A guerra envolvendo o Irã entrou na terceira semana e começa a colocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante de um cenário cada vez mais complexo.
Autoridades e analistas ouvidos pela agência Axios afirmam que o confronto pode se tornar uma “armadilha de escalada”, onde um país militarmente mais forte se vê pressionado a intensificar ataques para demonstrar domínio, mesmo com retornos estratégicos cada vez menores.
Embora o governo americano tenha inicialmente trabalhado com a expectativa de uma operação militar intensa de quatro a seis semanas, autoridades em Washington e em capitais aliadas já se preparam para um cenário mais prolongado.
Fontes diplomáticas ouvidas por analistas indicam que a instabilidade no Oriente Médio pode se estender até setembro, mesmo que o conflito entre em uma fase de menor intensidade.
O risco surge no momento em que os Estados Unidos tentam garantir o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico, após tensões no Estreito de Ormuz.
Ao longo de seus anos na Casa Branca, Trump ficou conhecido por conduzir crises políticas com base em intuição, decisões rápidas e improvisação. No caso da guerra com o Irã, o cenário é diferente, uma vez que conflitos militares têm desfechos imprevisíveis e dependem também das decisões do adversário.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende uma ofensiva mais dura contra o Irã, incluindo a possibilidade de mudança de regime em Teerã.
Já o governo iraniano busca sobretudo garantir sua sobrevivência política e militar, ao mesmo tempo em que tenta demonstrar capacidade de retaliar ataques e causar impactos econômicos.
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