4 de junho de 2026

Irã endurece controle sobre Estreito de Ormuz

Mesmo após cessar-fogo com os EUA, passagem estratégica segue restrita, com navios parados e pressão sobre preços de energia
Foto: Tasmin News Agency

Irã planeja aumentar controle sobre Estreito de Ormuz, usando a passagem como ferramenta política contra os EUA.
Líder supremo Khamenei anuncia novo estágio na gestão do estreito antes de negociações Irã-EUA em Islamabad.
Centenas de navios aguardam autorização para cruzar, com cerca de 20 mil trabalhadores retidos no Golfo Pérsico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Irã sinalizou que pretende endurecer ainda mais o controle sobre o Estreito de Ormuz durante as negociações com os Estados Unidos, elevando a tensão em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

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Em mensagem pública divulgada nesta quinta-feira (9), o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei afirmou que o país levará a “gestão do estreito a um novo estágio”, indicando que o controle sobre a passagem continuará sendo usado como instrumento de pressão política.

As declarações de Khamenei antecedem uma nova rodada de negociações entre Irã e EUA, prevista para este sábado em Islamabad, capital do Paquistão.

A declaração ocorre apesar do cessar-fogo anunciado no início da semana entre Irã e EUA, que previa a reabertura da via. Na prática, porém, o estreito segue com circulação extremamente limitada – e uma das razões envolvem os sucessivos ataques de Israel ao Líbano.

Embora afirme que o país “não busca guerra”, o líder supremo do Irã reforçou que serão exigidas compensações pelos danos do conflito recente e não abrirá mão de seus interesses estratégicos.

Navios parados e risco crescente

De acordo com relatos citados pela Axios, centenas de navios petroleiros permanecem à espera de autorização para cruzar a região do Estreito de Ormuz, sem garantias de segurança. Tripulações enfrentam incerteza sobre como atravessar sem risco de ataques.

Embora autoridades norte-americanas afirmem que o estreito está “tecnicamente aberto”, admitem que a intimidação iraniana tem impedido o fluxo normal de embarcações. Cerca de 20 mil trabalhadores marítimos estão praticamente retidos no Golfo Pérsico, segundo a International Maritime Organization.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2026 8:08 am

    Por falar no gargalo, A Melania Trumpstein afirmou:

    “Nunca tive relacionamento com Epstein e ele não me apresentou a Trump. Estão difamando minha reputação com informações falsas sobre a minha suposta relação com o predador sexual”.

    O Trump$tein não pode dizer o mesmo. Talvez, no máximo, possa dizer que Melania não lhe foi apresentada por Epstein. Ele não pode dizer que nunca teve relacionamento com o predador sexual nem que estão difamando sua reputação com informações falsas sobre suas relações com o pedófilo. Os fatos em contrário são gritantes.

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