21 de maio de 2026

Informações de fontes anônimas: modo de usar, por Letícia Sallorenzo

Jornalista Jack Nickas, do NYT, recebeu imagens de Jair buscando refúgio na embaixada da Hungria. Fato só foi publicado depois de apuração.
Jair na embaixada da Hungria - Reprodução

Jornalista do NYT recebeu imagens da embaixada da Hungria mostrando Jair buscando refúgio para evitar prisão.
NYT apurou, cruzou dados e consultou advogados antes de publicar, garantindo informação confiável e legal.
Publicação de diálogos entre Alexandre e Vorcaro só ocorreu após meses de verificação rigorosa dos fatos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Informações de fontes anônimas: modo de usar

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por Letícia Sallorenzo

Um breve manual de jornalismo para Malu Gaspar

Há dois (ou três? Num lembro) anos, o jornalista Jack Nickas, do New York Times, recebeu de uma fonte anônima IMAGENS DE CIRCUITO DE TV DA EMBAIXADA DA HUNGRIA.

Essas imagens mostravam jair buscando refúgio ali, pra não ser preso pelo Xandão (e deu errado).

O que o NYT fez com esse material?

Correu e publicou?

Não.

Apurou.

Cruzou informação.

Buscou imagens de satélite que confirmassem aqueles vídeos.

Verificou a legitimidade dos dados.

Conversou com advogados pra entender o que, de fato, estava errado ali, à luz da lei brasileira e internacional.

E só então, depois de várias semanas de extenso trabalho, publicou o material.

Antes disso, buscou ouvir a versão do jair – que ficou catatônico diante do Jack Nickas e não teve alternativa a não ser confirmar q esteve na embaixada.

Isso é fazer jornalismo.

Isso é usar a credibilidade a seu favor.

Isso é levar informação confiável a seus leitores.

Sabe quando o NYT publicaria os “diálogos” de “Alexandre” com Vorcaro?

Isso mesmo: depois de apurar tudo e confirmar, sem dúvida, que:

– o q se tinha era, de fato, conteúdo do celular do daniel vorcaro do banco master

– do outro lado do zap quem falava era, de fato, o alexandre de moraes, ministro de Suprema corte

– a que se referia o bloqueio mencionado no diálogo

– se o diálogo implicava algum crime ou contravenção por parte de um, de outro, ou de ambos, à luz da lei brasileira, e por quê.

Isso é trabalho para meeeeeeeeses de apuração.

Coisa que Malu Gaspar, formada na Usp, deveria saber.

Letícia Sallorenzo é Mestra (2018) e doutoranda (2024) em Linguística pela Universidade de Brasília. Estuda e analisa processos cognitivos e discursivos de manipulação, o que inclui processos de disseminação de fake news.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Letícia Sallorenzo

Letícia Sallorenzo é Mestra (2018) e doutoranda (2024) em Linguística pela Universidade de Brasília. Estuda e analisa processos cognitivos e discursivos de manipulação, o que inclui processos de disseminação de fake news.

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1 Comentário
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  1. WRamos

    8 de março de 2026 2:01 pm

    Formada na USP e deformada na Globo…

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