Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Dê
31 de janeiro de 2014 2:07 amA sonolenta palestra de
A sonolenta palestra de Joaquim Barbosa em Londres
Discurso de duas horas do presidente do Supremo fez reitor da Universidade de Londres cair no sono. Passagem de Joaquim Barbosa foi financiada pelo STF; ele recebeu R$ 14 mil em diárias para 10 dias de passeio pela Europa
Joaquim Barbosa, conhecido por seus longos e acalorados debates na Presidência do Supremo Tribunal, passou por um constrangimento em Londres. Em palestra no King’s College, o reitor da Universidade, Rick Trainor, caiu no cochilo durante o discurso de duas horas de Barbosa sobre o funcionamento da Corte brasileira.
A passagem de Barbosa pelo evento foi financiada pelo STF. Ele recebeu R$ 14 mil em diárias para 10 dias de passeio pela Europa, nos quais teve apenas dois compromissos oficiais, em Paris e Londres.
A repórter Patrícia Dantas cobriu a palestra de Joaquim Barbosa em Londres para o portal DCM. Confira abaixo o seu relato:
Patrícia Dantas
O presidente do STF fechou sua temporada de três dias em Londres com uma palestra-aula no King’s College. Barbosa não deu entrevistas à imprensa antes ou depois e adotou um tom mais cauteloso do que seu padrão.
Apesar do frio de 5 graus e da chuva, o King’s College teve de disponibilizar uma sala extra com transmissão por streaming no Safra Lecture Theater. O salão principal teve seus 253 lugares tomados (o evento foi aberto e gratuito). Algumas pessoas ficaram em pé. Barbosa proibiu qualquer tipo de questionamento relacionado aos casos que ainda estão em andamento no Supremo. O diretor do King’s Brazil Institute, Anthony Pereira, deixou isso claro ao apresentar o palestrante. Segundo os organizadores, ele não recebeu cachê.
JB abriu a noite explicando como é escolhido o presidente do STF. ”O chefe da Suprema Corte não é eleito pelo presidente da República, mas sim pelos seus pares desde 1890″, disse. A conversa foi toda num inglês correto, com alguns termos jurídicos em português. “É importante para evitar a personalização e centralização do poder em apenas em um juiz. Fico muito feliz pelo Brasil ter adotado esse sistema desde o início”.
O tom, especialmente no início, foi monótono, com longas pausas reflexivas. O reitor, Rick Trainor, não aguentou e cochilou. No final, houve uma sessão de 40 minutos reservada às perguntas do auditório. Eu pude perguntar, se ele pretendia se candidatar a presidente.
Não respondeu de imediato. Preferiu passar a outras questões formuladas pelo público. Voltaria depois ao assunto da presidência. “A plateia me perguntou se eu sou candidato e eu ainda não respondi”, disse. “E, afinal, quer?”, ouviu-se no auditório repleto de brasileiros.
“Quero!”, afirmou ele, em tom irônico. Houve uma certa surpresa. Em seguida, esclareceu que estava fazendo uma piada. “Muitas pessoas se aproximam de mim nas ruas ou lugares públicos dizendo que eu deveria ser candidato. Nunca fui um político ou afiliado a qualquer partido político. Até mesmo na época da faculdade, também nunca participei de nenhuma militância política. Então, a resposta é não”.
Sobre racismo, ele disse o seguinte: “A maioria das pessoas que sofrem com a pobre educação no Brasil são negras. Negros moram em favelas, têm os trabalhos que pagam menos. Todos os indicadores apontam que esse é um dos problemas-chave na política brasileira. Brasileiros brancos não querem discutir isso. A TV no Brasil parece a TV da Dinamarca. Precisamos lidar com o assunto logo”.
Sobre uma visita recente que teria feito ao presídio de Pedrinhas, no Maranhão: “Políticos não se importam com esses assuntos porque isso não traz nenhum retorno, dividendos ou votos. Esta é a razão pela qual as prisões estão nesta situação. São como o inferno. Os governos alegam que não têm equipe suficiente para construir os presídios”.
Alguém quis saber se, sendo um “intelectual com ideias bastante progressistas”, ele não se incomodava em ser transformado em “herói” pela maioria dos grupos conservadores no Brasil. Barbosa: “Não me importo com quem aprecia meu trabalho, conservador ou liberal. Eu faço o que acho que é certo. Sou uma pessoa realmente cautelosa. Minha orientação é fazer o que é preciso ser feito. Se liberais gostam do que faço, tudo bem, mas eu realmente não me importo com isso”.
Encerrada a apresentação, Barbosa posou para fotos com a galera. Ficou calado e fez cara de exclamação quando um jornalista indagou se assinaria o mandado de prisão do deputado federal João Paulo Cunha quando voltasse das férias (aliás, não havia nenhum profissional da mídia internacional).
O gelo só foi quebrado quando alguém perguntou se ele iria tomar uma “pint”, a tradicional cerveja inglesa servida nos pubs. “Aí, sim”, disse Joaquim Barbosa, escoltado por seguranças e por seu assessor pessoal em direção à saída.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/01/sonolenta-palestra-de-joaquim-barbosa.html
Francisco J. Corrêa
31 de janeiro de 2014 2:25 amO reitor foi quem mais
O reitor foi quem mais aproveitou. E complemento: foi mais inteligente.
Dormiu enquanto o néscio falava (?!)
nilccemar
31 de janeiro de 2014 6:20 amConversé para boi dormir
Conversé para boi dormir
Marco Santo
31 de janeiro de 2014 11:37 amDe fato, a conversa pra boi
De fato, a conversa pra boi dormir. Mas, de quem é a cabeça na primeira fila. Me chama a atenção, penso ser o filho dele.
Josias Pires
31 de janeiro de 2014 2:19 amQuilombo Rio dos Macacos
Quilombolas acusam Marinha de destruir casa na Bahia
Ação ocorreu durante uma visita do chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Antonio Lessa; quando poucas pessoas estavam na comunidade; este é o segundo em menos de um mês
30 de janeiro de 2014 | 19h 53 inCompartilTiago Décimo – O Estado de S. Paulo
O conflito entre moradores da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos e a Marinha na Base Naval de Aratu, na região metropolitana de Salvador (BA), ganhou mais um capítulo na manhã desta quinta-feira, 30, durante uma visita do chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Antonio Lessa, à comunidade. De acordo com os quilombolas, fuzileiros navais destruíram a casa de um dos moradores, Luiz Oliveira dos Santos, irmão de uma das líderes do grupo, Olinda Oliveira dos Santos, durante uma reunião entre as lideranças da comunidade com o representante do governo federal.
Veja também:
Militares de Aratu (BA) entram em atrito com lideranças quilombolas
Segundo os quilombolas, os militares aproveitaram o momento em que poucas pessoas estavam na comunidade para fazer a ação. “Estávamos mostrando para ele (Lessa) o local onde gostaríamos de ter uma estrada de acesso para a comunidade quando o ataque aconteceu”, relata a líder quilombola Rose Meire dos Santos Silva. “Meu irmão ouviu o barulho e foi ver o que estava acontecendo. Ele flagrou um grupo de mais ou menos 15 fuzileiros destruindo a casa e ainda foi ameaçado de morte se chegasse perto. Os militares quebraram as telhas, as paredes, arrombaram a porta e depois foram embora.”
Segundo ela, Lessa viu o estado em que ficou a casa e prometeu tomar providências. “O que não dá para entender é que o Ministério da Defesa diz estar a nosso favor e envia um representante para dialogar enquanto a Marinha continua destruindo a comunidade”, argumenta Rose Meire. “Os fuzileiros não fazem nada sozinhos, eles têm de ter recebido ordem do comandante para fazer um ato desses.” O Ministério da Defesa ainda não se pronunciou sobre o caso.
O local de conflito entre quilombolas e a Marinha fica do lado oposto da penínssula onde fica a praia de Inema, local preferido da presidente Dilma Rousseff para passar as férias. Há um mês, Dilma passou 10 dias na região, acompanhada da filha e do neto.
Prisões. O ataque desta quinta seria o segundo de militares contra moradores da comunidade apenas este mês. No último dia 6, um dia depois de Dilma deixar a região, Rose Meire e o irmão, Edinei, foram presos e agredidos por sentinelas da base militar, em uma das guaritas da unidade, após se negarem a descer do carro em que estavam. A guarita é o principal acesso à comunidade, que é cercada pelos militares.
O caso teve repercussão e quatro militares envolvidos no episódio foram afastados das funções pelo Ministério da Defesa – apesar de ainda morarem na base.
No dia 15, o ministério emitiu uma nota informando que o ministro Celso Amorim havia determinado “pronto atendimento ao pedido de abertura de uma segunda via de acesso à área da comunidade Rio dos Macacos, sem interferência militar” e que estava “empenhado na solução da questão fundiária entre a comunidade Rio dos Macacos e a União Federal”, promovendo ações como “apoio à construção de um centro comunitário, a viabilização do fornecimento de água potável, a reparação de imóveis que estão em risco iminente de queda e a permissão para plantio, cultivo e criação de animais”. O chefe de gabinete Antonio Lessa foi destacado para liderar as negociações.
Os cerca de 500 moradores da comunidade e a Marinha disputam a posse da área, de 301 hectares, desde a década de 1950, quando a Prefeitura de Salvador cedeu uma área na região, vizinha do quilombo, para os militares. O conflito, porém, só se acentuou no início da década, por causa de um projeto da Marinha de ampliação da base, que envolveria a retirada dos moradores do local.
No fim de 2010, a Justiça baiana chegou a determinar, por meio de liminar, a desocupação da comunidade, mas a decisão foi derrubada, após recurso da Defensoria Pública da União. O caso segue sob análise do Tribunal Regional Federal.
Em julho de 2012, um relatório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu o local como quilombola, delimitando a área de 301 hectares para seus habitantes, mas o documento não foi tornado oficial.
Francisco J. Corrêa
31 de janeiro de 2014 2:21 amO reitor foi quem mais
O reitor foi quem mais aproveitou.
Gão
31 de janeiro de 2014 2:43 amEm oito dias, ‘vaquinha’ para Delúbio supera R$ 1 milhão
Em oito dias, ‘vaquinha’ para Delúbio supera R$ 1 milhão; Excedente será repassado a Dirceu e João Paulo Cunha
POR RODRIGO RODRIGUES
Iniciada há oito dias, a campanha de arrecadação para pagar a multa de Delúbio Soares anunciou nesta quinta-feira (30) que superou em muito a meta de recolhimento e atingiu a marca R$1,01 milhão.
O valor é duas vezes maior que os R$466,8 mil necessários para quitar a multa estipulada pela Justiça de Brasília, em virtude da condenação do ex-tesoureiro do PT no chamado processo do “Mensalão”.
Em mensagem postada no Facebook, Delúbio agradeceu aos colaboradores e usou um texto da advogada que cuida do site de arrecadação para expressar a emoção pelos valores doados pela militância petista:
“Todo nosso trabalho – realizado nas redes sociais, entre os militantes petistas e de partidos de esquerda, movimentos sindical e popular, além dos amigos e amigas de Delúbio pelo país afora – foi embalado por uma questão política absolutamente clara: solidariedade e apoio aos que foram alvos de um julgamento político, midiático e de exceção. Julgamento onde houve uma tentativa de criminalização do projeto representado pelo PT, negando-lhe o papel histórico de profundas transformações sociais. Nossa campanha de arrecadação foi um ato político, consciente e solidário. E o amplo êxito alcançado com a coleta de expressivos R$ 1.013.657,26, é a reafirmação de nossa solidariedade a um dos companheiros”, diz o texto assinado pela advogada Maria Leonor Poço Jakobsen.
Segundo Jakobsen, todo o valor excedido na ‘vaquinha’ será revertido para o ex-ministro José Dirceu e João Paulo Cunha, que também foram condenados no processo do mensalão a cumprir pena em Brasília e tiveram multa estipulada pela Justiça.
Com o valor arrecadado, as campanhas do PT superaram R$1,7 milhão em arrecadação da militância, já que o site criado pela família do ex-deputado federal José Genoíno arrecadou outros R$770 mil para ajudar no pagamento da multa do ex-presidente nacional do PT, que era de R$667,5 mil.
Histórico
Delúbio foi apontado no processo como operador do esquema que envolvia as empresas do ex-publicitário Marcos Valério e foi condenado a seis anos e oito meses por corrupção ativa, em regime semi aberto.
Ele cumpre pena em Brasília, onde ganhou direito de trabalhar num escritório da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital Federal.
Desde o dia 20 de janeiro DElúbio deixa a prisão todas as manhãs para trabalhar e retorna ao presídio para dormir e cumprir a pena.
Pelo trabalho na CUT, Delúbio receberá R$ 4,5 mil para assessorar a direção nacional da entidade.
Outras multas
Além de Delúbio, a militância do PT ainda quer se mobilizar para pagar a multa do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e de João Paulo Cunha, deputado federal em exercício e ex-presidente da Câmara dos Deputados.
Condenado a 10 e 10 meses de prisão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado a pagar 260 dias-multa no valor de 10 salários mínimos (no montante vigente à época do crime, o salário era de R$ 260). A soma dos valores totaliza R$ 676 mil. Mas o valor ainda vai aumentar porque será atualizado com base na inflação quando a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal intimar o petista, o que ainda não ocorreu.
O mesmo acontece com o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que ainda não foi preso mas tem uma multa prevista na ocasião da condenação pelo STF de R$ 370 mil.
Com a correção, a multa de Cunha deve saltar para cerca de R$ 536 mil.
http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2014/01/30/em-apenas-oito-dias-campanha-de-ajuda-a-delubio-supera-r1-milhao-excedente-sera-repassado-a-dirceu-e-joao-paulo-cunha/
Gão
31 de janeiro de 2014 2:54 amItamar agradece #VaiTerFusca
Itamar agradece #VaiTerFusca e desmente black blocs
Posted by eduguim on 29/01/14 • Categorized as Reportagem
Na segunda-feira (27/01/2014), o Blog foi à residência de Itamar Santos, 55 anos, dono do fusca que foi incendiado durante protesto dos black blocs contra a Copa de 2014, levado a cabo em São Paulo em 25 de janeiro de 2014, aniversário da cidade. Na oportunidade, ele autorizou a campanha #VaiTerFusca, para arrecadar recursos para comprar outro carro.
Na quarta-feira (29/01/2014), o Blog voltou a procurar Itamar. Ele confirmou que recebeu quase R$ 8 mil em sua conta bancária, mostrou o extrato, agradeceu a campanha e desmentiu acusações que tem recebido daqueles que incendiaram seu carro, de que teria avançado sobre colchão em chamas que eles colocaram na pista.
Detalhe: o período de demora para entrar todo esse dinheiro foi de 38 horas a partir do lançamento da campanha.
Antes de assistir ao vídeo, vale dizer do absurdo que é culparem a vítima por ter sido vitimada. Mas talvez desfaçatez ainda maior tenha sido os que atacaram São Paulo e quase mataram Itamar, 3 mulheres e uma criança pequena que levava no carro fazerem uma campanha de arrecadação de recursos que peca pela opacidade.
A campanha de “vaquinha” para Itamar é obscura porque não havia necessidade de arrecadar doações e só depois de arrecadadas repassá-las a Itamar. Afinal, a campanha #VaiTerFusca deu os dados da conta bancária do interessado e seria só depositar nela, o que, como se vê no vídeo, mostrou-se muito mais rápido e transparente.
Perguntados sobre se até agora viram algum outro dinheiro além do doado pela campanha #VaiTerFusca, Itamar e a esposa dizem que não viram nada.
A mídia, claro, comprou a versão dos black blocs e passou a divulgar que esses “anjinhos” solidários, apesar de não terem nada que ver com o caso – já que Itamar “avançou sobre o colchão em chamas” –, generosos que são estão arrecadando recursos para ele substituir o carro que ele mesmo teria destruído…
Veja só, leitor!
Globo, Folha de São Paulo, Estadão e até um tucano acusado no escândalo do trensalão divulgaram essa campanha. E, claro, não citaram a campanha #VaiTerFusca, pois quem a lançou já representou várias vezes contra esses veículos no Ministério Público Federal, na Procuradoria Geral Eleitoral e até na Polícia Federal.
Daí se vê o nível da apuração e da exatidão jornalística dessa grande mídia. Está divulgando uma campanha virtual e a campanha real, que já arrecadou quase 10 mil reais, foi escondida por ter partido de alguém que esses veículos consideram um inimigo figadal. E que, aliás, é mesmo.
Abaixo, o vídeo em que o próprio Itamar Santos e sua senhora desmontam a farsa.
Espera-se, entretanto, que os black blocs cumpram sua promessa e repassem os recursos a quem de direito. Afinal, quem quase matou Itamar foram eles. Por conta disso, agora este Blog lança a campanha #EstamosDeOlho, que vai acompanhar até o fim a tal “vaquinha” dos black blocs, para que eles entreguem o que arrecadaram.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=zQeTO36HUSA%5D
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/itamar-agradece-vaiterfusca-e-desmente-black-blocs/
Otto
31 de janeiro de 2014 3:09 amAbaixo-assinado para pedir ao Senado o impeachment de J. Barbosa
Olha, pessoal: estão colhendo assinaturas para uma petição que será enviada ao Senado Federal com um pedido de Impeachment do Presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa em razão dos seus constantes ataques a democracia brasileira. Cliquem no link abaixo, assinem e divulguem! https://secure.avaaz.org/po/petition/Senado_Federal_Impeachment_de_Joaquim_Barbosa/?copy
Gão
31 de janeiro de 2014 3:32 amGoverno pede a shoppings iniciativa para diminuir preconceito
Governo pede a shoppings iniciativa para diminuir preconceito contra rolezinhos
30/1/2014 14:46
Por Redação, RBA – de Brasília
Tweetar
Ação policial contra jovens da periferia em shopping paulistano: transformações culturais e sociais
Reunião entre representantes do governo federal e dos administradores de shopping centers do país marcou a tentativa de abrir a interlocução com empresários do setor sobre a liberdade dos jovens de promover encontros em grupo dentro dos centros de consumo. O encontro foi coordenado pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que enfatizou à Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) a necessidade de rever os parâmetros de segurança de tais locais, como forma de evitar atitudes de discriminação, preconceito e violência.
As ministras Luiza Bairros (Igualdade Racial) e Marta Suplicy (Cultura), além da secretária nacional de Juventude, Severine Macedo também reforçaram a posição do governo de que esses eventos são reflexo da mobilidade social e do crescimento econômico observado no país nos últimos anos. E apresentaram, como um dos principais pontos a serem discutidos, o que chamaram de “reorientação dos padrões de atuação e da cultura das forças de segurança, nos diversos níveis da Federação”.
Outra questão colocada no encontro foi a importância de serem aprofundadas as políticas públicas voltadas para demandas da juventude, sobretudo em áreas como cultura, lazer e esporte, em todos os estados, tanto no âmbito federal como estadual e municipal.
Ficou acertado que o governo enviará representantes para aprofundar mais essa interlocução, durante nova reunião a ser realizada pela Alshop em São Paulo, no próximo dia 25 de fevereiro – com diretores operacionais de shoppings de todo o país, quando será tratada a questão da segurança interna destes estabelecimentos.
Por sua vez, , o presidente da Alshop, Nabil Shahyoun reafirmou sua preocupação de preservar as atividades comerciais dos shoppings e coibir a ocorrência de ilegalidades como depredações, furtos ou ameaças. Até que haja o entendimento total da situação, o empresário disse que manterá a orientação aos centros comerciais para que fechem as portas quando houver rolezinhos.
Por parte dos trabalhadores, marcou presença no encontro dirigente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que congrega grande parte dos sindicatos dos empregados do setor.
Rolezinhos x protestos
À tarde, durante solenidade no Ministério da Justiça, o ministro titular da pasta, José Eduardo Cardozo, afirmou que é preciso separar as coisas em relação aos rolezinhos e os protestos observados no último final de semana contra a realização da copa do mundo. Cardozo lembrou que a liberdade de manifestação dos brasileiros é garantida pela Constituição e não se pode ter discriminação ou pré julgamentos quanto à questão. Mas, por outro lado, atos ilícitos e violentos precisam ser investigados e apurados.
– Precisamos combinar a liberdade de se fazer manifestações com a avaliação e a apuração de situações ilícitas que tenham sido observadas. É preciso separar: quando ocorrem manifestações dentro de situações obviamente tuteladas pela Constituição, isso tem que ser respeitado e não cabe nenhum tipo de ação repressora, não é lícito. Mas quando acontecem atos ilícitos e crimes sendo cometidos, isso precisa ser apurado”, colocou o ministro, acrescentando ainda que “é preciso diferenciar as coisas sem fazer qualquer tipo de pré-julgamento ou juízo de valor.
Copa do mundo
Na reunião do Palácio do Planalto também foi feita uma avaliação sobre os legados esperados pela realização da Copa do Mundo no Brasil. Os participantes destacaram que ao mesmo tempo em que é preciso divulgar mais informações sobre o que o evento esportivo deixará para o país, também é importante a conscientização do caráter democrático dos que querem se manifestar contra o evento, “contanto que sejam assegurados os direitos daqueles que pretendem acompanhar e participar, de diferentes maneiras, da competição”, colocou o Palácio do Planalto em nota encaminhada `a imprensa.
A princípio, o Executivo federal vem se posicionando de forma discreta sobre os protestos em geral e a violência recentemente observada na capital paulista. A presidenta Dilma Rousseff chegou a ressaltar, durante sua viagem a Cuba, que o governo de São Paulo precisa esclarecer o que realmente aconteceu nos protestos naquele estado.
Segundo Dilma, o Brasil já tem “maturidade democrática e poucos países do mundo tiveram atitudes com manifestações como a do governo brasileiro”, referindo-se sobretudo aos protestos populares de junho passado discurso que foi repetido, de certa forma, pelo ministro Cardozo. “A liberdade de manifestação é decorrência natural da vida democrática”, colocou o ministro.
http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/governo-pede-a-shoppings-iniciativa-para-diminuir-preconceito-contra-rolezinhos/681078/
Webster Franklin
31 de janeiro de 2014 6:49 amOposição: procura-se
Carta Maior
30/01/2014
Oposição: procura-se
A crítica competente é fundamental para o desempenho de qualquer governo. Quanto a isso, estamos à míngua. A oposição brasileira é rústica como oposição.
Wanderley Guilherme dos Santos
Se depender da oposição o País não vai andar. A infantilidade de seus protestos explica o agônico socorro que está pedindo à descabelada desordem urbana. De seu próprio ventre, nada. Criticar a autoridade fiscal, por exemplo, por ter usado tributos e dotações dos leilões para fechar as contas equivale a desancar o quitandeiro porque equilibra o livro-caixa recebendo o que lhe devem. É curial que o governo troca tributação por serviços, administração e projetos. Lá uma vez ou outra parte dos impostos se transforma em subsídios diretos e indiretos ao consumo e às despesas dos grupos vulneráveis. Chama-se redistribuição de renda e vem ocorrendo há pouco mais de dez anos no Brasil. É isso que provoca espuma na garganta oposicionista e a faz perder o senso de ridículo.
Nenhuma oposição que se preze tenta condenar um governo por fazer uma parada técnica voltando de longa viagem. Aliás, nem mesmo se fosse para simples recuperação física, independente de considerações meteorológicas ou de segurança de vôo. Pois este foi um dos brados de guerra, sem eco, da semana oposicionista.
Desdobrar desembolsos no tempo é uma espécie de versão macroeconômica da compra a crédito, o uso calculado da renda e do gasto futuros. A dívida das pessoas deve ser compatível com a proporção comprometida da renda esperada face ao dispêndio incompressível que virá a ter. Trata-se de uma questão de ser ou não leviano em relação à própria economia. E é preciso muita leviandade para que eventuais desmandos, ou desvairada presunção, conduzam à falência. Desde a redemocratização de 1945 foram necessárias décadas dos mais variados governos, inclusive ditatoriais, até que os livrescos sábios do PSDB conseguissem a proeza de quebrar a economia brasileira três vezes em não mais do que oito anos.
Quando as mesmas vozes do passado esgoelam-se em advertências sobre a dívida pública, bruta ou como proporção do produto interno, com que diabos de autoridade pensam estar falando? Não possuem nenhuma imaginação ou criatividade e o bolor das receitas sugeridas tem um só resultado, se aviadas: desemprego. Existe uma crônica morbidez no pensamento conservador que o faz recuar diante da saúde e saudar os sintomas patológicos de vida social. Talvez por isso aplauda a proliferação dos micróbios (pequenos grupos de desordeiros, em geral), sem se dar conta de que estes são a hiperbólica evidência do fracasso oposicionista, ele mesmo.
Mas a pantomima máxima revela-se na busca de recordes. Os furos pelos quais compete a grande imprensa foram transferidos das páginas de esportes e da previsão do tempo para as manchetes, mas com significados distintos.
Excepcionais desempenhos em natação, maratona e salto a distância refletem o aprimoramento físico da espécie, o apuro no treino e a perseverança nos treinos. Já os indicadores de temperatura nos explicam o bem estar ou seu contrário em condições de exacerbado calor ou frio. Por isso comparam números de hoje com os de ontem ou de há dez anos conforme o caso. Mas as manchetes das primeiras páginas são pândegas. Títulos chamativos advertem que aumentou a ameaça inflacionária enquanto o texto explica que houve uma variação para mais no quarto dígito depois da vírgula, algo que não acontecia há dezoito, vinte e três ou não sei lá quantas semanas. Ou seja, o furo jornalístico não quer dizer absolutamente nada.
Pelo andar da carruagem é de se esperar escândalos informando que o desemprego na tarde de quarta feira passada foi o maior já registrado em tardes de quartas-feiras de anos bissextos. Ao anunciá-los os apresentadores de noticiários televisivos farão cara de fralda de bebê, suja.
Enquanto o País muda a pele, subverte rotinas, enfrenta e experimenta uma realidade inédita – a liquidação da miséria extrema – e veloz reestruturação de seus contingentes sociais, o reduto oposicionista balbucia indignações esfarrapadas. E a crítica competente é fundamental para o desempenho de qualquer governo. Quanto a isso, estamos à míngua. A oposição brasileira é rústica como oposição, não está preparada para governar.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Oposicao-procura-se/4/30145
Webster Franklin
31 de janeiro de 2014 7:23 amO jornalismo Mainardi ou tudo dá errado neste país…
Do Tijolaço
O jornalismo Mainardi ou tudo dá errado neste pais…
30 de janeiro de 2014 | 18:44 Autor: Fernando Brito
Da capa de economia do site da Folha, hoje:
Com inflação alta, rendimento real do trabalhador tem menor avanço desde 2005, onde se mostra que a renda real dos trabalhadores -já descontada a inflação– subiu 1,8%.
É verdade, mas todos sabem que os patrões fizeram – até com o apoio do catastrofismo da mídia – jogo mais duro nas negociações,.
Os jornalistas de São Paulo, por exemplo, tiveram um reajuste bruto de 6,95%, ou apenas 1% acima da inflação: só a metade do que tiveram de aumento os demais trabalhadores.
Aí, bem mudinho, outras chamadas: Desemprego cai ao menor nível em 11 anos, Emprego com carteira já supera 50% do total e SP tem desemprego acima da média nacional.
Isso não é tão importante, não é?
Importante é que nos shoppings, as vendas crescem 8,6%, o pior desempenho desde 2007!
Mesmo que os lojistas dos shoppings se digam satisfeito por continuarem mantendo uma taxa de alto crescimento e nenhum deles esteja revisando seus planos de expansão.
Ah, e os Estados Unidos, aquele prodígio do Norte, onde as crianças já nascem falando inglês, de tão civilizadas que são?
Um crescimento de 1,9% no PIB, um “pibão” que anuncia recuperação e prosperidade para o grande irmãos do Norte, enquanto nós, miseráveis, estamos enganchados num pibinho, que cresce míseros 2,4%, o que qualquer pessoa sabe que é menos que 1,9%, não é?
Tão grave é a crise que uma pequena foto e chamada passam despercebidas: é a aposta da Audi na fabricação de seu modelo A3 – o sonho de consumo dos coxinhas endinheirados – em São José dos Pinhais, no Paraná, a partir do ano que vem.
Será que os jornais concordam com o que disse Diogo Mainardi no Roda-Viva, da TV Cultura, quando afirmou que “na internet só tem otário”?
Quem sabe não seria bom seguir a sugestão que ele deu para a D. Luiza, a do Magazine, e vender o Brasil para a Amazon?
http://tijolaco.com.br/blog/?p=13196
Webster Franklin
31 de janeiro de 2014 8:20 amFascismo à Brasileira
Do Pragmatismo Político
Fascismo à Brasileira
Parece crescente e cada vez mais evidente no Brasil
que importantes setores da classe média e classe alta
simpatizam com ideais semelhantes aos que formaram
o caldeirão social do fascismo
Por Leandro Dias*, no Pragmatismo Político
Historicamente a adesão inicial ao fascismo foi um fenômeno típico das classes dominantes desesperadas e das classes médias empobrecidas e apenas pontualmente conquistou os estratos mais baixos da sociedade, ideologicamente dominados pelo trabalhismo social-democrata ou pelo comunismo.
Nos mais diversos cantos do mundo, dos nazistas na Alemanha e camisas-negras na Itália, aos integralistas brasileiros e caudilhistas espanhóis seguidores de Franco, as classes médias, empobrecidas pelas sucessivas crises do pós-guerra (1921 e especialmente 1929), formaram o núcleo duro dos movimentos fascistas.
Esse alinhamento ao fascismo teve como fundo principal uma profunda descrença na política, no jogo de alianças e negociatas da democracia liberal e na sua incapacidade de solucionar as crises agudas que seguiam ao longo dos anos 1910, 20 e 30.
Enquanto as democracias liberais estavam estáveis e em situação econômica favorável, com certo nível de emprego e renda, os movimentos fascistas foram minguados e pontuais, muito fracos em termos de adesão se comparados aos movimentos comunistas da mesma época.
Porém, uma vez que a democracia liberal e sua ortodoxia econômica mostraram uma gritante fraqueza e falta de decisão diante do aprofundamento da crise econômica nos anos 1920 e 30, a população se radicalizou e clamou por mudanças e ação.
Lembremos que, quando os nazistas foram eleitos em 1932, a votação foi bastante radical se comparada aos pleitos anteriores; 85% dos votos dos eleitores alemães foram para partidos até então considerados mais radicais, a saber, Socialistas (social-democracia), Comunistas e Nazistas (nacional-socialistas), os dois primeiros à esquerda e o último à direita.
Os conservadores ortodoxos, anteriormente no poder, estavam perdidos em seu continuísmo e indecisão, sem saber o que fazer da economia e às vezes até piorando a situação, como foi o caso da Áustria até 1938, completamente estagnada e sem soluções para sair da crise e do desemprego, refém da ortodoxia de pensadores da escola austríaca, tornando-se terreno fértil para o radicalismo nazista (que havia fracassado em 1934).
Além disso, o fascismo se apresentava como profundamente anticomunista, o que, do ponto de vista das classes dominantes mais abastadas e classes médias mais estáveis (proprietárias) menos afetadas pelas crises, era uma salvaguarda ideológica, pois o “Perigo Vermelho”, isto é, o medo de que os comunistas poderiam de fato tomar o poder, era um temor bastante real que a democracia liberal parecia incapaz de “resolver” pelos seus tradicionais métodos, especialmente após a crise de 1929.
O fascismo desta maneira se apresentou como último refúgio dos conservadores (sejam de classe média ou da elite) contra o socialismo.
Os intelectuais que influenciavam os setores sociais menos simpáticos ao fascismo, o viam como um mal menor “temporário” para proteger a “boa sociedade” das “barbáries socialistas”, como o guru liberal Ludwig von Mises colocou, reconhecendo a fraqueza da democracia liberal face ao “problema comunista”:
“Não pode ser negado que o Fascismo e movimentos similares que miram no estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções e que suas intervenções, no momento, salvaram a civilização européia. O mérito que o Fascismo ganhou por isso viverá eternamente na história. Mas apesar de sua política ter trazido salvação para o momento, não é do tipo que pode trazer sucesso contínuo. Fascismo é uma mudança de emergência. Ver como algo mais que isso, seria um erro fatal”. (L. von Mises, Liberalism, 1985[1927], Cap. 1, p. 47).
Além da descrença na política tradicional e do temor do perigo vermelho num cenário de crise, houve ainda uma razão fundamental para as classes médias adentrarem as fileiras do fascismo:
o medo do empobrecimento e a perda do status social.
Esse sentimento – chamado de declassemént ou declassê no aportuguesado, algo como ”deixar de ser alguém de classe” – remetia ao medo de se proletarizar e viver a vida miserável que os trabalhadores, maior parte da população, viviam naquela época.
Geralmente associava-se ao receio de que o prestígio social ou o reconhecimento social por sua posição econômica esmorecessem, mesmo para pequenos proprietários e profissionais liberais sem títulos de nobreza (ver Norbet Elias, Os Alemães).
Esse medo entra ainda no contexto de uma evidente rejeição republicana, uma reação conservadora do etos nobiliárquico que dominava as classes altas e parte das classes médias urbanas nos países fascistas, à consolidação dos ideais liberais (mais igualitários) na estrutura social de poder e de privilégios, isto é, na tradição social aristocrática.
Não foi por acaso que o fascismo foi uma força política exatamente onde os ideais liberais jamais haviam se arraigado, como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e Brasil.
Por fim, cumpre lembrar que os fascistas apelam à violência como forma de ação política.
Como disse Mussolini: “Apenas a guerra eleva a energia humana a sua mais alta tensão e coloca o selo de nobreza nas pessoas que têm a coragem de fazê-la” (Doutrina do Fascismo, 1932, p. 7).
A perseguição sem julgamento, campos de trabalho e autoritarismo não só vieram na prática muito antes do genocídio e da guerra, mas também já estavam em suas palavras muito antes de acontecerem.
No discurso e na prática, a sociedade é (ou destina-se) apenas para aqueles que o fascista identifica como adequados; há um evidente elitismo e senso de pertencimento “correto” e “verdadeiro”, seja uma concepção de nação ou de identidade de raça ou grupo.
E essa identidade “verdadeira” será estabelecida à força se preciso.
Mas porque estamos falando disso?
Parece crescente e cada vez mais evidente no Brasil que importantes setores da classe média e classe alta simpatizam com ideais semelhantes aos que formaram o caldeirão social do fascismo?
Vimos em texto recente (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/brasil-elite-e-capitalismo.html)
que a sociedade brasileira, em particular a classe média tradicional e a elite, carrega fortes sentimentos anti-republicanos (ou anticonstitucionais), herdados de nossa sucessão de classes dominantes sem conflito e mudança estrutural, sem qualquer alteração substancial de sua posição material e política, perpetuando suas crenças e cultura de Antigo Regime.
Privilégios conquistados por herança ou “na amizade”, contatos pessoais, indicações, nepotismos, fiscalização seletiva e personalista; são todas marcas tradicionais de nossa cultura política.
A lei aqui “não pega”, do mesmo jeito que para nazistas a palavra pessoal era mais importante que a lei.
Há um paralelo assustador entre a teoria do ‘fuhrerprinzip’ (http://en.wikipedia.org/wiki/Fuhrerprinzip)
e a prática da pequena autoridade coronelista, à revelia da lei escrita, presente no Brasil.
Talvez por isso, também tenhamos, como a base social do fascismo de antigamente, uma profunda descrença na política e nos políticos. Enojada pelo jogo sujo da política tradicional, das trocas de favores entre empresas e políticos, como o caso do Trensalão ou entre políticos e políticos, como os casos dos mensalões nos mais variados partidos, a classe média tradicional brasileira se ilude com aventuras políticas onde a política parece ausente, como no governo militar ou na tecnocracia de governos de técnicos administrativos neoliberais.
Ambos altamente políticos, com sua agenda definida, seus interesses de classe e poder, igualmente corruptos e escusos, mas suficientemente mascarados em discursos apolíticos e propaganda, seja pelo tecnicismo neoliberal ou pelo nacionalismo vazio dos protofascistas de 1964, levando incautos e ingênuos a segui-los como “nova política” messiânica que vai limpar tudo que havia de ruim anteriormente.
Por sua vez, como terceiro ponto em comum, partes das classes médias tradicionais e a elite tem um ódio encarnado de “comunistas”, e basta ler os “bastiões intelectuais” da elite brasileira, como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino ou Olavo de Carvalho ou mesmo porta-vozes do soft power do neoconservadorismo brasileiro, como Lobão e Rachel Sherazade.
É curioso que o mais radical deles, Olavo de Carvalho, enxergue “marxismo cultural” em gente como George Soros (mega-especulador capitalista), associando-o ao movimento comunista internacional para subjugar o mundo cristão ocidental.
Esse argumento em essência é basicamente o mesmo de Adolf Hitler:
o marxismo e o capital financeiro internacional estão combinados para destruir a nação alemã (Mein Kampf, 2001[1925], p. 160, 176 e 181).
E, ainda, somam-se a isso tudo o classismo e o racismo elitista evidentes de nossa “alta” sociedade.
Da “gente diferenciada” que não pode frequentar Higienópolis,
passando pelo humor rasteiro de um Gentili,
ou o explícito e constrangedor classismo de Rachel Sherazade (http://www.youtube.com/watch?v=8hZ4cewFSl4),
que se assemelha à “pioneira revolta” de Luiz Carlos Prates (http://www.youtube.com/watch?v=QIKvrC5gOa4) ao constatar que “qualquer miserável pode ter um carro”,
culminando com o mais vergonhoso atraso de Rodrigo Constantino (http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/o-rolezinho-da-inveja-ou-a-barbarie-se-protege-sob-o-manto-do-preconceito/) em sua recente coluna, mostrando que nossos liberais estão mais inspirados por Arthur de Gobineau e Herbert Spencer (http://en.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer#Social_Darwinism)
do que Adam Smith ou Thomas Jefferson.
A elite e a classe média tradicional (que segue o etos da primeira), não têm mais vergonha de expor sua crença no direito natural de governar e dominar os pobres, no “mandato histórico” da aristocracia sobre a patuléia brasileira.
O darwinismo social vai deixando o submundo envergonhado da extrema direita para entrar nos nossos televisores diariamente.
Assim, com uma profunda descrença na política tradicional e no parlamento, somada a um anti-republicanismo dos privilégios de classe e herança, temperados por um anticomunismo irracional sob auspícios de um darwinismo social histórico e latente, aliado a uma escalada punitivista alinhada a “ciência” econômica neoliberal, temos uma receita perigosa para um neofascismo à brasileira.
Porém, antes que corramos para as montanhas, falta um elemento fundamental para que esse caldeirão social desemboque em prática neofascista real: crise econômica profunda.
Apesar do terrorismo midiático, nossa sociedade não está em crise econômica grave que justifique esta radicalização filo-fascista recente.
Pela primeira vez em décadas, o país vive certo otimismo econômico e, enquanto no final dos anos 1990, um em cada cinco brasileiros estava abaixo da linha da pobreza, hoje este número é um em cada 11.
A Petrobrás não só não vai quebrar como captou bilhões recentemente.
A classe média nunca viajou, gastou no exterior e comprou tanto quanto hoje, nem mesmo no auge insano do Real valendo 0,52 centavos de dólar.
O otimismo brasileiro (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,taxa-de-otimismo-do-brasileiro-cai-pela-primeira-vez-desde-2009-revela-ibope,1117414,0.htm) está muito acima da média mundial, mesmo que abaixo das taxas dos anos anteriores.
No entanto, apesar de tudo isso, parte das antigas classes médias e elites continuam se radicalizando à extrema direita, dando seguidos exemplos de racismo, intolerância, elitismo, suporte ao punitivismo sanguinário das polícias militares, aplaudindo a repressão a manifestações e indiferentes a pobres sendo presos por serem pobres e negros em shopping centers.
Isso tudo com aquela saudade da ditadura permeando todo o discurso.
Se não há o evidente declassmént, o empobrecimento econômico, ou mesmo um medo real do mesmo, como explicar esta radicalização protofascista?
Não é possível que apenas o tradicional anti-republicanismo, o conservadorismo anti-esquerdista e o senso de superioridade de nossas elites e classes médias tradicionais sejam suficientes para esta radicalização, pois estes fatores já existiam antes e não desencadeavam tamanha excrescência fascistóide pública.
Não.
O Brasil vive um fenômeno estranho.
As classes médias tradicionais e elite estão gradualmente se radicalizando à extrema direita muito mais por uma sensação de declassmént do que por uma proletarização de fato, causada por alguma crise econômica.
Esta sensação vem, não do empobrecimento das classes médias tradicionais (longe disso), mas por uma ascensão econômica das classes historicamente subalternas.
Uma ascensão visível.
Seja quando pobres compram carros com prestações a perder de vista; frequentam universidades antes dominadas majoritariamente por ricos brancos; ou jovens “diferenciados” e barulhentos frequentam shoppings de classe média, mesmo que seja para olhar a “ostentação”; ou ainda famílias antes excluídas lotando aeroportos para visitar parentes em toda parte.
Nossa elite e antiga classe média cultivaram por tanto tempo a sua pretensa superioridade cultural e evidente superioridade econômica, seu sangue-azul e posição social histórica; a sua situação material foi por tanto tão sem paralelo num dos mais desiguais países do mundo, que a mera percepção de que um anteriormente pobre pode ter hábitos de consumo e culturais similares aos dela, gera um asco e uma rejeição tremenda.
Estes setores tradicionais, tão conservadores que são, tão elitistas e mal acostumados que são, rejeitam em tal grau as classes historicamente humilhadas e excluídas, “a gente diferenciada” (http://www.cartacapital.com.br/sociedade/etnografia-do-201crolezinho201d-8104.html) que deveria ter como destino apenas à resignação subalterna (“o seu lugar”), que a ascensão destes “inferiores” faz aflorar todo o ranço elitista que permanecia oculto ou disfarçado em anti-esquerdismo ou em valores familiares conservadores.
Não há mais máscara, a elite e a classe média tradicional estão mais e mais fazendo coro com os históricos setores neofascistas, racistas e pró-ditadura.
Elas temem não o seu empobrecimento de fato, mas a perda de sua posição social histórica e, talvez no fundo, a antiga classe média teme constatar que sempre foi pobre em relação à elite que bajula, e enquanto havia miseráveis a perder de vista, sua impotência política e vazio social, eram ao menos suportáveis.
*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve mensalmente para Pragmatismo Politico.
Texto revisado por Carolina Dias
(http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/01/fascismo-brasileira.html)
zegomes
31 de janeiro de 2014 11:24 amQue texto bem escrito, que
Que texto bem escrito, que análise perfeita, inteligível pros de cá, do andar de baixo, como eu, que muitas vezes não entendemos uma terminologia sociológica mais sofisticada, direcionada a profissionais !!
evandro condé de lima
31 de janeiro de 2014 9:24 amPara quem gosta de voar (e reclamar)
E quem viaja de ônibus, quando vai ter os mesmos direitos?
A diferença entre a assistência ao passageiro no Brasil e nos EUA
POR RICARDO GALLO28/01/14 19:54
Na semana passada, escrevi para o caderno Mundo, da Folha, um artigo sobre a diferença de regras de assistência a passageiros nos EUA e aqui no Brasil.
Essa diferença afeta diretamente quem estiver em território americano, mesmo brasileiros, em situações como a de nevascas que fecham aeroportos.
O principal é que, nos EUA, as empresas aéreas só são obrigadas a prestar assistência quando causam o problema; no Brasil, não.
Veja:
***
Os passageiros brasileiros que estão presos em aeroportos dos Estados Unidos em razão da forte nevasca pouco têm a fazer além de esperar o (mau) tempo passar.
Isso porque as regras de assistência ao passageiro lá são bem diferentes das daqui.
Se um voo é cancelado por razões climáticas, as empresas aéreas que atuam em solo americano são obrigadas a remarcar o voo sem custos.
E só.
Daí aquela imagem bem frequente de passageiros deitados no chão em aeroportos dos EUA em épocas assim.
Normalmente, as companhias informam os passageiros com antecedência sobre o mau tempo, de modo que evitem ir ao aeroporto.
Mas, para quem já está no terminal, resta pouco a fazer.
A premissa por lá é que, se o problema acontece por razões que excedam a abrangência das companhias aéreas, como a nevasca ou o mau tempo, não lhes cabe arcar com assistência.
Aqui, não é assim.
Num exercício de imaginação, se houvesse uma nevasca em território brasileiro, as companhias aéreas locais ou internacionais seriam obrigadas a pagar alimentação e transporte aos passageiros e, a depender do tempo de espera, hospedagem.
Vale para qualquer interrupção em um voo, seja um atraso por culpa da empresa ou se o aeroporto parar porque um sujeito decide subir em uma torre –o que, a propósito, aconteceu em Congonhas em agosto de 2012.
A norma brasileira, de 2010, pressupõe que complicações na prestação do serviço, de qualquer ordem, fazem parte do “risco do negócio”.
É um entendimento incorporado do Código de Defesa do Consumidor –e que tem prevalecido em sentenças da Justiça em ações de passageiros contra as empresas.
As companhias aéreas sustentam ao Judiciário que não têm poder sobre o mau tempo –em geral, perdem.
Não é difícil supor brasileiros nos balcões de check-in das companhias nos EUA clamando por direitos iguais aos que teriam aqui.
Certo ou não, o esforço será em vão.
Roberto São Paulo-SP 2014
31 de janeiro de 2014 10:03 amÍndice Nacional de Vendas do setor supermercadista
Associação Brasileira de Supermercados (Abras)-—–Atualizado em 29 de janeiro de 2014
Em dezembro, as vendas do setor supermercadista em valores reais – deflacionadas pelo IPCA/IBGE, apresentaram alta de 20,62% na comparação com o mês imediatamente anterior e alta de 2,87% em relação ao mesmo mês do ano de 2012. No acumulado do ano, as vendas apresentaram crescimento de 5,36%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram crescimento de 21,73% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a dezembro do ano anterior, alta de 8,95%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 11,92%.
I) Evolução das Vendas do Setor – Total Brasil (Var. Mês x Mesmo Mês do Ano Anterior).
Índice Nacional de Vendas
O Índice Nacional de Vendas ABRAS é uma pesquisa mensal sobre o desempenho das vendas do setor supermercadista que possibilita o cálculo e análise das vendas do setor – TOTAL BRASIL, considerando as comparações NOMINAIS e REAIS do mês atual em relação ao mês anterior; do mês atual em relação ao mesmo mês do ano anterior e as variações acumuladas no ano.
O Índice Nacional de Vendas ABRAS é parte integrante do boletim econômico Abras Economia, o qual traz, também, a análise do mês em questão, bem como, alguns indicadores de preços e dólar, entre outros, além do ABRASMERCADO, que consiste numa pesquisa de acompanhamento de preços em supermercados.
O Índice Nacional de Vendas ABRAS envolve aproximadamente 130 empresas de supermercados de todo o território nacional, as quais, perfazem um universo de mais de 2800 lojas e que representam aproximadamente 60% das vendas totais do setor.
Julio Palmieri
31 de janeiro de 2014 11:04 ama SDH e a Funai vão se pronunciar?
Cinco índios são presos suspeitos de envolvimento em assassinatos no AM
FABIANO MAISONNAVE
DE SÃO PAULO
31/01/2014 00p1
Mais opções
Cinco índios da etnia tenharim foram presos ontem na região de Humaitá (AM) por suposto envolvimento no assassinato de três pessoas, em dezembro, informaram fontes policiais à Folha. Todos os presos foram levados em seguida a Porto Velho, a 200 km de Humaitá.
As prisões ocorreram na Terra Indígena Tenharim, em trecho da Transamazônica cerca de 130 km de Humaitá. Para a captura, a Polícia Federal comandou uma megaoperação com homens da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Exército e da Força Nacional.
Até a publicação desta notícia, não havia informações sobre se haviam sido encontrados os corpos do funcionário da Eletrobras Aldeney Salvador, do representante comercial Luciano Ferreira e do professor Stef de Souza.
Os três viajavam juntos pela Transamazônica quando desapareceram em 16 de dezembro. No início do mês, a PF encontrou peças de automóvel queimadas na terra tenharim, mas o resultado da perícia não foi divulgado.
O desaparecimento dos três motivou protestos em Humaitá, que terminaram na depredação de carros e instalações da Funai, em 24 de dezembro. No dia seguinte, incendiaram postos de pedágios que os índios mantinha em trecho da Transamazônica que corta terras indígenas.
Em resposta, o Ministério da Justiça enviou uma força-tarefa para a região, inicialmente com cerca de 300 homens.
A Folha tentou entrar em contato com o advogado dos tenharim, mas ele não foi localizado.
Roberto São Paulo-SP 2014
31 de janeiro de 2014 1:46 pmA dívida Pública Líquida alcançou R$1,6 bilhões, 33,8% do PIB
—–III – Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público alcançou R$1.626,3 bilhões em dezembro (33,8% do PIB), mantendo-se estável, como proporção do PIB, em relação ao mês anterior.
No ano, a relação DLSP/PIB reduziu 1,5 p.p.—-
——No final de dezembro a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$175,4 bilhões.—–
Política Fiscal——-Banco Central do Brasil – NOTA PARA A IMPRENSA – 31.1.2014
I – Resultados fiscais
O superavit primário do setor público consolidado alcançou R$10,4 bilhões em dezembro. O Governo Central apresentou superavit primário de R$14,7 bilhões; e os governos regionais e as empresas estatais, deficit de R$3,8 bilhões e R$506 milhões, respectivamente.
No ano, o superavit primário atingiu R$91,3 bilhões (1,90% do PIB), comparativamente a R$105 bilhões (2,39% do PIB) em 2012. O Governo Central e os governos regionais apresentaram superavits primários de R$75,3 bilhões (1,57% do PIB) e R$16,3 bilhões (0,34% do PIB), nessa ordem, enquanto as empresas estatais registraram deficit primário de R$0,3 bilhão (0,01% do PIB).
Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$24 bilhões em dezembro, comparativamente a R$29,9 bilhões em novembro. Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial, cuja despesa líquida diminuiu de R$8 bilhões em novembro para R$49 milhões em dezembro. No ano, os juros nominais totalizaram R$248,9 bilhões (5,18% do PIB), comparativamente a R$213,9 bilhões (4,87% do PIB) em 2012.
O resultado nominal, que inclui o superavit primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$13,6 milhões em dezembro. No ano, o deficit nominal alcançou R$157,6 bilhões (3,28% do PIB), ante R$108,9 bilhões (2,48% do PIB) em 2012.
II – Dívida mobiliária federal
A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.028,1 bilhões (42,2% do PIB) em dezembro, registrando acréscimo de R$55,9 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$37,2 bilhões, acréscimo de R$0,1 bilhão em razão da depreciação cambial, e incorporação de juros de R$18,6 bilhões.
Destacaram-se as emissões líquidas de R$24,5 bilhões em LTN, de R$12,7 bilhões em NTN-B e de R$4,8 bilhões em NTN-F; e os resgates de R$4,3 bilhões em LFT.
A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a novembro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio passou de 0,4% para 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic evoluiu de 15,4% para 15,6%; a dos títulos prefixados elevou-se de 32,7% para 34,6%, pelas emissões líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados a índices de preços subiu de 27,7% para 28,9%, pelas emissões líquidas de NTN-B. A participação das operações compromissadas reduziu-se de 23,4% para 20%, apresentando compras líquidas de R$99,2 bilhões.
Em dezembro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$457 bilhões, 22,5% do total, com vencimento em 2014; R$341,5 bilhões, 16,8% do total, com vencimento em 2015; e R$1.229,6 bilhões, 60,6% do total, vencendo a partir de janeiro de 2016.
No final de dezembro a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$175,4 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$49 milhões, no mês.
III – Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público alcançou R$1.626,3 bilhões em dezembro (33,8% do PIB), mantendo-se estável, como proporção do PIB, em relação ao mês anterior.
No ano, a relação DLSP/PIB reduziu 1,5 p.p. O crescimento do PIB corrente contribuiu para reduzir a relação em 3 p.p.; a desvalorização cambial de 14,6% acumulada no ano respondeu por redução de 2 p.p; o superavit primário, por redução de 1,9 p.p.; e o reconhecimento líquido de ativos, por redução de 0,1 p.p. Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 5,2 p.p. e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, em 0,4 p.p.
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.748 bilhões em dezembro, 57,2% do PIB, reduzindo-se 1,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa redução decorreu, principalmente, da queda no volume de operações compromissadas. No ano, houve redução de 1,7 p.p. na relação DBGG/PIB.
IV – Novos quadros na Nota para Imprensa
O Banco Central passa a divulgar na Nota para Imprensa – Política Fiscal, a partir desta edição, estatísticas fiscais regionais, por Unidade da Federação, incluindo, conjuntamente, dados do governo estadual, do município da capital e dos principais municípios1. Essas informações consolidadas contemplam dados da dívida líquida e das necessidades de financiamento, em valores nominais e em percentual da receita corrente líquida (Quadros XXII e XXIII). As necessidades de financiamento são divulgadas considerando os fluxos acumulados em doze meses. O indicador de receita corrente líquida é estimado com base nos Relatórios de Gestão Fiscal de todos os entes envolvidos, previstos na Lei Complementar n.º 101, de 4.5.2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).
As informações divulgadas na Nota para Imprensa serão atualizadas trimestralmente, com divulgação no mês seguinte ao encerramento do trimestre. Nesta Nota para Imprensa os dados consolidados por UF contemplam a dívida líquida de dezembro de 2012 e dezembro de 2013, e as necessidades de financiamento referentes aos dois anos.
As estatísticas fiscais regionais publicadas com abertura dos dados em nível de cada governo de estado, de município das capitais e do consolidado dos demais municípios constantes da amostra, continuam disponibilizadas com periodicidade trimestral e defasagem de até um trimestre.
Esclarecemos que as series dos indicadores regionalizados, tanto em termos consolidados por UF (atualizados até dezembro de 2013), quanto aqueles em maior nível de detalhamento (atualizados até setembro de 2013), estão disponibilizadas na página do Banco Central na internet (http://www.bcb.gov.br/?ESTATISTICADLSP ).
Almeida
31 de janeiro de 2014 3:49 pmA volta da ditadura: governo Dilma militariza Terra Tupinambá.
A volta da ditadura: governo Dilma militariza Terra Indígena Tupinambá
Inserido por: Administrador em 30/01/2014.
Fonte da notícia: Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
O processo de identificação da Terra Indígena Tupinambá teve início em 2004. Cinco anos depois, em abril de 2009, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou o relatório circunstanciado, no qual reconhece que “a área na qual se situa o imóvel litigioso é terra indígena tradicionalmente ocupada, cuja posse e usufruto são exclusivos da Comunidade Tupinambá”. O encaminhamento do relatório foi feito ao Ministério da Justiça, que tinha um prazo de 30 dias, de acordo com o decreto 1775/96, para a expedição da portaria declaratória. O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, insiste em desrespeitar a legislação brasileira, de modo especial a Constituição Federal. É inaceitável que, em vez de dar seguimento ao devido procedimento administrativo, o governo instale uma base policial em uma terra reconhecidamente indígena.
Segundo a diretora da escola indígena, Magnólia Tupinambá, na madrugada de hoje (30/01), mais viaturas policiais chegaram na área. “O tiroteio foi ainda maior que na noite anterior. Parecia que iam derrubar as casas de tanto tiro. Foi muito tiro mesmo, e granada também. Mesmo a 6 km de distância você assustava com tanto tiro. E a gente se pergunta: por que o governo tá atirando nos indígenas? Por que tá agindo do mesmo jeito que na época da ditadura? Por que toda esta violência contra nós? Só queremos o que é nosso de direito”, questiona ela.
Além do episódio em que a Polícia Federal foi acusada de torturar cinco indígenas Tupinambá em 2009, em uma área retomada (Ação Civil Pública nº 001825-23.2010.4.01.3311 – JF/Itabuna), a diretora Magnólia refere-se à brutal perseguição do cacique Marcellino, que vitimou toda a comunidade Tupinambá na época da intensificação da agricultura cacaueira. Na década de 1930, ao tentar frear a penetração dos não índios, contratados pelos coronéis, no território Tupinambá, o cacique resistiu a sucessivos confrontos com a polícia. No entanto, em 1937, Marcellino desapareceu. Os índios afirmam que ele foi levado para o Rio de Janeiro. O certo é que nunca mais retornou.
Este trecho de um artigo publicado, em outubro de 2013, na revista Carta Capital dá a dimensão da violência a que se referem os Tupinambá: “Quando procuravam Marcellino, certa noite, os policiais invadiram um sítio habitado por três indígenas – os irmãos Flaviano, Lourenço e Rufino – e suas famílias. Para que informassem o paradeiro do ‘bando’, os irmãos foram amarrados, açoitados com varas e interrogados. Os filhos menores de Rufino foram poupados, mas os dois mais velhos, Estelina Maria Santana e seu irmão Pedro, levaram uma surra de bainha de facão. Estelina morreu em 1987. A história quem conta é um de seus filhos, que vive em uma área retomada. Em sua perspectiva, o imperativo de recuperar o território tem a ver, junto às questões materiais, com uma obrigação moral, em memória de Estelina. Também participa do processo de retomada a filha de outro indígena torturado na perseguição a Marcellino, Manoel Liberato de Jesus, o Duca, que teve unhas arrancadas a saibro e a orelha esquerda pregada na parede. Ao fazê-lo, os policiais avisaram: se ainda estivesse ali quando voltassem, morreria. ‘Meu pai fez força, rasgou a orelha e saiu’. O lóbulo acabou permanentemente mutilado, como se pode ver no retrato em sua carteira de filiação ao Sindicato Rural de Ilhéus, guardada pela filha”.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) entende que a militarização do território Tupinambá somente agrava a situação vivida pelos Tupinambá e ocupantes não índios. A solução do caso depende, necessariamente, da imediata publicação da portaria declaratória da Terra Indígena Tupinambá, bem como, o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes não indígenas e o reassentamento daqueles que têm perfil para a reforma agrária. É inteira responsabilidade do governo Dilma evitar ou causar uma tragédia na Serra do Padeiro, terra do povo Tupinambá.
Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 30 de janeiro de 2014
Notas do Cimi
Desintrusão da TI Awá Guajá: o início da superação de negação dos direitos
Este processo na região não é tranquilo porque contraria muitos interesses exploratórios, criminosos e de violação dos direitos humanos e ambientais.
Ocupação da Funai é mais um capítulo do abandono aos povos indígenas
Gestores de órgãos governamentais têm se limitado a usar a força policial sem adotar alguma solução concreta, sobretudo em relação à falta de moradia das famílias indígenas na cidade. A ocupação foi…
Organizações demandam retirada de invasores de Marãiwatsédé
Essa nova invasão a Marãiwatsédé é mais uma afronta ao direito do usufruto exclusivo das terras indígenas, em meio a ataques à legislação indigenista expressos em projetos inconstitucionais defendidos…
Redução de Terra Indígena não é alternativa para solução de conflitos fundiários
Por não suportarem mais as condições precárias no acampamento em que vivem há cerca de 12 anos à margem da via férrea, povo Guarani Chiripá e Mbya pede redução da sua terra indígena tradicional. Cimi…
Nota sobre os graves acontecimentos em Humaitá, Amazonas
É fundamental que as autoridades competentes tomem todas as providências emergenciais possíveis para garantir a segurança dos povos indígenas e demais cidadãos da região de Humaitá
Almeida
31 de janeiro de 2014 8:48 pmLuta de classes no Brasil não se resume a PT x PSDB.
Do Brasil de Fato:
No mundo onde cresci, protestar contra violações é ser de esquerda
Os protestos convocados não são, em sua essência, contra a realização em si da Copa. Esta não é a reivindicação central. É, como dito, uma palavra de ordem mais de caráter simbólico do que prático. O ponto fundamental das manifestações são as violações a direitos causadas pelos eventos esportivos, que são muitas, inúmeras, e gravíssimas
29/01/2014
Por Igor Ojeda
Assombrosas algumas das reações aos protestos que questionam a organização da Copa do Mundo no Brasil. Não por apontarem incoerências, contradições ou desacordos com os manifestantes, mas por qualificá-los de antemão como terroristas ou “contra o Brasil”. Reações que partem do fígado são muitas vezes assim, acabam turvando a realidade. E esse profundo ciclo de desinformação (intencional ou não), requer, a meu ver, algumas pontuações:
1- O famoso “Não vai ter Copa” é um slogan, muito mais de sentido simbólico do que prático. Podemos concordar ou discordar, achá-lo adequado ou não, certeiro ou irresponsável. Mas é um slogan. E está sendo espalhado por aí pela metade. Na verdade, ele completo é “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”.
2 – Os protestos convocados não são, em sua essência, contra a realização em si da Copa. Esta não é a reivindicação central. É, como dito, uma palavra de ordem mais de caráter simbólico do que prático. O ponto fundamental das manifestações são as violações a direitos causadas pelos eventos esportivos, que são muitas, inúmeras, e gravíssimas. No mundo onde cresci, violações a direitos são ações de direita. Protestar contra essas violações é uma ação de esquerda. E absolutamente legítima. De qualquer forma, mesmo que o foco principal fosse o cancelamento do evento, por tudo que ele representa em abusos, isso também seria legítimo.
3 – Não existe determinado grupo, organização, partido, ONG ou governo estrangeiro “por trás” desses protestos. Afirmar isso, ainda mais de forma categórica, é extremamente leviano. As manifestações são compostas por uma gama de movimentos e organizações legítimas, que têm em comum a opção por lutar contra os abusos decorrentes da realização da Copa do Mundo.
4 – Os protestos não são dos Black Blocks. Os Black Blocks não são os protestos. Ponto. Não é o caso de entrar no mérito sobre a legitimidade ou não desse tipo de tática neste momento, simplesmente porque os movimentos que questionam os megaeventos esportivos NÃO apostam na violência como forma de luta. Generalizar, tomar a parte como o todo para desqualificá-los é usar o mesmíssimo expediente da direita para desqualificar os atos contra os aumentos das passagens de ônibus e muitos outros protestos legítimos do presente e do passado. Pior ainda quando para tal desqualificação se usa a grande mídia e suas reportagens e imagens “editadas” como principal e exclusiva fonte de informação, como vem acontecendo muito frequentemente.
5 – Há anos, formou-se e consolidou-se, em todas as 12 cidades-sede, Comitês Populares da Copa, que se juntaram na Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Eles conformam uma extensa rede de movimentos de atingidos pelos grandes eventos esportivos, movimentos sociais, sindicatos, movimentos estudantis, advogados populares, urbanistas e ONGs que serve para dar coesão à luta contra as violações causadas por tais megaeventos.
6 – Não é de agora: há vários anos esses comitês da Copa e a Ancop desenvolvem um criterioso trabalho de levantamento e sistematização dessas violações. Isso serve para se organizar a resistência e, inclusive, propor soluções para enfrentá-las. Algumas resistências até já foram vitoriosas.
7 – Um extenso e sério dossiê sobre violações aos direitos humanos no âmbito da realização da Copa e das Olimpíadas é um dos resultados desse esforço. Ele pode ser acessado através do site da Ancop (portalpopulardacopa), na aba “documentos” e depois “documentos Articulação Nacional”.
8 – E a lista de violações é bastante longa. Os questionamentos à Copa não estão restritos ao uso de verbas públicas. São muitos abusos concretos, situações reais, que afetaram e vêm afetando diretamente a vida de centenas de milhares – para não dizer milhões – de pessoas em todo o Brasil:
. Os cálculos mais conservadores citam a cifra de quase 200 mil pessoas removidas de suas casas como decorrência da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. São remoções a toque de caixa, feitas, como é de praxe, com violência, cooptação de lideranças, falta de informação aos atingidos, ausência de compensações adequadas. Sem falar nas consequências indiretas que vieram a reboque, a se destacar os grandes empreendimentos imobiliários travestidos de projetos urbanísticos, operações urbanas – bancados por governos em todo o país – que vêm expulsando os mais pobres das áreas valorizadas.
. Desde que o Brasil e o Rio de Janeiro foram escolhidos como sede, respectivamente, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, uma série de leis e portarias foram e vêm sendo aprovadas e editadas (ou preparadas para tal) como forma de “adequar” a institucionalidade brasileira a esses eventos. São leis que permitem concessões de terras e bens públicos para a realização dos eventos, que proíbem manifestações, que autorizam o uso da Força Nacional contra manifestações civis (!), que cassam o direito de greve (!!) durante o período dos jogos, que não permitem o trabalho de comerciantes e ambulantes ao redor dos estádios etc. No geral, todas essas leis e portarias são feitas na medida para atender aos interesses da Fifa e/ou de grandes empresas. A Lei de Geral da Copa é a principal delas, mas não a única.
. As obras de infraestrutura e dos estádios vêm sendo acompanhadas por inúmeros casos de exploração dos trabalhadores. Já ocorreram duas dezenas de greves de operários, além de mortes causadas em boa parte por conta da aceleração requerida para o término das obras. Para piorar, prepara-se a aprovação de uma Medida Provisória que permitiria a contratação de trabalhadores por curta duração sem vínculo empregatício durante a Copa e as Olimpíadas.
. Sob o pretexto e/ou como consequência dos megaeventos, estádios e aeroportos foram concedidos à iniciativa privada.
. Todas as decisões relacionadas aos megaeventos estão sendo tomadas sem a mínima participação popular, passando por cima de instâncias como o Conselho das Cidades
. As obras de infraestrutura bancadas com dinheiro público vêm sendo amplamente questionadas por beneficiarem principalmente o capital imobiliário e o transporte individual, por serem um dos agentes dos processos de higienização das cidades e por serem também causadoras de remoções feitas a toque de caixa. Denuncia-se também que verbas públicas vêm sendo destinadas a estádios públicos que posteriormente serão concedidos à iniciativa privada, num processo de elitização que afastará (ou já vem afastando) cada vez mais os pobres da possibilidade de assistirem aos jogos.
Diante de todo esse quadro de violações, está muito longe da realidade falar que os protestos que questionam os megaeventos esportivos foram orquestrados exclusivamente para derrubar a presidenta. Ou que são “contra o Brasil” e “contra o futebol, símbolo da cultura brasileira”, como bisonhamente defendeu um colunista. Muito pelo contrário. são a favor do Brasil. São a favor do futebol, mas não o futebol elitizado que uma Copa do Mundo hoje representa, que impede que o povo chegue perto das benesses do evento-ponto alto do esporte mais popular do planeta. Não se trata de ser contrário a estádios modernos, ou ao futebol-idem. Mas sim defender que tal processo de “modernização” não pode estar atrelado a um processo de elitização.
Mais do que tudo, a realização da Copa e das Olimpíadas está servindo como pretexto perfeito para um dos mais intensos processos de reconfiguração urbana dos últimos anos, acelerando de maneira frenética o avanço do capital imobiliário sobre os direitos da população pobre, que vem sendo sistematicamente expulsa das regiões valorizadas. Revitalização é a palavra do momento. Vale tudo para “limpar” a imagem de uma cidade que receberá jogos da Copa ou das Olimpíadas e atrair… negócios. Não adianta denunciar as atrocidades cometidas pela polícia do Alckmin na cracolândia de São Paulo e achar que esse tipo simplesmente abominável de ação repressiva não tem relação alguma com a maneira como vem sendo consolidada a realização dos megaeventos no Brasil.
Sim, é, claro, desses movimentos pode-se questionar o foco, a escolha da palavra de ordem, o momento dos protestos, suas possíveis consequências políticas, suas contradições. E é evidente que há os que aproveitam para focar os ataques exclusivamente no governo federal. É evidente que setores da direita aproveitam qualquer brecha para capitalizar. Assim como as manifestações de junho, esses protestos ganharam um caráter abrangente e difuso, difícil de ser analisado. Não se prestam a rotulações feitas com o fígado.
De qualquer forma, o que fazer? Ignorar as gravíssimas violações e nefastas consequências da realização dos megaeventos? Esperar de braços cruzados que continuem a ocorrer remoções, que as famílias atingidas prossigam desassistidas, que leis radicalmente antidemocráticas sigam sendo aprovadas, que trabalhadores continuem sendo explorados? Não há brecha maior para a direita do que a forma como esses eventos vêm sendo organizados pelas diversas instâncias de poder. E a direita já a está aproveitando, podem ter certeza.
Espantosa a megalomania de considerar que qualquer protesto contra a Copa seja uma armação destinada especialmente a atacar (e derrubar) o governo Dilma. Por mais que tentem fazer crer, a luta de classes no Brasil não se resume a PT x PSDB.
alfeu
1 de fevereiro de 2014 12:09 amFuncionários do Guardian destroem arquivos de Snowden
Noticiashoje
http://www.noticiashoje.com.br/v/3247382/
31 de janeiro de 2014 17p4
Funcionários do Guardian destroem arquivos de Snowden
Jornal foi ameaçado de processo pelas autoridades do Reino Unido caso não eliminasse o material considerado confidencial
Por Camilo Rocha
SÃO PAULO – Imagens de jornalistas do diário britânico The Guardian destruindo computadores que continham os arquivos passados ao jornal pelo ex-agente da CIA Edward Snowden foram divulgadas nesta sexta-feira. O episódio aconteceu em 20 de julho do ano passado.
O jornal foi ameaçado de processo pelas autoridades do Reino Unido caso não destruísse o material, que continha informações sobre o governo do país consideradas confidenciais. O chefe da casa civil britânico, Jeremy Heywood, teria dito a Alan Rusbridger, editor doGuardian: “Podemos fazer isso de um jeito tranquilo ou podemos seguir a lei. Muita gente no governo acha que vocês deveriam ser fechados”.
Através das reportagens de seu correspondente Glenn Greenwald, que teve acesso aos documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, o Guardian revelou o esquema de espionagem online da agência norte-americana NSA.
O governo britânico agiu para barrar a divulgação de seus segredos. O serviço de inteligência do país (GCHQ) pediu ao jornal que entregasse os computadores onde as informações estariam armazenadas para que fossem destruidos.
O Guardian recusou, propondo que seus próprios jornalistas eliminassem o material. Oficiais do GCHQ acompanharam então o processo de destruição, feito por três funcionários doGuardian. Foram usadas furadeiras e rebarbadoras para “lixar” as placas dos computadores. Depois, tudo foi passado por um desmagnetizador do GCHQ.
Segundo o Guardian, todos os arquivos relacionados a Snowden que o jornal tinha em seu poder estavam em quatro laptops sem conexão à internet ou qualquer rede interna. Os computadores ficavam numa sala especial, vigiada 24 horas por dia por seguranças. Havia múltiplas senhas e uma proibição ao uso de aparelhos eletrônicos na sala. Apenas uma pequena equipe de repórteres veteranos de confiança tinha acesso aos arquivos.
Na semana que vem, a editora do jornal lança o livro The Snowden Files, de Luke Harding, que conta a história do agente, desde seus tempos de juventude, o período em que trabalhou para a CIA até o ano passado, quando decidiu contar ao mundo tudo que sabia.
Veja o vídeo com as imagens
http://www.theguardian.com/world/video/2014/jan/31/snowden-files-computer-destroyed-guardian-gchq-basement-video
Fernando Bento
1 de fevereiro de 2014 12:45 amOlá Nassif, Desde o final de
Olá Nassif, Desde o final de junho do ano passado percebo que os periódicos de economia, as seções de economia dos grandes jornais brasileiros enfatizam que os salários pagos no Brail estão muito altos, e que o baixo desemprego teria deixado os trabalhadores acomodados e mal qualificados e isto contribui para a baixa produtividade no Brasil. Deixo aqui alguns Exemplos; 1. O mais recente é o El País, de 30/01 http://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/30/economia/1391109432_087147.html -Detalhe que o jornal taxa como absurdo o suposto aumento de 169% dos salários. 2. Folha de S.P. de 26/06/2013: -Editorial de Enrique Meireles -Editorial de Economia -Reportagem, do caderno de economia com dono de fabricantes de ônibus reclamando sobre o aumento do custo da não de obra (isto quando o estopim da revoltas de junho foi o aumento das passagens de ônibus. 3. Capa da Exame de 28/01/2013 http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1047/ Que destaca que a estratégia das grandes empresas deixará de ser a expansão e passará a ser o aumento das margens de lucro na busca por eficiência – cortes de mão de obra, julgo eu. 4. Entrevista de Paulo Leme (Goldman Sachs Brasil) -Neste programa o banqueiro defendeu de modo envergonhado que o baixo desemprego está prejudicando o Brasil. -A certa altura o Boris Casoy explicita: “O senhos está defendendo o desemprego?”, Calo que o banqueiro diz que não é bem assim. Acredito que este tema mereça uma discussão neste espaço. E particularmente gostaria de saber mais sobre o que as empresas entendem pelo termo “Aumento da produtiviade” que entendo como ao aumento da intensidade da jornada de trabalho.