4 de junho de 2026

Aversão ao risco e expectativas com EUA fazem bolsa perder 0,18%

Jornal GGN – Em um novo dia de aversão ao risco, a bolsa brasileira acabou acompanhando o ritmo do mercado externo após a divulgação de dados econômicos ruins nos Estados Unidos. A expectativa em torno da próxima reunião do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) também ajudou no clima de aversão ao risco.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou a segunda-feira em queda de 0,18%, aos 47.701 pontos e um volume negociado de R$ 5,667 bilhões. O índice acumula -0,18% na semana, -7,39% no mês e no ano e -22,02% em 12 meses. As maiores altas foram as ações da Brookfield (BISA3), ALL Logística (ALLL3) e Itausa (ITSA4). Já as maiores baixas ficaram por conta dos papéis das empresas Oi (OIBR4), Energias BR (ENBR3) e Siderúrgica Nacional (CSNA3)

“O Ibovespa terminou o primeiro pregão da semana em baixa e as principais bolsas norte-americanas operam com sinais mistos, com os investidores realizando lucros devido ao aumento dos temores com os mercados emergentes e com o dado do mercado imobiliário da maior economia mundial, que veio abaixo das expectativas dos economistas”, diz o analista Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos, em relatório. As vendas de casas novas caíram 7% em dezembro, abaixo dos -3,9% registrados em novembro e das expectativas de queda de 1,9%.

Outro ponto que influenciou os negócios foi a expectativa em torno da próxima reunião da autoridade monetária norte-americana, que deve anunciar na próxima quarta-feira um novo corte de US$ 10 bilhões nas compras mensais de retiradas de bônus.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os números da balança comercial na quarta semana de janeiro, que apresentou um déficit de US$ 1,602 bilhão, o que levou o saldo negativo no ano para -US$ 3,651 bilhões.

Quanto ao câmbio, a cotação do dólar encerrou o dia em alta de 1,04%, a R$ 2,4220. A cotação atingiu seu maior valor desde 22 de agosto. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a divulgação dos dados ruins para as vendas de novas residências e a possibilidade de um novo corte na compra de títulos levou investidores a temerem que o Federal Reserve esteja sendo precipitado na retirada dos estímulos. Ao mesmo tempo, o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, declarou durante evento realizado em Londres, que a depreciação do real desde julho de 2011 é um movimento normal, e que o combate à inflação já começa a mostrar alguns resultados.

A agenda macroeconômica para terça-feira será mais pesada no exterior. No Brasil, aguarda-se a divulgação dos custos de construção por parte da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nos Estados Unidos, o destaque fica com os pedidos de bens duráveis e o índice de confiança do consumidor, entre outros índices. Na Europa, serão divulgados o PIB (Produto Interno Bruto) da Inglaterra e os dados de confiança do consumidor na França.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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