11 de junho de 2026

Defesa confirma morte encefálica de Sicário, suposto integrante da milícia de Vorcaro

Mourão foi preso na quarta-feira (4), quando atentou contra a própria vida; ele é acusado de ser o operador central da organização criminosa do banqueiro
Crédito: Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, morreu na noite desta sexta-feira (6) após dar entrada em estado grave no hospital onde estava internado desde quarta-feira (4), quando tentou suicídio em uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

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A confirmação veio por meio de nota da defesa, que informou o encerramento do protocolo de morte encefálica às 18h55. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Entenda o caso

Mourão havia sido preso horas antes, durante nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a suposta milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nos documentos da PF, Mourão aparece identificado pelo apelido “Sicário” e descrito como operador central de um grupo chamado “A Turma”, estrutura apontada como responsável por monitorar pessoas de interesse de Vorcaro, coletar informações e executar ações de intimidação.

É com Mourão que Vorcaro teria trocado mensagens discutindo uma tentativa de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, mediante a simulação de um assalto. As conversas incluiriam ainda referências a ameaças e agressões a desafetos.

Segundo a PF, Mourão teria acesso a bases de dados restritas de órgãos públicos nacionais e internacionais para subsidiar essas operações.

No dia da prisão, a defesa negou que os fatos imputados correspondessem à realidade e afirmou que tudo seria esclarecido assim que tivesse acesso integral aos autos da investigação.

Ficha

Em solo mineiro, onde era mais conhecido pelo apelido “Mexerica”, o perfil que a polícia local tinha de Mourão era diferente do que constava nos relatórios federais. Para os policiais de Minas ouvidos pela reportagem da Folha, ele era menos um operador de violência e mais um golpista habitual, um agiota, envolvido em pirâmides financeiras e no comércio irregular de veículos usados.

Seus registros na polícia estadual incluem passagens por furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documento público, organização criminosa e crimes contra a economia popular, todos considerados não violentos.

Há indícios, segundo policiais, de que também integrava organização criminosa com ramificações em jogos do bicho e apostas ilegais, com envolvimento de criminosos e agentes de segurança pública. Mourão seria ainda detentor de amizades influentes na polícia mineira e em outras esferas de poder.

Réu

Além dos registros policiais, Mourão respondia desde 2021 a processo criminal na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte por crime contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais obtida pela reportagem, ele teria sido um dos chefes de um esquema de pirâmide financeira iniciado em 2017.

O esquema envolvia a captação de investidores por meio de promessas de lucros elevados com a compra e venda de títulos, ações e cotas. Outras dez pessoas foram denunciadas como partícipes, entre elas a mãe e a irmã de Mourão. O processo ainda não havia sido julgado.

Sobre essas acusações, a defesa disse, na mesma data da prisão na Operação Compliance Zero, acreditar que a inocência de Mourão seria provada ao fim do processo.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    7 de março de 2026 11:48 am

    Enquanto isso, o Nikolalaus suplica ao Vorcaro que faça delação e seja premiado com a impunidade. Ele não quer a punição do dono do jatinho que ele viaja quando quer, não importando que seu rabo fique preso nas mãos do desviador de dinheiro de aposentados e pensionistas. Cínico

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