10 de junho de 2026

Uma breve reverência às mulheres de luta de classes, por Francisco Calmon

Homenageio a TODAS de ontem e de hoje, neste dia, 8 de março de 2026, no qual se rememora e comemora as lutas históricas das mulheres.
Reprodução

Francisco Celso Calmon homenageia mulheres revolucionárias no 8 de março de 2026, destacando lutas históricas e resistência.
Maria Auxiliadora sofreu torturas na Vila Militar, foi humilhada e quebrou-se física e mentalmente no exílio na Alemanha.
Dilma Rousseff é lembrada por sua luta contra a ditadura, presidência e criação da Comissão Nacional da Verdade.

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Uma breve reverência às mulheres de luta de classes

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por Francisco Celso Calmon

Tive excepcionais companheiras na luta revolucionária, em nome de duas mulheres homenageio a TODAS de ontem e de hoje, neste dia, 8 de março de 2026, no qual se rememora e comemora as lutas históricas das mulheres.

Em memória, Maria Auxiliadora de Lara Barcellos, médica, companheira no Colina/VAR e no cárcere da PE da Vila Militar no Rio de Janeiro.

Exemplo de humanismo, coragem e integridade moral.

Na Vila Militar, após todos os tipos de torturas que as mentes fascistas e psicopatas aplicaram, sem qualquer dó ou piedade, devido a sua resistência e beleza, nossos algozes colocaram-na nua, como humilhação suprema, numa sala para todos os milicos a olharem pela janela.

Os torturadores a quebraram física e mentalmente, abdicou da vida quando estava exilada na Alemanha.

Em vida, Dilma Rousseff, para mim Vanda, companheira do Colina à VAR-Palmares, cuja competência no combate à ditadura e na democracia levou-a, pelo voto, à Presidência da República, e, no exercício do governo, manteve a coerência com os nossos ideais e compromissos com a pátria, o povo e a democracia.    

Teve a coragem de criar a Comissão Nacional da Verdade, que, apesar das limitações, prestou o mais relevante serviço à necessária Justiça de Transição, sem a qual jamais o Brasil terá uma democracia sólida.

Golpeado duas vezes, Dilma vaticinou que voltaria, e mais uma vez vitoriosa é hoje Presidenta do banco dos Brics.

As mulheres quando se organizam na perspectiva da luta de classes, tornam-se forças poderosas para mudar a correlação de forças e fazer acontecer. Seja numa greve, seja numa insurreição; o perigo é a pelegagem que, para anteparo à luta de classes, foca numa luta de gênero, colocando mulheres contra homens, quando é a classe trabalhadora que tem o potencial histórico de transformar o sistema que explora e oprime a todas e todos. Esta visão não abstrai o feminicídio cometido por homens, contudo propõe ir à raiz para GERAR A UNIDADE. A divisão serve sempre à classe dominante do sistema.

Saudações revolucionárias a todas de ontem, de hoje e das gerações futuras.

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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