10 de junho de 2026

Cuba se prepara para ofensiva e reforça defesa contra pressão dos EUA

Líder cubano reage às ameaças de Washington e afirma que o país está pronto para proteger o regime e a unidade revolucionária
O Presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, discursou para os membros da Duma Estatal. | Foto: Wikimedia Commons

▸ Presidente cubano Díaz-Canel afirma que Cuba está mobilizada contra possível ofensiva dos EUA e monitora pressão externa.

▸ Crise energética agrava tensão; bloqueio dos EUA reduz fornecimento de petróleo e limita produção local na ilha.

▸ Diálogo entre Cuba e EUA segue aberto, mas governo cubano nega negociações sobre presidência ou sistema político.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está mobilizado para enfrentar uma eventual ofensiva direta dos Estados Unidos. A declaração ocorreu na última sexta-feira (20), durante um encontro em Havana com ativistas estrangeiros que entregavam ajuda humanitária à ilha. O líder cubano sinalizou que o governo monitora de perto os movimentos da gestão de Donald Trump, interpretando o atual cenário como o ápice da pressão externa.

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Segundo Díaz-Canel, a visão de Washington é de que todos os mecanismos de pressão diplomática e econômica já foram exauridos, restando apenas a tentativa de tomar o poder para “destruir tudo”. Como resposta, o governo reativou o plano de defesa nacional baseado no conceito de “guerra de todo o povo”, estratégia de caráter defensivo que prevê a mobilização total da sociedade civil e militar em caso de invasão.

Crise energética e o papel de Donald Trump

A tensão política é agravada por uma severa crise econômica e energética. O governo Trump impôs um bloqueio rigoroso ao fornecimento de petróleo, recurso vital para o funcionamento da infraestrutura cubana.

A demanda da ilha é de 100 mil barris diários, mas a produção local mal alcança 40 mil. O cenário piorou após países como o México suspenderem o envio de óleo por receio de sanções e aumento de tarifas por parte dos EUA.

Embora a China tenha auxiliado na implementação de energia fotovoltaica e eólica, a matriz alternativa ainda é insuficiente para suprir as necessidades do país.

Negociações sob sigilo e unidade política

Apesar da retórica de confronto, canais de diálogo entre Havana e Washington permanecem abertos. Informações de bastidores indicam que a proposta americana passaria por uma transição política envolvendo a saída antecipada de Díaz-Canel, que possui mais dois anos de mandato.

No entanto, o governo cubano nega qualquer concessão estrutural. O vice-ministro das Relações Exteriores reforçou que a presidência e o sistema político não são objeto de negociação.

Díaz-Canel também buscou projetar uma imagem de coesão, afirmando que a liderança revolucionária segue unida e que decisões estratégicas contam com a participação direta do general Raúl Castro.

Para analistas e observadores próximos ao regime, um ataque bélico imediato é visto com cautela devido ao tabuleiro geopolítico global. O desenrolar de conflitos no Oriente Médio, especificamente envolvendo o Irã, poderia adiar qualquer ação militar direta no Caribe.

Por ora, o governo cubano mantém a postura de resistência, sinalizando aberturas econômicas pontuais, mas sem abrir mão da soberania política.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    23 de março de 2026 3:50 pm

    Enebriado pela molezinha que foi a incursão na Venezuela, o débil mental do trump mirou o Irã e, junto com sua marionete Israel (a noiva do Chuck), iniciou a cagada pelo Oriente médio que deu na merda que está dando para todo mundo.
    Agora o louco aponta o nariz para Cuba já encurralada por mais sanções dos eua, o que poderá facilitar como na Venezuela.
    Mas, será? Será tão molinho assim?
    Um míssil caindo em Miami, uns 400km de distância, causaria um prejuízo danado.

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