10 de junho de 2026

Brasil e EUA unem forças contra tráfico de armas e drogas em novo acordo bilateral

Os dois países vão integrar operações de inteligência e ações conjuntas para interceptar remessas ilegais de armas e entorpecentes

Brasil e EUA firmam parceria para combater crime transnacional com operações integradas de inteligência e fiscalização.
Projeto MIT cria sistema DESARMA para rastrear armas e materiais sensíveis entre Receita Federal e agência americana.
Em 12 meses, DESARMA registrou 35 apreensões e aumento nas capturas de drogas no Aeroporto de Guarulhos em 2026.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil e os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) uma parceria formal para combater o crime organizado transnacional. Por meio de cooperação entre a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection, agência americana de controle de fronteiras, os dois países vão integrar operações de inteligência e ações conjuntas para interceptar remessas ilegais de armas e entorpecentes.

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A iniciativa, batizada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), se insere no diálogo entre os presidentes Lula e Trump e faz parte de uma agenda bilateral mais ampla de enfrentamento ao crime transnacional. As tratativas tiveram início em janeiro de 2026, após visita técnica à região de Foz do Iguaçu, área estratégica pela proximidade com a Tríplice Fronteira.

Sistema DESARMA

Um dos principais produtos do acordo é o lançamento do programa DESARMA, plataforma informatizada da Receita Federal voltada ao rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. O sistema permite o compartilhamento de informações em tempo real entre os dois países sempre que a aduana de um deles identificar produtos de origem do outro relacionados a armas, munições, peças, componentes ou explosivos.

A ferramenta registra dados estratégicos das apreensões, tipo de material, origem declarada, informações logísticas e números de série, o que viabiliza o mapeamento de redes ilícitas de comércio de armamentos. O sistema também envia alertas automáticos às autoridades do país de origem das mercadorias apreendidas e pode ser acionado em portos, aeroportos, remessas postais e operações especiais de fiscalização.

O compartilhamento de dados é respaldado pela Portaria RFB nº 663/26, que autoriza a troca de informações e ações coordenadas com a agência americana, e segue os limites dos acordos internacionais firmados pelo Brasil, com garantia de sigilo e rastreabilidade.

Resultados

A cooperação já apresenta resultados práticos, a exemplo de informações repassadas pelos EUA permitiram identificar métodos sofisticados de ocultação, como peças de fuzis escondidas em equipamentos de airsoft e drogas camufladas em embalagens de ração animal enviadas pelo correio.

Nos últimos 12 meses, o DESARMA registrou 35 ocorrências, com apreensão de cerca de 1.168 partes e peças de armamentos, aproximadamente 550 kg, despachadas principalmente da Flórida com uso de declarações falsas. A consolidação dessas informações permite identificar padrões, vínculos entre remetentes e destinatários e rotas recorrentes.

No combate ao tráfico de drogas, os números também chamam atenção. No Aeroporto de Guarulhos, as apreensões saltaram de 89 kg em 2024 para 1.562 kg apenas nos três primeiros meses de 2026, com mudança no perfil do tráfico: maior uso de cargas, menor sofisticação no escondimento e diversificação dos aeroportos de origem.

O acordo integra a estratégia do governo brasileiro de usar inteligência, tecnologia e cooperação internacional como pilares da política de segurança pública. Na próxima semana, entre os dias 14 e 17 de abril, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, viaja a Washington para participar dos Encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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