10 de junho de 2026

Jornada do MST mobiliza 12 mil mulheres e ocupa 9 latifúndios pelo país

Desde 8 de março, mobilizações em 13 estados denunciam violência no campo e cobram avanço da reforma agrária
Foto: Divulgação MST

Mais de 12 mil mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já participaram de mobilizações em 13 estados durante a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, iniciada no último 8 de março. Nos dois primeiros dias de atividades, foram registradas 26 ações, incluindo nove ocupações de latifúndios, além de marchas, bloqueios de rodovias, atos públicos e atividades de formação política.

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As mobilizações denunciam a concentração fundiária e a violência no campo, além de cobrar avanços na política de reforma agrária. Segundo o movimento, parte das áreas ocupadas está associada a irregularidades como trabalho escravo, grilagem de terras e devastação ambiental.

A jornada deste ano ocorre sob o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!” e reúne mulheres camponesas em articulação com movimentos urbanos no contexto do Dia Internacional das Mulheres.

De acordo com Ayala Ferreira, da coordenação nacional do MST, as ações buscam demonstrar a capacidade de organização das mulheres diante da violência no campo e do avanço de discursos conservadores.

“A jornada tem demonstrado o que podem fazer mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também essa escalada de violência contra as mulheres, muitas vezes legitimada por discursos conservadores e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade”, afirma.

Segundo a dirigente, as ocupações também têm como objetivo expor crimes associados à estrutura fundiária concentrada no país.

“As áreas ocupadas por mulheres sem terra são latifúndios onde ocorreram crimes, como trabalho escravo, grilagem de terras ou devastação ambiental”, explica.

A jornada seguirá com mobilizações em diferentes regiões do país até 12 de março. Para Ferreira, a mobilização também busca ampliar o debate público sobre a reforma agrária como resposta às desigualdades sociais.

“O aprofundamento das desigualdades, da fome e do desemprego também se enfrenta com uma política ampla de reforma agrária. Seguimos em mobilização e resistência”, diz.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Gaspar Alencar

    10 de março de 2026 2:08 pm

    A força que vem das mulheres!

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