20 de maio de 2026

Ipea eleva projeção do PIB para 1,8% em 2026, com inflação mantida em 4,2%

Consumo das famílias sustenta crescimento no início do ano, enquanto juros e cenário externo ainda limitam avanço da economia
Foto de Daniel Dan via pexels.com

Ipea elevou projeção do crescimento do PIB brasileiro para 1,8% em 2026, mantendo 2% para 2027.
Consumo das famílias impulsiona crescimento, mas investimentos devem cair 1,1% em 2026, com recuperação em 2027.
Inflação prevista em 4,2% para 2026, afetada por alta dos combustíveis e volatilidade no mercado internacional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 foi elevada de 1,6% para 1,8%, enquanto os prognósticos para 2027 foram mantidos em 2%, segundo estimativas revisadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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Para o primeiro trimestre de 2026, a expectativa é de crescimento de 0,8% frente ao trimestre anterior e de 1,4% na comparação anual, com destaque para o setor de serviços.

A projeção para a inflação, medida pelo IPCA, foi mantida em 4,2% em 2026. No entanto, houve alterações importantes na composição dos preços.

O principal motor do crescimento segue sendo o consumo das famílias, impulsionado pela expansão da renda, mercado de trabalho ainda aquecido e políticas públicas que favorecem o crédito.

O estudo destaca ainda o padrão recente apresentado pela economia brasileira: segmentos ligados à renda e à demanda externa — como serviços, agropecuária e indústria extrativa — apresentam melhor desempenho, enquanto segmentos mais dependentes de financiamento seguem pressionados pelos juros elevados.

Alimentos e serviços livres tiveram revisões para baixo, refletindo melhora recente. Por outro lado, os preços administrados subiram na projeção, especialmente devido à alta dos combustíveis, influenciada pelo mercado internacional de petróleo.

Juros e cenário externo ainda pesam

Apesar da melhora no curto prazo, o ambiente econômico segue cercado de incertezas. O início do ciclo de queda da taxa Selic pode favorecer a atividade ao longo do ano, mas o ritmo dessa redução ainda é incerto.

No cenário internacional, a escalada de tensões no Oriente Médio aumenta a volatilidade e pressiona os preços de commodities, especialmente o petróleo. Para o Brasil, isso gera efeitos ambíguos: pode impulsionar exportações, mas também elevar a inflação.

Investimentos seguem como ponto fraco

Os investimentos continuam sendo o principal fator de preocupação. A expectativa é de queda de 1,1% em 2026, com recuperação apenas a partir de 2027.

Já o consumo das famílias deve crescer 1,5%, sustentado por medidas como reajuste do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda, ainda que limitado pelo endividamento e pelo custo do crédito.

Veja mais a respeito na íntegra da última Carta de Conjuntura elaborada pelo Ipea

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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