4 de junho de 2026

CNI destaca inovação e foco na eficiência interna das indústrias

Levantamento mostra que 61% das empresas inovaram nos últimos três anos, com impacto direto sobre produtividade e custos
Foto de Pixabay – via pexels.com

61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos, focando principalmente na eficiência interna.
69% das inovações visaram melhorias em processos produtivos, com 38% das empresas aumentando sua produtividade.
Obstáculos como burocracia, custo de capital e acesso limitado a financiamento dificultam inovações mais avançadas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A indústria brasileira tem ampliado seus esforços de inovação, mas com um foco ainda concentrado na eficiência interna das empresas. Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria indica que 61% das indústrias no país realizaram algum tipo de inovação nos últimos três anos.

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O dado revela uma adesão relevante à agenda de modernização, mas também aponta para um padrão específico: cerca de 69% dessas iniciativas foram direcionadas à melhoria de processos produtivos, ou seja, ganhos operacionais dentro das próprias empresas.

Os efeitos desse movimento aparecem sobretudo na produtividade. Segundo o levantamento, 38% das indústrias registraram aumento de eficiência como principal resultado, seguidos por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

Segundo pesquisa apresentada durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, o cenário ainda é marcado por obstáculos estruturais. Empresários apontam dificuldades como burocracia, complexidade no acesso a linhas de financiamento e insegurança regulatória como fatores que limitam o uso de instrumentos públicos de apoio à inovação.

Inovação como ajuste, não como ruptura

Os dados sugerem que a inovação industrial no Brasil tem sido, majoritariamente, incremental e defensiva — voltada a melhorar eficiência e reduzir custos, e não necessariamente a criar novos produtos ou liderar mercados.

Esse padrão pode ser explicado por três fatores:

1. Custo de capital elevado
Ambientes de juros altos tendem a desestimular apostas mais arriscadas, favorecendo melhorias operacionais de retorno mais previsível.

2. Estrutura produtiva heterogênea
Grande parte da indústria brasileira ainda opera com níveis tecnológicos desiguais, o que faz da modernização interna um passo inicial necessário.

3. Gargalos institucionais
A dificuldade de acesso a políticas públicas e instrumentos de fomento reduz a capacidade de inovação mais avançada.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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