco Pleno herdou R$ 6 bi em CDBs do Banco Master, mas não conseguiu honrar compromissos; ativos somavam 0,04% do SFN.

▸ FGC ressarcirá clientes do Pleno até R$ 250 mil por CPF; BC investiga responsáveis e pode aplicar sanções e comunicar MP.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Banco Central decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). A decisão interrompe as atividades do conglomerado, que enfrentava uma crise aguda de liquidez e descumpria reiteradas determinações da autoridade monetária.

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Em ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, a autarquia justificou a medida pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade”.

Com a decisão, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. O comando do processo passa para um liquidante nomeado pelo BC, que avaliará os ativos para pagar os credores.

Herança do Master e crise de liquidez

O Banco Pleno, que já operou sob os nomes Indusval e Voiter, integrou o grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foi vendido ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

A instituição herdou cerca de R$ 6 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) originados no Master, mas não conseguiu gerar caixa suficiente para honrar os compromissos. O BC monitorava a situação e havia enviado alertas sobre a necessidade de aportes de capital, que não foram realizados.

A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

O Pleno detinha uma fatia pequena do Sistema Financeiro Nacional (SFN), representando 0,04% dos ativos totais. Em setembro, seu passivo era de R$ 6,8 bilhões, sendo a maior parte concentrada em CDBs e letras financeiras.

Desmonte do conglomerado de Daniel Vorcaro

A queda do Pleno é o capítulo mais recente do desmonte do grupo ligado a Daniel Vorcaro. Desde novembro de 2025, o BC tem liquidado braços do conglomerado após identificar insolvência e suspeitas de fraudes contábeis. Já passaram pelo mesmo processo o próprio Banco Master, o BlueBank (antigo Letsbank) e o Will Bank.

O caso Master tornou-se o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com cerca de R$ 41 bilhões reservados para ressarcir investidores.

Orientações ao investidor

Para os clientes do Banco Pleno, o ressarcimento será feito pelo FGC, respeitando o limite de R$ 250 mil por CPF. Segundo estimativas do fundo, há cerca de R$ 4,9 bilhões em depósitos elegíveis para cobertura.

  • Prazo: O pagamento costuma ocorrer cerca de 30 dias após o envio da lista de credores pelo liquidante.
  • Procedimento: O processo é realizado via aplicativo do FGC, onde o investidor cadastra sua conta e realiza a validação biométrica.
  • Cobertura: Estão garantidos valores em conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA.

O Banco Central informou que continuará apurando responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações ao Ministério Público.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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