4 de junho de 2026

Deputados querem Damares investigada pelo MPF após adoção irregular ser revelada

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Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Deputados do PT, Psol e PCdoB reagiram à reportagem da revista Época que revela que Damares Alves “adotou” uma indígena com 6 anos de idade mas nunca regularizou o processo perante a Justiça comum e a Funai. 

Pelos relatos da revista, Damares e sua amiga, Márcia Suzuki, tiraram a india Lulu Kamayurá aos 6 anos de sua aldeia, no Xingu, sob o pretexto de levá-la para um tratamento dentário na cidade. Lulu nunca mais retornou ao local. A ministra de Bolsonaro afirma, por outro lado, que ela recebia visita dos parentes biológicos.

Para os parlamentares, Damares deveria ser investigada pelo Ministério Público Federal e esclarecer a situação em que tomou a jovem, hoje com 20 anos, como sua “filha adotiva”.
 
“Os indícios são fortíssimos de violação de direitos. O Ministério Público deve abrir um inquérito civil público e um inquérito policial para apurar o que aconteceu. A própria ministra tem que vir a público esclarecer essa história. Houve uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Índio”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
 
“O processo de adoção no Brasil é muito criterioso, ainda mais da população indígena. Isso revela uma violência muito elevada, porque não foram respeitados os costumes e as tradições, tanto que não há a concordância da tribo de origem”, disse Paulo Teixeira (PT).
 
Em nota, Damares informou que é “cuidadora” de Lulu com anuência da família. “Damares é uma cuidadora de Lulu e a considera uma filha. Como não se trata de um processo de adoção, e sim um vínculo socioafetivo, os requisitos citados pela reportagem não se aplicam. Ela nunca deixou de conviver com os parentes, que ainda moram em Brasília”.
 
Com informações de O Globo

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. +almeida

    1 de fevereiro de 2019 3:19 pm

    aí está!

    É exatamente essa porra de governo, com supremo e tudo, que os golpistas tanto tramaram, a vista de todo país, e conseguiram.

  2. hc.coelho

    1 de fevereiro de 2019 3:29 pm

    E a dodge

    A procuradora dodge sempre tem pressa em uns casos e é uma carroça em outros.

    Onde o ministério público? Cadê.

    Crime explicito e ninguem apura.

  3. Era dos Boçais

    1 de fevereiro de 2019 3:46 pm

    hipocrrecia. São poucas

    hipocrrecia. São poucas pessaos que já foram em tribos indígenas e não tenha trazido uma criança ou outra. Isso é um ato de caridade cristã. É sonho de consumo ter um indígena escravizado

  4. republicano arrependido

    1 de fevereiro de 2019 3:57 pm

    onde a justiça tão inerte

    onde a justiça tão inerte nesses

    casos do poder da morte ?

  5. Rui Ribeiro

    1 de fevereiro de 2019 4:23 pm

    Com quem vive a Lulu?

    Se a Lulu vive com a Damares, ela não pode conviver com seus parentes biológicos. Ela pode até visitar seus parentes biológicos, mas não vive com eles. Portanto, a nota é mentirosa na parte onde se afirma que Lulu CONVIVE com seus parentes, que ainda moram em Brasilia.

    Lulu vive em Brasilia e convive com a Damares, não com seus parentes biológicos.

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