4 de junho de 2026

Processo contra a Meta indica que adolescentes são expostos a vídeos que não queriam ver

Teor sexual e vídeos em que pessoas se machucam estão entre as reclamações dos menores de idade; plataforma enfrenta acusações na Justiça dos EUA
Imagem: Angga Budhiyanto/Shutterstock

Documento que integra processo contra a Meta, divulgado na sexta-feira (20), indica que um em cada cinco usuários entre 13 e 15 anos foram expostos à imagens sexuais e vídeos que não queriam ver.

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O texto inclui ainda depoimentos de Adam Mosseri, chefe de Instagram, em que o executivo admitiu que a plataforma não compartilhava resultados gerais de pesquisas “notoriamente problemáticas”. O levantamento em questão é de 2021.

Proprietária das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta responde na Justiça estadunidense ações judiciais em que responde por projetar produtos viciantes, além de alimentara crie de saúde mental nos jovens.

No final do ano passado, a empresa chegou a reconhecer o problema e adiantou que removeria vídeos de nudez ou de atividade sexual, inclusive os gerados por inteligência artificial.

Além do teor sexual, 8% dos adolescentes entre 13 e 15 anos afirmaram ter vídeos em que alguém se machucava ou ameaçava se machucar.

Em ambos os casos, os vídeos são enviados majoritariamente por mensagens privadas.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. daniel joca de oliveira

    24 de fevereiro de 2026 9:10 am

    Camila Bezerra, não caberia melhor falar em crianças e adolescentes do que em em menores? O que vige hoje é o ECA, não o Estatuto do Menor.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de fevereiro de 2026 9:57 am

    O Tribunal Regional de Berlim considerou ilegal a prática da Meta de coletar, armazenar e processar dados pessoais de pessoas que não possuem uma conta no Facebook.
    * Quando um usuário do Facebook sincroniza os contatos do smartphone para encontrar amigos, a Meta envia toda a agenda de endereços para seus servidores. Isso inclui dados de pessoas que nunca assinaram um contrato com o Facebook e nunca deram consentimento para que seus dados fossem processados.
    * O Tribunal rejeitou a ideia de que a Meta possa presumir unilateralmente ter direito a essas informações apenas porque um usuário decide enviar seus contatos.
    * A decisão enfatizou que essa prática vai muito além de números de telefone ou e-mails. Ela pode incluir informações sensíveis, como detalhes profissionais, status de relacionamento e até fotos – tudo armazenado pela Meta sem a permissão do proprietário.
    Vide: https://www.verbraucherzentrale.de/wissen/digitale-welt/datenschutz/gerichtsurteil-facebooks-freundefinder-verstoesst-gegen-datenschutzrecht-117585?fbclid=IwY2xjawQL0N1leHRuA2FlbQIxMABicmlkETJoUm5GWU5rTU5NUlJVR2lrc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHv4AXdnVFIg7SyT4ef6hav9AygCXMwuMYZpv3OOQP5hqUyC5C9TxDFeOPI3H_aem_40XYfUXJ1fgn2po0-aTecQ

    Eu acescentaria apenas que a técnica de analisar redes de contatos para estalecer ligações pessoais possíveis, prováveis ou, no mínimo, pertinentes pertence ao universo da investigação policial e ao da criação criação de redes de influência politica que interessa a alguém por allgum motivo específico. Nas suas vidas privadas as pessoas tambem criam suas ligações de maneira acidental, não necessariamente baseadas em cálculos de natureza criminosa ou política. Nem sempre existe uma agenda subjacente a ser colocada em movimento quando duas pessoas se encontram e discutem algo que lhes interessa.
    Essa decisão da corte de Berlim é importante e terá repercussão inevitável na engenharia política e eleitoral colocada em movimento pelo Facebook baseada no conceito de “empurrão”. As limitações impostas, caso referendadas por outros Tribunais em diversos países e se tornem universais, obviamente afetará de maneira negativa o trabalho sombrio e algumas vezes enganoso e até criminoso dos bots que infestam o Facebook com a tolerância da empresa.

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