O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou, neste domingo (29), a ampliação da ofensiva militar no sul do Líbano, com o objetivo de expandir a chamada “zona de segurança” na fronteira norte do país. “Acabo de instruir a ampliação adicional da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, afirmou, em pronunciamento gravado a partir do Comando Norte.
A declaração acontece em meio a um conflito regional que completa um mês e mostra poucos sinais de recuo, com frentes abertas no Líbano, no Irã, nos países do Golfo e, agora, também no Mar Vermelho.
Líbano
Israel anunciou no dia 16 deste mês o início de operações terrestres no sul do Líbano contra o Hezbollah. Na prática, a ação constituiu uma invasão de território estrangeiro e forçou cerca de 1 milhão de libaneses a deixarem suas casas.
Em 22 de março, tropas israelenses começaram a demolir as pontes sobre o rio Litani, que conectam uma faixa de 30 quilômetros no sul do país ao restante do território libanês. Dois dias depois, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, formalizou a intenção de estabelecer uma “zona de segurança” sob controle militar israelense até o rio.
“Todas as cinco pontes sobre o rio Litani que o Hezbollah usava para transportar terroristas e armas foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani”, afirmou Katz.
O governo libanês acusa Israel de criar uma zona-tampão permanente em seu território, uma faixa de contenção entre duas frentes de combate. O rio Litani é referência central nesse conflito: uma resolução da ONU de 2006 já havia determinado que o Hezbollah se retirasse das áreas ao sul do rio, exigência que Israel afirma nunca ter sido cumprida.
Irã
Enquanto Netanyahu anunciava a expansão no Líbano, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, reafirmava a disposição do Irã para o confronto. Em discurso marcando os 30 dias do início da guerra, ele acusou Washington de negociar em público enquanto prepara uma ofensiva terrestre nos bastidores.
Com as negociações em compasso lento, os combates seguem em várias frentes.
Neste domingo, uma unidade industrial da fabricante de insumos agrícolas Adama, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por seus destroços, sem feridos registrados.
Em Isfahan, no Irã, uma universidade afirmou ter sido alvo de ataque conjunto de EUA e Israel. Na capital Teerã, um prédio que abriga uma emissora de TV do Catar também foi atingido. No sul do país, cinco pessoas morreram após um ataque a um cais na cidade de Bandar-e-Khamir, segundo a mídia estatal iraniana.
No Kuwait, aliado dos EUA, dez militares ficaram feridos após um ataque a uma base militar que recebeu 14 mísseis balísticos e 12 drones nas últimas 24 horas.
No Líbano, além da expansão terrestre, Israel realizou ataques contra alvos do Hezbollah e matou três jornalistas e um soldado libanês no sábado.
No sábado também ocorreu o primeiro ataque dos houthis do Iêmen contra Israel desde o início do conflito — o que abre uma nova frente e amplia o risco para o transporte marítimo global, já gravemente afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Diplomacia
Em paralelo aos combates, ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram neste domingo em Islamabad para discutir saídas para o conflito. As primeiras conversas se concentraram na reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo.
Entre as propostas debatidas estão a criação de um sistema de tarifas inspirado no modelo do Canal de Suez e a formação de um consórcio internacional para administrar o fluxo de petróleo pela rota.
O Paquistão vem se consolidando como canal diplomático central no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington. O chefe do Exército paquistanês mantém diálogo direto com o vice-presidente americano JD Vance.
Os EUA já apresentaram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições. Trump, por sua vez, ameaçou atacar instalações energéticas iranianas caso o país não reabra o estreito — e concedeu um prazo adicional de dez dias.
*Com informações do g1.
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Carlos
30 de março de 2026 2:17 amFala-se tanto na vinda de um anticristo. Já está aí!
Tem cara, tem nome: Netanyahu.
Pilota um rabo, israel, que abana um cão, eua.
Matreiro, sorrateiro, perigoso, covarde. O mal encarnado.
O retrato da extrema-direita que se espalha pelo mundo como um câncer.