4 de junho de 2026

ONU acusa Israel de violar direito internacional em ataques no Líbano

Deslocamento forçado e destruição de áreas civis são listadas como evidências graves de crime contra humanidade pela organização
Foto: IRNA English

Especialistas da ONU pedem suspensão imediata do envio de armas a Israel por violações no Líbano.
Ataque israelense em 8 de abril matou mais de 350 pessoas, incluindo 30 crianças, segundo autoridades libanesas.
Mais de 2 mil mortos e 1,2 milhão deslocados; ONU alerta para possíveis crimes contra a humanidade.

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Um grupo de especialistas independentes da Organização das Nações Unidas pediu que países membros suspendam imediatamente o envio de armas a Israel, diante do que classificaram como graves violações do direito internacional durante a ofensiva militar no Líbano.

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Segundo informações da Al Jazeera, 19 especialistas — entre relatores especiais e peritos em direitos humanos — condenaram os ataques israelenses, especialmente uma ofensiva realizada em 8 de abril, que deixou mais de 350 mortos, incluindo 30 crianças, segundo autoridades libanesas.

Para o grupo, a ação não pode ser justificada como autodefesa e representa uma “violação flagrante” da Carta da ONU, além de comprometer esforços diplomáticos e a ordem internacional baseada em regras.

O grupo também denunciou a destruição sistemática de áreas residenciais, especialmente no sul do Líbano, classificando as ações como punição coletiva e levantando preocupações sobre possíveis práticas de limpeza étnica.

A escalada militar ocorre em um contexto já altamente volátil na região, após o agravamento do conflito envolvendo Hezbollah e os desdobramentos da guerra entre Israel e Irã. Desde o início da ofensiva, mais de 2 mil pessoas teriam sido mortas no Líbano, e cerca de 1,2 milhão foram deslocadas à força — um cenário que, segundo os especialistas da ONU, pode configurar crimes contra a humanidade.

A situação também impacta negociações diplomáticas mais amplas. O governo do Irã defende que o Líbano seja incluído em acordos de cessar-fogo em discussão com os Estados Unidos, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeita essa possibilidade e afirma que as operações contra o Hezbollah continuarão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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