As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro e atingiram um novo recorde da série histórica, iniciada em 2000, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado reforça a trajetória recente de recuperação da atividade, após a alta de 0,4% registrada em janeiro, e indica um início de ano com desempenho positivo no consumo das famílias.
Com o avanço de fevereiro, o setor renovou o patamar máximo já alcançado no mês anterior, consolidando uma sequência majoritariamente positiva nos últimos meses — com apenas um resultado negativo recente, em dezembro de 2025.
No primeiro bimestre de 2026, o comércio varejista acumulou crescimento de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior, registrando o 21º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.
Quatro das oito categorias investigadas apresentaram crescimento das vendas em fevereiro: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%).
As quedas ficaram por conta de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).
Na comparação com fevereiro de 2025, o varejo registrou alta de 0,2%, evidenciando um ritmo mais moderado de crescimento no acumulado anual.
Neste caso, cinco das oito atividades pesquisadas sofreram queda nas vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%), Tecidos, vestuário e calçados (-5,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%).
Por outro lado, o indicador geral foi puxado por três atividades que apresentaram resultados positivos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (0,2%).
Já o chamado varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício — cresceu 1,0% na comparação mensal, também atingindo o maior nível da série histórica.
Deixe um comentário