O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a defesa de investimentos públicos na área da saúde como prioridade estratégica do Estado — não apenas do ponto de vista econômico, mas sobretudo social.
Durante visita ao polo farmacêutico de Anápolis (GO), onde será produzido a escopolamina — insumo ativo utilizado em medicamentos amplamente consumidos — Lula destacou o papel da política industrial na redução da dependência externa e na ampliação do acesso da população a remédios essenciais.
O projeto, apoiado pelo BNDES, prevê investimento de cerca de R$ 250 milhões e integra a estratégia do governo de fortalecer o chamado complexo econômico-industrial da saúde.
“Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Não tem limite de investimento melhor do que você colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças nesse país”, afirmou o presidente.
A produção nacional de insumos farmacêuticos é vista pelo governo como uma forma de enfrentar esse problema estrutural. Atualmente, o Brasil ainda depende significativamente da importação desses componentes, o que impacta tanto o custo quanto a disponibilidade de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao defender a ampliação da capacidade industrial interna, Lula também associou o tema à soberania nacional e ao desenvolvimento econômico. Segundo ele, o crescimento da indústria da saúde representa não apenas um avanço tecnológico, mas uma oportunidade de inserção do país em cadeias globais de maior valor agregado.
Nesse contexto, a iniciativa em Anápolis ganha dimensão estratégica: além de garantir abastecimento interno, abre caminho para que o Brasil se torne exportador de insumos farmacêuticos em um movimento que combina política industrial, saúde pública e geração de empregos.
Ainda em Anápolis, o presidente Lula recebeu a dose da vacina contra a Influenza, marcando o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A Campanha Nacional começa no próximo sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
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