Milhões de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos e em diversos países no sábado (28) para participar da terceira edição dos protestos “No Kings”, um movimento de oposição ao governo de Donald Trump. As manifestações ocorreram em mais de 3 mil cidades e envolveram todos os 50 estados americanos, sendo consideradas uma das maiores mobilizações da história recente do país, conforme noticiado no The Guardian.
Organizados por coalizões de grupos progressistas, sindicatos e movimentos de base, os atos reuniram críticas a uma série de políticas da atual administração, incluindo a guerra no Irã, operações de imigração, aumento do custo de vida e cortes em áreas como saúde e pesquisa científica.
O principal evento ocorreu no estado de Minnesota, onde cerca de 200 mil pessoas participaram de um grande ato que contou com discursos do senador Bernie Sanders e apresentações musicais. Em várias cidades, como Nova York, Chicago e Washington, multidões também se concentraram com cartazes em defesa da democracia, dos direitos de imigrantes e da comunidade LGBTQIA+.
Os protestos também refletiram indignação com ações de agentes de imigração e episódios recentes de violência, que impulsionaram a mobilização popular. Em algumas localidades, houve presença de contra-manifestantes favoráveis a Trump, mas a maioria dos atos ocorreu de forma pacífica.
Além dos Estados Unidos, manifestações de solidariedade foram registradas em pelo menos 16 países. Organizadores afirmam que a mobilização pode ter superado marcas anteriores e se consolidado como o maior protesto de um único dia na história americana, com milhões de participantes.
Com o lema “sem reis”, o movimento denuncia o que considera tendências autoritárias do governo e busca fortalecer a organização política e social para além das manifestações de rua.
Com informações do The Guardian.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
29 de março de 2026 4:12 pmO maior perigo que os EUA correm não é a fascistização total da sociedade, porque ficou provado que ainda tem muito americano na rua disposto a limitar a tirania e a eventualmente derrubar o tirano Donald Trump. O que coloca em risco o futuro dos EUA é a possibilidade de uma “conciliação das elites” para permitir que muitos dos canalhas que hoje se mostram trumpistas, desfruntam poder e lucro apoiando Donald Trump possam num momento seguinte se acomodarem à restauração da democracia. Muitos canalhas obviamente tentarão fazer isso construindo biografias pessoais fakes de anti-trumpistas. Essa gente criminosa não deve nem ser perdoada, nem anistiada. Cada qual deve responder pelos abusos e crimes que cometeu na forma da Lei e com todo o rigor devido. Isso talvez inclua alguns donos de Big Techs.